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Bíblia em um ano Dia 95/365

Dia 95

Jz 7–8 · Lc 7,1-17 · Sl 58,7-18 (59) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJz 7–8
  2. Novo TestamentoLc 7,1-17
  3. Salmos e ProvérbiosSl 58,7-18 (59)
Destaque da leitura de hoje“Eu te cantarei a ti, favorecedor meu, porque és Deus amparador meu: Deus meu, misericórdia minha.”Salmo 58,18 (59)

Antigo TestamentoJz 7–8

Juízes 7

1Jerobaal pois que também se chamava Gedeão, levantando-se de noite, veio acompanhado de todo o povo à fonte.chamada Harad: os madianitas porém estavam acampados no vale na parte setentrional de um outeiro eminente. 2E disse o Senhor a Gedeão: Tu tens contigo muito povo. Madian não será entregue nas tuas mãos: para que não se glorie Israel contra mim, e diga: Por minhas forças fui livre. 3Fala ao povo, e manda deitar este pregão: Aquele que é medroso e tímido, volte. E retiraram-se do monte de Galaad, e se foram vinte e dois mil homens do povo, e só ficaram dez mil. 4E disse o Senhor a Gedeão: Ainda é muito o povo, leva-os às águas, e lá os provarei: e aquele que eu te disser que parta contigo, esse vá: e a quem eu o proibir, volte. 5E tendo o povo descido para perto da água, disse o Senhor a Gedeão: Porás a um lado os que lamberem a água com a língua, assim como os cães costumam lamber: e os que beberem de joelhos, estarão noutra parte. 6Foi pois o número dos que tinham lambido a água, lançando-a com a mão à bôca, trezentos homens: todo o resto da gente tinha dobrado os joelhos para beber. 7E disse o Senhor a Gedeão: Com estes trezentos homens, que lamberam a água, vos livrarei, e te hei -de entregar nas mãos a Madian: tôda a outra gente porém volte para suas casas. 8Gedeão, tomando víveres, e trombetas à proporção do número, mandou que tôda a mais multidão se retirasse às suas tendas: e êle com trezentos homens saiu à batalha. Estava o campo de Madian em baixo no vale. 9Naquela mesma noite lhe disse o Senhor: Levanta-te, e desce ao campo: porque eu tos tenho entregado às tuas mãos: 10Se tens mêdo de ir só, vá contigo o teu criado Fará. 11E tendo ouvido o que êles falam, então se confortarão as tuas mãos, e descerás com segurança sôbre o campo dos inimigos. Desceu pois êle e Fará seu criado para aquela parte do campo, onde estavam as sentinelas do exército. 12Os madianitas e amalecitas, e todos os povos do Oriente estavam estendidos no vale, como um bando de gafanhotos: os camelos também eram inumeráveis, como a areia que há na praia do mar. 13E aproximando-se Gedeão, um deles contava a outro o seu sonho: e deste modo lhe referia o que vira: Eu tive um sonho, e me parecia que via como um pão de cevada cozido debaixo do rescaldo que rolava para baixo, e se deixava cair sôbre o campo dos madianitas: e tendo chegado a uma tenda, a sacudiu, e contrastou, e lançou de todo por terra. 14Respondeu o outro, a quem êle falava: Isto não é outra coisa senão a espada de Gedeão filho de Joás homem israelita: porque o Senhor lhe entregou nas suas mãos a Madian, e a todo o seu campo. 15Gedeão tendo ouvido êste sonho, e a sua interpretação, adorou a Deus: e voltou ao campo de Israel, e disse: Levantai-vos, porque o Senhor nos entregou às mãos o campo de. Madian. 16E dividiu os seus trezentos homens, em três batalhões, e deu a cada um sua trombeta, e sua bilha vazia com sua lanterna no meio de cada bilha. 17E disse-lhes: Fazei o mesmo que me virdes fazer: eu entrarei por um lado do campo, e segui o que eu fizer. 18Quando soar a trombeta que tenho na minha mão, tocai vós também as vossas ao redor do campo, e clamai de chusma, ao Senhor, e a Gedeão. 19E entrou Gedeão e os trezentos homens que acompanhavam por um lado do campo, ao princípio da vigília da meia-noite, e despertadas as sentinelas, começaram a tocar as trombetas, e a quebrar as bilhas, umas nas outras. 20E tocando em três lugares distintos ao redor do campo, logo que quebraram as bilhas, tomaram as luzes na mão esquerda, e tocando as trombetas com a direita gritaram juntos: A espada do Senhor e de Gedeão. 21Conservando-se cada um no seu pôsto ao redor do campo inimigo. Imediatamente todo o campo dos madianitas se pôs em desordem, e dando grandes gritos, e urros fugiram: 22E com tudo isso insistiram os trezentos homens tocando trombetas. E o Senhor enviou a espada em todo o campo, e êles se matavam uns aos outros, 23fugindo até Betseta, e até o têrmo de Abelme-hula em Tebat. Porém os filhos de Israel das tribos de Neftali, e de Aser e todos os da tribo de Manassés gritando juntos perseguiam a Madian. 24E Gedeão enviou mensageiros a todo o monte de Efraim, dizendo: Saí a encontrar-vos com Madian, e apoderai-vos das águas até Betbera, e até ao Jordão. Todo o Efraim pois levantou a grita e se antecipou a ocupar as águas, e passos do Jordão até Betbera. 25E tendo apanhado a dois homens dos madianitas, Oreb, e Zed, mataram a Oreb no Penhasco de Oreb, e a Zeb, no lugar de Zeb. E perseguiram a Madian, levando as cabeças de Oreb e de Zeb a Gedeão ao outro lado do rio Jordão.

Juízes 8

1Então lhe disseram os filhos de Efraim: Que é isto que pretendeste fazer, não nos querendo chamar, quando ias pelejar contra os madianitas? e queixando-se amargamente, pouco faltou para virem às mãos. 2Gedeão lhe respondeu: Que coisa podia eu fazer, que igualasse ao que vós fizestes? porventura não vale mais um cacho de Efraim, do que as vindimas de Abiezer? 3O Senhor vos entregou nas mãos os príncipes de Madian, Oreb, e Zeb: que pude eu fazer, que chegasse ao que vós fizestes? E dizendo isto, se aplacou a ira daqueles homens que-se tinham enfurecido contra êle. 4E tendo chegado ao Jordão, passou êste rio com os trezentos homens, que trazia consigo: e de cansados não podiam perseguir os que fugiam. 5Disse pois aos moradores de Socot: Rogo-vos que me deis pão para esta gente, que aqui trago, porque se acham em extremo desfalecidos, a fim de podermos ir em alcance de Zebée e Salmana, reis de Madian. 6Os príncipes de Socot responderam: Talvez tens tu já em teu poder as palmas das mãos de Zebée e a Salmana, e por isso nos pedes que demos pão ao teu exército. 7Disse-lhes Gedeão: Pois quando o Senhor me tiver entregado às mãos a Zebée e a Salmana, eu vos moerei as carnes com os espinhos, e abrolhos do deserto. 8E abalando dali, veio a Fanuel: e íêz a mesma suplica aos moradores deste país. E êles lhe deram a mesma resposta, que os de Socot. 9Gedeão lhes disse também: Quando eu voltar em paz, vitorioso, derrubarei esta tôrre. 10Ora Zebée, e Salmana estavam em descanso com o resto do exército. Porque de todas as tropas do Oriente só tinham ficado quinze mil homens, por haverem sido mortos cento e vinte mil combatentes homens de armas. 11E Gedeão tomando o caminho dos que habitavam em tendas, da banda oriental de Nobe, e de Jegbaa, destroçou o campo dos inimigos que se davam por seguros, sem recearem nada de contrário. 12E Zebée e Salmana fugiram, Gedeão indo em seu seguimento os prendeu, pondo em desordem todo o seu exército. 13E tendo voltado da batalha antes do nascer do sol, 14tomou um servo dos de Socot: e perguntou-lhe os nomes dos príncipes e anciãos de Socot, è descreveu a nota de setenta e sete pessoas. 15E veio a Socot, e disse-lhes: Eis-aqui tendes a Zebée, e a Salmana, a respeito dos quais me motejaste, dizendo: talvez estão já em teu poder as mãos de Zebée e de Salmana, e por isso pedes que demos pão à tua gente, que está cansada e desfalecida. 16Tomou pois os anciãos da cidade e espinhos e abrolhos do deserto, e moeu com êles, e despedaçou aqueles homens de Socot. 17Botou também abaixo a torre de Fanuel, depois de ter morto os habitantes da cidade. 18E disse a Zebée e a Salmana: Que tais eram aqueles homens, que vós matastes no Tabor? Responderam êles: Semelhantes a ti, e um dêles como filho de um rei. 19E êle ihes respondeu: Pois esses foram meus irmãos, filhos de minha mãe. Viva o Senhor, que se vós lhe tivésseis salvado a vida, eu vos não mataria. 20E disse para Jeter seu filho primogênito: Levanta-te, e mata-os. Porém Jeter não tirou pela espada: Porque como era ainda rapaz, tinha mêdo. 21E disseram Zebée e Salmana: Vem tu mesmo, e lança-te sôbre nós; porque segundo a idade do homem, assim é o seu esforço. Lavantou-se Gedeão, e matou a Zebée e a Salmana: e tomou os ornamentos e crescentes, que se costumam pôr por adorno em os pescoços dos camelos dos reis. 22E todos os filhos de Israel disseram a Gedeão: Sê nosso príncipe, tu, e teu filho, e o filho de teu filho: Porque nos livraste do poder de Madian. 23E êle lhes respondeu: Nem eu, nem meu filho vos dominará, mas o Senhor terá domínio sôbre vós. 24E lhes disse: Uma só coisa vos peço: Dai-me as arrecadas da vossa presa. Porque os ismaelitas costumavam trazer arrecadas de ouro. 25Êles responderam: Nós tas daremos de muito boa vontade. E estendendo no chão uma capa, botaram nelas as arrecadas havidas da presa: 26E pesaram as arrecadas pedidas, mil e setecentos siclos de ouro, fora os ornamentos e colares, e vestidos de escarlata, de que os reis de Madian costumavam usar, e fora as coleiras de ouro dos camelos. 27E disto fêz Gedeão um Efod, e o pôs na sua cidade de Efra. O que deu ocasião a que todo o Israel idolatrasse, e foi a ruína de Gedeão e de tôda a sua casa. 28Foram pois humilhados os madianitas diante dos filhos de Israel, nem puderam mais levantar cabeça: Mas todo o país ficou em paz os quarenta anos, que Gedeão governou. 29Retirou-se pois Jerobaal filho de Joás, e habitou em sua casa: 30E teve setenta filhos, que saíram da sua coxa: Porque tinha muitas mulheres. 31E uma concubina, que êle tinha em Siquem, lhe pariu um filho chamado Abimelec. 32E morreu Gedeão filho de Joás numa boa velhice, e foi sepultado no jazigo de Joás seu pai em Efra que pertencia à família de Ezri. 33Mas depois que Gedeão morreu, se rebelaram os filhos de Israel, e se contaminaram com Baal. E fizeram aliança com Baal, para que fôsse seu Deus: 34Nem se recordaram do Senhor seu Deus que os livrou das mãos de todos os seus inimigos que os cercavam: 35Nem usaram de piedade com a casa de Gedeão chamado Jerobaal em reconhecimento de todos os benefícios, que tinha feito a Israel.

Novo TestamentoLc 7,1-17

Lucas 7

1E depois que Jesus acabou de fazer soar todos êstes discursos aos ouvidos do povo, entrou em Cafarnaum. 2E achava-se ali gravemente enfermo, já quase às portas da morte, o criado de um centurião, que era muito estimado dele. 3E quando ouviu falar de Jesus, enviou à êle uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse a sarar o seu criado. 4E êles logo que chegaram a. Jesus, lhe faziam grandes instâncias, dizendo-lhe: E” pessoa que merece que tu lhe faças êste favor: 5Porque é amigo da nossa gente: E êle mesmo nos fundou uma Sinagoga. 6Ia pois Jesus com êles E quando se achava já perto da casa, lhe mandou o centurião dizer por seus amigos êste recado: Senhor, não te fatigues: Porque eu não sou, digno de que tu entres em minha casa: 7Por essa razão nem eu me achei digno de te ir buscar: Mas dize tu uma só palavra, e o meu criado será salvo: 8Porque também eu sou oficial suba!terno, que tenho soldados às minhas ordens: E digo a um, vai acolá, e êle vai: E a outro, vem cá, e êle vem: IL ao meu servo, faze isto, e êle o faz. 9O que ouvindo Jesus, ficou admirado: E voltando-se para o povo que ia seguindo, disse: Em verdade vos afirmo, que nem em Israel tenho achado fé tamanha. 10E vcltando para casa os que haviam sido enviados, acharam que estava são o criado que estivera doente. 11E aconteceu isto: No dia seguinte caminhava Jesus para uma cidade chamada Naim: I£ iam com êle seus discipulos, e muito povo. 12E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que já era viúva: E vinha com ela muita gente da cidade. 13Tendo-a visto o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores. 14E chegou-se, e tocou no esquife. (Pararam logo os que o levavam). Então disse êle: Moço, eu te mando, levanta-te. 15E se sentou o que havia estado morto, e começou a falar. E Jesus o entregou a suá mãe. 16Pelo que se apoderou de todos o temor E glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós: É visitou Deus o seu povo. 17Ea fama dêste miagre correu per tôda a Judéia, e por tôda a comarca.

Salmos e ProvérbiosSl 58,7-18 (59)

Salmo 58 (59)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 59.

7Voltarão junto à tarde: E padecerão fome como cães, e rodearão a cidade. 8Eis-aqui falarão com à sua bôca, e espada está nos lábios dêles: Porque quem tem ouvido? 9Mas tu, Senhor, zombarás dêles: Olharás como um nada tôdas as gentes. 10Depositarei em ti a minha fortaleza, porque tu és Deus amparador meu: 11Deus meu, a misericórdia dêle se antecipará. 12Deus me dará a conhecer acerca dos meus inimigos, não os mates: Porque talvez não se esqueçam os meus povos. Espalha-os com o teu poder: E abate-os, Senhor, protetor meu! 13Pelo pecado da sua bôca, pelas palavras dos seus lábios: E que fiquem presos na sua mesma soberba. E pela sua execração e mentira serão mostrados, 14no dia da consumação: Serão convencidos pela tua ira, e não subsistirão mais. E saberão que Deus dominará a Jacó: E aos confins da terra. 15Voltarão à tarde e padecerão fome como cães: E rodearão a cidade. 16Êles mesmos andarão dispersos para comer: E se não se fartarem, ainda murmurarão. 17Mas eu cantarei a tua fortaleza: E me regozijarei pela manhã da tua misericórdia. Porque te fizeste meu amparador, e meu refúgio, no dia da minha tribulação. 18Eu te cantarei a ti, favorecedor meu, porque és Deus amparador meu: Deus meu, misericórdia minha.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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