Dia 179
Is 43–44 · At 27,1-14 · Sl 103,28-35 (104) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Cantarei ao Senhor em todo o espaço da minha vida: Cantarei salmos ao meu Deus enquanto eu subsistir.”Salmo 103,33 (104)
Antigo TestamentoIs 43–44
Isaías 43
1E entretanto eis-aqui o que diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, e te chamei pelo teu nome: Tu és meu. 2Quando tu passares pelas águas, eu serei contigo, e os rios não te submergirão: Quando andares pelo fogo, não serás queimado, e a chama não arderá em ti: 3Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel teu Salvador, em teu lugar entreguei o Egito, a. Etiópia e Sabá para tua propiciação. 4Desde que te fizeste digno de honra diante de meus olhos, e glorioso, eu te amei, e entregarei os homens por ti, e os povos pela tua vida. 5Não temas porque eu sou contigo: Eu trarei do Oriente a tua posteridade, e te congregarei do Ocidente. 6Eu direi ao Aquilão: Dá-mos cá: E ao Meio-dia: Não os tolhas: Traze meus filhos de climas remotos, e minhas filhas das extremidades da terra. 7E a todo aquêle que invoca o meu nome, eu para minha glória o criei, o formei, e o fiz. 8Tira para fora um povo cego, e que tem olhos: Surdo, e que tem ouvidos. 9Tôdas as gentes se congregaram juntamente, e as tribos se reuniram: Qual dentre vós anunciará isto, e quanto às coisas que são as primeiras, quem no-las fará ouvir? Produzam testemunhas delas, verifiquem-se as suas predições, e oiçam, e digam: Essa é a verdade. 10Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo a quem escolhi: Para que saibais, e me acrediteis, e entendais que eu sou o mesmo. Antes de mim não houve quem fôsse formado Deus, nem haverá depois de mim. 11Eu é que sou, eu é que sou o Senhor, e sem mim não há Salvador. 12Eu é que vos anunciei, e eu é que vos salvei: Eu vos fiz ouvir, e não houve entre vós estranho: Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e eu sou Deus. 13E eu sou o mesmo desde o princípio, e não há quem livre a outro da minha mão: Obrarei, e quem mo impedirá? 14Eis-aqui o que diz o Senhor vosso redentor, o Santo de Israel: Por amor de vós mandei eu contra Babilônia, e tirei tôdas as trancas das suas portas, e destruí os caldeus, que se gloriavam nas suas naus. 15Eu sou o Senhor, o vosso Santo, o Criador de Israel, vosso rei. 16Eis-aqui o que diz o Senhor, que vos abriu um caminho no meio do mar, e uma vereda entre as torrentes das águas. 17O que fêz sair carros e cavalos: Tropas e esforçados combatentes, todos êles juntos dormiram, nem se levantaram: Foram desfeitos como uma torcida, e à semelhança dela ficaram apagados. 18Não vos lembreis das coisas passadas, e não olheis para as antigas. 19Eis-aqui estou eu que faço novas maravilhas, e elas agora sairão à luz, vós por certo as conhecereis: Abrirei no deserto um caminho, e farei arrebentar rios numa terra por onde se não podia andar. 20Glorificar-me-á a alimária montesinha, os dragões e os avestruzes: Porque de águas no deserto, rios numa terra por onde se não podia andar, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido. 21Eu formei êste povo para mim, êle publicará o meu louvor. 22Tu, Jacó, não me invocaste, nem tu, Israel, te aplicaste a me servir. 23Não me ofereceste o carneiro do teu holocausto, nem me glorificaste com as tuas vítimas: Não te fiz render serviços com oblações, nem te dei trabalho com perfumes. 24Tu não deste o teu dinheiro para me comprares cana aromática, nem me embriagaste com a gordura das tuas vítimas. Antes porém me fizeste servir nos teus pecados: Deste-me trabalho com as tuas iniquidades. 25Eu sou, eu mesmo sou o que apago as tuas ini-qiuidades por amor de mim, e não me lembrarei dos teus pecados. 26Aviva-me a memória, e juntos advoguemos em Juízo a nossa causa: Faze o teu arrazoado, se algum fundamento tens para te justificar. 27Teu pai me ofendeu primeiro, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim. 28E por isso eu contaminei os príncipes do Santuário, entreguei Jacó ao matadouro, e Israel à blasfêmia.
Isaías 44
1Agora pois ouve-me tu, Ó Jacó servo meu, e tu,. ó Israel, a quem escolhi. 2Eis-aqui o que disse o Senhor que te criou e te formou, que desde o ventre de tua mãe foi teu auxiliador: Não temas, servo meu Jacó, e tu, Ó retissima, a quem escolhi. 3Porque. eu derramarei águas sôbre a terra sequiosa, e rios sôbre a sêca: Derramarei o meu espírito sôbre a tua posteridade, e a minha bênção sôbre a tua descendência. 4E eles lançarão os seus arrebentos entre as ervas, como os salgueiros plantados ao pé das águas correntes. 5Êste dirá: Eu sou o Senhor, e aquêle se apeli-dará em nome de Jacó, e outro escreverá de seu punho: Ao Senhor: E assemelhar-se-á no nome a Israel. 6Eis-aqui o que diz o Senhor rei de Israel, e seu remidor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e o último, e fora de mim não há Deus. 7Quem há que seja semelhante a mim? Chame e anuncie: E explique-me por ordem desde que eu formei o antigo povo: Anunciem-lhes a eles o que há de vir e as coisas que têm de suceder. 8Não temais, nem vos perturbeis: Eu to fiz ouvir desde então e to anunciei: Vós sois as minhas testemunhas: Porventura há outro Deus fora de mim, e outro Opíifice, que eu não conheça? 9Todos os artífices de ídolos são nada, e as suas imagens tão prezadas não lhes aproveitarão: Êles mesmos são testemunhas para sua confusão, de que os seus ídolos não vêem nem entendem. 10Quem formou um Deus, e fundiu uma estátua para nada útil? 11Eis-aí está que todos os que têm parte nesta obra, serão confundidos: Porque estes artífices são uns puros homens: Todos se ajuntarão, apresentar-se-ão e ficarão espavoridos, e serão confundidos. 12O oficial de ferreiro trabalhou com a lima: Com brasas, e martelos o formou: E o lavrou à fôrça do seu braço: Êle terá fome e desfalecerá, não beberá água, e enfraquecerá. 13O escultor estendeu a sua régua sôbre o pau, êle o formou com o cepilho: Pó-lo em esquadria, e com o compasso lhe deu as devidas proporções: E fêz dele uma imagem de varão como homem bem apessoado que habita numa casa. 14Cortou cedros, tomou uma azinheira, e um carvalho, que estivera entre as árvores de um bosque: Plantou um pinheiro, que criou a chuva. 15E esta árvore serviu aos homens para o fogão: Êle mesmo tomou parte das mencionadas árvores, e com ela se aquentou, e a acendeu, e cozeu um par de pães: E do mais que ficou fêz êle um Deus, e o adorou: Fêz uma estátua e prostrou-se diante dela. 16A metade dêste pau queimou êle no fogo, e com a outra metade cozinhou as carnes que comeu: Acabou de cozer as suas viandas, e fartou-se delas e aquentou-se, e disse: Bom, aquentei-me, já vi aceso o fogão. 17E do que ficou do mesmo pau fêz êle para si um ídolo: Diante do qual se prostra, e o adora, e lhe roga, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu Deus. 18Êles não souberam nem entenderam: Porque os seus olhos estão cobertos para que não vejam, nem entendam em seu coração. 19Não refletem dentro no seu espírito, nem conhecem, nem entendem, para discorrer: eu acendi o lume com a metade desta madeira, e cozi êsse par de pães: sôbre as suas brasas: cozi carnes e comi-as, e então do seu resto farei eu um ídolo? prostrar-me-ei diante do tronco de uma árvore? 20Uma parte dêste pau está já feita em cinza: Sem embargo disso, o seu coração insensato adorou a outra, e êle não livrará a sua alma, nem dirá: Esta obra feita pela minha destra é talvez uma mentira. 21Lembra-te destas coisas Jacó, e Israel, porque tu és meu servo: Eu te formei, tu és meu servo, Israel, não te esqueças de mim. 22Eu desfiz as tuas iniqüidades como uma nuvem, e os teus pecados como uma névoa: Torna para mim, porque eu te resgatei. 23Louvai-o, ó céus, porque o Senhor fêz misericórdia: Saltai de júbilo, ó extremidades da terra, repeti em ecos os seus louvores: vós, montes, bosques e tôdas. as suas árvores: Porque o Senhor resgatou a Jacó, e Israel ficará sendo um povo glorioso. 24Eis-aqui o que diz o Senhor que te remiu, e que te formou no ventre de tua mãe: Eu sou o Senhor que faço tôdas as coisas, eu O que só estendi os céus, o que firmei a terra, sem que ninguém para isso me ajudasse. 25Eu sou o que faço baldar o prognóstico dos adivinhos, e o que torno furiosos aos agoureiros. Eu o que faço tornar atrás aos sábios: E o que deixo infatuada a sua ciência. 26Eu o que suscito a palavra dos meus profetas. O que digo a Jerusalém: Tu serás habitada; e às cidades de Judá: Vós sereis edificadas, e tornarei a povoar os seus desertos. 27Eu o que digo ao abismo: Esgota-te, e secarei os teus rios. 28Eu o que digo a Ciro: Tu és o pastor do meu rebanho, e tu cumprirás em tudo a minha vontade. O que digo a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao Templo: Tu serás fundado.
Novo TestamentoAt 27,1-14
Atos dos Apóstolos 27
1Mas cgmo se determinou enviá-lo por mar à Itália, e que Paulo fôsse entregue com outros presos a um, centurião da coorte augusta; por nome Júlio: 2Embarcando num navio de Adruméte, levantamos âncora começando a costear as terras da Ásia, perseverando em nossa companhia Aristarco, macedônio, de Tessalônica. 3Ao dia seguinte porém chegamos a Sidon. E Júlio, usando de humanidade com Paulo, lhe facultou ir ver seus amigos, e prover-se do que havia mister. 4E feitos dali à vela, fomos navegando abaixo de Chipre, por nos serem contrários os ventos. 5E tendo atravessado o mar da Cilícia, e da Pan-filia, chegamos a Listra, que é da Lícia.. 6E achando ali o genturião um navio de Alexandria que fazia viagem pata a Itália, fêz-nos embarcar nele. 7E como por muitos dias navegássemos lentamente, e apenas pudéssemos avistar o Gnido, sendo-nos contrário o vento, fomos costeando a Ilha de Creta junto a. Salmóna. 8Navegando com dificuldade ao longo da costa, abordamos a um lugar, a que chamam os Bons Portos, com quem vizinhava a cidade de Talassa. 9E como se tivesse passado muito tempo, e não fôsse já segura a navegação, pelo motivo de haver até já passado o jejum, Paulo os alentava, 10dizendoclhes: Varões; vejo que a navegação começa a ser trabalhosa, e com muito dano, não. somente do navio, e da sua carga, mas ainda das nossas vidas. 11Porém o centurião dava mais crédito ao mestre, e ao pilôto, do que ao que Paulo lhes dizia. 12E como o porto não era azado para invernar, foram os mais dêles de parecer que se passasse adiante, a ver se dalguma sorte podiam, em ganhando Fenice, invernar ali, por ser êste um porto de Creta, o qual olha ao Áfrico, e ao Côro. 13Começando porém a ventar brandamente o Sul, cuidando. êles que tinham o que desejavam, depois de le-vantárem âncora de Asson, iam costeando Creta. 14Mas não muito depois veio contra a mesma ilha um tufão de vento que é chamado Euro-aquilão.
Salmos e ProvérbiosSl 103,28-35 (104)
Salmo 103 (104)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 104.
28Dando-lho tu, êles recolherão: Abrindo tu a tua mão, todos se encherão de bens. 29Mas se tu apartares o teu rosto, turbar-se-ão: Tirar-lhe-ás o espírito, e deixarão de ser, e tornar-se-ão no seu pó. 30Enviarás o teu espírito, e serão criados: E renovarás a face da terra. 31Seja a glória do Senhor para sempre: Alegrar-se-á o Senhor nas suas obras: 32O que olha para a terra, e a faz estremecer: O que toca os montes, e fumegam. 33Cantarei ao Senhor em todo o espaço da minha vida: Cantarei salmos ao meu Deus enquanto eu subsistir. 34Sejam-lhe aceitas as minhas palavras: Eu certamente me deleitarei no Senhor. 35Feneçam da terra os pecadores, e vos iníquos, de modo que não subsistam: Bendiz, ó alma minha, ao Senhor.