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Bíblia em um ano Dia 328/365

Dia 328

2Mc 12 · Jo 15 · Pr 22,9-15 · cerca de 12 min

  1. Antigo Testamento2Mc 12
  2. Novo TestamentoJo 15
  3. Salmos e ProvérbiosPr 22,9-15
Destaque da leitura de hoje“Ninguém tem maior amor do que êste, de dar um a própria vida por seus amigos.”João 15,13

Antigo Testamento2Mc 12

2 Macabeus 12

1Feitos êstes tratados, voltou Lisias para o rei, e. os judeus se ocupavam em cultivar as terras. 2Mas outros, que tinham ficado no país, a saber, Timóteo e Apolônio, filho de Jeneu, como também Jerônimo e Demofonte, além dêstes, também Nicanor, governador de Chipre, não os deixava viver em paz nem em sossêgo. 3Entretanto os de Jope cometeram uma aleivosia tal, como esta: Rogaram aos judeus, com quem habitavam, que com suas mulheres e filhos se metessem numas barcas que tinham preparado, como se não houvesse entre êles inimizade alguma. 4Enfim segundo um decreto acordado unânimemente pela cidade, depois de consentirem até nisto os mesmos judeus, não tendo outrossim a menor suspeita por causa da paz que havia entre êles: Tanto que chegaram ao mar alto, os de Jope afogaram nêle alguns duzentos judeus. 5Judas assim que soube desta crueldade cometida contra a gente da sua nação, mandou aos que estavam com êle que tomassem as armas: E depois de ter invocado a Deus, justo juiz, 6marchou contra êstes homicidas de seus irmãos, e logo lhes queimou de noite o pôrto, queimou as barcas. e fêz passar ao fio da espada os que tinham escapado das chamas. 7E depois de ter assim executado isto, retirou-se com tenção de. lá tornar, e de acabar de uma vez com todos os de Jope. 8Mas como tivesse entendido que também os de Jamnia queriam fazer do mesmo modo aos judeus que viviam entre êles, 9deu também de noite sôbre os tais janmitas, e lhes queimou o pôrto com as suas embarcações: De sorte que o clarão do fogo se via em Jerusalém ficando ela na distância de duzentos e quarenta estádios. 10Tendo-se apartado já dali nove estádios, e indo marchando contra Timóteo, investiram com êle os árabes, que eram cinco mil infantes e quinhentos cavalos. 11E como se travasse um rijo combate, e tivesse havido bom sucesso com ajuda de Deus, os árabes que tinham ficado, vendo-se vencidos, pediam a Judas que se compusesse com êles, prometendo que lhe dariam pastos, e lhe assistiriam em tudo o mais. 12E Judas crendo que êles efetivamente lhe poderiam ser úteis em muitas coisas, prometeu-lhes paz: E feita a composição, êles se retiraram às suas tendas. 13E atacou ainda uma cidade forte, que tinha por nome Casfin, cercada de pontes e de muros, a qual estava mui povoada de uma mistura de diversas nações. 14Os que porém estavam dentro, confiados na firmeza dos seus muros, e no provimento que tinham de víveres, defendiam-se negligentemente, insultando a Judas com dictérios, e com blasfêmias, e proferindo palavras detestáveis. 15Macabeu porém, invocado o grande príncipe do mundo, que sem ariíetes, nem máquinas bélicas, em tempo de Josué instantâneamente derribou a Jericó, subiu furio-samente aos muros: 16E tendo tomado a cidade pela vontade do Senhor executou nela incríveis estragos, de sorte que um tanque que estava ao pé, de dois estádios de largo, se viu tinto do sangue dos mortos. 17Partidos dali, caminharam setecentos e cinquenta estádios, e chegaram a Caraca aos judeus, que se chamam tubianeus: 18E não puderam por certo haver às mãos a Timóteo naqueles lugares, porque como não tinha podido fazer ali nada. voltou para trás, deixada em certo: sítio uma fortíssima guarnição. 19Mas Dositeu e Sosipatro, que eram comandantes das tropas com Macabeu, mataram dez mil homens, que Timóteo havia deixado para guarda desta praça. 20Entretanto Macabeu, ordenados e repartidos em coortes seis mil homens que o acompanhavam, marchou contra Timóteo, que tinha consigo cento e vinte mil infantes, e dois mil e quinhentos cavalos. 21E Timóteo sabida a chegada de Judas, mandou adiante as mulheres, e os filhos, e o resto da bagagem para uma praça chamada Carnion: Porque era inconquistável e difícil de ser entrada por causa da estreiteza das suas avenidas. 22Mas tanto que apareceu a primeira courte de Judas ficaram os inimigos passados de mêdo, pela presença de Deus, que vê tôdas as coisas, e tomaram a fugida uns atrás dos outros, de sorte que eram com maior desbarato derribados pelos seus, e se feriam com golpes das suas mesmas espadas. 23E Judas carregava sôbre êles com grande vigor castigando a êstes profanos, e dêles fêz cair mortos no campo trinta mil homens. 24E o mesmo Timóteo veio a cair nas mãos de Dositeu, e de Sosipatro: E lhes pediu com agonizadas instâncias que o deixassem ir com vida, porque tinha feito prisioneiros muitos pais, e muitos irmãos de judeus, os quais pela sua morte perderiam a esperança de cobrar a liberdade. 25E tendo-lhes dado palavra: que restituiria êstes prisioneiros segundo o tratado, êles o deixaram ir sem lhe fazerem mal algum, com os olhos em salvar a seus irmãos. 26Depois tornou Judas a ir a Carnion, onde matou vinte e cinco mil homens. 27Depois da fugida, e matança dêstes inimigos, fêz êle marchar seu exército para Efrom, cidade forte, em que habitava uma grande multidão de diversos povos: E os seus muros estavam bordados de valentes mancebos, que os defendiam vigorosamente: E dentro havia muitas máquinas de guerra, e prevenção de armas de arremesso. 28Mas tendo os judeus invocado o Todo-Poderoso, que destrói com o seu poder as fôrças dos inimigos, tomaram a cidade: E mataram dos que estavam dentro vinte e cinco mil. 29Dali passaram à cidade dos citas, que distava de Jerusalém seiscentos estádios. 30E como os mesmos judeus, que viviam com os citopolitas, tivessem atestado que eram bem tratados por êles, que ainda nos tempos da sua desgraça tinham usado com eles de moderação: 31Dando-lhes por isso as graças, tendo-os exortado a que sc mostrassem ainda para o diante benignos com os da sua nação, voltaram para Jerusalém por estar próxima a solenidade das semanas. 32E passado que foi o Pentecostes, marcharam eles contra Gorgias, governador da Iduméia. 33E Judas o foi atacar com três mil infantes, e quatrocentos cavalos. 34Tendo vindo às mãos os dois exércitos, foram poucos os judeus que ficaram mortos. 35Um certo cavaleiro porém dos de Bacenoris, por nome Dositeu, homem valente, tinha aferrado de Gorgias: E quando êle o queria tomar vivo, outro cavaleiro dos de Trácia arremeteu a êle, e lhe cortou um ombro, e assim escapando Gorgias fugiu para Maresa. 36Mas achando-se fatigados os que estavam com Esdrim, por terem pelejado havia muito tempo, invocou Judas ao Senhor, para que se fizesse êle mesmo o protetor, e o capitão neste combate: 37Começando a falar na língua pátria, e a levantar clamores em hinos, pôs em fugida os soldados de Gorgias. 38Depois ajuntando Judas o seu exército, partiu para a cidade de Odolan: E chegando o dia sétimo, purificados segundo o costume, celebraram o sábado no mesmo lugar. 39E no dia seguinte foi Judas com os seus ao campo, para levar os corpos dos que tinham sido mortos, e para os sepultar com os seus parentes nos sepulcros de seus pais. 40Ora êles acharam debaixo das túnicas dos mortos na batalha algumas das oferendas consagradas aos ídolos, que havia em Jamnia, que a lei proíbe aos judeus: Todos pois reconheceram que esta fôra a causa da sua morte. 41Todos por isso bendisseram o justo juízo do Senhor, que tinha descoberto o que estava escondido. 42E assim, tendo-se pôsto em oração, conjuraram o Senhor que se esquecesse do pecado, que fôra cometido. Mas na verdade o fortíssimo Judas exortava o povo a que se conservasse sem pecado, vendo diante de seus olhos o que tinha acontecido por causa dos pecados daqueles que tinham sido mortos. 43E tendo ajuntado uma coleta, mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém para serem oferecidas em sacrifício pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente da ressurreição: 44(Porque se êle não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos). 45E porque êle considerava que os que haviam falecido na piedade tinham uma grandíssima misericórdia reservada. 46É logo um santo, e saudável pensamento orar pelos mortos. para que sejam livres dos seus pecados.

Novo TestamentoJo 15

João 15

1Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2Tôdas as varas, que não derem fruto em mim, êle as tirará, e tôdas as que derem fruto, limpá-las-á, para que o dêem mais abundante. 3Vós já estais puros, em virtude da palavra que eu vos disse. 4Permanccei em mim, e eu permanecerei em vós. Como a vara da videira não pode de si mesmo dar fruto, se não permanecer na videira: Assim nem vós o podereis dar, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira, vós outros as varas: O que permanece em mim, e o em que eu permaneço, êsse dá muito fruto, porque vós sem mim não podeis fazer nada. 6Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como a vara, e secará, e enfeixá-lo-ão, e lançá-lo-ão no fogo, e ali arderá. 7Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós: Pedireis tudo o que quiserdes, e ser-vos-á feito. 8Nisto é glorificado meu Pai, em que vós deis muito fruto, e em que sejais meus discípulos. 9Como meu Pai me amou, assim vos amei eu. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus preceitos, permanecereis no meu amor, assim como também eu guardei os prêcei-tos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11Eu tenho-vos dito estas coisas: Para que o meu gozo fique em vós, e para que o vosso gôzo seja completo. 12O meu preceito é êste, que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. 13Ninguém tem maior amor do que êste, de dar um a própria vida por seus amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já vos não chamarei servos: Porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos: Porque vos descobri tudo quanto ouvi de meu Pai. 16Vós não fostes os que me escolhestes a mim: Mas eu fui o que vos escolhi a vós e o que vos constituí para que vades e deis fruto, e para que o vosso fruto permaneça, para que tudo quanto vós pedirdes a meu Pai em meu nome, êle vo-lo conceda. 17Isto é o que éu vos mando, que vos ameis uns aos outros. 18Se o mundo vos aborrece: Sabei que primeiro do que a vós, me aborreceu êle a mim. 19Se vós fósseis do mundo, amaria o mundo o que era seu; mas porque vós não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo.vos aborrece. 20Lembrai-vos da minha palavra, que eu vos disse: Não é o servo maior do que seu senhor. Se êles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós: Se êles guardaram a minha palavra, também hão de guardar a vossa. 21Mas êles far-vos-ão todos êstes maus tratamen-tos por causa do meu nome: Porque não conhecem aquele que me enviou. 22Se eu não viera e não lhes tivera falado, não teriam êles pecado: Mas agora não têm desculpa no seu pecado. 23Aquele que me aborrece: Aborrece também a meu Pai. 24Se eu não tivera feito entre êles tais obras, quais não fêz outro algum, não haveria da parte dêles pecado, mas agora êles não somente as viram, mas ainda me abor-, receram, tanto a mim, como a meu Pai. 25Mas isto é para se cumprir a palavra que está escrita na sua lei: Êles me aborrecerão sem motivo. 26Quando porém vier o Consolador, aquele espírito de verdade, que procede do Pai, que eu vos enviarei da parte do Pai, êle dará testemunho de mim. 27E também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.

Salmos e ProvérbiosPr 22,9-15

Provérbios 22

9Aquele que é propenso a fazer misericórdia, será abençoado porque deu dos seus pães ao pobre. Aquêle que faz presentes alcançará vitória e honra: Mas êle rouba a alma dos que os recebem. 10Lança fora o mofador, e com êle se irá a disputa, e cessarão as querelas e as contumélias. 11Aquêle que ama a candura do coração, terá por amigo ao rei por causa da sincera graça dos seus lábios. 12Os olhos do Senhor guardam a ciência: Mas as palavras do iníquo são postas por terra. 13O preguiçoso diz: O leão está lá fora, serei morto no meio das ruas. 14A bôca da mulher alheia é uma cova profunda: Aquêle contra quem o Senhor está irado, cairá nela. 15A loucura está atada ao coração do menino, e a vara da disciplina a afugentará.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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