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Bíblia em um ano Dia 283/365

Dia 283

Ne 4–6 · Hb 11,1-19 · Pr 10,1-7 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoNe 4–6
  2. Novo TestamentoHb 11,1-19
  3. Salmos e ProvérbiosPr 10,1-7
Destaque da leitura de hoje“É pois a fé a substância das coisas que se devem esperar, um argumento das coisas que não aparecem.”Hebreus 11,1

Antigo TestamentoNe 4–6

2 Esdras 4

1Sucedeu pois que tendo ouvido Sanabalat, que nós reedificávamos os muros, irou-se em extremo: E muito encolerizado escarneceu dos judeus, 2e disse diante de seus irmãos, e dum grande número de samaritanos: Que fazem êstes pobres judeus? Acaso deixá-los-ão os povos? Acaso sacrificarão eles, e acabarão a sua obra num dia? Acaso poderão edificar com as pedras, que pelo fogo foram reduzidas a um montão de pó? 3E até Tobias amonita que estava próximo a êle, disse: Edifiquem embora: Se vier uma rapôsa, saltará por cima do seu muro de pedras. 4Ouve, Deus nosso, que estamos feitos o desprezo: Faze recair os insultos sôbre as suas cabeças, e torna-os objeto de vilipêndio numa terra de cativeiro. 5Não cubras a sua iniquidade, e o seu pecado não se apague de diante dos teus olhos, porque êles escarneceram dos que edificavam. 6Nós pois reedificamos o muro, e o unimos todo até a metade: E o ânimo do povo se estimulou para trabalhar. 7E sucedeu que ouvindo Sanabalat, e Tobias, e os árabes, e os amonitas, e os de Azot, que a cicatriz do muro de Jerusalém se tinha fechado, e que se começavam a reparar as suas brechas, iraram-se sobremodo. 8E ajuntaram-se todos de comum acordo para virem, e atacarem Jerusalém, e armarem-nos emboscadas. 9Nós pois fizemos oração ao nosso Deus, e pusemos guardas de dia e de noite sôbre o muro contra êles. 10E os de Judá disseram: As forças dos que acarretam estão enfraquecidas, e há ainda muita terra que tirar, e nós não poderemos edificar o muro. 11E disseram os nossos inimigos: Não saibam, nem, percebam êles até que demos sôbre êles, e os matemos, e façamos cessar a obra. 12E aconteceu que vindo os judeus, que moravam junto dêles, e tendo-nos descoberto por dez vêzes todos os lugares de onde vinham contra nós, 13arranjei por ordem o povo por detrás dos muros ao redor da cidade com as suas espadas, e lanças, e arcos. 14E examinei e fui: E disse aos magnates e magistrados, e ao resto do povo: Não temais diante dêles. Lembrai-vos do Senhor grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, pelos vossos filhos, e pelas vossas filhas, e peias vossas mulheres, e pelas vossas casas. 15Mas aconteceu, que tendo sabido nossos inimigos, que nós tínhamos sido avisados, dissipou Deus o desígnio dêles. E nós nos recolhemos às muralhas, cada um para a sua obra. 16E daquele dia em diante sucedeu que uma metade da gente moça trabalhava na obra, e a outra metade estava prestes para a peleja, com lanças, e escudos, e arcos, e couraças, e os chefes atrás dêles em tôda a casa de Judá: 17Os que edificavam os muros, e os que acarretavam, e os que carregavam: Com uma mão faziam á obra, e com a outra pegavam na espada: 18Porque cada um dos que edificavam tinha a sua espada à cinta. E trabalhavam, e tocavam a trombeta ao pé de mim. 19E disse eu aos magnates, e aos magistrados, e ao resto do povo: Esta obra é grande, e extensa, e nós estamos aqui no muro separados longe uns dos outros: 20Em qualquer lugar que vós ouvirdes o som da trombeta, correi ali a socorrer-nos: O nosso Deus pelejará por nós. 21E nós mesmos continuemos a obra: E a metade dos nossos tenha empunhadas as lanças desde o ponto. da aurora até que saiam as estrêlas. 22Neste mesmo tempo disse eu ao povo: Cada um fique com o seu moço no meio de Jerusalém, e reveze-mo-nos de noite, e de dia, para trabalhar. 23Eu porém e meus irmãos, e os meus moços, e os guardas que me acompanhavam, não largávamos os -nossos vestidos: somente se despia cada um para se lavar.

2 Esdras 5

1E levantou-se um grande clamor do povo, e de suas mulheres contra os judeus seus irmãos. 2E havia quem dissesse: Nossos filhos, e nossas filhas são em excessivo número: vendamo-los, e compremos trigo para nos sustentar, e para vivermos. 3Havia também quem dizia: Empenhemos os nossos campos, e as nossas vinhas, e as nossas casas, para termos trigo durante a fome. 4E outros diziam: Tomemos dinheiro emprestado para pagarmos os tributos do rei, e demos os nossos campos e vinhas: 5E agora a nossa carne é como a carnede nossos irmãos, e os nossos filhos são como os filhos deles: Eis-aqui nós reduzimos nossos filhos, e nossas filhas à escravidão, e de nossas filhas são as escravas, e não temos com que poder resgatá-las, e estranhos são os que possuem nossos campos, e nossas vinhas. 6E eu me enfadei muito quando ouvi os seus cla-.mores segundo estas palavras: 7E considerei isto comigo mesmo no meu coração: E repreendi os magnates e os magistrados, e lhes disse: Porventura cada um de vós pretendeis de vossos irmãos usura? E convoquei contra êles um grande ajuntamento, 8e lhes disse: Nós, como sabeis, segundo nossas posses, resgatamos os judeus nossos irmãos, que tinham sido vendidos às gentes: E vós vendereis agora vossos irmãos, e que nós os tenhamos de resgatar? E êles ficaram em silêncio, e não souberam que me responder. 9E eu lhes disse: Não é boa coisa o que vós fazeis: Porque não andais vós no temor do nosso Deus, não suceda que nos lancem isto em rosto os povos nossos inimigos?. 10E eu, e meus irmãos, e os meus criados temos emprestado a muitos dinheiro e trigo: Convenhamos todos em não lhes pedir nada, e em os dar por quites do que êles nos devem. 11Restitui-lhes hoje os seus campos, e as suas vinhas, e os seus olivais, suas casas: Pagai ainda mesmo por êles a centésima do dinheiro, do trigo, do vinho, e do azeite, que vós costumáveis cobrar dêles. 12E responderam: Nós lho restituiremos, e não lhe pediremos nada: E faremos assim como tu dizes. E chamei os sacerdotes, e fiz-lhes prestar juramento, que o fariam como eu tinha dito. 13Depois disto sacudi os meus vestidos, e disse: Assim sacuda Deus. da sua casa, e do lôgro dos. seus trabalhos todo aquêle homem, que não cumprir o que cu disse: Assim o seja êle sacudido, e fique sem coisa alguma. E todo o povo respondeu: Amém. E êles louvaram a Deus. Fêz pois o povo segundo se tinha dito. 14E desde o dia em que o rei me tinha mandado que eu fôsse governador no país de Judá, desde o ano vinte do reinado de Artaxerxes até o trinta e dois por espaço de doze anos, nem eu, nem meus irmãos comemos das rendas, que eram devidas aos governadores. 15Mas os primeiros governadores, que tinham sido antes de mim, oprimiram o povo, cobrando dêle todos os dias quarenta siclos em pão, vinho, e dinheiro: E sôbre isto o carregavam ainda os seus oficiais. Mas pelo que é de mim eu o não fiz assim porque temo a Deus: 16Antes eu mesmo trabalhei nos reparos do muro, sem comprar campo algum, e a minha gente se achou sempre junta no trabalho. 17Os mesmos judeus e os magistrados até o número de cento e cinquenta pessoas, e os que dentre os povos, estavam à roda de nós, vinham ter conosco, todos comiam à minha mesa. 18Porque todos os dias se me preparava um boi, e seis carneiros escolhidos, fora as aves, e de dez em dez dias distribuía eu vinhos diversos, e muitas outras coisas: E além disso não cobrei as rendas do meu cargo de governador: Porque estava o povo extremamente atenuado. 19Lembra-te de mim, Deus meu, para usares comigo de misericórdia, à medida de todo o bem, que eu fiz a este povo.

2 Esdras 6

1Sucedeu pois, que sabendo Sanabalat, e Tobias, e Gossem árabe, e os outros nossos inimigos, que eu tinha reedificado os muros, e que neles já não havia brecha alguma (pôsto que até então eu não tinha pôsto as. portas nos portais). 2Sanabalat, e Gossem me mandaram dizer: Vem, e façamos aliança entre nós em qualquer das aldeias da campo de Ono. Mas êles intentavam fazer-me mal. 3Eu pois lhes enviei mensageiros, que lhes dissessem: Eu tenho entre mãos uma grande obra, e não possa ir: Para que não suceda que se pare com ela, enquanto eu fôr ter convosco. 4E êles mandaram-me dizer a mesma coisa quatro vezes: E eu lhes respondi como da primeira vez. 5E Sanabalat me enviou ainda pela quinta vez um dos seus criados em conformidade da primeira proposta, e que trazia na sua mão uma carta do teor seguinte: 6Corre voz entre o povo e Gossem publicou, que tu e os judeus tens resolvido rebelar-te, e que por isso reedificas os muros, e que pretendes constituir-te rei sobre êles: Por cuja causa, 7dispuseste também profetas, que falem de ti com louvor em Jerusalém, dizendo: Há rei em Judeia. O rei há de ser informado destas coisas, por isso vem agora, para de acordo deliberarmos. 8E lhes mandei a dizer: Não é assim segundo o que tu dizes: Porque tu inventas isto da tua cabeça. 9Porque todos êstes procuravam aterrar-nos, imaginando que nós cessaríamos da obra, e largaríamos o trabalho: Mas eu por isso mesmo cobrei mais ânimo: 10E entrei secretamente em casa de Semaias, filho de Dalaias, filho de Metabeel. Êle me disse: Consultemos entre nós na casa de Deus no meio do templo, e fechemos as portas do templo: Porque eles hão de vir para te matarem, e hão de vir de noite para te darem a morte. 11E eu lhe respondi: Porventura uma personagem como eu há de fugir? E quem como eu entrará no templo, e há de viver? Eu não entrarei. 12E conheci que não era Deus quem o tinha enviado, mas que êle me falara como se fôra profeta, e que Tobias, e Sanabalat o tinham peitado: 13Porque êle tinha recebido dinheiro para que eu intimidado o fizesse, e para que eu pecasse, e êles tivessem maldades de que me arguir. 14Lembra-te de mim, Senhor, em quanto a Tobias e a Sanabalat, conforme estas suas obras: E lembra-te também do que fêz o profeta Noadias, e os outros profetas, que me atemorizavam. 15E acabou-se de reedificar o muro no dia vinte e cinco do mês de Elul, em cinquenta e dois dias. 16Aconteceu pois que tendo ouvido isto os nossos inimigos, se atemorizaram todos os povos nossos circunvizinhos, e se consternaram dentro de si mesmo, e reconheceram que esta obra era a obra de Deus. 17E por aquêle tempo muitos dos magnates dos judeus se carteavam com Tobias, e Tobias com eles. 18Porque havia muitos na Judéia seus ajuramentados, por êle ser genro de Sequenias, filho de Aréia, e porque Joanan, seu filho, tinha casado com a filha de Mosolão, filho de Baraquias: 19E até o louvaram diante de mim, e lhe passavam o que eu dizia: E Tobias mandava cartas para me aterrar.

Novo TestamentoHb 11,1-19

Hebreus 11

1É pois a fé a substância das coisas que se devem esperar, um argumento das coisas que não aparecem. 2Porque por esta alcançaram testemunho os antigos. 3Pela fé é que nós entendemos que foram formados os séculos pela palavra de Deus: Para que o visível fôsse feito do invisível. 4Pela fé é que ofereceu Abel a Deus muito maior sacri fícin que Caim, pela qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho a seus dons, e êle, estando morto, ainda fala por ela. 5Pela jé é que foi trasladado Enoc, para que não visse a morte, e não foi achado: Porquanto Deus o trasladou: Porque antes desta trasladação teve testemunho de haver agradado a Deus. 6Assim que sem fé é impossível agradar a Deus. Porquanto é necessário que o que se chega a Deus creia que há Deus, e que é remunerador dos que o buscam. 7Pela fé é que Noé, depois que recebeu resposta de coisas que ainda se não viam, temendo, foi aparelhando uma arca, para livramento da sua casa, pela qual condenou o mundo: E foi constituído herdeiro da justiça, que é pela fé. 8Pela fé é que aquêle que é chamado Abraão obedeceu para sair em demanda da terra, que havia de receber por herança:” E saiu, não sabendo aonde ia. 9Pela fé é que êle se deixou ficar na terra da pro-ntessa, como em terra alheia, habitando em cabanas co,; Isaac: e Jacó, herdeiros com êle da mesma promessa. 10Porque esperava a cidade que tem fundamentos: Cujo arquiteto e fundador é Deus. 11Pela fé até a mesma Sara, que era estéril, recebeu a virtude para conceber, ainda fora de tempo da idade: Porque creu que era fiel o que lho havia prometido. 12Por isso até de um só homem (e êsse já como morto) saíu uma posteridade tão numerosa como as estrêlas do Céu, e como a areia inumerável, que está à borda do mar. 13Na fé morreram todos êstes, sem terem recebido as promessas, mas vendo-as de longe, e saudando-as, e confessando que êles eram peregrinos, e hóspedes sôbre a terra. 14Porque os que isto dizem declaram que buscam a pátria. 15E se êles tivessem por certo memória daquela donde saíram, tinham na verdade tempo de tornarem para ela. 16Mas agora aspiram à outra melhor, isto é, à celestial. Por isso Deus não se digna de se chamar Deus deles, porque lhes aparelhou úma cidade. 17Pela fé é que Abraão ofereceu a Isaac, quando. foi provado, e ofereceu a seu filho unigênito, aquêle que havia recebido as promessas. 18A quem se havia dito: Porque de Isaac é que há de sair a estirpe que há de ter o teu nome. 19Considerando que Deus o podia ressuscitar até de entre os mortos. Por onde êle o recobrou também nesta figura.

Salmos e ProvérbiosPr 10,1-7

Provérbios 10

1O filho sábio a seu pai dá alegria: Porém o filho insensato é a tristeza de sua mãe. 2Os tesouros da impiedade de nada servirão: Mas a justiça livrará da morte. 3O Senhor não afligirá com fome a alma do justo, e desfará as traições dos ímpios. 4A mão remissa tem produzido indigência: Mas a mão dos fortes adquire riqueza. O que se estriba em mentiras, êste se sustenta de ventos: E êle mesmo corre atrás dos pássaros que voam. 5Aquêle que ajunta no tempo da messe é filho sábio: Mas o que dorme tranquilo no estio é filho da confusão. 6A bênção do Senhor é sôbre a cabeça do justo: Mas a iniquidade dos ímpios cobre-lhes o rosto. 7A memória do justo será acompanhada de louvores: E o nome dos ímpios apodrecerá.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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