Dia 94
Jz 5–6 · Lc 6,36-49 · Sl 58,1-6 (59) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Sêde pois misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.”Lucas 6,36
Antigo TestamentoJz 5–6
Juízes 5
1E naquele dia Débora e Barac filho de Abinoem, cantaram, dizendo: 2Vós os que dentre os filhos de Israel espontâneamente oferecestes as vossas vidas ao perigo, bendizei ao Senhor. 3Ouvi, reis, escutai atentos, príncipes: Eu sou, eu sou a que cantarei ao Senhor, a que entoarei hinos ao Senhor Deus de Israel. 4Senhor, quando Tu saías de Seir, e passavas pelo país de Edom, a terra se moveu, e os céus e as nuvens distilaram águas. 5Os montes se derreteram à face do Senhor, e o Sinai à face do Senhor Deus de Israel. 6Nos dias de Samgar filho de Anat, nos dias de - Jael, não se trilhavam os caminhos: e os que haviam de passar por êles, iam por atalhos desviados. 7Cessaram os valentes em Israel, e desapareceram: até que se levantou Débora, até que se levantou uma mãe em Israel. 8O Senhor escolheu novas guerras, e êle mesmo derribou as portas dos inimigos: não apareceu nem escudo nem lança nos quarenta mil de Israel. 9O meu coração ama aos príncipes de Israel: vós os que voluntários vos oferecestes ao perigo, bendizei ao Senhor. 10Vós os que montais sôbre luzidios jumentos, e os que ocupais as cadeiras da justiça, e os que andais pelo caminho, falai. 11Aí onde foram quebradas as carroças, e se afo-gou o exército dos inimigos, aí sejam contadas as justiças do Senhor e a sua clemência para com os valentes de Israel; então desceu o povo do Senhor às portas, e alcançou o principado. 12Levanta-te, levanta-te, Débora, levanta-te, levanta-te, e entoa um cântico: levanta-te, Barac, e toma posse dos teus cativos, filho de Abinoem. 13Salvaram-se as relíquias do povo, o Senhor pelejou nas pessoas destes valentes. 14Um de Efraim os derrotou em Amalec, e depois dêle 'um de Benjamim contra os teus povos, ó Amalec: de Maquir desceram os príncipes, e de Zabulon os que comandassem o exército para batalhar. 15Os capitães de Issacar se acharam com. Débora, e seguiram as pisadas de Barac, o qual se lançou no perigo, como num precipício e num abismo: dividido Rúben contra si mesmo, se acharam em contenda os seus homens de valor. 16Por que habitas tu entre dois termos, para ouvires os balidos dos rebanhos? Dividido Rúben contra si mesmo, se acharam em contenda os seus homens de valor. 17Galaad estava descansado da banda de além do Jordão, e Dan se ocupava em equipar as suas naus: Aser habitava na costa do mar, e se deixava estar nos seus portos. 18Mas Zabulon e Neftali se expuseram à morte na terra de Merome. 19Vieram os reis e pelejaram: pelejaram os reis de Canaã em Tanac junto às águas de Magedo, e ainda assim não levaram presa alguma. 20Do céu se pelejou contra êles: As estrelas persistindo na sua ordem e no seu curso, pelejaram contra Sisara. 21A torrente de Cison arrastou os seus cadáveres, a torrente de Cadumim, a torrente de Cison: Põe o pé, alma minha, sôbre estes valentes. 22As unhas dos cavalos caíram com o ímpeto” da fuga, e os mais robustos dos inimigos se precipitaram na sua ruína: 23Amaldiçoai a terra de Meroz, disse o anjo do Senhor, amaldiçoai os seus habitantes, porque não acudiram a socorrer o Senhor, a ajudar os mais valentes dos seus guerreiros. 24Bendita seja entre as mulheres Jael esposa de Haber Cineu, e seja bendita na sua tenda. 25Ela deu leite ao que lhe pedia água, e numa taça de príncipes lhe presenteou manteiga. 26Estendendo a mão esquerda a um prego, e a direita a um martelo dos oficiais, buscando na cabeça lugar para a ferida, deu o golpe em Sisara, trespassando-lhe com grande íôrça as fontes. 27Caiu entre os seus pés: Desfaleceu, e expirou: Revolvia-se ante os seus pés, e jazia morto e miserável. 28A. mãe de Sisara olhando pela janela, gritava, e desde o seu quarto dizia: Por que tarda tanto em voltar a sua carroça? por que são tão pesados os pés dos seus quatro cavalos? 29Mas uma das suas mulheres mais advertida do que as outras, respondeu à sogra estas palavras: 30Talvez que a esta hora reparta o esbulho, e escolha para si a mais formosa das cativas: Vestidos de várias côres se dão do despojo a Sisara, e várias joias se lhe destinam para o adorno do seu pescoço. 31Assim pereçam, Senhor, todos os teus inimigos: Os que porém te amam, brilhem como o sol quando nasce. 32E esteve a terra em paz quarenta anos.
Juízes 6
1Tornaram os filhos de Israel a fazer o mal diante do Senhor: Que os entregou por sete anos nas mãos dos madianitas, 2e foràm muito'oprimidos por êies. E fizeram para si covas e cavernas nos montes, e fortalezas para lhes poderem resistir. 3E tendo os israelitas feito as suas semeaduras, vinham os madianitas e os amalecitas, e os outros povos orientais: 4e pondo as suas tendas nos seus campos, talavam tudo quanto ainda estava eni erva até à entrada de Gaza: e não deixavam aos israelitas nada do necessário para a vida, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. 5Porque êles vinham com todos os seus rebanhos e tendas, e à maneira de gafanhotos cobriam tudo com uma multidão inumerável de homens. e camelos, destruindo tudo quando tocavam. 6E Israel foi em extremo humilhado na presença de Madian. 7Clamaram pois ao Senhor pedindo socorro contra os madianitas. 8E o Senhor lhes mandou um profeta, que lhes disse: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Eu vos fiz sair do Egito, e vos tirei da casa da servidão, 9e vos livrei do poder dos egiptanos, e de todos os inimigos que vos afligiam: e lancei fora os amorreus à vossa chegada, e entreguei-vos a sua terra. 10E disse: Eu sou ó Senhor vosso Deus, não temais os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. E vós não quisestes ouvir a minha voz. 11Veio pois o anjo do Senhor, e assentou-se debaixo dum carvalho. que havia em Efra, e pertencia a Joás pai da família de Ezri. E estando Gedeão seu filho sacudindo e alimpando o seu trigo no lagar, para o esconder dos madianitas, 12lhe apareceu o anjo do Senhor, e disse: o Senhor é contigo, o homem o mais valente de todos. 13E Gedeão lhe disse: Se o Senhor é conosco, peço-te, Senhor meu, que me digas, por que caíram sobre nós todos os males? Onde estão aquelas suas maravilhas, que nossos pais nos têm contado, dizendo: O Senhor nos tirou do Egito? mas agora nos tem o Senhor desamparado, e nos entregou nas mãos dos madianitas. 14E o Senhor olhou para êle, e lhe disse: Vai nessa tua fortaleza, e livrarás a Israel do poder dos madianitas: sabe que eu sou quem te manda. 15Gedeão lhe replicou: Dizé-me, te peço, meu Senhor, como poderei eu livrar a Israel? Tu sabes que a minha família é a última de Manassés, e que eu sou o último na casa de meu pai. 16E o Senhor lhe respondeu: Eu serei contigo: e tu derrotarás os madianitas, como se fôssem um só homem. 17E prosseguiu Gedeão: Se eu achei graça diante de ti, dá-me um sinal por onde conheça que tu és quem me fala. 18E não te vás daqui, menos que eu não volte trazendo um sacrifício, para to oferecer. E êle lhe respondeu: Eu esperarei até que voltes. 19Gedeão pois entrou em casa, e cozeu um cabrito, e fêz duma certa medida de farinha pães asmos: e pondo á carne num cesto, e deitando o caldo da carne numa panela, trouxe tudo ao lugar debaixo do carvalho, e lho presenteou. 20O anjo do Senhor lhe disse: Toma esta carne e esses pães asmos, e põe-nos sôbre essa pedra, e derrama-lhes por cima êsse caldo. Tendo-o assim feito Gedeão, 21estendeu o anjo do Senhor a ponta da vara, que tinha na mão, e tocou a carne e os pães asmos: e imediatamente saiu da pedra fogo, e consumiu a carne, e os pães asmos: e o anjo do Senhor desapareceu de seus olhos. 22E vendo Gedeão que era um anjo do Senhor, disso: Ai de mim, Senhor meu Deus, que vi o anjo do Senhor face a face. 23E o Senhor lhe disse: A paz seja contigo: Não temas, não hás-de morrer. 24Ali mesmo pois edificou Gedeão um altar ao Senhor, e o chamou, a Paz do Senhor, nome que conserva até o dia de hoje. E estando êle ainda em Efra, que pertence à família de Ezri, 25naquela noite lhe disse o Senhor: Toma um touro de teu pai, e outro touro de sete anos, e derribarás o altar de Baal, que é de teu pai: e corta o bosque, que cerca o altar: 26e edificarás um altar ao Senhor teu Deus no alto desta pedra, sôbre a qual puseste antes o sacrifício: e tomarás o segundo touro, e o oferecerás em holocausto sôbre uma fogueira da lenha, que terás cortado do bosque. 27Gedeão tendo tomado dez dos seus servos, fêz o que o Senhor: lhe mandara. Mas temendo a família de seu pai, e os homens da cidade. não o quis fazer de dia, mas cumpriu tudo de noite. 28E como os homens daquela cidade tendo-se levantado pela manhã, vissem derrubado o altar de Baal. e cortado o bosque, e o outro touro pôsto sôbre o altar, que acabava de se ter erigido, 29disseram uns para os outros: Quem fêz isto? E averiguando o autor da obra. se lhes disse: Gedeão filho de Joás fêz tôdas estas coisas. 30E disseram a Joás: faze vir aqui teu filho, para que morra: porque destruiu o altar de. Baal, e cortou o bosque. 31Joás lhes respondeu: Acaso sois vós os vingadores de Baal, para combaterdes por êle? Aquêle que é seu inimigo, morra antes que chegue o dia de amanhã: se êle é Deus, vingue-se de quem destruiu o seu altar. 32Daquele dia em diante foi Gedeão chamado Jerobaal, por causa daquele dito de Joás: Vingue-se Baal. daquele que destruiu o seu altar. 33Entretanto todos os madianitas e os amalecitas e os povos do Oriente se ajuntaram num corpo; e tendo passado o Jordão, acamparam no vale de Jezrael. 34O Espírito do Senhor porém' entrou em Gedeão, o qual tocando com a trombeta convocou a casa de AbieZer, para que o seguisse. 35Enviou também mensageiros por tôda a tribo de Manassés, que também o seguiu: e enviou outros mensageiros às tribos de Aser e de Zabulon e Neftali, que lhe saíram ao encontro. 36E disse Gedeão a Deus: Se tu hás de livrar a Israel, por meio da minha mão, como disseste, 37porei eu na eira êste velo de lã: se o orvalho cair só no velo, e tôda a terra ficar sêca, conhecerei eu daí que salvarás a Israel pela minha mão, segundo prometeste. 38E assim sucedeu. E levantando-se ainda de noite espremendo o velo, encheu uma concha de orvalho. 39Tornou Gedeão a dizer a Deus: Não se acenda contra mim o teu furor se eu ainda fizer outra prova, pedindo sinal no velo. Peço que só o velo esteja sêco, e "tôda a terra molhada do orvalho. 40E naquela noite íêz o Senhor o que Gedeão lhe pedira: e só no velo houve secura, e orvalho em tôda a terra.
Novo TestamentoLc 6,36-49
Lucas 6
36Sêde pois misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis, e não sereis julgados: Não con-deneis, e não sereis condenados. Perdoai, e sereis perdoados. 38Dai, e dar-se-vos-á: No seio vos meterão uma boa medida, e bem cheia, e bem acalcada, e bem acogula-da. Porque qual fôr a medida de que vós usardes para os outros, tal será a que se use para vós. 39E pôs-lhe também esta comparação: Pode acaso um cego guiar outro cego? não é assim que um e outro cairão no barranco? 40Não é o discípulo sôbre o mestre: Mas todo o discípulo será perfeito, se o fôr como seu mestre. 41E por que vês tu uma aresta no ôlho de teu irmão, e não reparas na trave, que tens no teu ôlho? 42Ou como podes tu dizer a teu irmão: Deixa-me, irmão, tirar-te do teu ôlho uma aresta. Quando tu não vês que tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu ôlho: E depois verás para tirar a aresta do ôlho de teu irmão. 43Porque não é boa árvore, a que dá frutos maus: Nem má árvore, a que dá bons frutos. 44Porquanto cada árvore é conhecida pelo sou fruto. Porque nem os homens colhem figos dos espinhceiros: Nem dos abrolhos vindimam uvas. 45O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem: E o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque do que está cheio o coração, disso é que fala à bôca. 46Mas por que me chamais vós, Senhor, Senhor: E não fazeis o que eu vos digo? 47Todo o que vem a mim, e ouve as minhas palavras e as põe por obra: Eu vos mostrarei a quem êle é semelhante. 48É semelhante a um homem que edifica uma casa, o qual cavou profundamente e pôs o fundamento sôbre uma rocha: E quando veio uma enchente d'águas, deu impetuosamente a inundação sôbre aquela casa, e não pôde movê-la: Porque estava fundada sôbre rocha. 49Mas o que ouve, é não obra: E” semelhante a um homem que fabrica a sua casa sôbre terra levadiça: Na qual bateu com violência a corrente do rio, e logo caiu: E foi grande a ruína daquela casa.
Salmos e ProvérbiosSl 58,1-6 (59)
Salmo 58 (59)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 59.
1Ao regente do côro. A l’thaschkchett de Davi Miktham quando enviou Saul, e pôs guardas à sua casa para o matar. 2Livra-me, meu Deus, de meus inimigos: E livra-me dos que se levantam contra mim. 3Livra-me dos que obram iniquidade: E salva-me dos varões sanguinários. 4Pois eis-aqui que fizeram prêsa da minha alma: Vieram sôbre mim os fortes. 5Nem maldade minha, nem pecado meu é causa disto, Senhor: Sem injustiça corri, e ordenei os meus passos. 6Levanta-te ao meu encontro, e considera: E tu, Senhor Deus das virtudes, Deus de Israel, atende a visitar tôdas as gentes, não uses de piedade com todos os que obram iniquidade.