Dia 143
Ct 5–8 · At 5,1-29 · Sl 80,10-17 (81); Sl 81 (82) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes ao meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor.”Cântico dos Cânticos 5,8
Antigo TestamentoCt 5–8
Cântico dos Cânticos 5
1A espôsa. Venha o meu amado para o seu jardim, e coma o fruto das suas macieiras. O espôso. Eu vim para o meu jardim, irmã minha espôsa: Seguei a minha mirra com os meus aromas: Comi o favo com o meu mel; bebi o meu vinho com o meu leite: Comei amigos, e bebei, e embriagai-vos, caríssimos. 2A espôsa. Eu durmo, e o meu coração vela: Eis a voz do meu amado que bate, dizendo: O espôso. Abre-me irmã minha, amiga minha, pomba minha, imaculada minha: Porque a minha cabeça está cheia de orvalho. e me estão correndo pelos anéis do cabelo as gôtas das noites. 3A espôsa. Eu me despojei da minha túnica, como a vestirei eu? lavei os meus pés, como os tornarei a sujar? 4O meu amado meteu a sua mão pela fresta, e as minhas entranhas estremeceram ao estrondo que êle fêz. 5Eu me levantei para abrir ao meu amado: As minhas mãos distilaram mirra, e os meus dedos estavam cheios da mirra mais preciosa. 6Eu abri a minha porta ao meu amado, tirando-lhe o ferrôlho: Mas êle já se tinha ido, e era já passado a outra parte. A minha alma se derreteu assim que êle falou: Busquei-o, mas não o achei: Chamei-o, e êle me não respondeu. 7Acharam-me os guardas que rondam a cidade: Deram-me e feriram-me: Tiraram-me o meu manto os guardas das muralhas. 8Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que se encontrardes ao meu amado, lhe façais saber que estou enferma de amor. 9As filhas de Jerusalém. Qual é o que tu chamas amado entre todos os amados, ó mulher a mais formosa de tôdas? Qual é o teu amado entre todos os outros, por cuja contemplação nos conjuraste tu dêste modo? 10A espôsa. O meu amado é cândido, e rubicundo, escolhido entre milhares. 11A sua cabeça é o ouro mais subido: Os seus cabelos são como os ramos novos das palmeiras, negros como um corvo. 12Os seus olhos são como as pombas, que, tendo os seus ninhos ao pé dos regatos das águas, estão lava-das em leite, e se acham de assento junto das mais largas correntes dos rios. 13As suas faces são como uns canteiros de plantas aromáticas, plantadas pelos que confeccionam os cheiros. Os seus lábios são uns lírios, que distilam a mais preciosa mirra. 14As suas mãos são de ouro feitas ao tôrno, cheias de jacintos. O seu ventre é de marfim, guarnecido de safiras. 15As suas pernas são umas colunas de mármore, que estão sustentadas sôbre bases de ouro. A sua figura é como a do Líbano, êle é escolhido como os cedros. 16A sua garganta é suavíssima, e todo êle é para se desejar: Tal é o meu amado e êle é verdadeiramente meu amigo, filhas de Jerusalém. 17As filhas de Jerusalém. Para onde foi o teu amado, ó tu, que és a mais formosa de tôdas as mulheres? para onde se retirou o teu amado? e nós o buscaremos contigo.
Cântico dos Cânticos 6
1A espôsa. O meu amado desceu ao seu jardim, ao canteiro das plantas aromáticas, para se apascentar nos jardins, e para colhêr açucenas. 2Eu sou para o meu amado, e o meu amado é para mim, êle é tal, que se apascenta entre as açucenas. 3O espôso. Formosa és, amiga minha, suave, e engraçada como Jerusalém: Terrível como um exército bem ordenado pôsto em campo. 4Aparta os teus olhos de mim, porque êles são os que me fizeram partir. Os teus cabelos são como o rebanho das cabras, que apareceram de Galaad. 5Os teus dentes são como um rebanho de ovelhas, que subiram dó lavatório, tendo tôdas os seus dois cor-deirinhos gêmeos, e nenhuma entre elas é estéril. 6Assim como é a casca da romã assim são as tuas faces, não falando no que está escondido dentro de ti. 7São sessenta as rainhas, e oitenta as concubinas, e um número sem número de moças. 8Uma só é a minha pomba, a minha perfeita, ela é a única para sua mãe, escolhida pela que lhe deu o ser. As filhas a viram, e elas a apregoaram pela mais bem-aventurada: Viram-na as rainhas, e as concubinas, e lhe deram muitos louvores. 9Quem é esta, que vai caminhando como a aurora quando se levanta, formosa como a lua, escolhida como o sol, terrível como um exército bem ordenado pôsto em campo? 10Eu desci ao jardim das nogueiras, para ver os pomos dos vales, e para examinar se a vinha tinha lançado flor, e se as romãs tinham brotado. 11Eu não o soube: A minha alma tôda me fêz turbar por causa das quadrigas de Aminadab. 12As filhas de Jerusalém. Volta, volta, é sulamita: Volta, volta, para que nós te miremos.
Cântico dos Cânticos 7
1Que verás tu na sulamita, senão coros de música no campo dos exércitos? Que airosos são os teus passos, ó filha do príncipe, no calçado que trazes? As juntas das tuas coxas são como uns colares, que foram fabricados por mão de mestre. 2O teu umbigo é uma taça feita ao tôrno, que nunca está desprovida de licores. O teu ventre é como um monte de trigo cercado de açucenas. 3Os teus dois peitos são como dois cabritinhos gêmeos, filhos da cabra montesa. 4O teu pescoço é como uma tôrre de marfim. Os teus olhos são como as piscinas de Hesebon, que estão situadas à porta da filha da multidão. O teu nariz é como a tôrre do Líbano, que oina para Damasco. 5A tua cabeça é como o monte Carmelo: E os cabelos da tua cabeça são como a púrpura do rei atada, e tinta duas vêzes nos canais dos tintureiros. 6Quão formosa, e quão engraçada és, ó caríssima, nas delícias! 7A tua estatura é assemelhada a uma palmeira, e os teus peitos a dois cachos de uvas. 8Eu disse: Subirei à palmeira, e colherei os seus frutos: E os teus peitos serão como dois cachos de uvas: E o cheiro da tua bôca como o dos pomos. 9A tua garganta é como o melhor vinho, digno de ser bebido pelo meu amado, e ruminado entre os seus lábios, e os seus dentes. 10A espôsa. Eu sou para o meu amado, e êle para mim é que se volta. 11Vem, amado meu, saiamos ao campo, moremos nas quintas. 12Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, ve-Jjamos se a vinha tem lançado flor, se as flores produzem frutos, se as romãs estão já em flor: Ali te darei os meus peitos. 13As mandrágoras deram o seu cheiro. Nós temos as nossas portas tôda a casta de pomos: Eu tenho guardado para ti amado meu, os novos e os velhos.
Cântico dos Cânticos 8
1Quem me fará tão ditosa, que te tenha a ti por irmão pendente já dos peitos de minha mãe, para que eu te ache de fora, e te dê o suspirado ósculo, e ninguém mais me despreze? 2Eu te tomarei, e te levarei à casa de minha mãe: tu lá me ensinarás, e eu te darei a beber um vinho de confeição aromática, e um licor novo das minhas romãs. 3A sua mão esquerda se pôs já debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abraçará depois. 4O espôso. Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, que não perturbeis à minha amada o seu descanso, nem a façais despertar, até que ela se queira erguer. 5As filhas de Jerusalém. Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias, e firmada sôbre o seu amado? Eu te despertei debaixo da macieira: Ali é que tua mãe foi corrompida, ali é que perdeu a sua pureza a que te gerou. 6Põe-me a mim como um sêlo sôbre o teu coração, - como sêlo sôbre o teu braço: Porque o amor é valente como a morte, o zêlo do amor é inflexível, como o inferno, as suas lâmpadas são umas lâmpadas de fogo e de chamas. 7As muitas águas não puderam extinguir a caridade, nem os rios terão fôrça para a afogar: Se um homem der tôdas as riquezas de sua casa pelo amor, êle as desprezará, como se não tivera dado nada. 8Os irmãos da espôsa. A nossa irmã é pequena, e não tem.peitos. Que faremos nós à nossa irmã no dia em que se lhe há-de falar? 9O espôso. Se ela é um muro, edifiquemos sôbre ela baluartes de prata: Se é uma porta, guarneçamo-la com tábuas de cedro. 10A espôsa. Eu sou um muro: E os meus peitos são como uma tôrre, desde que me tenho na sua presença tornado bem como uma que acha paz. 11O pacífico teve uma vinha naquela que tem povos: Êle a entregou aos guardas: Cada homem dá mil siclos de prata pelo fruto que dela tira. 12A minha vinha está diante de mim. Tu, ó paci-fico, tirarás da tua vinha mil siclos, e os que a guardam, e lhe colhem os frutos, duzentos. 13Ó tu, a que habitas nos jardins, os teus amigos estão atentos: Faze-me ouvir a tua voz. 14Foge, amado meu, e faze-te semelhante a uma cabra montesa, e aos veadinhos sôbre os montes dos aromas.
Novo TestamentoAt 5,1-29
Atos dos Apóstolos 5
1Um varão pois por nome Ananias, com sua mulher Safira, vendeu um campo: 2E com fraude usurpou certa porção do preço do campo, consentindo-o sua mulher: E levando uma.parte a pôs aos pés dos Apóstolos. 3E disse Pedro: Ananias, por que tentou satanaz o teu coração para que tu mentisses ao Espírito Santo, e reservasses parte do preço do campo? 4Porventura não te era livre ficar com êle, e ainda depois de vendido, não era teu o preço? Como puseste logo em teu coração fazer tal? Sabe que não mentiste aos homens, mas a Deus. 5Ananias, em ouvindo porém estas palavras, caiu e expirou. E fundiu-se um grande temor em todos os que isto ouviram. 6Levantando-se pois uns mancebos, o retiraram, e levando-o dali para fora o enterraram. 7E passado que foi quase o espaço de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que tinha acontecido. 8E Pedro lhe disse: Dize-me, mulher, se vendestes vós por tanto a herdade? E ela lhe disse: Sim, por tanto. 9Pedro então disse para ela: Por que vos haveis por certo concertado para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí estão à porta os pés daqueles que enterraram à teu - marido, e te levarão a ti. 10No mesmo ponto caiu a seus pés, e expirou. E aqueles moços entrando, a acharam morta: E a levaram, ea enterraram junto ao seu marido. 11E difundiu-se um grande temor por tôda a igreja, e entre todos os que ouviram êste sucesso. 12E pelas mãos dos Apóstolos se faziam muitos milagres, e prodígios entre a plebe. E estavam todos unà-nimes no pórtico de Salomão. 13E nenhum dos outros ousava ajuntar-se com cics, mas o povo lhes dava grandes louvores. 14E cada vez se aumentava mais a multidão dos homens, e mulheres, que criam no Senhor. 15De maneira que traziam os doentes para as ruas, e os punham em leitos e enxergões, a fim de que, ao passar Pedro, cobrisse sequer a sua sombra alguns deles, e ficassem livres das suas enfermidades. 16Assim mesmo concorriam enxames deles das cidades visinhas a Jerusalém, trazendo os seus enfermos, e os vexados dos espíritos imundos: Os quais todos eram curados. 17Mas levantando-se o príncipe dos sacerdotes, e todos os que com êle estavam (que é a seita dos saduceus) se encheram de inveja e ciume: 18E fizeram prender aos Apóstolos, e os mandaram meter na cadeia pública. 19Mas o Anjo do Senhor, abrindo de noite as portas do cárcere, e tirando-os para fora, lhes disse: 20Ide, e, apresentando-vos no templo, pregai ao povo tôdas as palavras desta vida. 21Os quais, tendo ouvido isto, entraram ao amanhecer no templo, e se punham a ensinar. Mas chegando o príncipe dos sacerdotes, e os que com êle estavam, convocaram o conselho, e a todos os anciãos dos filhos de Israel: E enviaram ao cárcere para que fossem ali trazidos. 22Mas tendo lá ido os ministros, e como, aberto o cárcere, os não achassem, depois de voltarem deram a notícia, 23dizendo: Achamos sim o cárcere fechado com tôda a diligência, e os guardas postos diante das portas: Mas abrindo-se não achamos ninguém dentro. 24Quando porém ouviram esta novidade, os magistrados do templo, e os príncipes dos sacerdotes estavam perplexos sôbre o que teria sido feito deles. 25Mas ao mesmo tempo chegou um que lhes deu esta notícia: Olhai que aqueles homens, que metestes no cárcere, estão postos no templo, e doutrinando ao povo. 26Então foi o magistrado com os seus ministros, e os trouxe sem violência: Porque temiam que o povo os apedrejasse. 27E logo que os trouxeram, os apresentaram no conselho. E o príncipe dos sacerdotes lhes fêz a seguinte pergunta, 28dizendo: Com expresso preceito vos mandamos que não ensinasseis neste nome e isto não obstante, eis aí tendes enchido a Jerusalém da vossa doutrina: E quereis lançar sôbre nós o sangue dêsse homem. 29Mas dando Pedro a sua resposta, e os Apóstolos disseram: Importa obedecer mais a Deus do que aos homens.
Salmos e ProvérbiosSl 80,10-17 (81); Sl 81 (82)
Salmo 80 (81)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 81.
10não haverá em ti Deus novo, nem adorarás Deus estranho. 11Porque eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito: Abre bem a tua bôca, e eu ta encherei. 12E não ouviu o meu povo a minha voz: E Israel não me atendeu. 13E os abandonei segundo os desejos do seu coração, êles irão caminhando atrás das invenções da sua fantasia. 14Se o meu povo me houvera ouvido: Se Israel tivera andado nos meus caminhos: 15Em nada teria o haver sem dúvida humilhado a seus inimigos: E houvera descarregado a minha mão sôbre os que os atribulavam. 16Os inimigos do Senhor mentiram-lhe: E durará o tempo dêles por todos os séculos. 17E deu-lhes a comer da gordura do trigo: E os fartou de mel da pedra.
Salmo 81 (82)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 82.
1Salmo de Asaf. Deus assistiu sempre no conselho dos deuses: No meio dêles julga os mesmos deuses. 2Até quando julgareis injustamente: E tereis respeito às faces dos pecadores? 3Fazei justiça ao necessitado, e ao órfão: Atendei à razão do humilde, e do pobre. 4Tirai ao pobre: E livrai o desvalido da mão do pecador. 5Não souberam, nem entenderam, andam em trevas: Serão abalados todos os fundamentos da terra. 6Eu disse: Sois deuses, e todos filhos do Excelso. 7Mas vós como homens morrereis: E caireis como um dos príncipes. 8Levanta-te, ó Deus, julga a terra: Porque tu herdarás em tôdas as gentes.