Sabedoria 1
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Amai a justiça, vós os que julgais a terra. Senti bem do Senhor, e buscai-o com simplicidade de coração: 2Porque êle é achado pelos que o não tentam: E aparece aos que nêle têm fé: 3Porque os pensamentos perversos apartam de Deus: E o seu provado poder convence aos estultos. 4Porque na alma maligna não entrará a sabedoria, nem habitará no corpo sujeito a pecado. 5Porque o Espirito Santo mestre da disciplina, fugirá do fingido e retirar-se-á dos pensamentos que são sem entendimento, e será expulsado pela iniquidade superveniente. 6Porque o espirito da sabedoria é benigno, e não livrará ao maldizente dos seus lábios: Porque Deus é testemunha dos seus rins, e é verdadeiro esquadrinhador do seu coração, e ouvidor da sua língua. 7Porque o espirito do Senhor encheu a redondeza da terra: E êste, que contém tôdas as coisas, tem conhecimento até duma voz. 8Por isso aquêle que profere palavras de iniquidade, não se lhe pode ocultar, nem passará por êle de largo o juízo que castiga. 9Porque sôbre os pensamentos do ímpio far-se-á interrogatório: E os seus discursos chegarão aos ouvidos de Deus, para o castigo de suas iniqüidades. 10Porque o ouvido do zelo ouve tôdas as coisas, e o tumulto das murmurações não se lhe esconderá. 11Guardai-vos pois da murmuração, que nada aproveita, e refreai a língua da detração: Porque a palavra secreta não passará em claro: E a bôca que mente mata a alma. 12Não queirais buscar ansioso a morte no descaminho da vossa vida, nem adquirais a perdição com as obras das vossas mãos. 13Porque Deus não fêz a morte, nem se alegra na perdição dos vivos. 14Porquanto êle criou as coisas, para que tôdas subsistissem: E fêz saudáveis as criaturas do mundo: E não há nelas veneno de extermínio, nem reino dos infernos na terra. 15Porque a justiça é perpétua, e imortal. 16Mas os ímpios a chamaram para si com mãos e palavras: E estimando-a amiga, se desvaneceram, e fizeram com ela tratados: Porque são dignos de serem do partido dela.