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Bíblia em um ano Dia 58/365

Dia 58

Nm 11–13 · Mc 7,1-18 · Sl 36,1-9 (37) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoNm 11–13
  2. Novo TestamentoMc 7,1-18
  3. Salmos e ProvérbiosSl 36,1-9 (37)
Destaque da leitura de hoje“Descobre ao Senhor o teu caminho, e espera nêle; e êle fará.”Salmo 36,5 (37)

Antigo TestamentoNm 11–13

Números 11

1Entretanto se levantou uma murmuração do povo contra o Senhor, como de quem se queixava da fadiga que padecia. O que ouvindo o Senhor, se irou. E acendido contra êles o fogo do Senhor devorou a última parte do campo. 2E como o povo clamasse a Moisés, orou Moisés ao Senhor, e se extinguiu o fogo. 3E chamou àquele lugar o Incêndio; porque ali se tinha acendido'o fogo do Senhor contra êles. 4Porque uma multidão do povo miúdo, que tinha vindo com êles, ardeu em desejos, sentando-se e pondo-se a chorar, unindo-se-lhe também os filhos de Israel, e disse: Quem nos dará carnes para comer? 5Lembra-nos o peixe que comíamos no Egito sem nos custar nada: vem-nos à memória os pepinos, e 'melões, os porros e as cebolas, e os alhos. 6A nossa alma está sêca, os nossos olhos não vêem senão maná. 7Ora, o maná era como os grãos do coentro, da côr do bdélio. 8O povo ia ao redor do campo, e colhendo-o, o moía numa mó, ou o pisava num gral, e cozendo-o numa panela, fazia dêle tortas de sabor como de pão amassado em azeite. 9E ao tempo que de noite caia o orvalho no campo, caía também o maná. 10Ouviu pois Moisés chorar o povo pelas suas famílias cada um à porta da sua tenda. Então se enfureceu o Senhor fortemente: e até a Moisés pareceu isto uma coisa intolerável: 11e disse ao Senhor: Por que afligiste a teu servo? por que não acho eu graça diante de ti? e por que puseste sôbre mim o pêso de todo êste povo? 12Acaso concebi eu tôda esta multidão, ou a gerei, para me dizeres: Traze-os no teu seio assim como uma ama costuma trazer uma criança, e leva-os à terra que, com juramento prometi a seus pais? 13Donde me virão carnes para dar a uma tão grande multidão? êles choram contra mim, dizendo: Dá-nos carnes" para comermos. 14Eu só não posso suportar todo êste povo, porque se me faz pesado. 15Se a ti te parece outra coisa, peço-te que me tires a vida, e ache eu graça diante dos teus olhos, para me não ver oprimido de tamanhos males. 16E respondeu o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, qúe tu souberes serem os mais experimentados e mestres do povo: e os trarás à porta do tabernáculo do concerto, e fá-los-ás esperar ali contigo, 17para que eu desça a falar-te: e tirarei do teu espírito, e lho darei a êles, para que sustentem contigo a carga do povo, e não sejas tu só o gravado. 18Dirás também ao povo, purificai-vos: à manhã comereis carnes; porque eu vos ouvi dizer: Quem nos dará a comer carnes? nós estávamos bem no Egito. Assim o Senhor vos dará carnes para que comais: 19Não só um dia, nem dois, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte; 20mas um mês inteiro, até elas vos saírem pelos narizes, e vos causarem enjôo, visto que rejeitastes o Senhor que está no meio de vós, e chorastes diante dêle, dizendo: Por que saímos nós do Egito? 21E Moisés disse: Isto é um povo de seiscentos mil homens de pé: e tu dizes: Eu lhes darei a comer carnes todo um mês? 22Acaso matar-se-á tanta quantidade de ovelhas e bois, que possa bastar para sua comida? ou ajuntar-se-ão num monte todos os peixes do mar, para Os fartarem? 23Aó qual o Senhor respondeu: Porventura é fraca a mão do Senhor? Agora mesmo verás tu se a minha palavra se põe por obra. 24Veio pois Moisés, e referiu ao povo as palavras do Senhor, ajuntando setenta homens dos anciãos, de Israel, os quais fêz estar junto do tabernáculo. 25E desceu o Senhor em a nuvem, e lhe falou, e tirando do espírito que havia em Moisés, deu dêle aos setenta homens. E tendo repousado neles o espírito, profetizaram, e não cessaram de o fazer. 26Haviam porém ficado no campo dois varões, um dos quais se chamava Eldad, e o outro Medad, sobre os quais repousou o espírito: porque também eles mesmos tinham sido alistados, mas não haviam saído para irem ao tabernáculo. 27E como profetizassem no campo, veio correndo um-moço, e deu por notícia a Moisés, dizendo: Eldad e Medad. profetizam no campo. 28Então Josué, filho de Nun, ministro de Moisés, e escolhido entre muitos, disse: Meu Senhor, proíbe-lho. 29Moisés lhe respondeu: Que zelos são estes que mostras por mim? Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito? 30Voltou pois Moisés para o campo com os anciãos de Israel. 31Um vento porém excitado pelo Senhor, vindo da outra banda do mar, arrebatou consigo codornízes, e as lançou sobre o arraial ao redor do campo -por tanto espaço, quanto se pode andar num dia; e voavam pelo ar dois côvados de alto sôbre a terra. 32Levantando-se pois o povo, apanhou todo aquêle dia, e a noite, e o outro dia, uma tão grande multidão de codornízes, que o que menos recolheu, se achou com dez medidas delas: e as puseram a secar à roda do campo. 33Ainda as carnes estavam nos seus dentes, e ainda se lhes não tinha acabado este manjar: quando o furor do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com uma praga terribilíssima. 34E aquele lugar se ficou chamando os sepulcros da concupiscência: porque ali sepultaram o povo, que tinha tido os desejos. Tendo partido porém dos sepulcros da concupiscência, vieram a Haserot, e ali ficaram

Números 12

1Então falaram Maria e Aarão contra Moisés por causa de sua mulher Etiopisa, 2e disseram: Porventura falou o Senhor só por Moisés? Não nos falou êle também a nós? O que tendo o Senhor ouvido, 3(porque Moisés era o niais manso de todos os homens que havia na terra). 4disse logo a Moisés, a Aarão e a M aria: Saí todos três somente ao tabernáculo do concerto, E tanto que lá chegaram, 5desceu o Senhor na coluna de nuvem, e pôs-se à entrada do tabernáculo, chamando a Aarão e a Maria. Os quais acudindo, 6lhes disse: Ouvi as minhas palavras: Se entre vós se achar algum profeta do Senhor, eu lhe aparecerei em visão, ou lhe falarei em sonhos. 7Mas não é assim a respeito de meu servo Moisés, que é o mais fiel em tôda a minha casa: 8Porque eu lhe falo cara a cara: e êle vê o Senhor claramente, e não debaixo de enigmas ou de figuras. Por que não temestes vós logo detrair de meu servo Moisés? 9E irado contra êles, foi-se. 10Retirou-se também a nuvem, que estava sôbre o tabernáculo: e no mesmo ponto apareceu Maria tôda coberta de lepra branca como neve. E como Aarão olhasse para ela, e a visse coberta de lepra, 11disse a Moisés: Rogo-te, meu Senhor, que não ponhas sôbre nós êste pecado que ncsciamente cometemos, 12e que esta não fique como morta, e como um abôrto que é arrojado do ventre de sua mãe: Vê que a lepra lhe tem já carcomido a metade da sua carne. 13Então clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Ó. Deus, rogo-te que a sares. 14Ao qual o Senhor respondeu: Se seu pai lhe tivesse cuspido na cara, não deveria ela estar coberta de vergonha ao menos por sete dias? Esteja apartada sete dias do campo, e depois será outra vez chamada. 15Foi Maria pois deitada fora do campo por sete dias: e o povo não se moveu daquele lugar, enquanto Maria não foi tornada a chamar.

Números 13

1Depois disto partiu de Haserot o povo, e foi abarracar-sc no deserto de Faran: 2e neste lugar falou o Senhor a Moisés, dizendo: 3Envia homens que reconheçam a terra de Canaã, que cu hei de dar aos filhos de Israel, escolhidos dentre os principais de cada tribo. 4Fêz Moisés o que o Senhor mandara enviando do deserto de: Faran homens dentre os principais, cujos nomes são estes: 5Da tribo de Rúben, a Samua, filho de Zecur. 6Da tribo de Simeão, a Safat, filho de Huri. 7Da tribo de Judá, a Caleb, filho de Jefone, 8Da tribo de Issacar; a Igal, filho de José. 9Da tribo de Efraim, a Osée, filho de Nun. 10Da tribo de Benjamim, a Falti, filho de Rafu. 11Da tribo de Zabuion, a Gediel, filho de Sodi. 12Da tribo de josé, do ceptro de Manasses, a Gadi, filho de Susi. 13Da tribo de Dan. a Amiel, filho de Gemali. 14Da tribo de Aser, a Stur, filho de Miguel. 15Da tribo de Neftali, a Naabi, filho de Vapsi. 16Da tribo de Gad, a Guel, filho de Maqui: 17Êstes são os nomes dos homens, que Moisés enviou a reconhecer a terra. E a Osée filho de Nun, pôs-lhe o nome de Josué. 18Moisés pois os enviou a reconhecer a terra de Canaã, e lhes disse: Subi pela banda do Meio-Dia. E tendo chegado aos montes, 19reconhecei que tal terra é essa: e o povo que a habita, se é valente ou fraco: Se são poucos ou muitos: 20Se a mesma terra é boa ou má: Que tais são as cidades, se muradas ou sem muros: 21Se.o terreno é fértil ou estéril, de arvoredos ou sem árvores. Tende ânimo, e trazei-nos dos frutos da terra. Era pois o tempo em que já se achavam uvas temporãs, que se podem comer. 22Tendo pois subido, reconheceram a terra desde o deserto de Sin até Roob, por onde se entra em Emate. 23E subiram pela banda do Meio-Dia e vieram a Hebron, onde estavam Aquiman-, Sisai, e Tolmai filhos «de Enac: Porque Hebron foi fundada sete anos antes de Tânis cidade do Egito. 24E caminhando até a torrente do Cacho, cortaram um ramo de vide com seu cacho, o qual levaram dois homens numa vara, colheram também romãs e figos daquele mesmo lugar: 25Que foi chamado. Neelescol, isto é, a torrente do Cacho, por causa do cacho que dali levaram os filhos de Israel. 26E tendo voltado os exploradores da terra passados quarenta dias, depois de terem rodeado tôda a região, 27vieram ter com Moisés e com Aarão e com todo o ajuntamento dos filhos de Israel no deserto de Faran, que é em Cades. E falando com êles e com a multidão lhes mostraram os frutos da terra: 28e lhes deram conta, dizendo: Fomos à terra, a que tu nos enviaste, a qual na verdade mana leite e mel, como se pode conhecer por êstes frutos: 29mas tem habitantes fortíssimos, e grandes cidades e fortificadas de muros. Ali vimos a raça de Enac. 30Amalec habita ao Meio-Dia; os heteus, os jebuseus, e os amorreus estão nas montanhas: os cananeus porém moram ao pé do mar e ao longo das ribeiras do Jordão. 31Entretanto Caleb para refrear a murmuração do povo, que se levanta contra Moisés, disse: Vamos, e possuamos a terra, porque podemos possuí-la. 32Mas os outros, que tinham ido com êle, diziam: De nenhuma sorte podemos ir a este povo, porque é mais forte do que nós. 33E diante dos filhos de Israel infamaram o país, que tinham visto, dizendo: A terra que fomos ver, devora os seus habitantes: o povo, que vimos, é de estatura extraordinária: 34Aí vimos certos monstros filhos de Enac, da raça dos gigantes: Comparados com os quais parecia-mos nós uns gafanhotos.

Novo TestamentoMc 7,1-18

Marcos 7

1E vieram ter com Jesus os fariseus, e alguns dos escribas, que eram chegados de Jerusalém. 2E quando viram tomar a refeição a alguns dos seus discípulos com as mãos imundas, isto é, por lavar, os. vituperaram por isso. 3Porque os fariseus, e todos os judeus em observância da tradição dos antigos, não comem sem lavarem as mãos muitas vezes: 4E quando vêm do mercado, não comem sem se purificarem: E assim observam outros muitos costumes, que lhes ficaram por tradição, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal, e os leitos: 5E lhe perguntaram os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conformes com a tradição dos antigos, mas comem as viandas com as mãos por lavar?" 6E êle respondendo, lhes disse: Com muita razão profetou de vós, hipócritas, Isaías, como está escrito: Êste povo honra-me com a bôca, mas o seu coração está longe de mim: 7E em vão me adoram êles, quando ensinam máximas e preceitos dos homens. 8Porque deixando o mandamento de Deus. observais cuidadosamente a tradição dos homens, lavaido os Jarros e os copos: E fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. 9E dizia-lhes: Vós bem fazeis por invalidar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição. 10Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe. Item: Todo o que tratar mal de palavra a seu pai, ou a sua mãe, morra de morte. 11Mas vós outros dizeis: Para cumprir com a lei, basta que um homem diga a seu pai, ou a sua mãe: Tôda a Corban, (que é tôda a oferta) que eu faço a Deus, será em teu proveito. 12E não lhe deixais fazer mais coisa alguma a favor de seu pai, ou de sua mãe. 13Vindo assim a rescindir a: palavra de Deus por uma tradição de que vós mesmos fostes os autores: e fazeis ainda muitas mais coisas que se parecem com esta. 14E convocando de novo ao povo, lhes dizia: Ouvi-me todos, e entendei. 15Não há coisa fora do homem que entrando nele o possa manchar, mas as que saem do homem, essas são as que fazem imundo ao homem. 16Se algum há que tenha ouvidos de ouvir, oiça. 17E depois que, deixada a plebe, entrou em casa, perguntaram-lhe seus discipulos qual era o sentido desta parábola. 18E êle lhes disse: Que! também vós sois ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem, nada o pode contaminar:

Salmos e ProvérbiosSl 36,1-9 (37)

Salmo 36 (37)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 37.

1Salmo do mesmo Davi. Não queiras imitar aos malignos: Nem invejes aos que obram iniquidade. 2Porque êles como feno se secaram velozmente: E como verduras de ervas logo se murcharam. 3Espera no Senhor e faze obras boas: E habita na terra, e te sustentarás com as riquezas dela. 4Deleita-te no Senhor: E te outorgará as petições do teu coração. 5Descobre ao Senhor o teu caminho, e espera nêle; e êle fará. 6E fará brilhar como lume a tua justiça: e o teu juízo como o meio-dia: 7Está obediente ao Senhor, e roga-lhe. Não queirais invejar ao que tem prosperidade no seu caminho: Ao homem que faz injustiça. 8Guarda-te da ira, e deixa o furor: Não te mova a emulação para te fazeres mau. 9Porque os que fazem maldade, serão exterminados: Mas os que esperam o Senhor, êles herdarão a terra.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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