Sabedoria 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Mas as almas dos justos estão na mão de Deus. e não os tocará o tormento da morte. 2Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam: E o seu trânsito foi reputado por aflição: 3E a jornada que fazem separando-se de nós, extermínio: Mas êles estão em paz. 4E se êles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade. 5Vexados em poucas coisas, em muitas lhes será bem retribuido: Porque Deus os tentou, e os achou dignos de si. 6£le os provou como ouro na fornalha, e os recebeu como uma hóstia de holocausto, e a seu tempo haverá dêles consideração. 7Os justos resplandecerão, e como faiscas por um canavial discorrerão. 8£les julgarão as nações, dominarão os povos, e seu Senhor reinará para sempre. 9Aquêles que confiam nêle, terão inteligência da verdade: E os que lhe são fiéis no seu amor, descansarão unidos a êle: Porque o dom e a paz é para os seus escolhidos. 10Mas os ímpios terão o castigo à proporção do que pensaram: Os que não fizeram caso do justo, e se apartaram do Senhor. 11Porque desgraçado é o que rejeita a sabedoria e a instrução: E a esperança dêles é vã, e os trabalhos sem fruto, e inúteis as suas obras. 12As suas mulheres são insensatas, e os seus filhos perversíssimos. 13Maldita a raça dêles, porque feliz é a estéril: E a incontaminada, que não conheceu tálamo com delito, terá o seu fruto, quando se atender às almas santas. 14E o eunuco, que não obrou iniquidade por suas mãos, nem forjou pensamentos perversissimos contra Deus: Porque lhe será dado um dom escolhido de fé, e uma sorte mui agradável no templo de Deus. 15Porque o fruto dos bons trabalhos é glorioso, e a raiz da sabedoria é tal que não seca. 16Porém os filhos dos adúlteros serão por acabar, e a linhagem do tálamo iníquo será exterminada. 17à ainda quando fôrem de larga vida, serão reputados como coisa de nenhuma entidade, e a sua última ve-ihice será sem honra. 18E se mais depressa morrerem, não terão esperança, nem palavras de consolação no dia do reconhecimento. 19Porque os fins da descendência iníqua são cruéis.