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Bíblia em um ano Dia 311/365

Dia 311

1Mc 5 · Jo 7,1-20 · Pr 17,9-15 · cerca de 13 min

  1. Antigo Testamento1Mc 5
  2. Novo TestamentoJo 7,1-20
  3. Salmos e ProvérbiosPr 17,9-15
Destaque da leitura de hoje“Ao homem prudente serve-lhe mais uma repreensão, do que ao insensato um cento de golpes.”Provérbios 17,10

Antigo Testamento1Mc 5

1 Macabeus 5

1E aconteceu que assim que as gentes, que estavam nos contornos, ouviram que o altar e o santuário tinham sido reedificados como dantes, iraram-se muito: 2E resolveram extinguir de todo aos da linhagem de Jacó, que viviam entre êles, e começaram a matar alguns do povo, e a perseguir outros. 3Entretanto Judas estava ocupado em debelar os filhos de Esaú na Iduméia, e os que estavam na Acraba-tane: Porque tinham sempre os israelitas como bloqueados, e os desbaratou com uma grande mortandade. 4Êle se lembrou também da malícia dos filhos de Bean, que serviam como de laço e de tropêço para apanhar o povo, armando-lhe emboscadas no caminho. 5E foram encerrados por êle em tôrres, e os bloqueou, e anatematizou-os, e lançou fogo às suas tôrres queimando-as com todos os que estavam nelas. 6Daqui passou Judas a ver-se com os filhos de Amon, e achou fortes tropas, e um numeroso povo, e a Timóteo que era seu capitão: 7E teve com êles diversos recontros, e foram desfeitos à vista deles: E os matou: 8E tomou a cidade de Gazer, e as povoações do seu distrito, e voltou para a Judéia. 9Entretanto as gentes que viviam em Galaad, se uniram contra os israelitas, que estavam no seu país, para os exterminar: Mas êstes fugiram para a fortaleza de Dateman. 10E mandaram cartas a Judas, e a seus jimãos, em que lhes diziam: Ajuntaram-se contra nós as gentes do contôrno, para nos exterminarem: 11E elas se prepararam a vir, e a tomar a fortaleza, a que nós nos acolhemos: E Timóteo é o general do seu exército. 12Vem tu -pois agora, e livra-nos das suas mãos, porque muitos dos nossos têm já perecido. 13E todos os nossos irmãos, que assistiam nos arre- «dores de Tubin, foram passados à espada: E levaram cativas suas mulheres, e seus filhos, e tomaram os seus despojos. e mataram ali perto de mil homens. 14Quando ainda se estavam lendo estas cartas, eis-que chegaram então outros mensageiros de Galiléia, rasgados já os vestidos, trazendo outras novas semelhantes: 15Porque diziam que os de Ptolemaida, e de Tiro, e de Sidônia se tinham congregado contra êles: E tôda a Galiléia está cheia de estrangeiros, para nos perderem. 16E tanto que Judas e o povo ouviram estas novas, fizeram uma junta magna, para deliberarem o que se devia fazer, em ordem a darem socorro a seus irmãos, que se achavam no último apêrto, e quase em têrmos de perecerem à violência de seus inimigos. 17Então disse Judas a seu irmão Simão: Toma gente contigo, e vai, e livra teus irmãos que estão em Galiléia: Que eu e meu irmão Jônatas iremos para Galaad, 18E deixou a José, filho de Zacarias, e a Azarias por chefes do povo, para guardarem a Judéia com o resto das tropas: 19E lhes deu esta ordem dizendo: Governai êste povo: E não. deis batalha contra as gentes, menos que nós não tenhamos vindo. 20E deram-se a Simão três mil homens, para ir para -Galiléia: E a Judas oito mil para ir para Galaad. 21E marchou Simão para Galiléia, e deu muitas vêzes batalha às nações: E estas foram derrotadas na sua presença, e foi em seu alcance até à porta 22de - Ptolemaida: E morreram daquelas gentes perto de três mil homens, e tomcu os seus despojos. 23E tomou consigo os que estavam em Galiléia, e em Arbates com suas mulheres, e seus filhos, e tudo quanto êles tinham, e trouxe-cs para Judéia com grande alvoróço. 24Ao mesmo tempo Judas Macabeu, e seu irmão Jônatas passaram o Jordão, e marcharam três dias de caminho pelo deserto. 25E os nabuteus lhes saíram ao encontro, e os receberam pacificamente, e lhes contaram tudo o que tinha acontecido a seus irmãos em Galaad, (S) 26E como muitos dêles haviam sido fechados em Barasa, e em Bosor, e em Alimas, e em Casfor, e em Maget, e em Carnaim: Que tôdas estas cidades eram fortificadas, e grandes. 27E acrescentaram que da mesma sorte se achavam fechados outros n'.ls outras cidades de Galaad, e que seus inimigos tinham resolvido fazer marchar ao outro dia o seu exército contra estas cidades, com o fim de os apanhar, e de acabar com todos êles num mesmo dia. 28E Judas com o seu exército marchou, tomando de repente o caminho do deserto de Bosor, e tomou a cidade por assalto: E mandou passar ao fio da espada todos os varões, e tomou todos os despojos dêles, e pôs fogo à cidade. 29E saíram dali de noite, e marcharam até à fortaleza. 30E ao ponto de romper o dia, tendo levantado os olhos, viram uma multidão de gente, que não tinha número, que levava escadas, e máquinas para tomar esta fortaleza, e acabar com os que estavam dentro. 31Viu pois Judas que o ataque estava já começado, e que o alarido dos combatentes retumbava até ao céu, como o som de uma trombeta, e que se levantava também grande clamor na cidade: 32E disse ao seu exército: Pelejai hoje por vossos irmãos. 33E marchou em três corpos atrás dos inimigos, ao mesmo tempo tocaram as trombetas, e levantaram 'gritos a Deus, dirigindo-lhe as suas orações. 34Logo as gentes de Timóteo conheceram que aquêle era Macabeu, e fugiram de diante dele: E os soldados de Judas fizeram nêles grande estrago: E dêles ficaram mortos naquele dia oito mil homens com pouca diferença. 35E dali passou Judas a Masfa, e assaltou-a e tomou-a e matou a todos os varões que achou nela, e tomou os seus despojos, e pôs-lhe fogo. 36Continuou. depois a sua expedição, e tomou a Casbon, e a Maget, e a Bosor, e as demais cidades de Galaad. 37E depois disto ajuntou Timóteo outro exército, e se acampou defronte de Rafon, da banda de além da torrente. 38E mandou Judas reconhecer êste exército: E tornados que foram os mensageiros, lhe disseram: Tôdas as nações pois que estão em tôrno de nós se ajuntaram com Timóteo; o exército que elas compõem é extraordinariamente numeroso: 39E êles trouxeram em seu socorro os árabes, e se acamparam da banda de além da torrente, apercebidos para vir atacar-te. No mesmo ponto marchou Judas contra êles. 40Então disse Timóteo aos príncipes do seu exército: Quando Judas tiver chegado com sua gente ao pé da torrente da água: Se êle vier primeiro a nós, nós não poderemos aturar o choque: Porque êle terá sôbre nós tôda a vantagem: 41Mas se êle temer passar, e se acampar da outra banda do rio, passemos nós a êles, e poderemos fazer-lhes rosto. 42E tanto que Judas chegou à torrente da água, pôs ao longo da torrente os escribas do exército, e lhes passou ordem, dizendo: Não deixeis ficar aqui homem algum, mas venham todos ao combate. 43E foi êle o primeiro que passou a êles, e todo o povo após dêle, e foram derrotados por êles na sua presença todos os gentios, os quais arrojaram as suas armas, e fugiram para um templo, que havia em Carnaim: 44E tomou Judas a mesma cidade, e queimou o templo com todos os que nêle estavam: E Carnaim foi assolada, e não pôde resistir contra o ímpeto de Judas. 45Então congregou Judas todos os israelitas, que havia em Galaad, desde o mais pequeno até o maior, e Suas mulheres, e filhos, e formou um exército muito grande para que viessem à terra de Judá. 46E chegaram até Efron: E acharam que esta cidade, que está situada à entrada do país, era grande, por extremo forte, e que se não podia declinar dela nem para a direita, nem para esquerda, mas que o caminho ia por meio dela. 47E os que estavam na cidade fecharam-se dentro dela, e taparam as portas com pedras: Ji Judas lhes enviou a dizer palavras de paz 48nestes têrmos: Sede servidos de nos deixar passar pelo vosso pais, para irmos para a nossa terra: E ninguém vos fará mal algum: Nós passaremos a pé sem nos determos. Mas êles não queriam abrir-lhes. 49Então mandou Judas apregoar pelo arraial, que cada um fôsse atacar a cidade pelo lugar em que estivesse: 50Os mais valentes homens pois se chegaram aos muros: E deu Judas o assalto àquela cidade por todo o dia, e por tôda a noite, e a cidade se lhe entregou às mãos: 51E eles fizeram passar ao fio da espada todos os varões, e Judas destruiu a cidade até os fundamentos, e levou tôda a prêsa que se achou nela, e passou por tôda a cidade por cima dos corpos mortos. 52Depois passaram êles o Jordão na grande campina, que está bem defronte de Betsan. 53E Judas estava na retaguarda tornando a unir os derradeiros, e animava o povo por todo o caminho, até que chegassem ao país de Judá: 54E êles subiram ao monte Sião com alegria, e regozijo, e ofereceram holocaustos em ação de graças, por terem voltado em paz, sem que nenhum dêles houvesse perecido. 55E ao tempo em que Judas e Jônatas estavam no país de Galaad, e Simão, irmão dêles, em Galiléia, diante da fronteira de Ptolemaida: 56José, filho de Zacarias, e Azarias, general dos judeus, souberam os bons sucessos que êles tinham tido e as batalhas que se tinham dado. 57E disse um para o outro: Façamos nós também célebre o nosso nome, e vamos pelejar com as gentes que estão à roda de nos. 58Passou pois José ordens aos que estavam no seu exército, e eles marcharam contra Jamnia. 59E saiu Gorgias da cidade, e os seus soldados a encontrar-se com eles, apresentando-lhes batalha. 60E José, e Azarias foram postos em fugida até a fronteira da Judéia: E os que naquele dia ficaram mortos do povo de Israel, montaram a dois mil homens, e foi grande a deserção que houve no povo: 61Por eles não terem seguido as ordens de Judas, e de seus irmãos, imaginando que fariam prodígios de valor. 62Mas os tais não eram da linhagem daqueles homens, por quem a salvação veio a Israel. 63Ora as tropas de Judas ficaram gozando de grandissimas estimações na presença de todo Israel, e de tôdas as gentes onde se ouvia o seu nome. 64E muitos lhes vieram dar os parabéns de tantas vitórias. 65Passado algum tempo, marchou Judas com seus irmãos, e foi sujeitar os filhos de Esaú no pais que fica para o meio-dia, e tomou por fôrça a Quebrou e as cidades que dependiam dela: E queimou os seus muros, e as tôrres que a torneavam. 66Depois disto levantou o campo, para dar consigo no país dos estrangeiros, e corria tôda a Samaria. 67Naquele dia cairam mortos os sacerdotes no combate, querendo dar mostras do seu valor, saindo à peleja sem conselho. 68E Judas deu volta para Azot, no país dos estrangeiros, e demoliu os seus altares, e queimou as estátuas dos seus deuses: E tomou os despojos que se acharam nas suas cidades, e tornou a vir para a terra de Judá.

Novo TestamentoJo 7,1-20

João 7

1E depois disto andava Jesus por Galiléia, porque não queria andar por Judéia: Visto que os judeus o que riam matar. 2Estava porém a chegar a festa dos judeus, chamada dos Tabernáculos. 3Disseram-lhe pois seus irmãos: Sai daqui. e vai para Judéia, para que também teus discípulos vejam as obras que fazes.: 4Porque ninguém, que deseja ser conhecido em público, obra coisa alguma em secreto: Já que fazes estas coisas, descobre-te ao mundo. 5Porque nem ainda seus irmãos criam nele. 6Disse-lhe pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. 7O mundo não vos pode aborrecer: Mas êle me aborrece a mim: Porque cu dou testemunho clêle, que são más as suas obras. 8Vós outros subi a esta festa, que eu todavia não vou a esta festa: Porque não é ainda cumprido o meu tempo. 9Tendo dito isto, deixou-se ficar êle mesmo em Galiléia. 10Mas quando seus irmãos já tinham subido, então subiu êle também à festa não descobertamente, mas como em segredo. 11Buscavam-no pois os judeus no dia da festa, e diziam: Onde está êle? 12E era grande a murmuração que dêle havia no povo. Porque uns diziam: Êle é bom. Outros porém diziam: Não é, antes engana o povo. 13«Ninguém contudo ousava falar dêle em público, por: mêdo dos judeus. 14Ora, estando já os dias da festa no meio, entrou Jesus no Templo, e pôs-se a ensinar. 15E admiravam-se os judeus, dizendo: Como sabe êste letras, não as tendo estudado? 16Respondeu-lhes Jesus, e disse: A minha doutrina não é minha, mas é daquele que me enviou. 17Se alguém quiser fazer a vontade de Deus: Reconhecerá se a minha doutrina vem dele, ou se eu falo de: 18O que fala de si mesmo, busca a própria glória Mas aquele que busca a glória de quem o enviou, êsse é verdadeiro, e não há nele injustiça. 19Não é assim que Moisés vos deu a Lei, e cor-tudo nenhum de vós cumpre com a Lei? 20Por que me procurais vós matar? Respondeu o povo, e disse: Tu estás possesso do demônio; quem é que procura matar-te?

Salmos e ProvérbiosPr 17,9-15

Provérbios 17

9Aquêle que encobre o delito, busca amizades: O que. por outro teor o repete, separa os unidos. 10Ao homem prudente serve-lhe mais uma repreensão, do que ao insensato um cento de golpes. 11O mau sempre anda buscando distúrbios: Mas / o anjo cruel-será enviado contra êle. 12É melhor encontrar uma ursa, à qual foram roubados os seus filhinhos, do que a um insensato que se fia na sua loucura. 13Não se apartará o mal da casa daquele que dá males por bens. 14O que dá saída à água represada, é origem de contendas: E antes de padecer a afronta, desampara a justiça. 15Aquêle que justifica ao ímpio, e aquêle que condena ao justo, ambos são abomináveis diante de Deus.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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