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Bíblia em um ano Dia 142/365

Dia 142

Ct 1–4 · At 4,21-37 · Sl 80,1-9 (81) · cerca de 10 min

  1. Antigo TestamentoCt 1–4
  2. Novo TestamentoAt 4,21-37
  3. Salmos e ProvérbiosSl 80,1-9 (81)
Destaque da leitura de hoje“Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram em conselho contra o Senhor, e contra o seu Cristo?”Atos dos Apóstolos 4,26

Antigo TestamentoCt 1–4

Cântico dos Cânticos 1

1A espôsa. Beije-me, dando-me o ósculo da sua bôca: Porque os teus peitos são melhores do que o vinho. 2Fragrantes como os mais preciosos bálsamos. O teu nome é como o óleo derramado: Por isso as doze-linhas te amaram. 3Leva-me contigo: Nós correremos após de ti ao cheiro dos teus bálsamos. O rei me introduziu nos seus celeiros: Nós nos regozijaremos e nos alegraremos em ti, lembradas de que os teus peitos são melhores do que o vinho: Os homens de coração reto te amam. 4Eu sou trigueira, mas formosa, ó filhas de Jerusalém, assim como as tendas de Cedar, como os pavilhões de Salomão. 5Não olheis para o eu ser morena, porque o sol me mudou a côr: Os filhos de minha mãe se levantaram contra mim, êles me puseram por guarda nas vinhas: Eu não guardei a minha vinha. 6Amado da minha alma, aponta-me onde é que tu apascentas O teu gado, onde te encostas pelo meio-dia, para que não entre eu a andar feita uma vagabunda atrás dos rebanhos de teus companheiros. 7O espôso. Se tu te não conheces, ó formosíssima entre as mulheres, sai, e vai em seguimento das pisadas dos rebanhos, e apascenta os teus cabritos ao pé das cabanas dos pastôres. 8À minha cavalaria nos carros de Faraó, eu te assemelhei, amiga minha. 9As tuas faces têm tôda a lindeza assim como a da rôla: O teu pescoço a dos mais ricos colares. 10Nós te faremos umas cadeias de ouro, marche-tadas de pontinhos de prata. 11A espôsa. Quando o rei estava no seu repouso, deu o meu nardo o seu cheiro. 12O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, êle morará entre os meus peitos. 13O meu amado é para mim como um cacho de chipre, que se acha nas vinhas de Engadi. 14O espôso. Vê como tu és formosa, amiga minha, vê como tu és bela, os teus olhos são como os das pombas. 15A espôsa. Vê como tu és formoso, amado meu e gentil. O nosso leito está alcatifado de flores: 16As traves das nossas casas são de cedro, os nossos tetos de cipreste.

Cântico dos Cânticos 2

1O espôso. Eu sou a flor do campo, e a açucena dos vales. 2Bem como é a açucena entre os espinhos; assim é a minha amiga entre as filhas. 3A espôsa. Bem como é a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado entre os filhos. Eu me assentei debaixo da sombra daquele, a quem tanto tinha desejado: E o seu fruto é doce à minha garganta. 4Êle me fêz entrar na adega, onde mete o seu vinho, ordenou em mim a caridade. 5Acudi-me com confortativos de flores, trazei-me pomos, que me alentem: Porque desfaleço de amor. 6A sua mão esquerda se pôs já debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abraçará depois. 7O espõôso. Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, pelas cabras montesas, e veados do campo, que não perturbeis à minha amada o seu descanso nem a façais despertar, até que ela se queira erguer. 8A espôsa. Aquela é a voz do meu amado, ei-lo aí vem saltando sôbre os montes, atravessando os outeiros: 9O meu amado é semelhante a uma cabra montesa, e a um veadinho: Ei-lo aí está pôsto por detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, estendendo a vista por entre as gelosias. 10Eis-aí o meu amado, que me diz: Levanta-te, apressa-te, amiga minha: pomba minha, formosa minha, e vem. 11Porque já passou o inverno, já se foram, e cessaram de todo as chuvas. 12Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo da poda: Ouviu-se na nossa terra a voz da rôla: 13A figueira começou a dar os seus primeiros figos: As vinhas estando em flor lançaram o seu cheiro. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem: 14Pomba minha, tu nas aberturas da pedra, na caverna do muro cerrado, mostra-me a tua face, soe a tua voz dentro nos meus ouvidos: Porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa. 15Apanhai-nos as rapôsas pequeninas, que destroem as vinhas: Porque a nossa vinha está já em flor. 16O meu amado é para mim, e eu para êle, que se apascenta entre as açucenas, 17até que sopre o dia, e declinem as sombras. Volta: Sê semelhante, amado meu, à cabra montesa, e ao veadinho, que corre sôbre os montes de Beter.

Cântico dos Cânticos 3

1A espôsa. Eu busquei de noite no meu leito aquêle a quem ama a minha alma: Busquei-o: E não o achei. 2Levantar-me-ei, e rodearei a cidade: Buscarei pelas ruas e praças públicas aquêle a quem ama a minha alma: Busquei-o, e não o achei. 3Os guardas, que rondam a cidade, me encontraram, e eu lhes disse: Vistes porventura aquele a quem ama a minha alma? 4A poucos passos, que me tinha apartado deles, achei eu aquêle a quem ama a minha alma: E agarrar-me-ei a êle: Nem o largarei, até o não introduzir em casa de minha mãe, e levar à câmara daquela que me gerou. 5O espôso. Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, pelas cabras montesas, e veados do campo, que não perturbeis à minha amada o descanso, nem a façais despertar, até que ela se queira erguer. 6As filhas de Jerusalém. Quem é esta, que sobe pelo deserto, como uma varinha de fumo composta de aromas de mirra, e de incenso, e de tôda a casta de pol-v ilhos odoríferos? 7Eis-aqui o leito de Salomão, ao qual rodeiam sessenta valentes dos mais fortes de Israel: 8Armados todos de espadas, e mui peritos para a guerra: Sôbre a sua coxa está pendente a espada de cada um por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fêz uma cadeirinha de madeira do Líbano: 10Fêz-lhe as colunas de prata, o reclinatório.de ouro, a subida de púrpura: O meio de tudo ornou-o do que há êle mais precioso, em atenção às filhas de J eru-salém: 11Saí, filhas de Sião, e vêde ao rei Salomão com o diadema de que sua mãe o coroou no dia do seu casamento, e no dia do júbilo do seu coração.

Cântico dos Cânticos 4

1O espõso. O' como és formosa, amiga minha, como és bela! Os teus olhos são como os das pombas, sem falar no que está escondido dentro. Os teus cabelos são como os rebanhos das cabras, que subiram do monte de Galaad. 2Os teus dentes são como os rebanhos das ovelhas tosquiadas, que subiram do lavatório, tôdas com dois cor-deirinhos gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas. 3Os teus lábios são como uma fita de escarlate: E o teu falar, doce. Assim como é o vermelho da romã partida, assim é o nácar das tuas faces, sem falar no que está escondido dentro. 4O teu pescoço é como a tôrre de Davi, que foi edificada com seus baluartes: Dela estão pendentes mil escudos, tôda a armadura dos esforçados. 5Os teus dois peitos são como dois filhinhos gêmeos da cabra montesa, que se apascentam entre as açucenas, 6até que sopre o dia, e declinem as sombras, eu irei ao monte de mirra, e ao outeiro do incenso. 7Tôda tu és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula. 8Vem do Líbano, espôsa minha, vem do Líbano, vem: Serás coroada do alto de Amaná, do cume de Sanir e de Hermon, das cavernas dos leões, dos montes dos leopardos. 9Tu feriste o meu coração, irmã minha espôsa, tu feriste o meu coração, com um dos teus olhos, e com um cabelo do teu pescoço. 10Que lindos são os teus peitos, irmã minha espôsa! os teus peitos são mais formosos do que o vinho, e o cheiro dos teus bálsamos excede o de todos os aromas. 11Os teus lábios, ó espôsa, são como um favo, que distila doçura, o mel e o leite estão debaixo da tua língua: E o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do incenso. 12Jardim fechado és, irmã minha espôsa, jardim fechado, fonte selada. 13As tuas produções são um jardim de romãs com frutos de macieiras. Chipres com o nardo, 14o nardo e o açafrão, a cana aromática e o cinamomo com tôdas as árvores do Líbano, a mirra e o áloi com todos os bálsamos da primeira estimação. 15A fonte dos jardins: O poço das águas vivas, que com ímpeto correm do Líbano. 16A espôsa. Levanta-te, Aquilão, e vem tu, vento do meio-dia, assopra de todos os lados ao meu jardim e corram os seus aromas.

Novo TestamentoAt 4,21-37

Atos dos Apóstolos 4

21Êles então, ameaçando-os, os deixaram ir livres: Não achando pretexto para os castigar por mêdo do povo, porque todos celebravam o milagre que se fizera neste fato que tinha acontecido. 22Porquanto já tinha mais de quarenta anos o homem, em quem havia sido feito aquele prodígio de saúde. 23Mas depois de postos em liberdade, vieram aos seus: E lhes referiram quanto lhes haviam dito os príncipes dos sacerdotes e os anciãos. 24Os quais tendo-os ouvido, levantaram unânimes a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o que fizeste o Céu e a terra, o mar e tudo o que há neles. 25que pelo Espírito Santo, por bôca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que bramaram as gentes, e meditaram os povos projetos vãos? 26Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram em conselho contra o Senhor, e contra o seu Cristo? 27Porque verdadeiramente se ligaram nesta cidade contra o teu santo Filho Jesus, ao qual ungiste, Herodes, e Pôncio Pilatos com os gentios, e com os povos de Israel, 28para executarem o que o teu poder, e o teu conselho determinaram quie se fizesse. 29Agora pois, Senhor, olha para as suas ameaças, e concede a teus servos, que com tôda a liberdade falem a tua palavra, 30estendendo a tua mão a sarar as enfermidades, e a que se façam maravilhas, e prodígios em nome do teu santo Filho Jesus. 31E tendo êles assim orado, tremeu o lugar onde estavam congregados: E todos foram cheios do Espirito Santo, e anunciavam a palavra de Deus confiadamente. 32E da multidão dos que criam o coração era um, e a alma uma: E nenhum dizia ser sua coisa alguma daquelas que possuía, mas tudo entre êles era comum. 33E os Apóstolos, com grande valor, davam testemunho da Ressurreição de Jesus Cristo nosso Senhor: E havia muita graça em todos eles. 34E não havia nenhum necessitado entre êles. Por-, que todos quantos eram possuidores de campos, ou de casas, vendendo isso traziam o preço do que vendiam, 35e o punham aos pés dos Apóstolos. Repartia-se, pois, por êles em particular, segundo a necessidade que cada um tinha. 36E José, a quem os Apóstolos davam o sobrenome de Barnabé (que quer dizer filho de consolação), levita, natural de Chipre, o 37como tivesse um campo, o vendeu, e levou o. preço, e o pôs ante os pés dos Apóstolos.

Salmos e ProvérbiosSl 80,1-9 (81)

Salmo 80 (81)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 81.

1Ao regente do côro. Com a cítara de Get. Salmo do mesmo Asaf. 2Regozijai-vos louvando a Deus nosso ajudador: Celebrai ao Deus de Jacó. 3Entoai o salmo, e tocai os tímbales: O saltério harmonioso com a cítara. 4Tocai a trombeta na Neomênia, no dia sinalado da vossa solenidade: 5Porque está mandado em Israel: E é estatuto em honra do Deus de Jacó. 6Ordenou-o por testemunho a José quando ouviu uma língua, que não entendia. 7Descarregou do pêso ao seu ombro: E as suas mãos que haviam servido de acarretar com cêsto. 8Na tribulação me invocaste, e te livrei: Eu te ouvi no escondido da tempestade: Fiz prova de ti junto à água da contradição. 9Ouve, povo meu, e eu te declararei a minha vontade, Israel, se me ouvires,

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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