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Bíblia em um ano Dia 27/365

Dia 27

Ex 11–12 · Mt 18,19-35 · Sl 17,36-43 (18) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEx 11–12
  2. Novo TestamentoMt 18,19-35
  3. Salmos e ProvérbiosSl 17,36-43 (18)
Destaque da leitura de hoje“Porque onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles.”Mateus 18,20

Antigo TestamentoEx 11–12

Êxodo 11

1E o Senhor disse a Moisés: Ainda tenho de ferir a Faraó, e ao Egito com uma praga: E então depois disto êle vos deixará ir, e até vos dará pressa a que saiais. 2Dize pois a todo o povo: Que cada homem peça ao seu amigo, e cada mulher à sua vizinha vasos de prata e ouro. 3E o Senhor fará que o seu povo ache graça diante dos egípcios. Ora Moisés tinha adquirido uma grande autoridade em todo o Egito, assim aos olhos dos servos de Faraó, como aos de todo o seu povo. 4Êle pois disse: Eis-aqui o que disse o Senhor: Eu sairei à meia noite a correr o Egito. 5E todos os primogênitos morrerão nas terras do Egito, desde o primogênito de Faraó, que está assentado no seu trono, até o primogênito da escrava, que está à mó do moinho, e até os primogênitos dos animais. 6Em todo o Egito se ouvirão grandes gritos, quais nunca antes houve, nem haverá jamais. 7Mas entre todos os filhos de Israel, desde os homens até os animais, não se ouvirá nem ganir um cão; para que vós saibais com que grande milagre divide o Senhor a Israel dos egípcios. 8Então todos os teus servos, que tu vês aqui, virão ter comigo, e me adorarão, e me dirão: Sai tu, e todo o povo; que te está sujeito. E depois disto sairemos nós. 9E Moisés saiu da presença de Faraó muito irado. E o Senhor disse a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que se faça um grande número de prodígios no Egito. 10Ainda que pois Moisés, e Aarão fizeram diante de Faraó todos os prodígios, que estão escritos, o Senhor endureceu o coração dêste príncipe, que não permitiu que os filhos de Israel saíssem das suas terras.

Êxodo 12

1Disse também o Senhor a Moisés, e a Aarão na terra do Egito: 2Êste mês será para vós o princípio dos meses; será o primeiro dos meses do ano. 3Falai a todo o ajuntamento dos filhos de Israel, e dizei-lhes: Ao décimo dia dêste mês tome cada um um cordeiro para a sua família, e para a sua casa. 4Se as pessoas, que há numa casa, não forem em número suficiente para comerem o cordeiro, tomarão da casa do vizinho, que estiver pegada à sua, quantos bastem para comer o cordeiro. 5Êste cordeiro será sem mancha, será macho, e será dum ano. Podereis também tomar um cabrito, que tenha as mesmas qualidades. 6Vós o guardareis até o dia catorze dêste mês: e tôda a multidão dos filhos de Israel o imolará pela tarde. 7Êles tomarão do seu sangue, e pô-lo-ão sôbre as duas umbreiras, e sôbre a verga das portas das casas, onde êles o comerem. 8E esta mesma noite comerão êles a carne do cordeiro assada no fogo, e pães asmos. com leitugas bravas. 9Não comereis nada dêle, que seja cru, ou cozido em água, mas somente assado no fogo. Comer-lhe-eis a cabeça com os pés, e com òs intestinos. 10E não ficará dêle nada até pela manhã. Se sobejar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo. 11Eis-aqui porém como o haveis de comer. Cingireis os vossos rins, e tereis sapatos nos pés, e bordões nas mãos, e comereis à pressa: Porque esta é a Páscoa, isto é, a passagem. do Senhor. 12E aquela noite passarei eu pelo Egito, e matarei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais: E eu exercitarei os meus juízos sôbre todos os deuses, eu, que sou o Senhor. 13Ora o sangue, com que estiver marcada cada casa, onde vós morardes, servirá de sinal a vosso favor: Eu verei o sangue e eu passarei a outra parte: E a praga de morte não tocará em vós, quando eu ferir todo o Egito. 14Êsse dia ser-vos-á um monumento: e vós o celebrareis de geração em geração com um culto perpétuo, como uma festa solene àhonra do Senhor. 15Comereis pães asmos sete dias: Desde o primeiro dia não se achará pão com fermento em vossas casas. Todo o que comer pão fermentado, desde o primeiro dia até o sétimo, perecerá do meio de Israel. 16O primeiro dia será santo, e solene, e o dia sétimo será uma festa igualmente venerável. Durante êstes dias, não fareis nêles obra alguma servil, exceto o que.pertence ao comer. 17Vós pois guardareis esta festa de pães asmos: Porque nesse mesmo dia farei eu sair todo o vosso exército do Egito: e vós observareis êste dia -de geração em geração com um culto perpétuo. 18Desde o dia catorze do primeiro mês à tarde, comereis vós pães asmos até à tarde do dia vinte dêste tmesmo mês. 19Não se achará em vossas casas pão com ferimento êstes sete dias. Todo o que comer pão. fermentado, perecerá do meio do ajuntamento de Israel, ou êle seja estrangeiro, ou natural da terra. 20Não comereis nada com fermento: Usareis de pão asmo em tôdas as vossas casas. 21Depois chamou Moisés todos os anciãos dos filhos de Israel, e disse-lhes: Ide tomar um cordeiro para cada família, e imolai-o. 22Ensopai um môlho de hissôpo no sangue, que estiver pôsto no limiar da porta, e borrifai com êle a verga da porta. e as duas umbreiras. Nenhum de vós saia da porta de sua casa. até pela manhã. 23Porque o Senhor passará, ferindo os egípcios: E quando êle vir êste sangue sôbre a verga das vossas portas, e sôbre as duas umbreiras, passará a porta da vossa casa, e não deixará entrar nêle o anjo exterminador a ferir-vos. 24Guardai êste mandamento, como uma lei, que deve ser inviolável para sempre, tanto para vós, como para vossos filhos. 25Depois que vós tiverdes entrado na terra, que o Senhor vos há de dar, como prometeu, observareis estas mesmas cerimônias. 26E quando os vossos filhos vos disserem: Que culto religioso. é êste? 27Vós lhes respondereis: Isto é a vítima da passagem do Senhor, quando êle passou as casas dos filhos de Israel no Egito, ferindo os egípcios, e livrando as nossas casas. Então o povo profundamente inclinado adorou o Senhor. 28Os filhos de Israel, depois que dali saíram, fizeram o que o Senhor tinha ordenado a Moisés, e a Aarão. 29Pelo meio da noite feriu o Senhor todos os primogênitos do Egito, desde o primogênito de Faraó, que estava assentado no seu trono, até o primogênito da escrava cativa que estava em prisão, e até o primogênito de todos os animais 30Tendo-se levantado pois de noite Faraó, como também todos os seus servos, e todos os egípcios, foi grande o alarido, que se ouviu em todo o Egito: porque não havia casa, onde não jazesse um morto. 31E Faraó tendo feito vir esta mesma noite a Moisés, e a Aarão, disse-lhes: Retirai-vos sem demora do meu povo, vós, e os filhos de Israel; ide sacrificar ao Senhor, como vós dizeis. 32Levai convosco as vossas ovelhas, e os vossos rebanhos, conforme me tínheis pedido; e idos que fordes, rogai por mim. 33Os egípcios também apertavam o povo, que saísse logo da sua terra, dizendo: Todos nós morreremos. 34O povo pois tomou a farinha, que tinha sido amassada antes de levar fermento; e atando-a nas capas, pô-la aos ombros. 35Fizeram também os filhos de Israel o que Moisés lhes havia ordenado, e pediram aos egípcios vasos de prata, e de ouro, e muita quantidade de vestidos. 36E o Senhor fêz favoráveis ao seu povo os egípcios, para que êstes emprestassem o que aquêles lhe pediam: e assim êles despojaram os egípcios. 37Partiram pois os filhos de Israel de Ramessés, e vieram a Socote, sendo perto de seiscentos mil homens de pé, afora os meninos. 38Foram êles seguidos de uma inumerável multidão do vulgo, e levavam consigo uma infinidade de ovelhas, de rebanhos, e de animais dj tôdas as castas. 39Cozeram a farinha, que havia tempo tinham trazido amassada do Egito, e fizeram dela pães asmos, cozidos debaixo de cinza: porque os egípcios lhes tinham dado tanta pressa a partir, que lhes não deram tempo a meter-lhes fermento, nem a preparar nada de comer. 40Ora o tempo, que os filhos de Israel tinham morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos: 41completos os quais, todo o exército do Senhor saiu do Egito neste mesmo dia. 42Esta noite, em que o Senhor os tirou do Egito, deve ser consagrada à honra do Senhor: e todos os filhos de Israel a devem observar pelo decurso de tôdas as gerações. 43Porque o Senhor disse assim a Moisés, e a Aarão: O culto desta páscoa observar-se-á desta sorte. Nenhum estrangeiro comerá dela. 44Todo o escravo, que alguém comprar. será circuncidado; e feito isto comerá dela. 45Porém o estrangeiro, e o mercenário não comerão dela. 46O cordeiro há de comer-se numa mesma casa: da sua carne não levareis vós nada para fora, nem lhe quebrareis osso algum. 47Todo o ajuntamento de Israel fará a Páscoa. 48Se algum estrangeiro se quiser associar a vós, e fazer a Páscoa do Senhor, tudo o que êle tiver consigo, que seja macho, será primeiro circuncidado; e então poderá êle çelebrá-la, e será como natural da mesma terra: mas o que não fôr circuncidado, não comerá dela. 49A mesma lei se guardará com os habitantes do país, e com os estrangeiros, que vivem convosco. 50Todos os filhos de Israel executaram o que o Senhor tinha ordenado a Moisés, e a Aarão. 51E no mesmo dia tirou o Senhor do Egito os filhos de Israel, repartidos em diversas turmas.

Novo TestamentoMt 18,19-35

Mateus 18

19Ainda vos digo mais, que se dois de vós se uni-rem entre si sôbre a terra, seja qual fôr a coisa que êles pedirem, meu Pai, que está nos Céus, lha fará. 20Porque onde se acham dois ou três congregados em meu nome, aí estou eu no meio deles. 21Então chegando-se Pedro a êle, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? será até sete vezes? 22Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas que até setenta vezes sete vezes. 23Por isso o reino dos Céus é comparado a um homem rei, que quis tomar contas aos seus servos. 24E tendo começado a tomar as contas, apresentou-se-lhes um, que lhe devia dez mil talentos. 25E como não tivesse com que pagar, mandou o seu Senhor que o vendessem a êle, e a sua mulher, e a seus filhos, e tudo o que tinha, para ficar pago da dívida. 26Porém o tal servo lançando-se-lhe aos pés, lhe fazia esta súplica, dizendo: Tem paciência comigo, que eu te pagarei tudo. 27Então o Senhor compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. 28E tendo saído este servo, encontrou um -de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros: E lançando-lhe a mão o afogava, dizendo: Paga-me o que me deves.: 29E o companheiro lançando-se-lhe aos pés o rogava, dizendo: Tem paciência comigo que eu te satisfarei tudo. 30Porém êle não quis: Mas retirou-se, e fêz que o metessem na cadeia, até pagar a dívida. 31Porém os outros servos seus companheiros, vendo o que se passava, sentiram-no tão fortemente, e foram dar parte a seu Senhor de tudo o que tinha acontecido. 32Então o chamou o seu Senhor, e lhe disse: Servo mau, eu perdoei-te a dívida tôda porque mc vieste rogar para isso: 33Não devias tu logo compadecer-te igualmente do teu companheiro, assim como também cu me compadeci de ti? 34E cheio de cólera mandou seu senhor que o entregassem aos algozes, até pagar tôda a dívida. 35Assim também vos ha de fazer meu Pai celestial, se não perdoardes do íntimo de vossos corações, cada um a seu irmão.

Salmos e ProvérbiosSl 17,36-43 (18)

Salmo 17 (18)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 18.

36Que me deste a tua proteção para me salvar: E a tua direita me susteve: A tua disciplina me corrigiu até o fim: E essa tua mesma disciplina ela me ensinará. 37Alargaste os mesmos passos debaixo de mim: E não se enfraqueceram os meus pés: 38Perseguirei os meus inimigos, e apanhá-los-ei: E não me volverei até que êles acabem. 39Eu lhes quebrarei as forças, e êles não poderão ter-se em pé: E cairão debaixo de meus pés. 40Porque tu me guarneceste de fôrça para a guerra: E abateste debaixo de mim aos que se levantaram contra mim: 41E fizeste que os meus inimigos me dessem costas, e aniquilaste aos que me aborreciam. 42Gritaram, e não havia quem os salvasse, ao Senhor: E não os ouviu. 43E os desfarei, como o pó que o vento espalha: Fá-los-ei desaparecer como a lama das ruas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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