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Bíblia em um ano Dia 37/365

Dia 37

Ex 34–35 · Mt 25,1-24 · Sl 22 (23) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEx 34–35
  2. Novo TestamentoMt 25,1-24
  3. Salmos e ProvérbiosSl 22 (23)
Destaque da leitura de hoje“Converteu a minha alma. Levou-me por veredas de justiça, e por amor do seu nome.”Salmo 22,3 (23)

Antigo TestamentoEx 34–35

Êxodo 34

1Depois disse o Senhor a Moisés: Corta duas tábuas de pedra, que sejam como as primeiras: e eu escreverei nelas as palavras, que estavam nas tábuas, que tu quebraste. 2Está pronto pela manhã para subires logo ao monte Sinai, e estarás comigo no pino do monte. 3Não suba ninguém contigo, nem apareça nenhum por lodo o monte; nem ainda bois, ou ovelhas se apascentem defronte. 4Cortou Moisés pois duas tábuas de pedra, tais como as primeiras: e, levantando-se antes de amanhecer, subiu ao monte Sinai, levando consigo as duas tábuas, conforme o Senhor lhe tinha ordenado. 5Então tendo descido o Senhor no meio da nuvem, Moisés se pôs na sua presença, invocando o nome do Senhor. 6E a tempo que o Senhor passava por diante dêle, disse Moisés: Dominador, e Senhor Deus, que és todo cheio de compaixão, e de clemência, paciente, rico de misericórdia, e de verdade; 7que guardas misericórdia até mil gerações; que apagas a iniquidade, os crimes, e os pecados; diante do qual nenhum é inocente por si mesmo; e que tornas a iniquidade dos pais aos filhos, e aos netos até à terceira, e quarta geração. 8Ao mesmo tempo se prostrou Moisés por terra; e adorando, prosseguiu dizendo: 9Senhor, se eu achei graça diante de ti. peço-te que caminhes conosco: (porque êste povo é de cabeça dura) apaga também as nossas iniquidades, e os nossos pecados, e possui-nos. 10O Senhor lhe respondeu: Eu farei à vista de todos uma aliança: Farei prodígios, que nunca jamais se viram na terra, nem em alguma nação; para que êste povo, no meio do qual estás, seja testemunha da terrível obra, que o Senhor está para fazer. 11Guarda tôdas as coisas, que eu te ordeno hoje: e eu mesmo lançarei fora diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os fereseus, os heveus, e os jebuseus, 12Vê, não tenhas nunca amizade com os habitantes dêste país o que será a tua ruína. 13Mas destrói os seus altares, quebra as suas estátuas, corta os seus bosques sagrados. 14Não adores deus estrangeiro. O Senhor tem por nome o Zeloso. Deus quer ser amado unicamente. 15Não faças pacto algum com os habitantes dêste país: não suceda que quando êles se corromperem com os seus deuses, e adorarem as suas estátuas, te convide algum dêles a comer das viandas imoladas. 16Não casarás teus filhos com as suas filhas: não suceda que depois de se corromperem, induzam elas também teus filhos a se corromperem com os seus deuses. 17Não farás para ti deuses fundidos. 18Observarás a solenidade dos asmos. Comerás sete dias pães asmos, no mês dos trigos novos, como eu te ordenei; porque tu saíste do Egito no mês em que começa a primavera. 19Todo o macho que fôr primogênito, será meu: os primogênitos de todos os animais, assim de bois como de ovelhas, serão meus. 20Remirás o primogênito do jumento por uma ovelha: se não remires, matá-lo-ás. Remirás o primogênito de teus filhos. E não aparecerás na minha presença com as mãos vazias. 21Trabalharás seis dias, e ao dia sétimo cessarás de lavrar, e de segar. 22Celebrarás a solenidade das semanas, oferecendo as primícias dos frutos da tua messe do trigo: e a outra solenidade no fim do ano, quando se tiver tudo recolhido. 23Todos os teus filhos machos sc apresentarão três vêzes no ano diante do Todo Poderoso Senhor Deus de Israel. 24Porque quando eu tiver expulsado da tua face as nações, e tiver estendido os limites do teu país; se tu subires, e se tu te apresentares diante do Senhor teu Deus, nenhum formará secretamente maus projetos contra o teu país. 25Não me imolarás o sangue da minha vítima sôbre fermento: nem da hóstia da solenidade da Páscoa remanescerá nada, até o outro dia pela manhã. 26Oferecerás as primícias dos frutos da tua terra na casa do senhor teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe. 27Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve para ti estas palavras, pelas quais eu fiz concêrto contigo, e com Israel. 28Ficou Moisés pois ali com o Senhor quarenta dias, e quarenta noites: não comeu pão, nem bebeu água; e êle escreveu nas tábuas as dez palavras do concêrto. 29Depois disto desceu Moisés do monte Sinai, trazendo as duas tábuas do testemunho; e êle não sabia que o seu rosto lançava de si uns raios, que lhe tinham ficado da conversação, que tinha tido com o Senhor. 30Mas Aarão, e os filhos de Israel vendo que o rosto de Moisés lançava de si êstes raios, tiveram mêdo de se chegar a êle. 31Tendo Moisés pois chamado a Aarão, e aos principais do ajuntamento, vieram êles ter com Moisés. E depois que êle lhes falou, 32vieram também a êle todos os filhos de Israel; e êle lhes expôs tôdas as ordens, que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33Acabado o discurso, pôs Moisés um véu sôbre o seu rosto. 34E quando entrava no tabernáculo à presença do Senhor, e falava com êle, tirava o véu até que saía. E então dizia aos filhos de Israel tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado que dissesse. 35Quando Moisés saía do tabernáculo, viam os israelitas que o seu rosto lançava uns raios: mas êle o cobria de novo tôdas as vêzes, que lhes havia de falar.

Êxodo 35

1Moisés pois tendo ajuntado todos os filhos de Israel, lhes disse: Eis-aqui as coisas, que o Senhor ordenou que se lhe fizessem. 2Vós trabalhareis seis dias: e o dia sétimo será para vós santo, como sábado que é, e descanso do Senhor. Aquêle, que trabalhar neste dia, será morto. 3Não acendereis lume em tôdas as vossas casas no dia sétimo. 4Disse mais Moisés a todo o ajuntamento dos filhos de Israel: Eis-aqui o que o Senhor ordenou. Êle disse: 5Ponde à parte em vossas casas as primícias de todos os vossos bens para o Senhor. Vós lhe oferecereis de boamente, e com uma inteira vontade ouro, prata, bronze; 6Jacinto, púrpura, escarlata tinta duas vêzes, linho fino, pêlos de cabra; 7peles de carneiro tintas de vermelho, peles roxas, paus de cetim; 8azeite para conservar as lâmpadas, aromas para a composição das unções, e perfumes de excelente cheiro; 9pedras cornalinas, e outras pedras preciosas para ornar o efod, e o racional. 10Todo o que dentre vós é bom artifice, venha fazer o que o Senhor mandou. 11A saber: o tabernáculo com o seu teto, e as suas coberturas; as argolas, as tábuas, os barrotes, as estacas, as bases; 12a arca com os seus varais, o propiciatório, e o véu, que deve estar pendente diante dêle. 13a mesa com os varais, vasos, e pães da proposição; 14o candieiro, que há de sustentar as lâmpadas, tudo o que é necessário para O seu uso, as lâmpadas e o azeite para alimentar o fogo; 15o altar dos perfumes com os varais, o óleo para as unções, e a caçoula dos cheiros; o véu pendente à entrada do tabernáculo; 16o altar dos holocaustos, a sua grelha de bronze com Os seus varais, e com tudo o que é necessário para o seu uso; a bacia com a sua base; 17as cortinas do átrio com as suas colunas, e suas bases, e o véu da entrada do vestíbulo; 18as estacas do tabernáculo, e do átrio com os seus cordões; 19as vestimentas, que se devem usar no culto do santuário; os ornamentos destinados para o pontífice Aarão, e seus filhos, a fim de exercitarem as funções do meu sacerdócio. 20Depois que todos os filhos de Tsrael saíram da presença de Moisés, 21tornaram êles a vir oferecer aq Senhor com pronta vontade, e grande devoção, as primícias dos seus bens, para se fazer a obra do tabernáculo do testemunho. Para tudo o que era necessário porém para o culto sagrado, e para os ornamentos sacerdotais, 22deram homens e mulheres os seus braceletes, as suas arrecadas, os seus anéis, e os enfeites, que êles punham no seu braço direito. Todos os vasos de ouro foram postos à parte, para serem apresentados ao Senhor. 23Os que tinham jacintos, púrpura, escarlata tinta duas vêzes, linho fino, pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho, peles roxas, 24prata, e bronze, tudo ofereceram ao Senhor com os paus de cetim para qualquer uso. 25Houve também mulheres habilidosas, que deram o que tinham fiado de jacinto, de púrpura, de escarlata, de linho fino, 26e de pêlos de cabra; e tudo deram de muito boa vontade. 27Os príncipes ofereceram pedras cornalinas, e outras pedras preciosas para o efod, e racional; 28aromas, e azeite para conservar as lâmpadas, e para preparar as unções, e compor o perfume de suavíssimo cheiro. 29Todos os homens, e mulheres ofereceram gostosos os seus dons, para se fazerem as obras, que o Senhor tinha ordenado por Moisés. Todos os filhos de Israel fizeram as suas ofertas ao Senhor de muito boa vontade. 30Então disse Moisés aos filhos de Israel: O Se-' nhor chamou por seu nome a Beseleel, filho de Uri, que o é de Hur, da Tribo de Judá: 31e o encheu do espírito de Deus, de sabedoria, de inteligência, de ciência, e de todos os conhecimentos; 32para inventar, e para executar tudo o que se pode fazer em ouro, prata, e bronze; 33para cortar, e lavrar pedras, e para tôdas as obras de delicadeza. 34Êle lhe pôs no espírito tudo o que a arte pode inventar. E êle deu os mesmos talentos a Ooliab, filho de Aquisamec da tribo de Dan. 35A ambos encheu êle de sabedora para fazerem tôda a casta de obras de pau, de panos de diversas côres, de bordados de jacinto, de púrpuras, de escarlata tinta duas vêzes, e de linho fino; para trabalharem tudo o que se faz ao tear, e para lhe ajuntarem tudo o que puderem inventar de novo.

Novo TestamentoMt 25,1-24

Mateus 25

1Então será semelhante o reino dos Céus a dez virgens: Que tomando as suas lâmpadas, saíram a receber o espõso e a espôsa. 2Mas cinco de êntre elas eram loucas, e cinco prudentes. 3As cinco porém que eram loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo: 4Mas as prudentes levaram azeite nas suas vasilhas juntamente com as lâmpadas. 5E tardando o espôso, começaram a tosquenejar tôdas, e assim vieram a dormir. 6Quando à meia-noite se ouviu gritar: Eis aí vem o espôso, saí a recebê-lo. 7Então se levantaram tôdas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8E disseram as fátuas às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 9Responderam as prudentes. dizendo: Para que não suceda talvez faltar-nos êle a nós. e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai o que haveis mister. 10E enquanto elas foram à comprá-lo, veio o espôso, e as que estavam apercebidas entraram com êle a celebrar as bodas, e fechou-se a porta. 11E por fim vieram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. 12Mas êle respondendo, lhes disse: Na verdade vos digo, que vos não conheço. 13Vigiai pois, porque não sabeis o dia, nem a hora. 14Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou aos seus servos, e lhes entre-' gou os seus bens. 15E deu a um cinto talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo. 16O que recebera pois cinco talentos, foi-se e entrou a negociar com êles, e ganhou outros cinco. 17Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois. 18Mas o que havia recebido um, indo-se com êle cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor. 19E passando muito tempo veio o Senhor daqueles servos, e chamou-os a contas. 20E chegando-se a êle o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo Senhor, tume entregaste cinco talentos, eis aqui tens outros cinco mais que lucrei. 21Seu senhor 'lhe disse: Muito bem, servo bom, e fiel, já que fôste fiel nas cousas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gôzo de teu Senhor. 22Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, eis aqui.outros dois, que ganhei com êles. 23Seu Senhor lhe disse: Bem está, servo bom, e fiel, já que fôste fiel nas cousas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes; entra no gôzo de teu senhor. 24E chegando também o que havia recebido um talento, disse: Senhor, sei que és um homem de rija condição, segas onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste:

Salmos e ProvérbiosSl 22 (23)

Salmo 22 (23)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 23.

1Salmo de Davi. O Senhor me governa, e nada me faltará: 2Em um lugar de pastos ali me colocou. Êle me conduziu junto a uma água de refeição: 3Converteu a minha alma. Levou-me por veredas de justiça, e por amor do seu nome. 4Pois ainda quando andar no meio dá sombra da morte, não temerei males: Porquanto tu estás comigo. A tua vara, e o teu báculo, êles me consolaram. 5Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me angustiavam. Ungiste com o óleo pingue a minha cabeça: E o meu cálice que embriaga quam precioso é! 6E a tua misericórdia irá após de mim todos os dias da minha vida. E a fim de que eu habite na casa do Senhor, por diuturnidade de dias.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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