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Bíblia em um ano Dia 59/365

Dia 59

Nm 14–15 · Mc 7,19-37 · Sl 36,10-17 (37) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoNm 14–15
  2. Novo TestamentoMc 7,19-37
  3. Salmos e ProvérbiosSl 36,10-17 (37)
Destaque da leitura de hoje“Os furtos, as avarezas,'as malícias, as fraudes, as desonestidades, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.”Marcos 7,22

Antigo TestamentoNm 14–15

Números 14

1Tôda a multidão pois gritando chorou aquela noite: 2e todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Aarão, dizendo: 3Oxalá que nós tivéssemos falecido no Egito: e oxalá que pereçamos nesta vasta solidão, e que o Senhor nos não introduza nessa terra, por não sermos passados à espada, e nossas mulheres e filhos levados cativos. Acaso não nos é melhor voltar para o Egito? 4E disseram uns para os outros: Constituamos um por nosso capitão, e tornemos para o Egito. 5O que tendo ouvido Moisés e Aarão, se lançaram por terra à vista de tôda a multidão dos filhos de Israel. 6Josué, porém, filho de Nun, e Caleb filho de Jefone, que também tinham visto a terra, rasgaram os seus vestidos, 7e disseram a tôda a multidão dos filhos de Israel: A terra, que nós corremos em roda, é muito boa: 8Se o Senhor nos fôr propício, êle nos introduzirá nela, e nos entregará uma terra que mana leite e mel. 9Não sejais rebeldes contra o Senhor: Nem temais a gente desta terra, porque como pão assim os podemos tragar. Êles se acham destituídos de lôda a defesa: o Senhor está conosco: Não temais. 10E como tôda a multidão levantasse o grito, e quisesse apedrejá-los, apareceu a glória do Senhor a todos os filhos de Israel sôbre o tabernáculo do concêrto. 11E o Senhor disse a Moisés: até quando murmurará de mim êste povo? Até quando não me acreditará depois de todos os prodígios que tenho feito diante dêle? 12Eu pois os ferirei com peste, e os consumirei: E a ti far-te-ei príncipe duma gente grande, e-mais forte: do que esta é. 13E Moisés respondeu ao Senhor: Sim, para que ouçam os egípcios, do meio dos quais tiraste a êste povo, 14e os habitantes desta terra, que ouviram dizei, que tu, Senhor, habitas no meio deste povo, que és visto face a face; e que a tua nuvem os cobre, e que vás diante dêle de dia numa coluna de nuvem, e de noite numa coluna de fogo: 15Que fizesse morrer uma tão grande multidão como se fôra um só homem, e digam: 16Êle não pode introduzir o povo no país, que lhe tinha prometido com juramento: Por isso os matou no deserto. 17Engrandeça-se pois a fortaleza do Senhor como tu juraste, dizendo: 18O Senhor é paciente e de muita misericórdia, que tira a iniquidade e as maldades, e que a nenhum culpado deixa sem castigo, tu que visitas os pecados dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração: 19Perdoa, te suplico, o pecado a este povo segundo a grandeza da tua misericórdia, assim" como tu lhe fôste propício desde a sua saída do Egito até êste lugar. 20E o Senhor disse: Eu lhe perdoei conforme tu me pediste. 21Por minha vida, que tôda a terra será cheia da glória do Senhor. 22Mas entretanto todos os homens que viram o resplendor, da minha majestade, e as maravilhas que fiz no Egito e no deserto; e que me tentaram já dez vezes, e que não obedeceram à minha voz, 23não verão a terra que eu prometi a seus pais com juramento; nenhum dos que. detrairam de mim, a verá. 24Mas quanto a meu servo Caleb, que cheio de outro espírito me seguiu, eu o introduzirei nesta terra que jodeou tôda: e a sua posteridade -a possuirá. 25Porquanto os amalecitas e os cananeus habitam nos vales. Levantai amanhã o campo, e tornai a voltar para o deserto pelo caminho do mar Vermelho. 26Falou mais o Senhor a Moisés e a Aarão, dizendo: 27Até quando m urm urará. contra mim esta péssima multidão? Eu ouvi os queixumes dos filhos de Israel. 28Dize-lhes pois: Por minha vida, diz o Senhor: Assim como vós o dissestes, ouvindo-o eu, assim vo-lo-ei de eu fazer. 29Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós, os que fostes contados desde vinte anos e daí para cima, e que murmurastes contra mim, 30não entrareis na terra, na qual eu levantando a minha mão tinha jurado que vos faria habitar, exceto Caleb filho de Jefone, e Josué filho de Nun. 31Mas eu introduzirei os vossos pequenos, que dissestes que serviriam de despojo para vossos inimigos: para que vejam a terra, que vos desagradou. 32Vossos cadáveres ficarão jazendo na solidão. 33Vossos filhos andarão errantes por êste deserto quarenta anos, e pagarão a vossa infidelidade, até que os cadáveres de seus pais sejam consumidos no deserto, 34conforme o número dos quarenta dias, em que reconhecestes a terra: Contar-se-á um ano por cada dia. E por espaço de quarenta anos pagareis a pena das vossas iniquidades, e experimentareis a minha vingança: 35Porque assim como o disse, assim o farei a tôda esta péssima multidão, que se sublevou contra mim: Nesta solidão será consumida, e morrerá. 36E assim todos os homens que Moisés tinha enviado a reconhecer a terra, e que depois de terem voltado tinham feito murmurar contra êle todo o povo, infamando a terra de má, 37morreram e foram feridos diante do Senhor. 38Mas Josué filho de Nun, e Caleb filho de Jefone, ficaram com vida entre os que tinham ido a reconhecer a terra. 39E Moisés falou tôdas estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo chorou amargamente. 40Mas ao outro dia levantando-se de madrugada subiram ao cume do monte, e disseram: Estamos prestes para ir ao lugar, de que o Senhor falou: Porque nós pecamos. 41Aos quais Moisés disse: Por que quereis vós transgredir a palavra do Senhor. o que não vos redundará em bem?. 42Não queirais subir: porque não é o Senhor convosco: Não suceda serdes destruídos diante de vossos inimigos. 43Os amalecitas e os cananeus estão à vossa vista, e vós cairéis debaixo da sua espada, porque não quisestes obedecer ao Senhor, e o Senhor não será convosco. 44Mas êles levados da sua cegueira subiram ao cume do monte. A arca porém do testamento do Senhor e Moisés não se apartaram do campo. 45E desceram os amalecitas e cananeus, que habitavam no monte: e tendo-os batido e retalhado, foram-nos perseguindo até Horma.

Números 15

1Falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e lhes dirás: Quando vós entrardes na terra da vossa habitação, que eu vos hei de dar, 3e oferecerdes ao Senhor algum holocausto, ou vítima em cumprimento dos vossos votos, ou oferecendo dons voluntários, ou fazendo queimar nas vossas solenidades cheiro de suavidade para o Senhor, assim de bois como de ovelhas: 4Qualquer que imolar uma vítima, oferecerá para o sacrifício a décima parte dum efi de flor de farinha, misturada com a quarta parte dum hin de azeite: 5E dará para fazer as libações a mesma medida de vinho para o holocausto ou para a vítima. Por cada cordeiro 6e por cada carneiro oferecerá em sacrifício duas dizimas de flor de farinha, misturada com azeite, qué seja a terça parte dum hin: 7E de vinho para as libações oferecerá a têrça parte da mesma medida, em cheiro de suavidade para o Senhor. 8Quando porém ofereceres bois em holocausto ou por hóstia para cumprires um voto ou sacrifícios de paz, 9darás por cada boi três dizimas de flor de farinha, misturada com meio hin de azeite: 10E de vinho para fazer as libações uma igual medida em oferenda de suavíssimo cheiro para o Senhor. 11Assim o farás 12com todos os bois, carneiros, cordeiros, e cabritos. 13Tanto os naturais da terra como os estrangeiros, 14oferecerão os sacrifícios com estas mesmas cerimônias. 15Será uma mesma lei e uma mesma ordenação tanto para vós, como para os que são estrangeiros no vosso país. 16Falou o Senhor a Moisés, dizendo: 17Fala aos filhos de Israel, e lhes dirás: 18Depois que vós tiverdes chegado à terra, que eu vos hei de dar, 19e comerdes dos pães daquela terra, separareis para o Senhor as primícias 20de vossas comidas. Assim como separais as primícias das eiras, 21assim também dareis ao Senhor as primícias das vossas massas. 22E se por ignorância deixardes de fazer alguma destas coisas, que o Senhor tem dito a Moisés, 23e que vos tem ordenado por êle, desde o primeiro dia, que "começou a dar-vos os seus mandamentos até hoje, 24e se a multidão vier a cair em qualquer falta por esquecimento: Oferecerá um bezerro da manada em holocausto de suavíssimo cheiro para o Senhor, com a sua: oferenda e libações, como o pede o cerimonial, e um bode pelo pecado: 25E o Sacerdote rogará por tôda a multidão dos filhos de Israel e se lhes perdoará, porque não pecaram voluntariamente: Oferecerão contudo êste holocausto ao Senhor por si e pelo seu pecado e pelo seu êrro: 26E se perdoará a todo o povo dos filhos de Israel, e aos estrangeiros que moram entre êles: Porque foi esta uma culpa que todo o povo cometeu por ignorância. 27Porém se alguma pessoa pecar por ignorância, oferecerá uma cabra de um ano pelo seu pecado: 28E o sacerdote rogará por ela, porque pecou diante do Senhor sem o saber: e lhe alcançará o perdão, e se lhe perdoará. 29Uma mesma lei será para todos os que pecarem por ignorância, ou sejam naturais, ou estrangeiros. 30Porém o que cometer algum pecado por soberba, ou êle seja cidadão, ou forasteiro (porque foi rebelde contra o Senhor) perecerá do meio do seu povo: 31Pois que desprezou a palavra do Senhor, e tornou vão o seu preceito: por isso mesmo será exterminado, e levará sôbre si a sua iniquidade. 32Aconteceu porém que estando os filhos de Israel no deserto, e achando um homem enfeixando lenha no dia de sábado, 33o apresentaram a Moisés, a Aarão, e a todo o povo. 34Os quais o meteram em prisão, não sabendo o que deviam fazer dêle. 35Então disse o Senhor a Moisés: Êste homem morra de morte, todo o povo o apedreje fora do arraial. 36E como o tirassem para fora, o apedrejaram, e morreu, como o Senhor o tinha mandado. 37Disse também o Senhor a Moisés: 38Fala aos filhos de Israel, e lhes dirás que se façam umas guarnições nos remates das suas capas, pondo nelas fitas de côr de jacinto, 39para que, vendo-as, se çecordem de todos os mandamentos do Senhor, e não sigam os seus pensamentos, nem os seus olhos se prostituam a vários objetos; 40mas antes mais lembrados dos preceitos do Senhor, os cumpram, e sejam santos para com o seu Deus. 41Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Deus.

Novo TestamentoMc 7,19-37

Marcos 7

19Porque isso não lhe entra no coração mas vai ter ao ventre, e depois lança-se num lugar escuso, levandc consigo tôdas as fezes do alimento? 20E lhes dizia que as coisas que saem do homem, essas são as que contaminam ao homem. 21Porque do interior do êoração dos homens é que Saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios: 22Os furtos, as avarezas,'as malícias, as fraudes, as desonestidades, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 23Todos estes males vêm de dentro, e são os: que contaminam ao homem. 24E levantando-se dali, foi Jesus para os confins de Tiro e de Sidônia: E tendo entrado numa casa, quis que ninguém o soubesse mas não pôde ocultar-se. 25Porque uma mulher, cuja filha estava possessã do espirito imundo, tanto que ouviu que êle lá estava, entrou, e lançou-se-lhe aos pés. 26Era pois uma mulher gentia, de nação siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. 27Disse-lhe Jesus: Deixa que primeiro sejam fartos os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cães. 28Mas ela respondeu, e disse-lhe: Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, das migalhas que caem dos meninos. 29Então lhe disse Jesus: Por esta palavra que disseste, vai, que já o demônio saiu de tua filha. 30E tendo vindo para sua casa, achou-que a menina estava deitada sôbre. a cama, e que o demônio a dei-xara. 31E Jesus, tornando a sair do têrmo de Tiro, veio por Sidônia ao mar de Galiléia, passando.pelo meio do território de Decápolis. 32E lhe trouxeram um surdo e mudo, e lhe rogavam que pusesse a mão sôbre êle. 33Então Jesus, tirando-o de entre o povo e tomando-o de parte, meteu-lhe os seus dedos nos ouvidos: E cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sôbre a língua: 34“E levantando os olhos ao Céu, deu um suspiro, “e disse-lhe: Ephphetha, que quer dizer, abre-te. 35E no mesmo instante se lhe abriram os ouvidos, e se lhe soltou a prisão da língua, de sorte que entrou a falar expeditamente. 36E mandou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém quanto mais Jesus lho defendia, tanto mais eles o publicavam. 37E tanto mais se admiravam, dizendo: Êlc tudo tem feito bem: Fêz não só que ouvissem os surdos, mas que falassem os mudos.

Salmos e ProvérbiosSl 36,10-17 (37)

Salmo 36 (37)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 37.

10E ainda um pouco, e não existirá o pecador: E buscarás o lugar dêle e não o acharás. 11Mas os mansos herdarão a terra, e deleitar-se-ão em abundância de paz. 12O pecador espreitará ao justo: E rangerá com. os dentes contra êle. 13Mas o Senhor zombará dêle: Porque vê que há de chegar o seu dia. 14Os pecadores desembainharam a espada: Estenderam o seu arco. Para arruinarem o pobre e o indigente: Para assassinarem os retos do coração. 15A espada dêles traspasse o seu coração: E o arco dêles seja quebrado. 16Mais vale o pouco a um justo, que as muitas riquezas aos pecadores. 17Porque os braços dos pecadores serão quebrados: Aos justos porém fortalece-os o Senhor.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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