Dia 320
1Mc 15–16 · Jo 11,1-22 · Pr 20,1-7 · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“O homem que se separa de contendas, tem esta glória, mas todos os imprudentes se envolvem no que lhes traz a sua confusão.”Provérbios 20,3
Antigo Testamento1Mc 15–16
1 Macabeus 15
1Então o rei Antíoco, filho de Demétrio, remeteu das ilhas do mar cartas a Simão, sumo sacerdote, e príncipe do povo dos judeus, e a tôda a sua nação: 2E o seu conteúdo era desta maneira: O rei Antíoco a Simão, sumo sacerdote e à nação dos judeus, saúde: 3Porquanto certos homens pestilenciais invadiram o reino de nossos pais, e eu quero.recobrá-lo, e restabe-lecê-lo no estado em que antes se achava: E levantei um grande exército de gente escolhida e fiz construir naus de guerra. 4Assim faço tenção de entrar nos meus estados para me vingar daqueles que têm danificado as minhas províncias, e que têm assolado muitas cidades no meu reino. 5Eu pois te remi to agora todos os impostos, que todos os reis meus predecessores te remitiram e te confirmo em tôdas as imunidades que êles te concederam: 6E eu te dou licença que batas moeda do teu cunho no teu país: 7E que Jerusalém seja uma cidade santa, e livre: E que tôdas as armas, que mandaste fazer, e tôdas as praças fortes, as quais tu construíste, e tens em teu poder, fiquem para ti. 8E tôdas as dívidas do rei: E as regalias que o rei devia haver, desde agora e para sempre, te são perdoadas. 9E quando nós tiverrnos entrado na posse do nosso reino, e te faremos a ti, e à tua nação, e ao templo, grandes honras, de maneira que fique manifesta a vossa glória em tôda a terra. 10No ano cento e setenta e quatro entrou Antíoco no reino de seus pais, e tôdas as tropas vieram logo oferecer-se a êle, de sorte qué poucas ficaram com Trifão. 11E o rei Antíoco o perseguiu, e êle Trifão veio para Dora, fugindo pela costa do mar. 12Porque sabia que sôbre êle estavam os males iminentes, e que o exército o desamparará: 13E Antíoco caiu sôbre Dora com cento e vinte mil homens de guerra, e oito mil cavalos: 14E pôs cêrco à cidade, e os navios a bloquearam pela parte do mar: E a tinham em apêrto por mar, e por terra, sem deixarem entrar nem sair pessoa alguma. 15Entretanto chegaram de Roma Numenio, e os que tinham ido com êle, trazendo cartas escritas aos reis, e a diversos povos, nas quais se continha o seguinte: 16LÚCIO, cônsul dos romanos, ao rei Ptolomeu, saúde. 17Os embaixadores dos judeus, que são nossos amigos, vieram ter conosco, enviados por Simão, príncipe dos sacerdotes, e pelo povo dos judeus, a fim de renovarem a antiga aliança, e amizade que há entre nós. 18E êles trouxeram também um escudo de ouro de mil minas. 19Nós pois resolvemos escrever aos reis e aos povos, que lhes não façam mal nenhum, que não acometam nem a êles, nem as suas cidades, nem as suas províncias: E que não dêem socorro aos que pelejarem contra êles. 20Ora nós julgamos que devíamos aceitar o escudo que êles nos trouxeram. 21Se pois alguns homens corrompidos saíram do país dêles para se refugiarem entre vós, remetei-os a Simão, príncipe dos sacerdotes, para que êle os faça castigar conforme a sua lei. 22Estas mesmas coisas escreveram ao rei Demétrio, ea Atalo, ca Ariarates, e a Arsaces: 23E a tôdas as terras: E a Lâmpsaco, e aos lacedemônios, e a Delos, e a Mindo, e a Sicionia, e a Caria, e a Samos, e a Panfília, e a Lícia, e a Halicarnasso, e a Cós, e a Siden, e a Arado,: e a Rodes, e a Faselida, e a Gortina, e a Gnido, e a Chipre, e a Cirene. 24E destas cartas mandaram os romanos uma cópia a Simão, príncipe dos sacerdotes, e ao povo dos judeus. 25O rei Antíoco, porém, pôs um segundo cêrco a Dora, sem nunca levantar mão do seu combate, e aplicando máquinas: E ali teve de tal sorte fechado a Trifão, que não podia sair: 26Então lhe mandou Simão um socorro de dois mil homens escolhidos, com dinheiro e ouro, e muitos vasos: 27Mas Antíoco os não quis receber, e rompeu todos os tratados, que tinha feito com êle antes, e se alienou dêle. 28Depois enviou-lhe a Atenóbio, um dos seus consi-dentes, para tratar com Simão, dizendo-lhe da sua parte: Vós tendes entre vossas mãos a Jope, e a Gazara, e a fortaleza que está em Jerusalém, que são cidades do meu reino. 29Tendes assolado os seus têrmos, e fizestes grande destrôço no país, e levantastes-vos com o senhorio de muitos lugares no meu reino. 30Agora pois dai para cá as cidades que tomastes, e os tributos de diferentes lugares, em que vós domi-nastes fora das fronteiras da Judéia: 31E senão, pagai pelas cidades que retendes, quinhentos talentos de prata, e pelos estragos que fizestes, e tributos das cidades, outros quinhentos talentos: De outra sorte, nós iremos, e vos faremos guerra. 32Veio pois Atenóbio, amigo do rei, a Jerusalém, e viu a glória de Simão, e as suas peças de ouro, e prata que brilhavam, e o seu grande aparato: E ficou maravilhado: Depois lhe referiu as palavras do rei. 33E Simão lhe respondeu, e lhe disse: Nós não temos usurpado o país de ninguém, nem retemos os bens de outrem: Mas temos somente recuperado a herança de nossos pais, que de certos tempos a esta parte estava injustamente possuída pelos nossos inimigos. 34Assim que, tendo-nos sido favorável o tempo, nós nos tornamos a meter de posse da herança de nossos pais. 35Pelo que toca às queixas que nos fazes acêrca de Jope, e de Gazara, êles eram os que causavam muitos males entre o povo, e no nosso país: Entretanto nós estamos prontos a dar por estas cidades cem talentos. E Atenóbio não lhe respondeu uma só palavra. 36Mas êle cheio de ira, tendo voltado para o rei, lhe deu parte destas razões, e da glória de Simão, e de tudo o que tinha visto, do que o rei ficou em grande extremo irritado. 37Neste comenos fugiu Trifão numa nau para Or-tosiada. 38E o rei Antíoco deu a Cendebeu o comando de tôda a costa maritima, e lhe entregou um exército composto de infantaria, e cavalaria. 39E ordenou-lhe que fizesse abalar o seu campo contra a fronteira da Judéia: E lhe mandou que reedificasse a Gedor, e tapasse as portas da cidade, e redu-zisse o povo à fôrça das suas armas. Entretanto o rei perseguia a Trifão. 40E Cendebeu chegou a J amnia, e começou a vexar o povo, e a espezinhar a Judéia, e a fazer um grande número de prisioneiros, e a matar gente, e a reedificar Gedor. 41E pôs ali cavalaria, e gente de pé: Para que saindo fizessem correrias pelas terras da Judéia, em conformidade do que lhe tinha mandado o rei.
1 Macabeus 16
1Veio João de Gazara, e contou a Simão, seu pai, tudo o que Cendebeu fizera contra o seu povo. 2E Simão fêz vir a seus dois filhos mais velhos, Judas e João, e lhes disse: Eu, e meus irmãos, e a casa de meu pai temos desbaratado os inimigos de Israel desde a nossa mocidade até o dia de hoje: E neste nosso manejo temos tido a ventura de livrar a Israel, por várias vêzes. 3Agora porém já estou velho, mas tomai vós o meu lugar, e sêde como meus irmãos, e ide pelejar pelo nosso povo: E seja convosco o socorro do céu. 4Depois disto escolheu de todo o país vinte mil homens de guerra, e soldados de cavalo; e os dois marcharam contra Cendebeu: E pernoitaram em Modin. 5E levantaram-se ao romper da manhã, e marcharam para o campo: E eis-que vinha em demanda dêles um grosso exército de infantaria, e cavalaria, e em meio dêles havia uma impetuosa torrente. 6E abalou êle com a sua gente para os atacar, e como viu que as suas tropas estavam receosas de passar a torrente, por essa causa a passou êle primeiro: e quando os outros o viram fazer esta ação, logo passaram atrás dêle. 7E dividiu a sua gente em dois corpos, e pôs no meio da infantaria a cavalaria: Porque a cavalaria dos inimigos era muito numerosa. 8E assim que fizeram soar as sagradas trombetas, logo Cendebeu fugiu para as suas tropas: E cairam mortos das feridas muitos dêles: E o resto se recolheu precipitadamente à fortaleza. 9Nesta ocasião foi ferido Judas, irmão de João: E João perseguiu os inimigos até chegar a Cedron, que Cendebeu tinha reedificado: 10E muitos fugiram para as tôrres que havia na campina de Azot, e João as fêz queimar. E morreram dêles dois mil homens, e João voltou em paz para a Judéia: 11E Ptolomeu, filho de Abóbo, tinha sido feito governador da campina de Jericó, e tinha muita prata, e muito ouro: 12Porque era genro do sumo sacerdote. 13E o seu coração se elevou de soberba, e queria fazer-se senhor do país, e andava maquinando alguma aleivosia contra Simão, e seus filhos para os matar. 14Simão porém, correndo as cidades, que havia no país da Judéia, e tratando cuidadosamente de as pôr em ordem, baixou a Jericó êle, e Matatias, seu filho, e Judas, ano cento e setenta e sete, no undécimo mês: Que é o mês Sabat. 15E o filho de Abóbo os recebeu com má tenção num pequeno forte, que tinha edificado, o qual se chamava Doe: e mandou-lhe fazer um grande banquete, e escondeu ali homens. 16Quando pois Simão, e seus filhos tinham bebido bem, levantou-se Ptolomeu com a sua gente, e tomaram as suas armas, e entraram na sala do banquete, e mataram a Simão, e a seus dois filhos, e alguns dos seus criados: 17Dêste modo executou Ptolomeu em Israel uma grande perfídia, e tornou mal por bem. 18E escreveu Ptolomeu isto ao rei, e lhe mandou pedir que lhe enviasse um exército em seu socorro, e êle lhe entregaria o país e cidades dêles, e os tributos. 19Ao mesmo tempo mandou outros a Gazara para matarem a João: E enviou cartas aos tribunos para que viessem unir-se com êle, prometendo que lhes daria ouro, e prata, e presentes. 20E mandou outros a fazerem-se senhores de Jerusalém, e do monte do templo. 21Mas prevenindo-os certo homem, foi avisar a João em Gazara, que seu pai, e seus irmãos tinham sido mortos, e que Ptolomeu tinha também enviado gente para o matarem a êle. 22Êle porém assim que ouviu isto, ficou espavorido em extremo: E fêz apanhar os que vinham matá-lo, e mandou-lhes tirar a vida: Porque conheceu que, êles vinham com tenção de o matar. 23O resto porém da vida de João, e das suas guerras, e das gloriosas facções, em que valorosamente se portou, e da reedificação dos muros, que construiu, e das ações que obrou: 24Eis-aí que tudo isto está escrito no livro dos anais do seu pontificado, começando desde o tempo em que êle foi constituído príncipe dos sacerdotes em lugar de seu pai.
Novo TestamentoJo 11,1-22
João 11
1Estava pois enfêrmo um homem, chamado Lázaro, que era da aldeia de Betânia, onde assistiam Maria e Marta, suas irmãs. 2(E esta Maria era aquela que ungiu o Senhor com o bálsamo, e lhe limpou os pés com os seus cabelos; cujo irmão Lázaro estava enfêrmo.) ( 3Mandaram pois suas irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis aí está enfêrmo aquele que tu amas. 4E ouvindo isto Jesus, disse-lhes: Esta enfermidade não se encaminha a morrer, mas a dar glória a Deus, para o Filho de Deus ser glorificado por ela. 5Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã Maria, -e a Lázaro: 6Tanto que ouviu pois que Lázaro estava enfermo, deixou-se então ficar ainda dois dias no mesmo lugar: 7Depois, passado isto, disse a seus discípulos: Tornemos outra vez para Judéia. 8Disseram-lhe os discipulos: Mestre, ainda agora te queriam apedrejar os judeus, e tu vais outra vez para lá? 9Respondeu-lhes Jesus: Não são doze as horas do dia? Aquele que caminhar de dia não tropeça, porque vê a luz dêste mundo: 10Porém o que andar. de noite tropeça, porque lhe falta a luz. 11Assim falou, e depois disto lhes disse: Nosso amigo Lázaro dorme: Mas eu vou despertá-lo do sono. 12Disseram-lhe então seus discípulos: Senhor, se êle dorme estará são. 13Mas Jesus tinha falado da sua morte: e êles entenderam que falava do dormir do sono. 14Disse-lhes pois Jesus então abertamente: Lázaro é morto. 15E eu por amor de vós folgo de me não ter achado lá, para que acrediteis: Mas vamos a êle. 16Disse então Tomé, chamado Dídimo, aos outros condiscípulos Vamos nós também, para morrermos com êle. 17Chegou enfim Jesus, e achou que Lázaro estava na sepultura havia já quatro dias. 18(Estava pois Betânia em distância de Jerusalém, perto de quinze estádios). 19E muitos dos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para as consolarem na morte de seu irmão. 20Marta pois tanto que ouviu que vinha Jesus, saiu — a recebê-lo: E Maria ficou em casa. 21Disse então Marta a Jesus: Senhor, se tu houveras estado aqui, não morrera meu irmão. 22Mas também sei agora que tudo. o que pedires a Deus, Deus to-concederá.
Salmos e ProvérbiosPr 20,1-7
Provérbios 20
1O vinho é uma coisa luxuriosa, e a embriaguez é cheia de desordens: Todo aquêle que nisto põe o seu gôsto, não será sábio. 2Assim como sobressalta o rugido do leão, assim também o terror que infunde o rei: Aquêle que o irrita, contra a sua alma peca. 3O homem que se separa de contendas, tem esta glória, mas todos os imprudentes se envolvem no que lhes traz a sua confusão. 4O preguiçoso não quis lavrar por causa. do frio: Êle mendigará pois no verão, e não se lhe dará coisa alguma. 5O conselho é no coração do homem como a água profunda: Mas o homem sábio dai o tirará. 6Muitos homens se chamam compassivos: Mas quem achará um homem fiel? 7O justo, que anda na sua simplicidade, deixará depois de si bem-aventurados a seus filhos.