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Bíblia em um ano Dia 60/365

Dia 60

Nm 16–17 · Mc 8,1-22 · Sl 36,18-25 (37) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoNm 16–17
  2. Novo TestamentoMc 8,1-22
  3. Salmos e ProvérbiosSl 36,18-25 (37)
Destaque da leitura de hoje“Os passos do homem serão dirigidos pelo Senhor: E o seu caminho será aprovado por êle.”Salmo 36,23 (37)

Antigo TestamentoNm 16–17

Números 16

1Por êste tempo Coré filho de Isaar, filho de Caat, filho de Levi, e Datan, e Abiron filhos de Eliab, como também Hon filho de Fclet da família de Rúben, 2se levantaram contra Moisés, e outros duzentos e cinquenta dos filhos de Israel, homens principais da sinagoga, e que quando se convocava o conselho eram chamados pelos seus nomes. 3E como se tivessem feito fortes contra Moisés e Aarão, disseram: Baste-vos que todo o povo seja um povo de santos, e que o Senhor esteja com êles: Por que vos elevais vós sôbre o povo do Senhor? 4O que tendo ouvido Moisés, lançou-se com o rosto em terra: 5E falando a Coré e a tôda a multidão, disse: Amanhã fará o Senhor conhecer, quais são os que lhe pertencem, e chegará a si os que são santos: e os que escolher, se chegarão a êle. 6Fazei pois isto: Cada um tome o seu turíbulo, ta Coré, e tôda a tua companhia, 7e amanhã depois de terdes lançado fogo, ponde incenso sôbre êle diante do Senhor: e a quem êle escolher, êsse será o santo: vós vos elevais muito, ó filhos de Levi. 8E disse de novo a Coré: Ouvi, filhos de Levi: 9Acaso é pouco para vós, que o Deus de Israel vos tenha separado de todo o Povo, e chegado a si, para o servirdes no culto do tabernáculo e para assistirdes diante de todo o povo, fazendo as funções do vosso ministério? 10Foi acaso para isso que êle chamou para junto de si, a ti e a todos teus irmãos filhos de Levi, a fim de usurpardes para vós também o sacerdócio, 11e para tôda a tua tropa se sublevar contra o Senhor? Pois quem é Aarão para vós murmurardes contra êle? 12Mandou pois Moisés chamar a Datan e a Abiron filhos de Eliab. Os quais responderam: Nós não vamos. 13Porventura não estás contente com haver-nos tirado de uma terra, que manava leite e mel, para nos fazeres morrer no deserto, para também te senhoreares de nós? 14Por certo que tu nos meteste numa terra, onde corre o leite e o mel a regatos e que nos deste possessões de campos e vinhas. Quererás tu tirar-nos também os nossos olhos? Nós não vamos. 15E Moisés, irado grandemente, disse ao Senhor: Não olhes para os seus sacrifícios: Tu sabes que eu nunca recebi dêles nem tanto como um asninho, e que nunca afligi a nenhum dêles. 16E disse a Coré: Tu e tôda a tua tropa estai amanhã de uma parte diante do Senhor, e Aarão estará noutra parte. 17Tomai todos e cada um os vossos turíbulos, e ponde-lhes em cima o incenso, oferecendo ao Senhor duzentos e cinquenta turíbulos: E Aarão tenha também o seu turíbulo. 18O que tendo êles feito diante de Moisés e de Aarão, 19e tendo contra êles ajuntado tôda a multidão à entrada do tabernáculo, apareceu a todos a glória do Senhor. 20E falando o Senhor a Moisés e a Aarão, disse: 21Separai-vos do meio desta congregação, para que eu de improviso os destrua. 22Os quais se lançaram com o rosto em terra, e disseram: O' Deus fortíssimo dos espíritos de tôda a carne, acaso pelo pecado de um só homem se acenderá a tua ira contra todos? 23E o Senhor disse a Moisés: 24Manda a todo o povo que se separe das tendas de Coré, e de Datan e de Abiron. 25Levantou-se.pois Moisés, e foi às tendas de Datan e Abiron: e seguindo-o os anciãos de Israel, 26disse para a turba: Apartai-vos das tendas destes homens ímpios, e não toqueis coisa que lhes pertença, para que não sejais envolvidos nos seus pecados. 27E como se tivessem retirado todos do contorno das suas tendas, saíram fora Datan e Abiron, e estavam em pé à porta dos seus pavilhões com suas mulheres e filhos, e com tôda a sua tropa. 28Então disse Moisés: Nisto conhecereis que ò Senhor é quem me enviou, para fazer tudo o que vós vedes, e que não sou eu que o inventei de minha cabeça. 29Se estes morrerem de uma morte ordinária entre os homens, e forem feridos de uma praga, de que também os outros homens costumam ser feridos, não é o Senhor quem me enviou: 30Mas se o Senhor fizer por um novo prodígio, que a terra, abrindo a sua bôca, os engula com tudo o que lhes pertence, e que desçam vivos ao inferno, então sabereis que êles blasfemaram contra o Senhor. 31Logo pois que êle acabou de falar, se rompeu a terra debaixo. dos seus pés: 32e abrindo a sua bôca, os tragou com as suas tendas e com tudo o que lhes pertencia. 33E desceram vivos ao inferno cobertos de terra, e pereceram do meio da multidão. 34Todo o Israel, porém, que estava na circunvizinhança, fugiu ao clamor dos que pereciam, dizendo: Não suceda que a terra nos engula também a nós. 35Ao mesmo tempo saindo um fogo do Senhor, matou os duzentos e cinquenta homens, que ofereciam o incenso. 36E o Senhor falou a Moisés, dizendo: 37Manda ao Sacerdote Eleazar filho de Aarão que tire os turíbulos que estão no meio do incêndio, e que espalhe o fogo duma para outra parte; porque foram santificados 38na morte dos pecadores: e que os reduza a lâminas, e os pregue no altar, porque neles se ofereceu incenso ao Senhor, e foram santificados, para que filhos de Israel os contemplem como sinal e monumento. 39Tirou pois o sacerdote Eleazar os turíbulos de metal, nos quais tinham oferecido os que foram consumidos pelo incêndio, e os converteu em lâminas, pregando-os no altar, 40para que os filhos de Israel tivessem ao depois em que escarmentar, a fim de que nenhum estrangeiro, nem algum que não seja da linhagem de Aarão se chegue para oferecer incenso ao Senhor, e padeça a mesma pena, que padeceu Coré, e tôda a sua tropa, conforme o Senhor tinha dito a Moisés. 41Mas no dia seguinte tôda a multidão dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Aarão, dizendo: Vós matastes o povo do Senhor. 42E como se formasse sedição, e crescesse o tu-muito, 43fugiram Moisés e Aarão para o tabernáculo do concerto. Ao qual, depois que eles entraram cobriu a nuvem, e apareceu a glória do Senhor. 44E o Senhor disse a Moisés: 45Retirai-vos do meio desta multidão, ainda agora os destruirei. E como se prostrassem por terra, 46disse Moisés a Aarão: Toma o turíbulo, e pondo-lhe fogo do altar, deita-lhe em cima incenso, e vai depressa ao povo, para rogares por êle: Porque já do Senhor saiu a ira, e já a mortandade começa a sentir-se, 47O que tendo feito Aarão, e correndo ao meio da multidão, a quem já abrasava o incêndio, ofereceu o incenso: 48E pôsto em pé entre mortos e vivos, rogou pelo povo, e cessou a mortandade. 49Os que porém pereceram, foram catorze mil e setecentos homens, fora os que tinham perecido na sedição de Coré. 50E Aarão voltou para Moisés para a porta do tabernáculo do concerto, depois que cessou a mortandade.

Números 17

1Depois falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, e recebe deles uma vara por cada tribo, doze varas de todos os príncipes das tribos; e escreverás sôbre cada vara o nome de cada um: 3Mas o nome de Aarão estará na tribo de Levi, e o das mais tribos, estará escrito separadamente cada um na sua vara: 4e pô-las-ás no tabernáculo do concerto diante do testemunho, onde eu te falarei: 5o que eu escolher dentre êles, florescerá a sua vara: e deste modo tolherei eu os queixumes dos filhos de Israel, com que murmuram contra vós. 6E falou Moisés aos filhos de Israel: E todos os príncipes por cada uma das tribos lhe deram cada um sua vara: E acharam-se doze varas fora a vara de Aarão. 7As quais tendo pôsto Moisés diante do Senhor no tabernáculo do testemunho: 8voltando no dia seguinte achou que tinha brotado a vara de Aarão na casa de Levi: e que inchando os gomos tinham saído flores, que estendidas as suas folhas se transformaram em amêndoas. 9Moisés pois trouxe tôdas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel: e cada tribo viu e recebeu a sua vara. 10E o Senhor disse a Moisés: Torna a levar a vara de Aarão para o tabernáculo do testemunho, para se guardar ali em memória dos rebeldes filhos de Israel, e para que cessem de formar queixas contra mim, e para que não morram. 11E fêz Moisés o que o Senhor lhe tinha mandado. 12Os filhos de Israel porém disseram a Moisés: Olha que todos somos consumidos, todos perecemos: 13Qualquer que se chega ao tabernáculo do Senhor morre: Acaso seremos todos extintos até não ficar nenhum?

Novo TestamentoMc 8,1-22

Marcos 8

1Naqueles dias, como o povo houvesse concorrido outra vez em grande número, e não tivessem que comer, tendo chamado Jesus aos seus discípulos, lhes. disse 2Tenho compaixão dêste povo, porque, olhai, há já três dias que andam aturadamente comigo, e não têm que comer 3E se os despedir em jejum para suas casas, virão a desfalecer no caminho: Porque alguns deles vieram de longe. 4E seus discípulos lhe responderam: De donde poderá alguém fartá-los de pão aqui nesta solidão? 5E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes vós? Responderam eles: Sete. 6E mandou à gente que se recostasse sôbre a terra. E tomando os sete pães, dando graças, os partiu, e deu a seus discípulos, para que os distribuissem, e êles os distri-buiram pelo povo. 7Tinham também uns poucos de peixinhos, e êle os abençoou, e mandou que lhos pusessem: 8Comeram pois, e ficaram fartos, e dos pedaços que tinham sobejado, levantaram sete cêstos. 9Eram porém os que comeram perto de quatro mil, e J Lsus os despediu. 10E entrando logo na barca em companhia de'seus discípulos, passou ao território de Dalmahnuta. 11E saíram os fariseus, e se puseram a disputar com êle, pedindo-lhe que lhes fizesse ver algum prodígio do Céu, tudo para o tentarem. 12Porém Jesus arrancando do íntimo do coração “um suspiro, disse: Por que pede esta geração um prodígio? “um suspiro, disse: Por que pede esta geração um prodígio? prodígio. 13E deixando-os, tornou outra vez a embarcar, e passou à outra banda. 14Ora, os discípulos esqueceram-se de tomar pão, e não tinham consigo na barca senão um único. 15E pôs-lhes Jesus um preceito, em que dizia: Vêde bem, e acautelai-vos do fermento dos fariseus, e do fermento de Herodes. 16E discorriam entre si, dizendo: E” porque não 'temos pão. 17O que conhecendo Jesus, disse-lhes: Que estais vós considerando que não tendes pão? é possível que ainda não no conheçais nem compreendais? ainda tendes cego O VOSSO coração? 18Tendo olhos não vêdes? e tendo ouvidos não ouvis? e não vos lembrais, 19quando parti cinco pães para cinco mil, quantos cêstos levantastes cheios de pedaços? Responderam êles: Doze. 20E quando eu parti sete pães para quatro mil, quantos cêstos levantastes de pedaços? E eles lhe responderam: Sete. 21E Jesus lhes dizia: Pois comp não entendeis. ainda? 22E vieram.a Betsaida, e lhe trouxeram um cego, e lhe rogavam que o tocasse.

Salmos e ProvérbiosSl 36,18-25 (37)

Salmo 36 (37)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 37.

18O Senhor conhece os dias dos que são imaculados: A herança dêles será eterna. 19Êles não serão confundidos no tempo mau, e serão fartos nos dias da fome: 20Porque os pecadores perecerão. Mas os inimigos do Senhor tanto que tiverem sido honrados e exaltados, faltarão, e se desvanecerão como o fumo. 21O pecador pedirá emprestado, e não pagará: O justo porém tem compaixão e dará. 22Porque os que o bendizem herdarão a terra: mas os que o maldizem perecerão. 23Os passos do homem serão dirigidos pelo Senhor: E o seu caminho será aprovado por êle. 24Quando cair, não se ferirá: Porque o Senhor lhe põe a mão por baixo. 25Mancebo fui, e já sou velho: E não vi o justo desamparado, nem a sua descendência mendigando pão.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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