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Bíblia em um ano Dia 342/365

Dia 342

Sb 4–6 · 2Jo 1; 3Jo 1 · Pr 25,23-28 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoSb 4–6
  2. Novo Testamento2Jo 1; 3Jo 1
  3. Salmos e ProvérbiosPr 25,23-28
Destaque da leitura de hoje“Assim como é uma cidade tôda aberta, e que não está cercada de muros, assim é o homem, que quando fala não pode conter o seu espírito.”Provérbios 25,28

Antigo TestamentoSb 4–6

Sabedoria 4

1O' quão formosa é a geração casta e gloriosa: Pois é imortal a sua memória: Porquanto ela é conhecida assim diante de Deus, como diante dos homens. 2Quando ela está presente, a imitam: E quando se tem retirado, a desejam, e coroada para sempre triunfa levando o prêmio nos certamens castos. 3Mas a multidão variada dos ímpios não será útil, e os renovos bastardos não lançarão profundas raízes, nem assentarão firmeza estável. 4E se com o tempo brotarem nos ramos, como se não acham firmes, serão abalados do vento, e desarraigados pela impetuosidade dos furacões. 5Pelo que serão quebrados os seus ramos, antes que cheguem à devida perfeição, e os frutos deles inúteis, e ásperos para comer, e para nada bons. 6Porque os filhos, que nascem de iníquos sonos, testemunhas são da maldade contra os pais, quando se lhes pergunta. 7Mas o justo, ainda que seja acometido pela morte repentina, estará em descanso. 8Porque a velhice venerável não é a diuturna, nem a computada pelo número dos anos: Pois as cãs do homem são os seus sentimentos, 9e a idade da velhice é a vida imaculada. 10Tendo-se feito agradável a Deus, foi por êle amado, e vivendo entre os pecadores foi trasladado. 11Foi arrebatado para que a malícia lhe não mu-dasse o entendimento, ou para que não seduzisse a sua alma o aparente. 12Porque o feitiço das inépcias escurece o bem: "E a inconstância da concupiscência transtorna o sentido sem malícia. 13Tendo vivido pouco, encheu a carreira duma larga vida: 14Porque a sua alma era agradável a Deus: Por isso êle se apressou a tirá-lo do meio das iniqüidades: Mas os povos estão vendo isto, e não entendem, nem de-positam nos seus corações coisas tais, como estas: 15Que a graça de Deus, e a sua misericórdia está sôbre os seus santos, e que olha para os seus escolhidos. 16Mas o justo morto condena aos ímpios vivos, e a mocidade consumada em breve, a larga vida do injusto. 17Porque êles verão o fim do sábio, e não compre-enderão que desígnio tenha Deus formado acêrca dêle, e porque o haja o Senhor pôsto em segurança. 18Vê-lo-ão, e desprezarão: Mas o Senhor zombará dêles, 19e depois disto morrerão sem honra, e ficarão com infâmia para sempre entre os mortos: Porque os fará rebentar inchados sem voz, e os transtornará desde os fundamentos, e serão reduzidos à última desolação, e estarão gemendo, e a sua memória perecerá. 20Virão medrosos com a lembrança dos seus pecados, e se apresentarão contra êles as suas iniquidades.

Sabedoria 5

1Então se levantarão os justos com grande afouteza contra aquêles que os atribularam, e que lhes roubaram o fruto dos seus trabalhos. 2Vendo-os assim, perturbar-se-ão com temor horrível, e ficarão assombrados pela novidade repentina da sua salvação, que êles não esperavam, 3dizendo dentro de si, tocados do arrependimento, e com angústia do espírito gemendo: Êstes são aquêles, de quem nós noutro tempo fazíamos zombaria, e a quem tínhamos por objeto de opróbrio. 4Nós insensatos reputávamos a sua vida por uma loucura, e o seu fim sem honra: 5Ei-los aí como têm sido contados entre os filhos de Deus, e entre os santos está a sua sorte. 6Logo nós nos extraviamos do caminho da verdade, e a luz da justiça não raiou para nós, e o sol da inteligência não nasceu sôbre nós. 7Nós nos cansamos no caminho da iniqüidade, e da perdição, e andamos por uns caminhos ásperos, e ignoramos o caminho do Senhor. 8De que nos aproveitou a soberba? ou de que nós serviu a jactância das riquezas? 9Tôdas aquelas coisas passaram como sombra, e como um correio que vai depressa. 10E como uma nau, que vai cortando as agitadas ondas. da qual se não pode achar rasto depois que passou, nem a esteira da sua quilha nas ondas: 11Ou como ave que voa, atravessando pelo ar, de cujo caminho se não acha indício algum, senão só o ruído das asas, que cortam o leve vento, e fendendo o ar com a fôrça do seu vôo, passou batendo as asas, e depois disto se não encontra sinal algum do seu caminho: 12Ou como seta despedida ao lugar destinado: O ar dividido logo se cerra em si mesmo, de maneira que se fica ignorando a passagem dela:, cs 13Assim também nós, logo que nascemos deixamos. de ser: E na verdade nenhum sinal de virtude podemos' mostrar, mas fomos consumidos em nossa, malícia. 14Tais são as coisas, que disseram no inferno êstes, que pecaram: 15Porque a esperança do ímpio é como a lanugem, que pelo vento é levada: E como a espuma tênue, que pela tempestade é espalhada: E como o fumo, que pelo vento é dissipado: E como a lembrança do hóspede de um dia, que passa. 16Mas os justos viverão para sempre, e a sua recompensa está no Senhor, e o pensamento dêles no Altis-simo. 17Portanto receberão da mão do Senhor um reino de honra, e um diadema de formosura: Porque os protegerá com a sua destra, e com o seu santo braço os defenderá. 18O seu zêlo se vestirá de tôdas as suas armas: E êle armará as suas criaturas para se vingar de seus inimigos. 19Tomará por couraça a justiça, e por capacete a inteireza do seu juízo: 20Embraçará a equidade como escudo inexpug-nável: 21Afiará a sua ira inflexível, como uma lança, e todo o Universo pelejará da parte dêle contra os insensatos. 22Irão com direita pontaria os tiros missivos dos raios e como dum arco bem encurvado das nuvens serão despedidos, e descarregarão sôbre lugar certo. 23A ira de Deus, semelhante a uma máquina de lançar pedras, fará chover uma grossa saraiva: Embra-vecer-se-á contra êles a água do mar, e os rios correrão juntos com furiosa enchente. 24O espírito de virtude se levantará contra êles, e como redemoinho de vento os espalhará: E a sua iniquidade reduzirá a uma solidão tôda a terra, e a malícia deitará abaixo os assentos dos poderosos.

Sabedoria 6

1A sabedoria é mais estimável do que as forças: E o varão prudente vale mais do que o valoroso. 2Ouvi pois, Ó reis, e entendei, tomai a instrução, à juízes de tôda a terra: 3Aplicai os ouvidos vós que governais os povos, e que vos gloriais de terdes debaixo de vós muitas nações: 4Porque de Deus vos tem sido dado o poder, e do Altíssimo a fôrça, o qual vos perguntará pelas vossas obras, e esquadrinhará os vossos pensamentos: 5Porque sendo ministros do seu reino, não julgas-tes com eqgiiidade, nem guardastes a lei da justiça, nem andastes conforme a vontade de Deus. 6Êle se vos porá diante de um modo temeroso, e dentro de pouco tempo: Porque sôbre os que governam se fará um juízo rigorosíssimo. 7Porque com os pequenos tem-se mais comiseração: Mas os poderosos serão poderosamente atormentados. 8Porque Deus não excetuará pessoa alguma, nem respeitará a grandeza de quem quer que fôr: Porquanto êle fêz ao pequeno e ao grande, e tem igualmente cuidado de todos. 9Mas aos mais fortes mais forte suplício ameaça. 10A vós pois, ó reis, é que são dirigidos êstes meus discursos, para que vós aprendais a sabedoria, e não caiais. 11Porque aquêles que tiverem feito justamente as ações de justiça, serão tratados como justos: IE os que tiverem aprendido o que ensino acharão que responder. 12Tende pois um ardente desejo pelos meus discursos, amai-os e tereis instrução. 13Esclarecida é a sabedoria, e tal que nunca se murcha, e fàcilmente é vista por aquêles que a amam, e achada pelos que a buscam. 14Ela se antecipa aos que a cobiçam, de tal sorte que se lhes patenteia primeira. 15Aquêle que vigia desde manhã para a possuir, não terá trabalho: Porque êle a achará sentada à sua porta. 16Pelo que, ter o pensamento na sabedoria, esta é a consumada prudência: E aquêle que velar pela adquirir, depressa estará seguro. 17Porque ela mesma anda de roda, buscando aos que são dignos de a acharem, e alegremente se lhes mostra nos caminhos, e por meio de tôda a providência se faz encontradiça com êles. 18Porque o princípio dela é um desejo mui verdadeiro de instrução. 19Mas o cuidado da instrução é o amer: E o amor é. a guarda das suas leis: E a guarda das suas leis é a consumação da incorrupção: 20E a incorrupção aproxima o homem de Deus. 21E assim é que o desejo da sabedoria conduz ao reino eterno. 22Se vós pois, ó reis dos povos, vos comprazeis nos tronos e nos ceptros, amai a sabedoria, para reinardes eternamente:. 23Amai a luz da sabedoria todos vós os que presi-dis aos povos: 24E eu vos relatarei que coisa é a sabedoria, e qual foi a sua origem: E não vos encobrirei os segredos de Deus, mas investigá-los-ei desde o princípio do seu nascimento, e porei às claras a sua ciência, e não passarei por alto a verdade: 25Nem farei caminho com o que se desfaz de inveja: Porque um tal homem não será participante da sabedoria. 26Ora a multidão dos sábios é a saúde da redondeza da terra:. E um rei sábio é a firmeza do povo. 27Recebei pois a instrução por meio das minhas palavras, e ela vos será proveitosa.

Novo Testamento2Jo 1; 3Jo 1

2 João 1

1O presbitero à senhora Electa, e a seus filhos, aos quais eu amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade. 2Por causa da verdade que permanece em nós, e que será conosco eternamente. 3Seja convosco a graça, a misericórdia, a paz da parte de Deus Padre, e da de Jesus Cristo, filho do Padre, em verdade, e em caridade. 4Muito me alegrei por ter achado que alguns de teus filhos andam em verdade, assim como temos, recebido o mandamento do Padre. 5E agora rogo-te, senhora, não como se te escrevesse um novo mandamento, senão o que havemos tido desde o princípio, que nos amemos uns aos outros. 6E nisto consiste a caridade, que andemos segundo os mandamentos. de Deus. Porque este: é o mandamento que andemos nele, como tendes ouvido desde o princípio: 7Porque muitos impostores se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo veio em carne: Êste tal é impostor-e Anticristo. 8Estai alerta sôbre vós, para que não percais o que haveis obrado: Mas antes recebais uma plena recompensa. 9Todo o que se aparta e não permanece na doutrina de Cristo; não tem a Deus: O que permanece na doutrina, êste tem assim ao Padre como ao. Filho. 10Se algum vem a vós, e não traz esta doutrina, não no recebais em vossa casa, nem lhe digais DEUS TE SALVE. 11Porque o que lhe diz DEUS TE SALVE comunica com as suas malignas obras. 12Posto que eu tinha mais coisas que vos escrever, eu o não quis fazer por papel e tinta: Porque espero ser convosco, e falar-vos cara a cara: Para que o vosso gôsto seja perfeito. 13Os filhos da tua irmã Electa te saudam.

3 João 1

1O Presbítero ao caríssimo Gaio, a quem eu amo na verdade. 2Caríssimo, eu peço a Deus nas minhas orações que te prospere em tudo e que te conserve em saúde, assim como a tua alma se acha em bom estado. 3Eu me alegrei muito pela vinda dos irmãos, e pelo testemunho que deram da tua verdade, assim como tu andas na verdade. 4Eu não tenho maior. gôsto de -outra coisa, que -de ouvir que os meus: filhos andam no caminho da verdade. 5Caríssimo, tu te portas com fidelidade em tudo o que fazes com os irmãos, e particularmente com os peregrinos. 6Os quais deram testemunho da tua caridade na face da igreja: Aos quais, se encaminhares como convém segundo Deus, farás bem. 7Porque pelo seu Nome é que êles partiram, não recebendo nada dos gentios. 8Nós pois devemos receber a êstes tais, para trabalharmos com êles no adiantamento da verdade. 9Eu talvez tivera escrito à Igreja: Mas aquele Dió-trefes, que ama ter entre êles a primazia, não nos recebe: 10Por isso se eu lá for, darei a entender as obras que êle faz, chilrando com palavras malignas contra nós: E como se isto não lhe bastasse: Nem ainda quer receber a nossos irmãos: E veda aos que os recebem que o não façam, e os lança fora da Igreja. 11Caríssimo, não imites o mal, mas o bem. Aquele que faz bem, é de Deus:.O que faz mal, não viu a Deus. 12De Demétrio todos dão testemunho e a mesma verdade lho dá, e nós lho damos também: E tu sabes que D nosso testemunho é verdadeiro. 13Eu tinha mais coisas que te escrever: Mas não quis fazê-lo por tinta e pena. 14Porque espero ver-te cedo e então falaremos cara a cara. A paz seja contigo. Os nossos amigos te saudam. Tu sauda também os nossos amigos cada um em particular.

Salmos e ProvérbiosPr 25,23-28

Provérbios 25

23O vento do Aquilão dissipa as chuvas: E o rosto triste a língua maldizente. 24É melhor estar assentado a um canto do eirado, do que habitar com uma mulher litigiosa, e numa casa comum. 25Tão saborosa é a água fria à alma que tem sêde como é uma boa nova que vem de um país remoto. 26O justo que cai diante do ímpio, é como uma fonte que turvaram com o pé, e como uma veia de água que corromperam. 27Assim como não é bom o mel para aquele que o come em demasia: Assim o que é esquadrinhador da majestade será oprimido da glória. 28Assim como é uma cidade tôda aberta, e que não está cercada de muros, assim é o homem, que quando fala não pode conter o seu espírito.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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