Dia 38
Ex 36–37 · Mt 25,25-46 · Sl 23 (24) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“O inocente de mãos e limpo de coração, o que não recebeu em vão a sua alma, nem fêz juramentos dolosos ao seu próximo.”Salmo 23,4 (24)
Antigo TestamentoEx 36–37
Êxodo 36
1Trabalhou pois Beseleel com Ooliab em tôdas estas obras, e trabalharam todos os homens hábeis, a quem o Senhor tinha dado sabedoria, e inteligência para saberem fazer excelentemente, o que era necessário para ô uso, do santuário, e tudo o que o Senhor tinha ordenado. 2Porque tendo-os Moisés feito vir com todos os homens hábeis, aos quais o Senhor tinha dado sabedoria, e os que de sua vontade se tinham oferecido para trabalhar nesta obra, 3êle lhes entregou tôdas as ofertas dos filhos de Israel. E quando êles se aplicavam já a adiantar a obra, continuava ainda o povo a oferecer todos os dias pela manhã os seus dons. 4Isto obrigou os artífices a virem dizer a Moisés: 5O povo oferece mais do que se há mister. 6Mandou pois Moisés que à voz do pregoeiro se fizesse publicamente esta declaração: Nenhum homem, nem mulher ofereça mais nada daqui em diante para as obras do santuário. Assim cessaram todos de oferecer presentes, 7porque o que se tinha já oferecido bastava, e ainda sobejava. 8Todos êstes homens pois, cujo coração estava cheio de sabedoria para trabalharem nas obras do tabernáculo, fizeram dez cortinas de linho retorcido, de jacinto, de púrpura, de escarlata tinta duas vêzes, tudo bordado, e de diversas côres. 9Cada cortina tinha vinte e oito côvados de comprido, e quatró de largo, e tôdas as cortinas eram duma mesma medida. 10Juntou cinco destas cortinas uma à outra, e as outras cinco da mesma sorte entre si. 11Uma cortina tinha cordões de jacinto na ourela duma, e outra bandeira; e a cortina da mesma sorte cordões na ourela; 12para que estando os cordões defronte um do outro, se ajuntassem reciprocamente as cortinas. 13Por isso fêz êle fundir também cinquenta argolas de ouro, onde se pudessem prender os cordões das cortinas, para que tudo não parecesse senão um tabernáculo. 14Fêz também onze cobertas de pêlos de cabra para cobrir o teto do tabernáculo. 15Cada uma destas cobertas tinha trinta côvados de comprido, e quatro de largo, e eram tôdas da mesma medida, 16Destas ajuntaram êles cinco a uma banda, e seis à outra. 17Fêz também cinquenta cordões na ourela duma coberta, e cinquenta cordões na ourela da outra para estarem juntas. 18Fêz outrossim cinquenta fivelas de bronze para as ter prêsas, a fim de parecer tudo uma peça. 19Fêz além disto uma terceira coberta de peles de carneiro tintas de vermelho, e por cima desta outra quarta coberta de peles roxas. 20Fêz também tábuas de pau de cetim para o tabernáculo, que estavam postas ao alto. 21Cada uma destas tábuas tinha dez côvados de comprido, e côvado e meio de largo. 22Cada tábua tinha sua lingueta, e seu encaixe para entrar uma na outra. Tôdas as tábuas do tabernáculo eram feitas dêste mesmo modo. 23E vinte delas estavam da banda meridional olhando para o austro, 24com quarenta bases de prata. Cada tábua assentava sôbre duas bases duma, e outra parte dos ângulos no lugar, onde os encaixes dos lados se terminam nos ângulos. 25Fêz outrossim para o lado do tabernáculo, e que olha para o aquilão, vinte tábuas, 26com quarenta bases de prata, a duas para cada tábua. 27Mas para o lado do tabernáculo, que fica ao ocidente e que olha para o mar, não fizeram senão seis tábuas, 28e mais duas, que estavam postas nos ângulos por detrás do tabernáculo. 29Estas estavam juntas de alto a baixo, fazendo um só corpo. A mesma coisa fizeram êles nos dois ângulos dos dois lados. 30Eram por tôdas oito tábuas, as quais tinham dezesseis bases de prata, a duas por tábua. 31Fêz também uns grandes barrotes de pau de cetim, cinco para atravessar, e segurar tôdas as tábuas duma banda do tabernáculo, 32e outros cinco para atravessar, e segurar as tábuas da outra; e fora êstes ainda outros cinco para o lado do tabernáculo, que fica ao ocidente, e que olha para o mar. 33Fêz mais outro barrote, que passava pelo meio das tábuas dum canto até o outro. 34Dourou tôdas estas tábuas, que assentavam em bases de prata fundidas, fêz outrossim umas argolas de ouro, pelas quais entrassem os barrotes de pau, que êles também cobriram de lâminas de ouro. 35Fêz um véu de jacinto, de púrpura, de escarlata, de linho fino retorcido, tudo bordado, e tudo matizado. 36Fêz quatro colunas de pau de cetim, que cobriram de lâminas de ouro com os seus capitéis; e as suas bases eram de prata. 37Fêz mais o véu para a entrada do tabernáculo, que era de jacinto, de púrpura, de escarlata, de linho fino retorcido, tudo obra de bordadura. 38Fêz também cinco colunas com seus capitéis, as quais cobriram de ouro e as suas bases fundidas, feitas de metal,
Êxodo 37
1Fêz também Beseleel a arca de pau de cetim, a qual tinha dois côvados e meio de comprido, côvado e meio de largo, e côvado e meio de alto. Êle a cobriu de finíssimo ouro por dentro, e por fora; 2e lhe fêz uma coroa de ouro, que a apanhava tôda em roda. 3Fundiu quatro. argolas de ouro. que pôs nos quatro cantos da arca, dois duma parte. e dois da outra. 4Fêz também uns varais de pau de cetim que cobriu de ouro, 5e que meteu nas argolas, que estavam aos cantos da arca, para ela se poder levar. 6Fêz mais o propiciatório, isto é, o oráculo, dum ouro puríssimo, que tinha dois côvados e meio de comprido, e côvado e meio de largo: 7como também os dois querubins de ouro batido, que lhe pôs aos dois lados do propiciatório: 8um querubim na extremidade dum lado, e outro querubim na extremidade do outro. Assim os dois querubins estavam numa e outra extremidade do propiciatório, 9tendo as suas asas estendidas. e cobrindo com elas o propiciatório, virados os rostos um para o outro, como também para o propiciatório. 10Fêz outrossim uma mesa de pau de cetim, que tinha dois côvados de comprido, um côvado de largo, e côvado e meio de alto. 11Cobriu-a de puríssimo ouro, e lhe pôs à roda um frizo de ouro. 12Sôbre o frizo pôs uma coroa cie ouro esculturada, de altura de quatro dedos, e sôbre esta outra coroa de ouro. 13Fêz fundir também quatro argolas de ouro, que pôs nos quatro cantos da mesa, uma a cada pé, 14por baixo da coroa; e enfiou por elas os varais, que haviam de servir para levar a mesa. 15Êstes varais eram também de pau de cetim, e êle os chapeou de lâminas de ouro. 16Para os diferentes usos desta mesa fêz de fino ouro pratos, copos, turíbulos, e taças, onde se haviam de oferecer os licores. 17Fêz também o candieiro do mais puro ouro batido ao martelo, de cujo tronco saíam umas hastes com seus copos, seus pomos, e suas açucenas. 18Eram seis as hastes, que saíam das duas bandas do tronco, três duma banda e três da outra. 19Uma haste tinha três copos -de feitio de nozes, com seus pomos, e suas açucenas: outra haste da mesma sorte três copos do feitio de nozes, com seus pomos, e suas açucenas. E tôdas as seis hastes que saíam do tronco, eram trabalhadas da mesma forma. 20Porém o tronco do candieiro tinha quatro copos do feitio de nozes, acompanhados cada um do seu pomo, e de sua açucena. 21Havia três pomos em três lugares do tronco, e de cada pomo saíam três hastes, que faziam ao todo seis hastes, nascendo dum mesmo tronco. 22Saíam pois do candieiro êstes pomos, e estas hastes, sendo tudo de puríssimo ouro batido ao martelo. 23Fêz outrossim de finíssimo ouro sete lâmpadas, com seus espevitadores, e com suas caldeirinhas, onde se apagassem os morrões que se tivessem tirado das lâmpadas. 24O candieiro com tôdas as suas peças pesava um talento de ouro. 25Fêz também o altar dos perfumes de pau de cetim, que tinha um côvado em quadro, e dois côvados de alto, de cujos quatro cantos saíam quatro cornos. 26Vestiu-o de puríssimo ouro com a sua grelha, seus lados, e seus cornos. 27Fêz-lhe uma coroa de ouro, que o rodeava todo, e por baixo da coroa a cada lado pôs duas argolas de ouro para enfiar por elas os varais, que haviam de servir a levarem-no. 28Êstes varais fêz êle de pau de cetim, e os cobriu de lâminas de ouro. 29Compôs também o azeite, para com êle se fazerem as unções da sagração; e compôs os perfumes feitos dos aromas mais exquisitos, segundo as regras desta arte.
Novo TestamentoMt 25,25-46
Mateus 25
25E temendo me fui, e escondi o teu talento na terra: Eis aqui tens o que é teu. 26E respondendo seu Senhor, lhe disse: Servo mau, e preguiçoso, sabias que sego onde não semeio, e que recolho onde não tenho espalhado: 27Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e vindo eu teria recebido certamente com juro o que era meu. 28Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem dez talentos. 29Porque a todo o que já tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância: E ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece que tem. 30E ao servo inútil lançai-o nas trevas exteriores: Ali haverá chôro, e ranger de dentes. 31Mas quando vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com êle, então se assentará sObre o trono da sua majestade: 32E serão tôdas as gentes congregadas diante dêle, e separará uns dos outros, como o pastor aparta dos cabritos as ovelhas:. 33E assim porá as ovelhas à direita, e os cabritos à esquerda. 34Então dirá o rei aos que hão de estar à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo: 35Porque tive fome, e destes-me de comer: Tive sêde, e destes-me de beber: Era hóspede, e recolhestes-me: 36Estava nu, e cobristes-me: Estava enfermo, e visitastes-me: Estava no cárcere, e viestes ver-me. 37Então lhe responderão os justos, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto, e te demos de comer: Ou sequioso, e te demos de beber? 38E quando te vimos hóspede, e te recolhemos: Ou nu, e te vestimos? 39Ou quando te vimos enfermo: Ou no cárcere, e te fomos ver? 40E respondendo o rei, lhes dirá: Na verdade vos digo, que quantas vezes vós fizestes isto a um dêstes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes. 41Então dirá também aos que hão de estar à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo, e para os seus anjos: 42Porque tive fome, e não. me destes.de comer: Tive sêde, e não me destes de beber: 43Era hóspede, e não me recolhestes; estava nu, e não me cobristes: Estava enfermo, e no cárcere, e não me visitastes. 44Então êles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando é que nós te vimos faminto, ou sequioso, ou hóspede, ou nu, ou enfermo, ou no cárcere, e deixamos de te assistir? 45Então lhes responderá êle, dizendo: Na verdade vos digo: Que quantas vezes o deixastes de fazer a um dêstes pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46E irão êstes para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna.
Salmos e ProvérbiosSl 23 (24)
Salmo 23 (24)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 24.
1Para o primeiro dia da semana, Salmo de Davi. Do Senhor é a terra, e tudo o que a enche: A redondeza da terra, e todos os seus habitadores. 2Porque êle a fundou sôbre os mares: E a estabeleceu sôbre os rios. 3Quem subirá ao monte do Senhor? Ou quem estará no seu santo lugar? 4O inocente de mãos e limpo de coração, o que não recebeu em vão a sua alma, nem fêz juramentos dolosos ao seu próximo. 5Êste receberá a bênção do Senhor: E a misericórdia de Deus seu salvador. 6Esta é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó. 7Levantai, ó príncipes, as vossas portas, levantai-vos, ó portas eternas: E entrará o rei da glória. 8Quem é êste rei da glória? O Senhor forte e poderoso: O Senhor poderoso na batalha. 9Levantai, ó príncipes, as vossas portas, levantai-vos, ó portas eternas: E entrará o rei da glória. 10Quem é êste rei da glória? O Senhor das virtudes, êsse é o rei da glória.