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Bíblia em um ano Dia 146/365

Dia 146

Ecl 8–11 · At 7,23-41 · Sl 83 (84) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEcl 8–11
  2. Novo TestamentoAt 7,23-41
  3. Salmos e ProvérbiosSl 83 (84)
Destaque da leitura de hoje“A minha alma suspira, e desfalece pelos átrios do Senhor. O meu coração, e a minha carne se regozijarão no Deus vivo.”Salmo 83,3 (84)

Antigo TestamentoEcl 8–11

Eclesiastes 8

1A sabedoria do homem reluz no seu rosto, e o Todo-Poderoso mudará a sua face. 2Quanto a mim observo a bôca do rei, e os preceitos que Deus pôs com juramento. 3Não te apresses a sair de diante da sua face, e não permaneças na obra má: Porque êle fará tudo o que quiser 4E a sua palavra é cheia de poder: E ninguém lhe pode dizer: Por que fazes isto assim? 5Aquêle que guarda o preceito. não experimentará mal algum. O coração do sábio conhece o que deve responder e em que tempo. 6Tôdas as coisas têm seu tempo e a sua oportunidade, e é muita a aflição do homem: 7Porque ignora as coisas passadas e por nenhum mensageiro pode saber as futuras: 8Não está na mão do homem impedir que o espirito deixe o corpo, nem êle tem poder sôbre o dia da morte, nem se lhe dão tréguas na guerra que o ameaça, nem ao ímpio salvará a sua impiedade. 9Tôdas estas coisas considerei eu, e apliquei o meu coração a discernir tôdas as obras, que se fazem debaixo do sol. Algumas vêzes tem um homem domínio sôbre outro homem para desgraça sua. 10Eu vi os ímpios sepultados: Os quais também ainda quando viviam, estavam no lugar santo, e eram louvados na cidade, como se as suas obras tivessem sido justas: Mas também isto é vaidade. 11Porquanto o não se proferir logo sentença contra os maus, é causa de cometerem os filhos dos homens crimes sem temor algum. 12Contudo por isso mesmo que o pecador comete cem vêzes o mal, e é tolerado com paciência, tenho eu conhecido que serão bem sucedidos os tementes a Deus, que respeitam a sua face. 13Mal o haja o ímpio, nem sejam prolongados os dias da sua vida, mas como sombra passem os que não temem a face do Senhor. 14Ainda se acha outra vaidade, que sucede sôbre a terra: Há justos, aos quais provêm males, como se êles tivessem feito obras de ímpios, E há ímpios que vivem tão seguros como se tivessem feito ações de justos: Mas eu creio que também isto é uma coisa mui vã. 15Portanto louvei a alegria, visto não ter o homem debaixo do sol outro bem, senão comer, e beber, e folgar: E poder levar consigo isto só do seu trabalho que aturou nos dias da sua vida, os quais Deus lhe deu debaixo do sol. 16E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria, e a notar a distração que vagueia na terra: Homem há, 17E vim a entender que o homem não podia achar razão alguma de tôdas aquelas obras de Deus, que se fazem debaixo do sol: Pois quanto mais trabalhar pela descobrir, tanto menos a achará: Ainda que o mesmo sábio diga que a conhece, êle a não poderá achar.

Eclesiastes 9

1Eu resolvi tôdas estas coisas no meu coração, para diligentemente as entender: Há justos e sábios, e as suas obras estão na mão de Deus: E contudo não sabe o homem se é digno de amor, ou de ódio. 2Mas tudo se reserva incerto para O futuro, visto acontecerem tôdas as coisas igualmente ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro, ao que sacrifica vítimas, e ao que despreza os sacrifícios: Assim como é tratado o bom, assim também é o pecador: Do modo que o é o perjuro, assim o é também aquêle que jura verdade. 3Isto é o que há de pior entre tudo o que se passa. debaixo do sol, o sucederem a todos as mesmas coisas: Daqui vem que não só os corações dos filhos dos homens se enchem de malícia, e de desprêzo durante a sua vida, mas também que depois disto serão conduzidos aos infernos. 4Não há ninguém que viva sempre, nem que tenha esperança disto: Mais vale um cão vivo do que um leão morto. 5Porque os que estão vivos sabem que hão de morrer; porém os mortos não sabem mais nada, nem dali por diante êles têm alguma recompensa: Porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 6Também o amor, e o ódio, e as invejas pereceram juntamente com os mesmos, nem êles têm parte neste século nem tampouco em obra alguma que se faz debaixo do sol. 7Vai pois e come o teu pão com alegria e bebe com gôsto o teu vinho: Porque a Deus agradam as tuas obras. 8Os teus vestidos sejam em todo o tempo brancos e não falte o óleo que unte a tua cabeça. 9Goza da vida com a mulher que amas por todos os dias da tua vida instável, os quais te foram dados debaixo do sol por todo o tempo da tua vaidade: Porque esta é a tua parte na vida, e no teu trabalho, com que te afa-digas debaixo do sol. 10Obra com presteza tudo quanto pode fazer a tua mão: Porque na sepultura, para onde tu te apressas, não haverá nem obra, nem razão, nem sabedoria, nem ciência. 11Eu me voltei para outra coisa, e vi que debaixo do sol não é o prêmio para os que melhor correm, nem a guerra para os que são mais fortes, nem o pão para os que são mais sábios, nem as riquezas para os que são mais doutos, nem a boa aceitação para os que são mais hábeis artífices: Mas que tudo se faz por encontro, e por casua-lidade. 12O homem não sabe que fim será o seu: Mas do modo que os peixes são apanhados no anzol, e assim como as aves caem no laço, assim os homens se acham presos no tempo mau, quando êste der sôbre êles de improviso. 13Vi também debaixo do sol um efeito de sabedoria que já vou a dizer, e que eu aprovei por muito grande: 14Havia uma pequena cidade, e nela se achavam poucos homens: Veio contra ela um grande rei, e em tôrno da mesma se entrincheirou, e fêz ao redor as suas fortificações e ficou assim completo o assédio. 15E achou-se nela um homem pobre e sábio, e livrou a cidade pela sua sabedoria, e nenhum depois disto se lembrou mais daquele homem pobre. 16E dizia eu, que a sabedoria era melhor do que a fortaleza: Como foi logo desprezada a sabedoria do pobre, e como não foram ouvidas as suas palavras?, 17As palavras dos sábios são ouvidas em silêncio, mais do que o clamor do príncipe entre os insensatos. 18Melhor é a sabedoria do que as armas da gente de guerra: E aquêle que pecar numa só coisa, perderá muitos bens.

Eclesiastes 10

1As moscas que morrem no bálsamo fazem-lhe perder a suavidade do cheiro. Uma loucura, ainda que pequena e de pouta dura, dá ocasião a não se fazer caso da sabedoria nem da glória. 2O coração do sábio está na sua mão direita, e o coração do insensato na sua esquerda. 3Mas até o insensato que vai pelo seú caminho, sendo êle um insipiente, a todos reputa por insensatos. 4Se o espirito daquele que tem o poder, se elevar sobre ti, não largues o teu pôsto: Porque êste remédio te curará dos maiores pecados. 5Há um mal, que eu vi debaixo do sol, saindo como por êrro da presença do Príncipe: 6E vem a ser, o imprudente constituído numa sublime dignidade, e os ricos assentados em baixo. 7Eu vi os escravos a cavalo, e os príncipes andando a pé sôbre a terra como escravos. 8Aquêle que abriu uma cova, cairá nela: E o que desfaz a sebe, mordê-lo-á a cobra. 9Aquele que transporta pedras, será maltratado delas: E o que racha lenha, ferido das lascas. 10Se o ferro estiver embotado, e êle não fôr a àmolar para se pôr como dantes, mas se ainda em cima se fizer mais rombo, com muito trabalho se afiará, assim depois da indústria se seguirá a sabedoria. 11Aquêle que detrai ocultamente de outrem, não é menos do que uma serpente que morde à calada. 12As palavras que saem da bôca do sábio são cheias: de graças: E os lábios do insensato precipitá-lo-ão. 13As suas primeiras palavras são uma parvoice, e as últimas que lhe saem da bôca, são um êrro péssimo. 14O insensato todo se espraia em falar. O homem não sabe que é o que foi antes dêle: E quem lhe poderá indicar que é o que será depois? 15O trabalho dos insensatos afligirá aquêles que não sabem ir à cidade. 16Desgraçada de ti, terra, cujo rei é menino, e cujos príncipes comem de manhã. 17Ditosa a terra, cujo rei é duma família ilustre, e cujos príncipes comem a seu tempo para refazerem as tôrças, e não para lisonjearem o apetite. 18Pela preguiça se irá abatendo pouco a pouco o madeiramento do teto, e pela debilidade das mãos virá a chover em tôda a casa. 19Os homens empregam o pão e o vinho no seu prazer, vivendo para se banquetearem: E tôdas as coisas obedecem ao dinheiro. 20Não digas mal do rei, ainda no teu pensamento e não fales mal do rico, ainda no retiro da tua câmara: Porque até as aves do Céu levarão a tua voz e o que tem penas dará notícia do teu sentimento.

Eclesiastes 11

1Lança o teu pão sôbre as águas que passam: Porque depois de muitos tempos o acharás. 2Reparte dêle com sete, e ainda com oito: Porque não sabes que mal estará para vir sôbre a terra. 3Se as nuvens estiverem carregadas, elas derramarão chuva sôbre a terra. Se a árvore cair para a parte do meio-dia ou para a do norte, em qualquer lugar onde cair, aí ficará. 4O que observa o vento não semeia: E o que considera as nuvens, nunca segará. 5Do modo que tu ignoras qual seja o caminho do espírito, e de que sorte se compaginem os ossos no ventre da pejada, assim também não conheces as obras de Deus, que é o criador de tôdas as coisas. 6Semeia de manhã a tua semente, e de tarde não cesse a tua mão de fazer o mesmo: Porque não sabes qual das duas antes nascerá: Se esta ou aquela: E se ambas nascerem a um tempo, melhor será. 7A luz é doce, e é coisa deleitável aos olhos o ver' o sol. 8Se o homem viver muitos anos, e em todos êles se alegrar, deve trazer à lembrança o tempo tenebroso, e os muitos dias: Pois quando êles vierem, serão conven-cidas de vaidade as coisas passadas. 9Regozija-te pois, ó mancebo, na tua mocidade, e viva em alegria O teu coração na flor de teus anos, e anda conforme os caminhos do teu coração e segundo os desejos em que põem a mira os teus olhos, mas sabe que Deus te fará ir a juízo para dar conta de tôdas estas coisas. 10Lança fora do teu coração a ira e alonga da tua carne a malícia. Porque a mocidade e o deleite são umas coisas vãs.

Novo TestamentoAt 7,23-41

Atos dos Apóstolos 7

23E depois que completou o tempo de quarenta anos, lhe veio ao coração o visitar a seus irmãos, os filhos de Israel. 24E como visse a um que era injuriado, o defendeu: E vingou ao que'padecia a injúria, matando ao egípcio. 25E êle cuidava que seus irmãos estavam capaci-tados de que por sua mão os havia de livrar Deus, mas êles não o entenderam. 26Porém no dia seguinte, pelejando êles, se lhes manifestou: E os reconciliava em paz, dizendo: Varões, irmãos sois, por que vos maltratais um a outro? 27Mas o que fazia injúria ao seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu a ti príncipe, e juiz sôbre nós? 28Dar-se-á caso que tu me queiras matar, assim como mataste ontem aquele egípcio? 29Porém Moisés, ouvindo esta palavra, fugiu: E esteve como estrangeiro na terra de Madian, onde houve dois filhos. 30E cumpridos quarenta anos, lhe apareceu no deserto do monte Sinai um Anjo na chama de uma sarça que ardia. 31E vendo isto Moisés, se admirou de uma tal visão e, chegando-se êle para a examinar, se dirigiu a êle a voz do Senhor, a qual dizia: 32Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó. Moisés, porém, espantado, não ousava olhar. 33E o Senhor lhe disse: Tira os sapatos dos teus pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa. 34Considerando bem, tenho visto a aflição do meu povo, que reside no Egito, e tenho ouvido os seus gemidos, e baixei a livrá-los. Vem, pois, agora, para eu te enviar ao Egito. 35A êste Moisés, ao qual desprezarafn, dizendo: Quem te fêz a ti príncipe, e juiz? A êste enviou Deus por príncipe e redentor, pon mão do Anjo que lhe apareceu na sarça. 36Este os fêz sair obrando prodígios, e milagres na terra do Egito, e no mar Vermelho, e no deserto, por espaço de quarenta anos. 37Este é aquele Moisés, que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a êle ouvireis. 38Este é o que esteve na assembléia do Povo, no deserto, com o Anjo, que lhe falava no monte Sinai, e com os nossos pais, que recebeu palavras de vida, para no-las dar a nós. 39A quem nossos pais não quiseram obedecer, antes o repeliram, e com os seus corações se tornaram ao Egito, 40dizendo a Aarão: Faze-nos deuses, que vão adiante de nós, porque no tocante a êste Moisés, que nos tirou da terra do Egito, nós não sabemos que foi feito dele. 41E por aqueles dias fizeram um bezerro, e ofereceram sacrifício ao ídolo, e se alegravam nas obras das suas mãos.

Salmos e ProvérbiosSl 83 (84)

Salmo 83 (84)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 84.

1Ao regente do côro: Com a cítara de Get. Salmo para os filhos de Coré. 2Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos exércitos! 3A minha alma suspira, e desfalece pelos átrios do Senhor. O meu coração, e a minha carne se regozijarão no Deus vivo. 4Ainda o passarinho acha casa para si: E a ròla ninho para si, onde ponha seus íilhinhos. Os teus Altares, Senhor dos exércitos: Rei meu, e Deus meu. 5Bem-aventurados, Senhor, os que moram na tua casa: Pelos séculos dos séculos te louvarão. 6Bem-aventurado o varão, que de ti espera socorro: Que dispôs elevações no seu coração, 7neste vale das lágrimas no lugar que Deus destinou para si. 8Porque o legislador lhe dará a sua bênção, irão de virtude em virtude: Será visto o Deus dos deuses em Sião. 9Senhor Deus dos exércitos, atende à minha oração: Percebe-a nos teus ouvidos, ó Deus de Jacó. 10O' Deus nosso protetor, olha para nós: E põe os olhos no rosto do teu Cristo: 11Porque melhor é um' dia nos teus átrios que milhares: Escolhi ser o último na casa do meu Deus: Antes que morar nas tendas dos pecadores. 12Porque Deus ama a misericórdia, e a verdade: O Senhor dará a graça, e a glória. 13Não privará de bens àqueles que andam em inocência: Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que espera em ti.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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