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Sabedoria 4

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1O' quão formosa é a geração casta e gloriosa: Pois é imortal a sua memória: Porquanto ela é conhecida assim diante de Deus, como diante dos homens. 2Quando ela está presente, a imitam: E quando se tem retirado, a desejam, e coroada para sempre triunfa levando o prêmio nos certamens castos. 3Mas a multidão variada dos ímpios não será útil, e os renovos bastardos não lançarão profundas raízes, nem assentarão firmeza estável. 4E se com o tempo brotarem nos ramos, como se não acham firmes, serão abalados do vento, e desarraigados pela impetuosidade dos furacões. 5Pelo que serão quebrados os seus ramos, antes que cheguem à devida perfeição, e os frutos deles inúteis, e ásperos para comer, e para nada bons. 6Porque os filhos, que nascem de iníquos sonos, testemunhas são da maldade contra os pais, quando se lhes pergunta. 7Mas o justo, ainda que seja acometido pela morte repentina, estará em descanso. 8Porque a velhice venerável não é a diuturna, nem a computada pelo número dos anos: Pois as cãs do homem são os seus sentimentos, 9e a idade da velhice é a vida imaculada. 10Tendo-se feito agradável a Deus, foi por êle amado, e vivendo entre os pecadores foi trasladado. 11Foi arrebatado para que a malícia lhe não mu-dasse o entendimento, ou para que não seduzisse a sua alma o aparente. 12Porque o feitiço das inépcias escurece o bem: "E a inconstância da concupiscência transtorna o sentido sem malícia. 13Tendo vivido pouco, encheu a carreira duma larga vida: 14Porque a sua alma era agradável a Deus: Por isso êle se apressou a tirá-lo do meio das iniqüidades: Mas os povos estão vendo isto, e não entendem, nem de-positam nos seus corações coisas tais, como estas: 15Que a graça de Deus, e a sua misericórdia está sôbre os seus santos, e que olha para os seus escolhidos. 16Mas o justo morto condena aos ímpios vivos, e a mocidade consumada em breve, a larga vida do injusto. 17Porque êles verão o fim do sábio, e não compre-enderão que desígnio tenha Deus formado acêrca dêle, e porque o haja o Senhor pôsto em segurança. 18Vê-lo-ão, e desprezarão: Mas o Senhor zombará dêles, 19e depois disto morrerão sem honra, e ficarão com infâmia para sempre entre os mortos: Porque os fará rebentar inchados sem voz, e os transtornará desde os fundamentos, e serão reduzidos à última desolação, e estarão gemendo, e a sua memória perecerá. 20Virão medrosos com a lembrança dos seus pecados, e se apresentarão contra êles as suas iniquidades.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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