Dia 344
Sb 10–12 · Ap 1 · Pr 26,8-15 · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Tens visto a um homem, que crê de si que é sábio? maior esperança terá do que êle um ignorante.”Provérbios 26,12
Antigo TestamentoSb 10–12
Sabedoria 10
1Esta guardou aquêle, que foi por Deus formado primeiro pai da redondeza da terra, tendo sido criado só, 2eo tirou do seu pecado e lhe deu virtude de governar tôdas as coisas. 3Tanto que desta se apartou, o injusto na sua ira pereceu pelo furor do homicídio fraterno. 4Por causa do qual, ao tempo que o dilúvio inundava a terra, a saneou de novo a sabedoria, governando ao justo por meio dum lenho desprezível. 5Também esta, depois de se terem mancomunado” as nações em conspiração da maldade, conheceu ao justo, e o conservou para Deus sem culpa, e o manteve forte na compaixão do filho. 6Esta livrou ao justo, que fugia dos ímpios que pereciam, quando descia o fogo sôbre as cinco cidades: 7Em testemunho da maldade dos quais permanece a terra, que ainda fumega, deserta, e as árvores que dão frutos em estação incerta, e a estátua de sal ainda em pé, levantada em memória duma alma incrédula. 8Porque passando êles de largo pela sabedoria, não só cairam em ignorarem os bens, mas deixaram ainda aos homens uma lembrança da sua estultícia, de tal sorte que nem se puderam ocultar no meio das ações, em que delingquiram. 9Mas a sabedoria tem livrado de dores aos que a reverenciaim. 10Esta é a que guiou por caminhos direitos ao justo, quando fugia da ira de seu irmão e lhe mostrou o reino de Deus, e lhe deu a ciência dos Santos: A que o enriqueceu nos trabalhos, e recompensou as suas fadigas. 11No dolo dos que o violentavam, lhe assistiu, e o fêz rico. 12Guardou-o dos inimigos, e o assegurou dos enganadores, e o meteu num duro combate, para que vencesse, e soubesse que de tôdas as coisas a mais poderosa é a sabedoria. 13Esta não desamparou ao justo vendido, mas sim o livrou dos pecadores: E desceu com êle ao fôsso, 14e o não largou nas cadeias, até lhe depositar nas mãos o ceptro do reino, e o poder contra aquêles que o deprimiam: E convenceu de mentirosos aos que o deslus-traram, e lhe deu uma nomeada eterna. 15Esta livrou ao povo justo, e a linhagem irrepreensível das nações, que o abatiam. 16Entrou na alma do servo de Deus, e se manteve com prodígios e sinais contra os reis formidáveis. 17E deu aos justos o galardão dos seus trabalhos, e os conduziu por um caminho admirável: E serviu-lhes de coberta de dia, e de luz das estrêlas de noite: 18Conduziu-os pelo mar Vermelho, e transportou-os pela imensidade das águas. 19Mas sepultou no mar os seus inimigos, e tirou-os do profundo dos abismos. Por isso os justos levaram os despojos dos ímpios, 20e com os seus cânticos engrandeceram, Senhor, o teu Santo Nome, e todos uniformemente louvaram a tua Mão vitoriosa: 21Porque a sabedoria abriu a bôca dos mudos, e fêz elogientes as línguas dos infantes.
Sabedoria 11
1Ela é a que dirigiu as suas obras por mãos do Santo profeta. 2Êles fizeram o seu caminho por desertos, que não eram habitados: E em lugares ermos fixaram tendas. 3Fizeram cara a seus inimigos, e se vingaram de seus contrários. 4Tiveram sêde, e te invocaram, e foi-lhes dada água duma penha mui alta, e refrigério de sêde duma dura pedra. 5Pois, por meio daquela mesma coisa, com que os seus inimigos se viram castigados, que foi. pela falta de água com que matar a sêde, com essa os filhos de Israel até se alegraram, tendo-a em abundância: 6Por isso êles, quando esta lhes: faltava, foram bem tratados. 7Porque na verdade em lugar da fonte dum rio perene, deste aos injustos sangue humano. 8Como êstes fôssem perecendo em castigo de terem feito morrer aos infantes, deste àqueles água abundante sem a esperarem, 9mostrando por esta sêde, que então houve, de que modo exaltavas tu aos teus, e fazias perecer aos teus adversários. 10Porque quando foram provados, e recebendo ainda assim um castigo com misericórdia, reconheceram eles de que maneira padeciam tormentos os ímpios julgados com ira. 11Aqueles provaste na verdade como pai que admoesta: Porém a êstes condenaste, fazendo-lhes interrogatório, como rei duro. 12Porque ausentes e presentes eram igualmente atormentados. 13Porquanto se havia deles apoderado uma dobrada mágoa, e desfeito pranto com a memória das coisas passadas. 14Pois quando ouviam dizer. que fôra bem para os outros o que para êles havia sido tormento, logo se lembraram do Senhor, admirando o fim do sucesso. 15Porque ao mesmo, de quem escarneceram abandonado na cruel exposição dos meninos, vieram no fim do sucesso a admirar: Padecendo sêde não como os justos. 16Mas pelos pensamentos loucos da sua iniquidade, porquanto alguns errando nesta parte adoravam serpentes mudas, e animais inúteis, enviaste contra êles multidão de animais mudos em vingança: 17Para que soubessem, que pelas coisas em que alguém peca, por essas é também atormentado. 18Porque não estava impossibilitada a tua onipo-tênte mão, que criou o globo da terra de uma nunca vista matéria, para mandar sôbre eles uma multidão de ursos, ou ferozes leões, 19ou animais duma nova espécie não conhecidos, cheios de furor, ou que respirassem rescaldo de incêndios, ou que exalassem cheiro de fumo, ou que despedissem dos olhos horrendas faiscas: 20Dos quais a malignidade não somente os pudesse exterminar, mas até a vista matá-los de pavor. 21Mas ainda sem estas coisas podiam com um só assôpro ser mortos, depois de terem padecido a perseguição pelas suas mesmas ações, e se acharem espalhados pelo espírito da tua virtude: Mas tôdas as coisas dispuseste com medida, e conta, e pêso. 22Porque tu só tens sempre à mão o supremo poder: E quem poderá resistir à fôrça do teu braço? 23Pois todo o mundo diante de ti é como um pequeno grão de balança, e como uma gôta de orvalho da madrugada, que cai sôbre a terra. 24Tu tens compaixão de todos, porque tudo podes, e dissimulas os pecados dos homens para que façam penitência. 25Porque tu amas tôdas as coisas que existem, e não aborreces nada de quanto fizeste: Pois nenhuma cs-tabeleceste, ou fizeste aborrecendo-a. 26E como poderia subsistir coisa alguma, se tu não quisesses? Ou de que modo se conservaria o que por ti não fôsse chamado? 27Porém tu perdoas a tôdas as criaturas: Porque tuas são, Senhor, que amas as almas.
Sabedoria 12
1O' quão bom e suave é, Senhor, em tudo o teu espírito! 2E por isso é que tu castigas pouco a pouco aos que se desencaminham: E os adver tes das faltas que cometem, e os instruis: Para que, deixada a malícia, creiam em ti, Senhor. 3Porquanto aqueles antigos habitadores da tua terra santa, aos que tiveste em horror, 4porque faziam obras, que te eram abomináveis pelos seus malefícios, e sacrifícios ímpios, 5sendo até desapiedados matadores de seus próprios filhos, e chegando a comer as entranhas dos homens, e a lhes tragar o sangue, no meio da vossa terra sagrada, 6e aos pais autores da morte de almas não socorri-das tu quiseste destruir pelas mãos de nossos pais, 7a fim de que esta terra, que é de ti a mais que rida de tôdas, recebesse uma colônia digna de filhos de Deus. 8Mas ainda a êstes perdoaste como a homens, e lhes enviaste as vespas como uns batedores do teu exército, para que elas pouco a pouco os exterminassem. 9Não porque tu não pudesses sujeitar pela guerra os ímpios aos justos, ou destrui-los duma vez pelos animais cruéis, ou com uma palávra desabrida: 10Mas exercitando sôbre êles o teu juízo por degraus, tu lhes davas lugar de fazer penitência, ainda que não ignoravas que a sua nação é malvada, e que a mali-cia lhes é natural, e que o seu pensamento nunca jamais se podia mudar. 11Porque a sua raça era maldita desde o principio: Nem era por temor de alguém que tu lhes perdoavas assim os seus pecados. 12Porquanto quem te dirá a ti: Que tens tu feito? ou quem se levantará contra o teu juízo? ou quem se porá na tua presença feito defensor de homens iníquos? ou quem te fará cargo, se perecerem as nações, que tu fizeste? 13Porque não há outro Deus senão tu, que de tôdas as coisas tens cuidado, para mostrares que não exer-citas injustamente o teu juízo. 14Nem rei, nem tirano pedirá na tua presença conta daqueles que destruiste. 15Entretanto como tu és justo, tôdas as coisas governas justamente: E julgas por uma coisa alheia do teu poder, condenar ao que não merece ser punido. 16Porque o teu poder é o princípio da justiça: E por isso mesmo que és Senhor de tudo, te fazes indul-gente com todos. 17Porque tu mostras o teu poder, quando se não crê que és absoluto no mesmo poder, e confundes a au-: dácia dos que te não reconhecem. 18E tu, Dominador poderoso, julga com tranquilidade, e nos governas com grande reserva: Porque tens debaixo da tua mão o poder, quando quiseres. 19Ensinaste pois ao teu povo por meio de tais obras, que importa ser justo e humano, e fizeste conceber a, teus filhos boa esperança: Porque julgando tu, dás lugar nos pecados à penitência. 20Porque se aos inimigos de teus servos, e réus de morte, puniste com tanta circunspecção, dando-lhes tempo e lugar, em que se pudessem apartar da malícia, 21com quanto resguardo não julgaste tu a teus filhos, a cujos pais fizeste boas promessas com juramentos e alianças? 22Quando, pois, nos fazes padecer algum castigo, tu açoitas os nossos inimigos por diferentes maneiras, para que atentos pensemos na tua bondade: E quando somos julgados, esperemos na tua misericórdia. 23Por onde até aqueles, que na sua vida se por-taram como insensatos e injustos, fizeste sofrer os mais horríveis tormentos por meio daquelas coisas, que adoraram. 24Porque no caminho do êrro andaram largo tempo vagabundos, tendo por deuses aquêles que entre os animais são inúteis, vivendo à maneira de meninos insensatos. 25Por isso como a crianças insensatas lhes deste um castigo por zombaria. 26Mas os que se não emendaram com êstes ludibrios e increpações, experimentaram um juízo digno de Deus. 27Porque vendo-se exterminar pelas mesmas coisas de que se indignavam, sofrendo-as por meio das que eles tinham por deuses, reconheceram por. verdadeiro Deus aquêle a quem noutro tempo afirmavam que não conheciam: Por isso é que veio sôbre êles o remate da sua condenação.
Novo TestamentoAp 1
Apocalipse 1
1Revelação de Jesus Cristo que Deus lhe concedeu para descobrir aos seus servos o que dentro em pouco deve acontecer, e o fêz conhecer por intermédio de um anjo enviado ao seu servo João. 2O qual deu testemunho à palavra de Deus, e o' testemunho de Jesus Cristo, em tôdas as coisas que viu. 3Bem-aventurado aquele que lê e ouve as palavras desta Profecia: E guarda as coisas que nela estão escritas: Porque o tempo está próximo. 4João às sete Igrejas, que há na Ásia. Graça a vós.outros, e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete Espíritos, que estão diante do seu Trono. 5E da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dos mortos, e o príncipe dos reis da terra, que nos amou, e nos livrou dos nossos pecados no seu sangue. 6E nos fêz sermos o reino, e os sacerdotes de Deus, e seu Pai: A êle glória e império pelos séculos: Amém. 7Ei aí vem sôbre as nuvens, e todo o ôlho o verá, e os que o traspassaram. IE baterão nos peitos ao vê-lo tôdas as tribos da terra: Assim se cumprirá: Amém. 8Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus: Que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. 9Eu João, vosso irmão, que tenho parte na tribulação, e no reino, e na paciência em Jesus Cristo: Estive em uma ilha, que se chama Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus: 10Eu fui arrebatado em espírito um dia de do-mingo, e ouvi por detrás de mim uma grande voz como de trombeta, 11que dizia: O que vês, escreve-o em um livro: E envia-o às sete Igrejas que. há na Ásia, a Éfeso, e a Smirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Fila-délfia, e a Laodicéia. 12E me voltei para ver a voz que falava comigo: E assim voltado vi sete candieiros de ouro: 13E no meio dos sete candieiros de ouro há um semelhante ao Filho do homem, vestido de uma roupa talar, e cingido pelos peitos com uma cinta de ouro: 14A sua cabeça, porém, e os seus cabelos eram brancos como a lã branca, e como a neve, e os seus olhos pareciam uma como chama de fogo. 15E os seus pés eram semelhantes ao latão fino, quando está numa fornalha -ardente, e a sua voz igualava o estrondo das grandes águas:, 16E tinha na sua direita sete estrêlas: E saía da sua bôca uma espada aguda de dois fios: E o seu rosto resplandecia como o sol na sua fôrça. 17Logo que eu o vi, caí entre seus pés como morto. Porém êle pôs a sua mão direita sôbre mim, dizendo: Não temas, eu sou o primeiro e o último: 18E o que vivo, e fui morto, mas eis aqui estou eu vivo por séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno. 19Escreve pois as coisas que viste, e as que são, e as que têm de suceder ao depois destas. 20Eis aqui o mistério das sete estrêlas, que tu viste na minha mão direita, e dos sete candieiros de ouro: As sete estrêlas são os sete Anjos das sete Igrejas: E os sete candieiros são as sete Igrejas.
Salmos e ProvérbiosPr 26,8-15
Provérbios 26
8Assim como obra o que lança uma pedra no montão de Mercúrio: Assim também se porta o que dá honra ao insensato. 9A parábola na bôca dos insensatos é como se nascesse um espinheiro na mão dum homem embriagado. 10A sentença do juiz decide as causas: E aquêle que impõe silêncio a um insensato, apazigua as contendas. 11O imprudente, que repete a sua loucura, é como o cão que torna outra vez ao que tinha vomitado. 12Tens visto a um homem, que crê de si que é sábio? maior esperança terá do que êle um ignorante. 13O preguiçoso diz: O leão está no caminho, e a leoa nas passagens: 14Bem como a porta volta sôbre a sua couceira, assim se revolve o preguiçoso no seu leito. 15O preguiçoso esconde a mão debaixo do seu sovaco, e dá-lhe muito trabalho, quando a tiver de levar à bôca.