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Bíblia em um ano Dia 313/365

Dia 313

1Mc 7–8 · Jo 8,1-21 · Pr 18,1-8 · cerca de 15 min

  1. Antigo Testamento1Mc 7–8
  2. Novo TestamentoJo 8,1-21
  3. Salmos e ProvérbiosPr 18,1-8
Destaque da leitura de hoje“O insensato não recebe as palavras da prudência: Se tu lhe não falares em correspondência das coisas, que passam dentro no seu coração.”Provérbios 18,2

Antigo Testamento1Mc 7–8

1 Macabeus 7

1No ano cento e cinqüenta e um Demétrio, filho de Seieuco, saiu da cidade Ce Roma, e veio com alguns poucos homens para urna cidade marítima, e começou a reinar nela. 2E aconteceu que depois que êle entrou na casa, onde tinham reinado seus pais, o exército prendeu a Antíoco, e a Lisias, para os trazerem a Demétrio. 3E logo isto lhe veio à notícia: E disse: Não me obrigueis a ver-lhes as caras. 4Então o exército os matou a ambos. E Demétrio se assentou no trono do seu reino. 5E vieram ter com êle certos homens iníquos e ímpios de Israel: E entre êles Alei mo, seu chefe, que aspirava a ser pontífice. 6E êles acusaram o povo diante do rei, dizendo: Judas, e seus irmãos têm dado cabo de todos os teus amigos, e a nós mesmos nos lançou fora da nossa terra. 7Envia pois agora um homem, de quem te fies, para que vá, e veja todo o estrago que êle nos tem feito a nós, e às províncias do rei: E castigue a todos os seus amigos, e a todos os seus auxiliadores. 8E o rei escolheu dentre os seus amigos a Baquides, que tinha o govêrno das províncias de além do rio, um dos grandes do reino, e fiel ao rei: E o enviou 9a reconhecer o estrago que lhe tinha feito Judas: Até deu de mais a mais o pontificado ao ímpio Alcimo, e lhe ordenou que castigasse os filhos de Israel. 10Partiram êles pois, e vieram com um grande exército para a terra de Judá: E mandaram deputados, que falaram a Judas, e a seus irmãos, propondo-lhes condições de paz com intento de os enganar. 11Mas êles não deram ouvidos às suas palavras: Por verem que tinham vindo com um poderoso exército. 12E foi ver-se com Alcimo e Baquides o colégio dos escribas, a fim de lhes proporem o que fôsse justo. 13E os que entre os filhos de Israel se chamavam assideus, eram os primeiros dêste congresso, e êles queriam pedir-lhes a paz. 14Porque disseram: Um homem sacerdote da linhagem de Aarão, é o que vem ter conosco; êle não nos há-de enganar: 15E Alcimo lhes falou com tôdas as aparências de paz: E lhes jurou, dizendo: Nós não faremos mal algum nem a vós, nem aos vossos amigos. 16E eles o creram: Mas Alcimo fêz prender sessenta homens dêles, e os mandou matar. num mesmo dia, segundo esta palavra que está escrita: 17Êles fizeram cair os corpos dos teus Santos, e derramaram o seu sangue ao redor de Jerusalém, sem que houvesse quem os sepultasse. 18E apoderou-se de todo o povo um grande temor, e tremor: Porque disseram: Não há entre êles verdade, nem justiça: Porque êles quebraram a palavra que tinham dado, e o juramento que tinham feito. 19E Baquides abalou de Jerusalém, e foi acampar-se junto a Betzeca: E enviou a prender muitos daqueles que tinham deixado o seu partido, e matou alguns do povo, e os mandou deitar num grande poço. 20Depois disto, pôs tôda a província nas mãos de Alcimo, e deixou com êle um corpo de tropas pára O sustentarem. E Baquides voltou para o rei: 21E Alcimo fazia todos os esforços por se firmar no p: incipado do seu sacerdócio: 22E vieram ajuntar-se com êle todos os que perturbavam o seu povo, e se fizeram senhores do pais de Judá, e executaram grendes estragos em Israel. 23E viu Judas que todos os males, que 'Alcimo, e cs que com êle estavam, tinham feito aos filhos de Israel, crasn muito maiores do que tudo o que os gentios haviam obrado: 24E saiu por todos cs têrmos da Judéia em contôrno, e deu o merecido castigo aos descrtores do seu partido e assim cessaram dali em diante de fazer mais correrias pelo país. 25Mas Alcimo, como se desenganou que Judas, e a sua gente eram mais fortes: E experimentou que êle não podia resistir-lhes, e nesta conformidade tornou para o rei, e os acusou de muitos crimes. 26Então mandou o rei a Nicanor, um dos mais ilustres sen! ores da sua córte: O qual andava fomen-tando inimizades contra Israel: E lhe deu ordem que acabasse com êstc povo. 27Veio pois Nicanor a Jerusalém com um grande exército, e deputou quem fôsse ter com Judas, e com seus irmãos para tratar de paz com engano, 28dizendo: Não haja guerra entre mim e vós: Eu virei com uns poucos de homens a ver-vos pessoalmente, ea vos falar de paz. 29Depois veio êle buscar Judas, e uns, e outros se saularem amigávelmente: Mas os inimigos estavam preparados para levar Judas prêso. 30Judas, tanto que percebeu que Nicanor tinha vindo falar-lhe com dolosa tenção, logo se temeu dêle, e não quis mais ver-lhe o rosto. 31E conheceu Nicanor que estava descoberto o seu desígnio: E marchou contra Judas, para lhe dar batalha junto a Cafarsalama. 32Ii do exército de Nicanor ficaram mortos perto de cinco mil homens, e os mais fugiram para a cidade de Davi. 33E depois desta feita subiu Nicanor ao monte Sião: E saíram alguns dos sacerdotes do povo para o cumprimentar em espírito de paz, e mostrar-lhe os holocaustos, que sc ofereciam pelo rei. 34Mas êle os desprezou, fazendo zombaria dêles, e tratou-os como uns profanos: E falou-lhes com grande soberba. 35E jurou, metido em cólera, dizendo: Se se me não entregar às mãos Judas, e o seu exército, logo que eu sair vitorioso, queimarei êste templo. E saiu-se todo enfurecido: 36E entraram os sacerdotes, e se presentaram diante da face do altar e do templo: IE com as lágrimas nos olhos disseram: 37Yu, Senhor, escolheste esta casa para haver de nela ser invocado o teu nome, para que fôsse uma casa de oração e de deprecação para o teu povo: 38Faze reluzir a tua vingança contra êste homem, e contra o seu exército, e caiam as suas tropas debaixo do fio da espada: Lembra-te das suas blasfêmias, e não permitas que êles durem muito tempo sôbre a terra. 39E Nicanor saiu de Jerusalém, e foi. acampar-se junto a Betoron: E se lhe veio ajuntar oexército da Síria. 40E Judas se foi alojar junto de Adarsa com três mil homens: E fêz Judas a sua oração, e disse: 41Senhor, porquanto os que o rei Senaquerib tinha enviado, blasfemaram de ti, veio um anjo, e matou dêles cento e oitenta e cinco mi! homens: 42Extermina tu da mesma sorte hoje êste cxcr-cito diante de nós: E saibam os outros que êle falou mal contra o teu Santuário: E julga-o, segundo a sua malícia. 43Deram pois os exércitos a batalha no dia treze do mês de Adar: E o exército de Nicanor foi desfeito, e êle o primeiro que morreu no combate. 44E tanto que o seu exército viu que Nicanor era morto, largaram as suas armas, e deitaram a fugir. 45E foi a gente de Judas no seu alcance jornada de um dia desde Adazer até à entrada de Gazara, e tocaram as trombetas atrás dêles para todos o saberem. 46E saíram de todos os castelos da Judéia ao redor e os fustigavam rijamente, e os faziam voltar aos vencedores, que os mataram a todos à espada, e nem um só dêles absolutamente escapou. 47E fizeram prêsa nos seus despojos, e cortaram a cabeça a Nicanor, e a sua mão direita, que êle tinha estendido insolentemente, e as trouxeram, e penduraram à vista de Jerusalém. 48E alegrou-se muito o povo, e passaram aquêle dia: num grande regozijo. 49E ordenou-se que êste mesmo dia seria celebrado todos os anos, como festivo, a treze do mês de Adar. 50E o pais de Judá estêve em descanso por uns poucos de dia.

1 Macabeus 8

1Então ouviu Judas falar da reputação dos romanos, de como eles eram poderosos em fôrças, e condes-cendiam em tudo o que se lhes pedia: E que tinham estabelecido amizade com todos quantos se haviam chegado a êles, e que o seu poder era grande. 2E ouviram contar as suas batalhas, e as grandes proezas que tinham feito na Galácia, como se tinham senhoreado dêstes povos, e os tinham sujeitado a lhes pagar tributo. 3E quanto haviam obrado na região de Espanha, e como êles puseram debaixo do seu poder as minas de prata e de ouro, que ali há, e conquistaram tôdas estas terras pelo seu conselho, e paciência: 4E como tinham sujeitado países mui distantes dêles, e derrotado reis, que os tinham vindo atacar desde as extremidades do mundo, e que tinham feito grande mortandade nos seus exércitos: E que os outros lhes pagavam tributo todos os anos: 5E que tinham desfeito em batalha a Filipe e a Perseu, rei dos ceteus, e aos outros, que tinham tomado as armas contra êles e que se tinham feito senhores das suas terras: 6E que por êles tinha sido desbaratado Antíoco o Grande, rei da Ásia, o qual lhes tinha movido guerra trazendo cento e vinte elefantes, e muita cavalaria. e carros, e um mui numeroso exército: 7E que o tinham tomado vivo. e o tinham obrigado a que lhes pagasse êle, e os que reinassem depois dêle, um grande tributo, e a dar-lhes reféns, e tudo quanto se tinha convencionado; 8Que vinha a ser o país dos índios, e dos medos, e dos lídios, as mais belas das suas províncias: E que depois de as terem recebido dêles, as deram ao rei Eume-nes: (S) 9E que os que estavam em Hélada, tinham querido marchar contra êles, e destruí-los: E lhes chegou à notícia o seu intento. 10E enviaram contra êles um dos seus generais, e lhes deram batalha, e lhes mataram muita gente, e trouxeram cativas as suas mulheres, e seus filhos, e os saquearam, e se fizeram senhores do seu país, e des-truiíram os muros das suas cidades, e os reduziram à servidão até o dia de hoje: 11E que tinham arruinado, e subjugado ao seu império os outros reinos, e ilhas, que alguma hora lhes tinham resistido. 12Mas que conservavam cuidadosamente as alianças que tinham feito com os seus amigos, e com os que sc lhes tinham entregado, e que se haviam apoderado dos reinos, que lhes eram vizinhos, e dos que lhes ficavam longe: Porque todos quantos ouviam o seu nome, os temiam: 13E que reinavam aquêles a quem queriam dar socorro para que reinassem: E aos que queriam, destro-navam: E que se achavam muito engrandecidos. 14E que sem embargo de tôdas estas coisas, nenhum entre êles trazia diadema, nem se vestia de púrpura, para com ela se engrandecer. 15Mas que tinham estabelecido entre si um senado, e que todos os dias consultavam trezentos e vinte senadores, tendo sempre conselho sôbre os negócios da república, para obrarem o que fôsse digno dêles: 16E confiavam cada ano a Suprema Magistra-tura a um só homem, para êste comandar em todos os seus estados, e assim todos obedeciam a um só, sem haver entre êles nem inveja, nem ciúme. 17Judas pois escolheu a Eupolemo, filho de João, filho de Jacó, e a Jasão, filho de Eleazar, e os enviou a Roma a fazer amizade, e aliança com eles. 18E para que lhes tirassem o jugo dos gregos, porque viam que êstes reduziam à escravidão o reino de Israel. 19E depois de um mui largo caminho chegaram a Roma, e entraram no senado, e disseram: 20Judas Macabeu, e os seus irmãos, e o povo dos judeus nos enviaram a vós para fazer aliança convosco, e para estabelecer paz entre nós, e a fim de para que vós nos conteis no número dos vossos aliados e dos vossos amigos. 21E agradou esta proposição aos romanos. 22E eis-aqui o rescrito que êles fizeram gravar numas tábuas de bronze, e que meteram a Jerusalém, para ali servir como de um monumento de paz, e da aliança que tinham feito com os judeus. 23BEM SEJA AOS ROMANOS, €e à nação dos judeus, por mar, e por terra para sempre: E a espada, e o inimigo estejam longe deles. 24E se sobrevier primeiro uma guerra aos romanos, ou a quaisquer dos seus aliados. em tôda a extensão dos seus domínios: 25A nação dos judeus lhes dará socorro com tôda a boa vontade, conforme o pedir o tempo. 26E os romanos não darão, nem subministrarão aos combatentes nem trigo, nem armas, nem dinheiro, nem embarcações, porque assim é que pareceu bem aos romanos: E êstes soldados judeus obedecerão ao seu mando, sem receber nada dêles. 27E da mesma sorte, se antes sobrevier também uma guerra à nação cios judeus, os romanos lhes assistirão de boa fé, segundo lhes permitir o tempo: 28E aos que os auxiliarem não se dará nem trigo, nem armas, nem dinheiro, nem embarcações, porque assim é que prouve aos romanos: E êstes obedecerão às suas ordens com fidelidade: 29Segundo estas condições fizeram os romanos o seu tratado com o povo dos judeus. 30Porém se depois desta concordata, ou uns, ou outros quiserem acrescentar, ou tirar alguma coisa ao que vai escrito aqui, êles o poderão fazer de comum acôrdo: E tudo o que acrescentarem ou tirarem ficará valioso. 31E também pelo que toca aos danos, que o rei Demétrio tem feito ao povo dos judeus, nós lhe temos escrito sôbre isso, nestes têrmos: Por que tens tu feito carregar o teu jugo sôbre os judeus nossos amigos, e aliados? 32Se êles porém vierem outra vez representar-nos as suas queixas, nós lhes faremos justiça contra ti, e te faremos guerra por mar, e por terra.

Novo TestamentoJo 8,1-21

João 8

1Entretanto foi Jesus para o monte das Oliveiras. 2E ao romper da manhã tornou para o templo, e todo o povo veio ter com êle, e assentado os ensinava. 3Então lhe trouxeram os escribas e os fariseus uma mulher que fôra apanhada em adultério e a puseram no meio. 4E lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério. 5E Moisés na lei mandou-nos apedrejar a estas tais. Que dizes tu logo? 6Diziam pois isto os judeus tentando-o, para o poderem acusar. Porém Jesus abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. 7E como êles perseveravam em fazer-lhe perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes: O que de vós outros está sem pecado, seja o primeiro que a apedreje. 8E tornando a abaixar-se, escrevia na terra. 9Mas êles ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros: E ficou só Jesus, e a mulher, que estava no meio em pé. 10Então ergueu-se Jesus, e disse-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? 11Respondeu ela: Ninguém, Senhor: Então disse Jesus: Nem eu tão pouco te condenarei: Vai e não peques mais. 12E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo: O que me segue não anda em trevas, mas terá o lume da vida. 13E os fariseus lhe disseram: Tu és o que dás testemunho de ti mesmo: Assim o teu testemunho não é verdadeiro. 14Respondeu Jesus, e disse-lhe: Ainda que eu mesmo sou o que dou testemunho de mim, o meu testemunho é verdadeiro: Porque sei donde vim e para onde vou: Mas vós não sabeis donde eu venho, nem para onde vou. 15Vós julgais segundo a carne: Eu a ninguém julgo: 16E se eu julgo a alguém, o meu juízo é verdadeiro, porque eu não sou só: Mas eu e o Pai, que me enviou. 17E na vossa mesma lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. 18Ora, eu sou o que dou: testemunho de mim mesmo: E meu Pai, que me enviou, também dá testemunho de mim. 19Perguntaram-lhe êles então: Onde está teu Pai? Respondeu-lhes Jesus: Vós não me conheceis a mim, nem a meu Pai: Se me conhecêsseis a mim, certamente conhe-ceríeis também a meu Pai. 20Estas palavras disse Jesus, ensinando no templo no lugar do gazofilácio: E ninguém o prendeu, porque não era ainda chegada a sua hora. 21E em outra ocasião lhes disse Jesus: Eu retiro-me, e vós me buscareis e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou não podeis vós vir.

Salmos e ProvérbiosPr 18,1-8

Provérbios 18

1O que quer deixar-se do seu amigo, busca-lhe as ocasiões: Êle será coberto de opróbrio em todo o tempo. 2O insensato não recebe as palavras da prudência: Se tu lhe não falares em correspondência das coisas, que passam dentro no seu coração. 3O ímpio, depois de haver chegado ao profundo dos pecados, tudo despreza: Mas a ignomínia e o opróbrio o vão seguindo. 4As palavras saem da bôca do varão, como uma água profunda: E a fonte da sabedoria é como a torrente, que transborda. 5Não é bom guardar respeito à pessoa do ímpio, para te desviares da verdade do juízo. 6Os lábios do insensato metem-se em disputas: e a sua bôca provoca a contendas. 7A bôca do insensato fere-o a êle mesmo: E os seus lábios são a ruína da sua alma. 8As palavras do homem de língua dobre parecem singelas: Mas elas penetram até o íntimo das entranhas. O temor abate o preguiçoso: Mas as almas cios efeminados terão fome.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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