Dia 327
2Mc 10–11 · Jo 14 · Pr 22,1-8 · cerca de 16 min
Destaque da leitura de hoje“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida: Ninguém vem ao Pai senão por mim.”João 14,6
Antigo Testamento2Mc 10–11
2 Macabeus 10
1Entretanto Macabeu, e os que êle tinha consigo, protegendo-os o Senhor, com efeito recobraram o templo, e a cidade: 2E demoliu os altares, que os infiéis tinham levantado nas praças públicas, e também os templos dos ídolos: 3E depois de terem purificado o templo, erigiram nêle outro altar: E tendo feito sair algumas faiscas de pedras de fogo, ofereceram sacrifícios dois anos depois, e puseram o incenso, e as lâmpadas, e os pães da proposição: 4Feitas estas coisas, prostrados por terra, rogavam ao Senhor que não permitisse que êles tornassem a cair em tão grandes males: Mas que no caso que ainda pecas-sem, os castigasse com mais brandura, e não fôssem entregues a homens bárbaros, e blasfemos. 5E aconteceu que naquele dia em que o templo tinha sido profanado pelos estrangeiros, nesse mesmo dia foi purificado, no dia vinte e cinco do mês de Casleu. 6E celebraram esta festa com alegria por oito dias, como a dos tabernáculos. lembrando-se que pouco tempo antes tinham passado a solenidade dos tabernáculos nos montes, e nas cavernas, onde viviam como feras. 7Pelo que levavam nas mãos varas cobertas de fo-lhagem, e ramos verdes, e palmas à honra daquele que tinha facilitado o modo de se purificar o seu templo. 8E por um preceito, e decreto em que êles convieram, mandaram a tôda a nação judia que celebraria esta festa todos os anos os mesmos dias. 9E tal foi por certo, quanto a Antíoco, que foi chamado o Ilustre, o fim que teve a sua vida. 10Agora porém falando de Eupator, filho deste ímpio Antíoco, relataremos as ações que obrou, resumindo os males que sucederam durante as suas guerras. 11Êste pois tanto que entrou a reinar, nomeou por seu primeiro ministro de estado dos negócios do reino a um certo Lísias, o general do exército da Fenícia, e da Síria. 12Porque Ptolomeu, que tinha por alcunha o Magro, determinou guardar religiosamente justiça aos judeus e principalmente por causa do injusto tratamento que se tinha praticado com êles, e portar-se pacificamente a respeito dos mesmos. 13Mas êle, acusado disto na presença de Eupator pelos seus favorecidos, como ouvisse que o tratavam muitas vêzes de traidor, por ter deixado Chipre, que o rei Filometor lhe tinha confiado, e porque tendo passado para o partido de Antíoco o Ilustre se tinha também alienado dêste príncipe, se tirou a si a vida com veneno. 14Quanto a Gorgias, que tinha o mando daqueles lugares. tomando consigo tropas estrangeiras, dava de quando em quando suas refregas aos judeus. 15Por outra parte os judeus, que estavam senhores das praças fortes, recolhiam os que tinham sido sa-cudidos de Jerusalém, e buscavam ocasiões de guerrear. 16Entretanto os que andavam com Macabeu, tendo conjurado pelas suas orações ao Senhor, que viesse em seu socorro, atacaram com grande vigor as fortalezas dos idumeus: 17E porfiando em as combater com muita atividade, se apoderaram daqueles lugares, mataram os que se lhes puseram diante, e entre todos passaram à espada não menos que vinte mil homens. 18E tendo-se alguns retirado para duas tôrres em extremo fortes, onde tinham todos os petrechos que haviam mister para bem se defenderem, 19Macabeu deixando para a sua expugnação a Simão, e a José, e também a Zaqueu: E aos que estavam com êles em bastante número, marchou em pessoa para onde as necessidades mais urgentes da guerra o cha-mavaim. 20Mas os que estavam com Simão, levados da cobiça, foram ganhados com dinheiro por alguns dos que estavam nas tôrres: E tendo recebido setenta mil didracmas, deixaram escapar alguns dêles. 21E tendo chegado à notícia de Macabeu o que tinha passado, ajuntando os primeiros do povo acusou aquêles homens de terem vendido a seus irmãos por dinheiro, deixando escapar seus inimigos. 22Fêz pois matar a êstes tais convencidos de traidores, e tomou logo imediatamente as duas tôrres. 23E cedendo tudo prosperamente ao valor de suas armas, matou dentro destas duas praças passante de vinte mil homens. 24Porém Timóteo, que antes tinha sido vencido pelos judeus, levantado um exército de tropas estrangeiras, e ajuntada a cavalaria da Ásia, veio à Judéia, parecendo-lhe qué se faria senhor dela pelas armas. 25Ao mesmo tempo que êle vinha chegando, Macabeu, e os que estavam com êle, faziam oração ao Senhor, lançando terra sôbre suas cabeças, e tendo cingidos os seus rins de cilícios. 26Prostrados ao pé da porta do altar, para que lhes fôsse a êles favorável, e se declarasse inimigo de, seus inimigos, e adversário de seus adversários, como diz a lei. 27E assim tomádas as armas depois da oração, tendo-se avançado a bastante distância da cidade, fizeram logo alto estando já próximos aos inimigos. 28E tanto que saiu o sol travaram batalha os dois exércitos: Tendo uns por certo, além do seu esfôrço, ao Senhor por fiador da vitória e bom sucesso das suas armas: E os outros só tinham por guia o seu ânimo. 29Mas a tempo que a peleja era de parte a parte mais obstinada, apareceram do céu aos inimigos cinco homens a cavalo, com o adôrno de freios de ouro, servindo de guia aos judeus: 30Dois dêles tendo no meio de si a Macabeu, cobrindo-o com suas armas, o guardavam para que andasse sem risco de sua pessoa: E contra os inimigos lançavam dardos, e raios, com que vinham a cair mortos assim confundidos pela cegueira, como cheios de turbação: 31Foram pois mortos vinte mil e quinhentos homens, e seiscentos cavalos. 32E Timóteo fugiu para Gazara, praça fortificada, de que era governador Quéreas. 33Macabeu porém, e os que com êle estavam, cheios de alegria tiveram cercada a praça por quatro dias. 34Mas os que estavam dentro, confiados no fortificado da praça, os insultavam sobremaneira com injúrias, e proferiam palavras abomináveis. 35Porém amanhecendo o dia quinto, vinte mancebos dos que estavam com Macabeu, irritados no seu interior por causa destas blasfêmias, se chegaram valorosamente aos muros, e subiram acima dêles com um ânimo embravecido: 36E subindo também outros em seu seguimento, começaram a pôr fogo às tôrres, e às portas, e a queimar vivos aquêles blasfemadores. 37E depois de gastarem dois dias inteiros em destruir a praça, tendo achado a Timóteo num lugar, onde êle se escondera, o mataram: Também tiraram a vida a seu irmão Quéreas, e a Apolofanes. 38Concluídas que foram estas emprêsas, cantando hinos e cânticos, bendiziam ao Senhor, que tinha feito estas grandes coisas em Israel, e lhes havia dado a vitória.
2 Macabeus 11
1Mas pouco tempo depois Lísias, aio do rei, e seu parente, e que tinha a seu cargo os negócios do reino, muito sentido do que havia acontecido, 2ajuntando oitenta mil homens de pé, e tôda a cavalaria, marchava contra os judeus, imaginando que sem dúvida tomaria a cidade, com tenção de a dar aos gentios para a povoarem. 3E de tirar do templo grandes somas de dinheiro, como dos outros templos dos pagãos, e vender todos os anos o sumo sacerdócio: 4Não fazendo reflexão alguma no poder de Deus, mas tendo largado as rédeas à sua soberba, punha Lisias tôda a confiança na multidão da sua infantaria, e nos seus milhares. de cavalos, e em oitenta elefantes. 5Entrando pois na Judéia, e chegando a Betsura, que estava situada num lugar estreito, cinco estádios distante de Jerusalém, atacava esta praça. 6Tanto porém que Macabeu e os que estavam com êle souberam que as fortalezas eram combatidas, com gemidos, ce lágrimas, rogavam ao Senhor, e juntamente todo o povo, que enviasse algum bom anjo para salvação de Israel. 7E Macabeu foi o primeiro que depois de tomar êle mesmo as armas exortou os outros a se exporem juntamente com êle ao perigo, e a darem socorro a seus irmãos. 8E quando êles marchavam todos juntos com ânimo resoluto, apareceu ao sair de Jerusalém um homem a cavalo, que ia adiante dêles vestido de hábitos brancos com armas de ouro, brandindo uma lança. 9Então bendisseram todos êles ao mesmo tempo ao Senhor misericordioso, e se encheram de ânimo: Prontos a pelejar, não só com os homens mas também com as alimárias mais ferozes, e atravessar por muros de ferro. 10Marchavam êles pois com grande coragem, tendo por si o Senhor, que do alto do céu se declarava seu protetor, e fazia resplandecer sôbre êles a sua misericórdia. 11Ao mesmo tempo lançando-se êles com grande ímpeto sôbre seus inimigos, à maneira de leões. mataram onze mil homens da sua infantaria, e mil e sciscen-tos de cavalaria: 12E fizeram fugir todo o mais resto, e a maior parte dêles não se puderam salvar, senão ficando feridos e sem armas. E até mesmo Lísias por meio de uma vergonhosa fugida escapou. 13E como êle não era insensato, considerando consigo mesmo a perda que tinha tido, e reconhecendo que os hebreus eram invencíveis quando se escoravam no socorro de Deus todo-poderoso, mandou-lhes embaixadores: 14E prometeu-lhes que consentiria em tôdas as condições de paz, que fôssem justas, e que persuadiria ao rei que fizesse amizade com eles. 15Anuiu pois Macabeu aos rogos de Lisias, atendendo em tôdas as coisas ao interêsse do público: E o rei estêve por tudo o que Macabeu pediu aos judeus na carta que escreveu a Lisias. 16Porque Lísias tinha escrito uma carta aos judeus concebida assim nestes têrmos: LÍSIAS ao povo dos judeus, saúde. 17João e Absalon, que por vós tinham sido enviados, entregando-me as vossas cartas, me pediram que cumprisse eu as coisas que por intervenção dêles me eram significadas. 18Portanto expus ao rei tudo o que se lhe podia representar: E êle conveio naquilo que os seus negócios lhe permitiam. 19Se vós pois fórdes fiéis ao rei nos vossos tratados, eu também daqui em diante me empenharei por vos fazer todo o bem que puder. 20E pelo que toca aos outros pontos, eu, tanto aos que vós me enviastes, como aos que eu vos envio, os en-carreguei de conferirem pessoalmente mais em particular convosco sôbre êles. 21Tende boa saúde. Ano cento e quarenta e oito, a vinte e quatro dias do mês de Dioscoro. 22E a carta do rei continha o seguinte: O REI Antíoco a Lísias, seu irmão, saúde. 23Tendo sido o rei nosso pai trasladado para entre os deuses, desejando nós que os que estão no nosso reino vivam em paz e que ponham diligência em tratar dos seus negócios, 24ouvimos que os judeus não condescenderam com meu pai no tocante a se passarem para o rio dos gregos, mas que querem conservar os seus costumes, e que por esta razão êles nos pedem que lhes seja permitido viverem segundo as suas leis. 25Querendo pois que também êste povo viva em quietação, determinamos, e ordenamos que lhes seja restituído o seu templo, para êles viverem conforme os costumes de seus antepassados. 26Tu pois farás bem de mandares lá, e de fazeres aliança com êles: Para que tendo conhecido a nossa vontade, fiquem já com o ânimo desassombrado, e atendam a seus próprios interêsses. 27E a carta do rei aos judeus era do teor seguinte: O REI Antíoco ao senado dos judeus, e aos outros judeus, saúde. 28Se vós passais com saúde, estais no estado em que nós desejamos: E nós também passamos bem. 29Veio buscar-nos Menelau, dizendo que vós desejáveis vir ter com os vossos, que estão no nosso reino. 30Nós pois damos passaportes aos que quiserem vir até ao dia trinta do mês de Xantico, 31permitindo que os judeus usem das suas comidas, e vivam segundo as suas leis, como dantes: E que nenhum dêles de modo algum padeça detrimento pelas faltas que foram cometidas por ignorância. 32Nós pois vos mandamos também Menclau. para conferir convosco. 33Tende saúde. Ano cento e quarenta e oito, aos quinze dias do mês de Xantico. 34E também os romanos mandaram sua carta concebida nestes têrmos: QUINTO Memio, e Tito Manílio, legados dos romanos, ao povo dos judeus, saúde. 35Nós vos concedemos igualmente as mesmas coisas que Lisias, parente do rei, vos concedeu. 36E pelo que toca às que êle julgou que deviam ser representadas ao rei, mandai quanto mais depressa alguém, depois de terdes entre vós deliberado bem na matéria, para nós determinarmos o que vos fôr mais conveniente: Porque nós vamos a Antióquia. 37Por isso mandai-nos depressa a resposta, para: nós sabermos também qual é a vossa vontade. 38Tende boa saúde. Ano cento e quarenta e oito, aos quinze dias do mês de Xantico.
Novo TestamentoJo 14
João 14
1Não se turbe o vosso coração. Crêdes em Deus, crêde também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fôra, eu vo-lo tivera dito: Pois vou a aparelhar-vos o lugar. 3E depois que cu fôr, e vos aparelhar o lugar: Virei outra vez, e tomar-vos-ei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também. 4Assim que vós sabeis para onde eu vou, e sabeis o caminho. 5Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde tu vais: E como podemos nós saber o caminho? 6Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida: Ninguém vem ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecesseis a mim, também certamente havieis de conhecer a meu Pai: Mas conhece-lo-eis bem cedo, e já o tendes visto. 8Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. 9Respondeu-lhe Jesus: Há tante tempo que estou convosco, e ainda me não tendes conhecido? Filipe, quem me vê a mim, vê também o Pai. Como dizes tu logo: Mostra-nos o Pai? 10Não credes que cu estou no Pai, e que o Pai está em mim? Às palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo: Mas o Pai, qué está em mim, êsse é o que faz as obras. 11Não credes que cu estou no Pai, e que o Pai está em mim? 12Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em mim, êsse fará também as obras que eu faço, e fará outras ainda maiores: Porque eu vou para o Pai. 13E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, eu vo-lo farei: Para que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se me pedirdes alguma coisa ém meu nome, essa vos farei. 15Se me amais: Guardai os meus mandamentos. 16E eu rogarei ao Pai, e êle vos dará outro Pará-dito, para que fique eternamente convosco. 17O espirito de verdade, a quem o mundo não pode receber, porque o não vê, nem o conhece: Mas vós o conhecereis: Porque êle ficará convosco, e estará em vós. 18Não vos hei de deixar órfãos: E eu hei de vir a vós. 19Resta ainda um pouco: Depois já o mundo me não verá. Mas ver-me-eis vós: Porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia conhecereis vós que eu estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. 21Aquele que tem os meus mandamentos, e que os guarda: Êsse é o que me ama. E aquele que me ama, será amado de meu Pai, e eu o amarei também, e me manifestarei a êle. 22Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Senhor, donde procede que te hás de manifestar a nós e não ao mundo? 23Respondeu-lhe Jesus, e disse-lhe: Se algum me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai-o amará, e-nós viremos a êle, e faremos nele morada. 24O que me não ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que vós tendes ouvido não é minha, mas sim do Padre que me enviou. 25Eu disse-vos estas coisas, permanecendo convosco. 26o Consolador, que é o Espirito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, êle vos ensinará tôdas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o. que vos tenho dito. 27A paz vos deixo, a minha paz vos dou, e eu não. vo-la dou, como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem fique sobressaltado. 28Já tendes ouvido que eu vos disse: Eu vou, e venho a vós. Se vós me amásseis, certamente havieis de folgar, de que eu vá para o Pai: Porque o Pai é maior do que eu. 29E eu vo-lo disse agora, antes que suceda, para que quando suceder o creiais. 30Já não falarei muito convosco: Porque vem o príncipe dêste mundo, e êle não tem em mim coisa alguma. 31Mas para que conheça que amo ao Pai, e que faço como êle me ordenou: Levantai-vos, vamo-nos daqui.
Salmos e ProvérbiosPr 22,1-8
Provérbios 22
1Mais vale. o bom nome do que muitas riquezas: A amizade é mais estimável do que a prata e o ouro. 2O rico e o pobre se encontraram: Dum e doutro é criador o Senhor. 3O homem sagaz viu o mal, e furtou-se a êle: O imprudente passou adiante, e recebeu o dano. 4O fim da modéstia é o temor do Senhor, as riquezas, e a glória, e a vida. 5As armas e as espadas acham-se no caminho do perverso: Aquêle porém que guarda a sua alma, retira-se longe delas. 6É provérbio: O homem segundo o caminho que tomou sendo mancebo, dêle se não apartará, ainda quando fôr velho. 7O rico manda aos pobres. E o que toma emprestado, servo é do que lhe empresta. 8Aquêle que semeia a iniquidade, segará males e será ferido pela vara da sua ira.