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Bíblia em um ano Dia 26/365

Dia 26

Ex 9–10 · Mt 18,1-18 · Sl 17,26-35 (18) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEx 9–10
  2. Novo TestamentoMt 18,1-18
  3. Salmos e ProvérbiosSl 17,26-35 (18)
Destaque da leitura de hoje“Meu Deus, sem mácula é o caminho do Senhor: As suas palavras são examinadas no fogo: file é o protetor de todos os que nêle esperam.”Salmo 17,31 (18)

Antigo TestamentoEx 9–10

Êxodo 9

1Disse o Senhor a Moisés: Entra a Faraó, e dize-lhe: Eis aqui o que diz o Senhor Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo a fazer-me sacrifício. 2Se o recusas fazer, e o reténs ainda, 3será a minha mão sôbre os teus campos: e os cavalos, os jumentos, os camelos. os bois. e as ovelhas serão tocados de uma peste perniciosíssima. 4E o Senhor fará a maravilha de separar o que pertence aos filhos de Israel, do que pertence aos egípcios: de sorte que não pereça nada do que os filhos de Israel possuem. 5O mesmo Senhor foi o que designou o tempo, declarando que amanhã fará êle esta maravilha. 6Ao outro dia pois fêz o Senhor o que tinha dito: todos os animais dos egípcios morreram, e não pereceu nenhum dos dos filhos de Israel. 7Mandou Faraó, ver, e achou-se que nada do que possuíam os filhos de Israel estava morto. Mas o coração de Faraó se endureceu, e êle não quis deixar ir o povo. 8Então disse o Senhor a Moisés, e a Aarão: Tomai cada um de vós sua mão cheia de cinza da chaminé, e Moisés deite a sua ao ar diante de Faraó: 9e espalhe-se êste pó por todo o Egito; e daqui se formarão umas úlceras, e uns tumores nos: homens, e nos animais por todo o Egito. 10Tendo êles pois tomado da cinza da chaminé, se apresentaram ambos a Faraó; e Moisés a lançou ao ar. Ao mesmo tempo se formaram úlceras e tumores nos homens e nos animais. 11E os mágicos não podiam ter-se diante de Moisés, por causa das úlceras, que lhes tinham sobrevindo, como a tôda a terra do Egito. 12O Senhor endureceu o coração de Faraó, e êste não ouviu a Moisés, nem a Aarão, conforme o Senhor o tinha predito por Moisés. 13Tornou o Senhor a dizer a Moisés: Levanta-te logo ao amanhecer, e apresenta-te diante de Faraó, e dize-lhe: Eis aqui o que diz o Senhor Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que êle me ofereça sacrifícios. 14Porque desta vez farei eu cair tôdas as minhas pragas sôbre o teu coração, sôbre os teus servos, e sôbre o teu povo; para que tu saibas que não há quem seja semelhante a mim em tôda a terra. 15Agora pois estenderei eu a minha mão, e ferirei de peste a ti, e ao teu povo, e tu perecerás de cima da terra. 16Porque eu para isso te pus, para que em ti se desse bem a ver a minha fortaleza, e para que o meu nome se fizesse célebre em tôda a terra. 17Pois que? ainda tu reténs o meu povo, e ainda o não queres deixar ir? 18Pois sabe que amanhã, a esta mesma hora, farei eu chover uma horrível pedra, qual se não viu ntin-ca semelhante no Egito, desde que êle foi fundado até o dia de hoje. 19Manda pois já desde agora ao campo, e recolhe os teus animais, e tudo o que tens: porque homens, animais, e tudo o que se achar fora, e não tiver sido recolhido dos campos, todos morrerão feridos da pedra. 20Aqueles dos servos de Faraó, que temeram a palavra do Senhor, fizeram retirar os seus servos, e os seus animais para suas casas. 21Aqueles porém, que desprezaram a palavra, que o Senhor tinha dito, deixaram os seus servos, e os seus animais nos campos. 22Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que chova pedra em todo o Egito sôbre homens, sôbre animais, e sôbre tôda a erva do campo. 23Tendo Moisés levantado a sua vara para o céu, fêz o Senhor cair uma chuva de pedra sôbre a terra, no meio de trovões, e de relâmpagos, que descorriam pelo ar de tôdas as partes. Assim fêz o Senhor chover pedra sôbre a terra do Egito. 24A pedra, e o fogo, misturados um com outro, caíam ambos juntos: e era esta pedra duma tal grossura, que nunca antes se tinha visto outra semelhante no Egito, desde que esta nação fôra estabelecida. 25Em tôda a terra do Egito matou a pedra tudo o que se achava nos campos, desde os homens até os animais; ela queimou tôda a erva da campanha, e fendeu tôdas as árvores. 26Só na terra de Gessen, onde estavam os filhos de Israel, não caiu pedra. 27Então mandou Faraó chamar a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: Eu pequei ainda desta vez. O Senhor é justo; eu, e o meu povo somos uns ímpios. 28Rogai ao Senhor, que cessem êstes grandes trovões, e pedras; para que eu vos deixe ir, e vós não fiqueis mais aqui. 29Moisés lhe respondeu: Depois que eu tiver saído da cidade, estenderei as minhas mãos para o Senhor, e cessarão os trovões, e não choverá mais pedra; para que tu saibas que a terra é do Senhor. 30Mas eu sei que tu, e o teu povo ainda não temeis o Senhor. 31O linho pois, e a cevada perderam-se, porque a cevada já tinha lançado a sua espiga, e o linho começava a deitar folhelho. 32O trigo porém, e o farro não padeceram danificação, porque eram serôdios. 33Moisés depois que deixou a Faraó, e saiu da cidade, levantou as mãos ao Senhor, e cessaram os trovões, e a pedra, e não choveu mais uma gôta d’água sôbre a terra. 34Mas Faraó vendo que tinham cessado a chuva, a pedra, e os trovões, aumentou ainda o seu pecado. 35O seu coração, e o de seus servos se tornou ainda mais pesado. e ainda mais endurecido: e êle não deixou sair os filhos de Israel, nem quis obedecer à ordem, que tinha recebido de Deus por meio de Moisés.

Êxodo 10

1Então disse o Senhor a Moisés: Entra a Faraó: Porque eu endureci o seu coração, e o de seus servos, para fazer resplandecer na sua pessoa os prodígios do meu poder; 2e para que tu tenhas que contar a teus filhos, e a teus netos, quantas foram as pragas, com que eu feri o Egito; e quantas as maravilhas, que obrei entre êles; e para que vós saibais que eu sou o Senhor. 3Moisés pois, e Aarão entraram onde estava Faraó, e disseram-lhe: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus dos hebreus: Até quando não quererás tu obedecer-me? Deixa ir o meu povo, para que êle me sacrifique. 4Se ainda resistires, e não quiseres deixá-lo ir, sabe que amanhã mandarei enxames de gafanhotos sôbre o teu reino, 5os quais cobrirão a superfície da terra, de sorte que dela não apareça nada, e comerão tudo o que a pedra não destruiu. Porque êles roerão tudo o que as árvores tiverem produzido nos campos. 6Êles encherão as tuas casas, e as de teus servos, e as de todos os egípcios, de sorte que nem teus pais, nem teus avós viram nunca tanta quantidade desde que êles nasceram na terra até o dia de hoje. Apartou-se logo Moisés de Faraó, e retirou-se. 7Mas os servos de Faraó disseram a êste príncipe: Até quando sofreremos nós êste escândalo? Deixa ir êstes homens, para que sacrifiquem ao Senhor seu Deus. Tu não vês que o Egito está perdido? 8Tornaram pois a chamar a Moisés, e a Aarão a presença de Faraó, o qual lhes disse: Ide sacrificar ao Senhor vosso Deus: Mas quais são os que hão de ir? 9Moisés lhe respondeu: Nós havemos de ir com as nossas crianças, com os nossos velhos, com os nossos filhos, e filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos gados: porque esta é uma festa solene do Senhor nosso Deu$. 10Replicou Faraó: Assim seja o Senhor convosco, como eu vos hei de deixar ir, e às vossas crianças. Quem duvidará que nisto levais vós algum mau sentido? 11Não há de ser assim: ide somente vós os homens, e sacrificai ao Senhor: porque isto é o que vós mesmos pedistes. E no mesmo ponto os lançaram fora da presença de Faraó. 12Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão sôbre o Egito, para fazeres vir os gafanhotos, que subam a pôr-se na terra, e que devorem tôda a erva, que tenha ficado da chuva de pedra. 13Estendeu Moisés a sua vara sôbre o Egito, e o Senhor fêz que um vento, que queimava, assoprasse todo o dia, e tôda a noite. Chegada a manha, êste vento abrasador levantou os gafanhotos, 14que vieram sôbre todo o Egito, e pararam em tôdas as terras dos egípcios numa tão espantosa quantidade qual nunca antes se tinha visto, nem jamais se tornará a ver. 15Êles cobriram tôda a superfície da terra e devastaram tudo. Comeram tôda a erva, e todos os pomos que nas árvores tinham escapado à pedra; e não ficou absolutamente nada nem nas árvores, nem da erva em todo o Egito. 16Pelo que a tôda a pressa chamou Faraó a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: Eu pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós. 17Mas perdoai-me ainda esta vez o meu pecado, e rogai ao Senhor vosso Deus, que tire de mim esta morte. 18Moisés tendo saído da presença de Faraó, fêz oração ao Senhor; 19o qual tendo feito assoprar da banda do poente um vento fortíssimo, levou os gafanhotos, e os lançou no mar Vermelho. E não ficou nem um só em todo o Egito. 20Mas o Senhor obdurou o coração de Faraó, e êste não deixou ir o povo. 21Disse pois o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e formem-se na terra do Egito umas trevas tão espessas que se possam apalpar. 22Estendeu Moisés a sua mão para o céu: e umas horríveis trevas cobriram tôda a terra do Egito por três dias. 23Ninguém viu a seu irmão, nem se moveu do lugar, onde estava: mas em tôda a parte, onde habitavam os filhos de Israel, era dia claro. 24Então chamou Faraó a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: Ide sacrificar ao Senhor: Fiquem somente as vossas ovelhas, e o vosso gado: E vão convosco as vossas crianças. 25Moisés lhe respondeu: Também nos hás de dar hóstias e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus. 26Irão conosco todos os nossos rebanhos: Não ficará dêles. nem uma unha, porque tudo havemos mister para o culto do Senhor nosso Deus: E tanto mais, que nós não sabemos o que se lhe deverá imolar, enquanto não chegamos àquele lugar. 27Mas o Senhor empederniu o coração de Faraó, e êste os não quis deixar ir. 28Disse pois Faraó a Moisés: Guarda-te de me tornares a aparecer; porque em qualquer dia, que me apareceres morrerás. 29Moisés lhe respondeu: Assim se fará, como tu disseste: Eu não te verei mais a cara.

Novo TestamentoMt 18,1-18

Mateus 18

1Naquela hora chegaram-se. a Jesus os discípulos. dizendo: Quem julgas tu que é maior no reino dos Céus? 2E chamando Jesus a um menino, o pôs no meio dêles, 3e disse: Na verdade vos digo que se vos não converterdes, e.vos não fizerdes como meninos, não haveis de entrar no reino dos Céus. 4Todo aquele pois que se fizer pequeno, como êste menino, êsse será o maior no reino dos.Céus. 5E o que receber em meu nome um menino tal como êste, a mim é que recebe. 6O que escandalizar porém a um dêstes pequeni-nós, que crêem em mim, melhor lhe fôra que se lhe pen-durasse ao pescoço uma mó de moinho, e que o lançassem no fundo do mar. 7Ai do mundo por causa dos escândalos. Porque é necessário que sucedam escândalos: Mas ai daquele homem, por quem vem o escândalo. 8Ora se a tua mão, ou o teu pé te escandaliza: Corta-o, e lança-o fora de ti: Melhor te é entrar na vida manco, ou aleijado, do que tendo duas mãos, ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. 9E se o teu ôlho te escandaliza, tira-o, e lança-o fora de ti: Melhor te é entrar na vida com um só ôlho, do que tendo dois, ser lançado no fogo do inferno. 10Vêde não desprezeis algum dêstes pequeninos: Porque eu vos declaro que os seus anjos nos Céus incessantemente estão vendo a face de meu Pai que está nos Céus. 11Porque o Filho do homem veio a salvar o que havia perecido. 12Que vos parece? Se tiver alguém cem ovelhas, e se se desgarrar uma delas: Porventura não deixa as noventa e nove nos montes, e vai a buscar aquela que se extraviou? 13E se acontecer achá-la: Digo-vos em verdade, que maior contentamento recebe êle por esta, do que pelas noventa e nove, que não se extraviaram. 14Assim não é a vontade do vosso Pai, que está nos Céus, que pereça um dêstes pequeninos. 15Portanto se teu irmão pecar contra ti, vai e corrige-o entre ti e êle só; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão: 16Mas se te não ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que por bôca de duas ou três testemunhas fique tudo confirmado. 17E se os não ouvir, dize-o à Igreja, e se não ouvir a Igreja, tem-no por um gentio, ou um publicano. 18Em verdade vos digo, que tudo o que vós ligar-des sobre a terra, será ligado também no Céu: E tudo o que vós desatardes sobre a terra, será desatado também no Céu.

Salmos e ProvérbiosSl 17,26-35 (18)

Salmo 17 (18)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 18.

26Tu serás santo com o santo, e serás inocente com varão inocente: 27E com escolhido escolhido serás: E serás perverso com o perverso. 28Porque ín salvarás ao povo humilde: E humilharás os olhos dos soberbos. 29Pois que tu, Senhor, alumias a minha candeia: Esclarece, meu Deus, as minhas trevas. 30Porque por ti sairei livre da tentação, e com o meu Deus traspassarei a muralha. 31Meu Deus, sem mácula é o caminho do Senhor: As suas palavras são examinadas no fogo: file é o protetor de todos os que nêle esperam. 32Porque quem e Deus fora do Senhor? Ou que Deus há fora do nosso Deus? 33Êle é o Deus que me revestiu de fôrça: E fêz que o caminho fôsse imaculado. 34Que fêz os meus pés como de servos, e me estabeleceu sôbre lugares altos. 35Que adestra as minhas mãos para a peleja: E formaste os meus braços, como arco de bronze.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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