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Bíblia em um ano Dia 345/365

Dia 345

Sb 13–15 · Ap 2 · Pr 26,16-21 · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoSb 13–15
  2. Novo TestamentoAp 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 26,16-21
Destaque da leitura de hoje“O preguiçoso parece-lhe que é mais sábio do que sete homens que não dizem coisa que não seja acertada.”Provérbios 26,16

Antigo TestamentoSb 13–15

Sabedoria 13

1São porém vãos todos os homens, nos quais se não acha a ciência de Deus: E que pelas coisas boas que se vêe m, não puderam conhecer aquêle que é, nem considerando as suas obras reconheceram quem era o Artifice: 2Mas reputaram por deuses governadores do Universo, ou ao fogo, ou ao espírito, ou ao ar comovido, ou ao giro das estrêlas, ou à imensidade das águas, ou ao sol e à lua. 3De cuja formosura se êles encantados os julgaram deuses: Reconheçam quanto é mais formoso do que êles o que é seu Senhor: Porque o Autor da formosura criou tôdas estas coisas. 4Ou se êles se maravilharam da sua virtude e in-fluências, entendam por elas, que o que as fêz é mais forte do que elas: 5Porque pela grandeza da formosura e da criatura se poderá visivelmente chegar ao conhecimento do criador delas: 6Mas ainda com tudo isso não há contra êstes tanta razão de queixa. Porque se êles talvez erram é buscando a Deus e desejando-o achar. 7Porquanto êles o buscam, vivendo no meio das suas obras: E se capacitam de que são boas as coisas que se vêem. 8Mas por outra parte nem êstes merecem perdão. 9Porque se êles puderam ter luz bastante, para poderem conhecer a ordem do mundo: Como não descobriram êles mais facilmente ao Senhor dêle? 10Porém são desgraçados, e entre os mortos está a esperança daqueles outros, que chamaram deuses às obras das mãos dos homens, ao ouro, e à prata, à invenção da arte, e às semelhanças de animais, ou a uma pedra inútil, obra de mão antiga. 11Como se algum artífice hábil cortasse do mato algum tronco direito, e destramente lhe tirasse tôda a casca, e, valendo-se da sua arte, fizesse com esmêro alguma peça útil para uso da vida 12e das relíquias daquela obra se servisse para cozinhar a comida: 13E quanto ao resto de tudo isto, que para nenhum uso é útil, por ser um madeiro torto, e cheio de nós, êle cuidadosamente muito de seu vagar o desbastasse, e pela perícia da sua arte lhe desse figura, e o afeiçoasse em forma de homem, 14ou o proporcionasse a algum dos animais, dando-lhe vermelhão, e pintando-o de uma côr encarnada contrafeita, e encobrindo-lhe tôda a mancha, que nêle há: 15E lhe fizesse um correspondente nicho, e pondo-o na parede, e segurando-o com algum ferro, 16usando com êle desta precaução, para que talvez não caísse, reconhecendo que se não pode ajudar a si mesmo: Porque é uma imagem, e tem necessidade de socorro. 17E fazendo-lhe votos, o consultasse a respeito da sua fazenda, e de seus filhos, e de suas bodas. Não se envergonha de falar com aquêle madeiro, que está sem alma: 18E pela saúde roga por certo a um inválido, e pela vida pede a um morto, e invoca em seu socorro a um inútil: 19E para o bom sucesso da jornada se vale do pa-trocínio daquele que não pode andar: E para o que há de adquirir, e tem de traficar, e para o bom êxito de tôdas as suas coisas, implora a quem para tudo é inútil,

Sabedoria 14

1Outro da mesma sorte, fazendo tenção de se meter ao mar, e começando a dar à vela sôbre as feras ondas, invoca a um madeiro mais frágil, do que o lenho que o leva. 2Porque a cobiça de adquirir o inventou, e o artífice pela sua habilidade o fabricou. 3Mas a tua providência, ó pai, é a que o governa: Porque tu até no mar abriste caminho, e uma derrota segurissima por entre as ondas, 4mostrando que és poderoso para salvar de todos os perigos, ainda que alguém se meta no mar sem arte. 5Mas para que as obras da tua sabedoria não fôssem vãs: Por esta causa também os homens confiam até de um pequeno lenho as suas vidas, e passando o mar' se têm salvado por meio de uma embarcação: 6Mas até do princípio, quando pereceram os soberbos gigantes, acolhendo-se a esperança de tôda a terra a um vaso que era governado por tua mão, êste conservou ao Mundo os fiadores da sua propagação. 7Porque o madeiro, pelo qual se faz justiça, é bendito. 8Mas o ídolo, que é feito por indústria das mãos, tão maldito é êle mesmo, como quem o fêz: Êste porque de fato o fabricou: E aquêle porque, sendo uma coisa frágil, foi chamado Deus. 9E Deus igualmente aborrece ao ímpio, e a sua impiedade. 10Porquanto a obra que foi feita, com aquêle que a fêz padecerá tormento. 11Por esta causa também se não terá respeito aos ídolos das nações: Porque as criaturas de Deus se fizeram um objeto de abominação, e um motivo de tentação para as almas dos homens, e um laço para os pés dos insensatos. 12Porque o primeiro ensaio da formatura dos ídolos foi o princípio da fornicação: E o seu último desco-brimento foi a corrupção da vida: 13Porque nem os havia do princípio, nem os há de haver para sempre. 14Porquanto a vaidade dos homens foi a que os introduziu no Mundo: E por isso em breve se tem de ver o seu fim. 15Penetrado pois um pai de sensível mágoa fêz a imagem de seu filho, que cedo lhe fôra arrebatado: E aquele, que então havia falecido como homem, começa agora a adorar como a Deus, e lhe estabelece entre os seus servos cerimônias e sacrifícios. 16Depois com o andar do tempo autorizando-se o mau costume, foi observado êste êrro como Lei, e por mandado dos tiranos eram adorados os simulacros. 17E quanto àqueles, a que os homens não podiam honrar em presença, por causa de se acharem longe, tendo feito trazer de remontada distância o seu retrato, fizeram manifesta a imagem do Rei, a quem queriam honrar: Para que chegassem com o seu empenho a reve-renciar como se estivera presente aquêle que estava ausente. 18Ora até aos que eram ignorantes fói levando ao culto dêles a primorosa exação do artífice, 19Porque desejando êste encher as medidas ao que lançou mão dêle, se esmerou com a sua arte para representar uma figura o melhor que fôsse possível. 20E o vulgo dos homens arrebatado da formosura da obra, tomou logo por Deus aquêle que até ali fôra honrado como homem. 21E esta foi a ilusão da vida humana: Porquanto os homens, ou por satisfazer ao seu particular afeto, ou por obsequiar aos reis, deram às pedras e ao pau um nome incomunicável. 22E não tinha sido bastante aos homens terem êles errado acêrca do conhecimento de Deus, mas ainda vivendo em grande guerra de ignorância, chamam paz a tantos e tão grandes males. 23Porque ou sacrificando os seus próprios filhos, ou fazendo sacrifícios ocultos, ou celebrando vigílias cheios de fatuidade, 24nem conservam já com pureza a sua vida, nem os seus matrimônios, mas um ao outro mata por inveja, ou o entristece adulterando: 25E todos os crimes se acham de mistura, o sangue, o homicídio, o furto e o engano, a corrupção e a infidelidade, a turbação e o perjúrio, o tumulto dos bons, 26o esquecimento de Deus, a contaminação das almas, a mudança do nascimento, a inconstância dos matrimônios, as desordens do adultério e da impudicícia. 27Porque o culto dos ídolos abomináveis é a causa e o princípio e fim de todo o mal. 28Porque ou fazem desatinos, enquanto se diver-tem: Ou vaticinam por certo falsidades, ou vivem sem justiça, ou juram falso incontinenti. 29Porque enquanto êles confiam nos ídolos, que não têm alma, esperam, fazendo tais perjúrios, não receber detrimento. 30Porém sôbre êles virá o merecido castigo de ambos estes crimes: Porquanto sentiram mal de Deus, res-peitando aos ídolos, e juraram injustamente, desprezando com dolo a justiça. 31Porque não é o poder daquéles, por quem juraram, mas a pena dos que pecam, a que anda sempre no alcance da prevaricação dos injustos.

Sabedoria 15

1Mas tu, ó Deus nosso, és suave e verdadeiro, paciente e tudo governas com misericórdia. 2Porquanto se pecarmos, não deixamos de ser teus, conhecendo a tua grandeza: E se nós não pecarmos, sabemos que tu nos contas no número daqueles que te pertencem. 3Porque o conhecer-te é a consumada justiça: E o saber a tua justiça e o teu poder, é a raiz da imortalidade. 4Pelo que não nos tem feito cair no êrro a invenção da arte má dos homens, nem o sombreado duma pintura, trabalho sem fruto, nem uma efígie entalhada com várias côres, 5cuja vista excita a concupiscência à um insensato, porque se afeiçoa ao fantasma duma imagem morta sem vida. 6Aqueles que amam o mal, são dignos de pôr a sua esperança em semelhantes deuses, assim os que os fazem como os que os amam e os que os adoram. 7Também do mesmo modo um oleiro, apertando a terra mole, forma com o seu trabalho cada um dos vasos destinados para os nossos usos e do mesmo lôdo faz vasos, que são para dêles com asseio nos servirmos e outros igualmente que a êstes são contrários: Mas êle o oleiro é o juiz que arbitra qual seja o uso que devem ter êstes vasos. 8E com vão trabalho forma um deus do mesmo lôdo: Aquêle que pouco antes fôra feito de terra e que dali a pouco se resolve naquilo mesmo de onde foi tomado, quando se lhe pedir o tributo da vida que êle tinha. 9Mas todo êste seu cuidado é, não por se haver de -empregar no trabalho, nem porque a vida lhe é curta, mas -porque se põe à competência com os artífices do ouro e da prata: E imita igualmente aos que trabalham em bronze e reputa ser esta a sua maior glória, por exprimir umas aparentes figuras. 10Porque o seu coração é cinza e a sua esperança uma terra insubsistente e mais vil do que o lôdo a sua vida: 11Porquanto não o conheceu ao que o formou e ao que lhe inspirou a alma, que obra e ao que pelo seu assô-pro infundiu nêle o espírito de vida. 12Mas até julgaram que a nossa vida era um di-vertintento e que a maneira de viver tinha sido destinada para O lucro e que importava por quaisquer meios ainda ilícitos adquirir cabedais. 13Porque êste, que forma de matéria de terra vasos quebradiços e simulacros, sabe quê peca mais que todos. 14Porque os inimigos do teu povo e que o dominam, são todos insensatos e sôbre tôda a imaginação infelizes os soberbos: 15Porquanto êles reputaram por deuses a todos os ídolos das nações, os quais nem uso de olhos têm para ver, nem narizes para tomar a respiração, nem ouvidos para ouvir, nem dedos de mãos para palpar, e ainda seus pés são preguiçosos para andar: 16Porque um homem é quem os fêz: E quem recebeu o espírito emprestado, êsse os formou. Porquanto nenhum homem poderá fazer um Deus semelhante a si. 17Porque sendo mortal, forma com as suas mãos iníquas uma obra morta. Porquanto êle mesmo é melhor do que aquêles a quem adora, porque êle tem realmente vivido, sendo mortal, mas aquêles nunca. 18Êles, porém, adoram até aos mais vis animais: Porque as coisas insensíveis comparadas com êstes, piores são do que êles. 19Mas nem ainda pela vista pode qualquer ver daqueles animais alguma coisa boa. Êles porém fugiram do louvor de Deus: E da sua bênção.

Novo TestamentoAp 2

Apocalipse 2

1Escreve ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem as sete estrêlas na sua direita, que anda no meio dos sete candieiros de ouro: 2Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes suportar os maus: E que tens provado os que dizem ser Apóstolos, e não o são: E tu os achaste mentirosos: 3E que tens paciência, e sofreste pelo meu nome, e não tens desfalecido. 4Mas tenho contra ti, que deixaste a tua primeira caridade. 5Lembra-te pois de onde caiste: E arrepende-te, e faze as primeiras obras: É se não, venho-a ti, e moverei o teu candieiro do seu lugar, se não fizeres penitência. 6Mas isto tens de bom, que aborreces os feitos dos Nicoláitas, que cu também aborreço. 7Aquele que tem ouvidos, vuça o que o espírito diz às Igrejas: Ao vencedor darei a comer da árvore da vida, que está no paraíso do meu Deus. 8E ao anjo da Igreja de Smirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e que está vivo. 9Eu sei a tua tribulação, e a tua pobreza, mas tu és rico: E és caluniado por aqueles que se dizem judeus, e não o são, mas são a Sinagoga de satanás. 10Não temas nada do que tens que padecer. Eis aí está que o diabo fará meter'em prisão alguns de vós, a fim de serdes provados: E tereis tribulação dez dias. Sé fiel até à morte, e eu te darei a coroa da vida. 11Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: O que sair vencedor, ficará ileso da segunda morte. 12Escreve também aO anjo da Igreja de Pérgamo: Isto diz aquele que tem o afiado montante de dois gumes: 13Sei onde habitas, onde está a cadeira de satanás: E que conservas o meu nome, e não negaste a minha fé. E isto até naqueles dias em que Antipas se ostentou minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde satanás habita. 14Mas tenho contra ti umas poucas de coisas: Porque tens aí aos que seguem a doutrina de Balaão, que en-sinavã a Balac a pôr tropêço diante dos filhos de Israel, para que comessem e fornicassem: 15Assim tens tu também aos que seguem a doutrina dos Nicoláitas. 16Faze igualmente penitência: Porque de outra maneira, virei a ti logo, e pelejarei contra êles coma espada da minha -bôca. 17Aquele que tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às Igrejas: Eu darei ao vencedor o. maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedrinha branca: E um nome novo escrito na pedrinha, o qual não conhece senão quem o recebe. 18Escreve mais ao anjo da igreja de Tiatira: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como uma chama de fogo, e os seus pés são semelhantes ao latão fino. 19Eu conheço as tuas obras, e a tua fé, e a tua caridade, e serviços, e a tua paciência, e as tuas últimas obras, que em número excedem as primeiras. 20Porém tenho umas poucas de coisas contra ti: Porque tu permites a Jezabel, mulher que se diz profetisa, pregar, e seduzir aos meus servos, para cometerem impurezas e comerem das coisas sacrificadas aos ídolos. 21Eu porém lhe tenho dado tempo para fazer penitência E ela não quer arrepender-se da sua prostituição. 22Eis aí a reduzirei a uma cama: E os que adulteram com ela, se verão numa grandíssima tribulação, se não fizerem penitência das suas obras: 23E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações: E retribuirei a cada um de vós segundo as suas obras. Mas eu vos digo a vós, 24e aos outros que estais em Tiatira: A respeito de todos os que não seguem esta doutrina, e que não têm conhecido as profundidades, como eles lhes chamam, de satanás, eu não porei sôbre vós outro pêso: 25Mas guardai bem aquilo que tendes, até que eu venha. 26E àquele que vencer, e que guardar as minhas obras até ao fim, eu lhe darei poder sôbre as nações: 27E êle as regerá como vara de ferro, e serão quebrados como vaso de oleiro. 28Assim como também eu a recebi de meu Pai: E dar-lhe-ei a estrêla d'alva. 29Aquele que tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às Igrejas.

Salmos e ProvérbiosPr 26,16-21

Provérbios 26

16O preguiçoso parece-lhe que é mais sábio do que sete homens que não dizem coisa que não seja acertada. 17Assim como está em perigo aquêle que toma a um cão pelas orelhas, do mesmo modo o que passando se impacienta, e se mete numa bulha que é com outrem. 18Assim como é culpável o que atira frechadas, e lançadas para matar: 19Do mesmo modo o é aquêle homem, que usando de fraude prejudica ao seu amigo: E depois de ter sido apanhado, diz: Eu o fazia por brinco. 20Quando não houver mais lenha apagar-se-á O fogo, e desterrado que seja o mexeriqueiro, apaziguar-se-ão as contendas. 21Assim como os carvões são para as brasas, e a lenha para o fogo, do mesmo modo é o homem iracundo para excitar disputas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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