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Bíblia em um ano Dia 180/365

Dia 180

Is 45–47 · At 27,15-44 · Sl 104,1-11 (105) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoIs 45–47
  2. Novo TestamentoAt 27,15-44
  3. Salmos e ProvérbiosSl 104,1-11 (105)
Destaque da leitura de hoje“Êle é o Senhor nosso Deus: Os seus juízos se executarão em tôda a terra.”Salmo 104,7 (105)

Antigo TestamentoIs 45–47

Isaías 45

1Eis-aqui o que diz o Senhor a Ciro meu Cristo, a quem eu tomei pela destra para lhe sujeitar ante a sua face as gentes, e fazer voltar as costas aos reis, e abrir diante dêle as portas, e estas mesmas portas não se fecharão. 2Eu irei diante de ti: E humilharei os jactanciosos da terra: E arrombarei as portas de bronze, e quebrarei as trancas de ferro. 3E dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas aferrolhadas: A fim de que tu saibas, que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chamo pelo teu nome. 4Por amor do meu servo Jacó, e de Israel meu escolhido, e te chamei pelo teu nome: Eu te assemelhei e tu não me conheceste, 5Eu sou o Senhor, e não há mais: Fora de mim não há Deus: Eu te meti as armas na mão, e tu não me conheceste: 6Para que saibam os que há desde o nascimento de sol, e os que habitam desde o seu ocaso, que o não há fora de mim: Eu sou o Senhor, e não há outro. 7Eu o que formo a luz, e crio as trevas, o que faço a paz, e crio o mal: Eu sou o Senhor, que faço-tôdas estas coisas. 8Derramai, ó céus, lá dessas alturas o vosso orvalho, e as nuvens chovam ao Justo: Abra-se a terra. e brote o Salvador: E ao mesmo tempo nasça a justiça: Eu sou o Senhor que o criei. 9Ai daquele que contradiz ao seu Criador, vasilha de terra de Samos! Porventura dirá o barro ao oficial que o maneja: Que fazes e a tua obra é sem mãos? 10Ai do que diz ao pai: Por que me geraste? E à mãe: Por que me deste à luz? 11Eis-aqui o que diz o Senhor, o Santo de Israel, o que o criou: Perguntai-me as coisas futuras, deman-dai-me que é o que eu estou para fazer acêrca de meus filhos, e acêrca da obra de minhas mãos. 12Eu é que fiz a terra e quem sôbre ela criou o homem, fui eu: As minhas mãos estenderam os céus e a tôda a milícia deles dei as minhas ordens. 13Eu o suscitei para fazer justiça e dirigirei todos os seus caminhos: êle mesmo edificará a minha cidade e deixará ir livres os meus cativos, não por ajuste de dinheiro nem por presentes, diz o Senhor Deus dos exércitos. 14Eis-aqui o que diz o Senhor: O trabalho do Egito, e o tráfico da Etiópia e os de Sabaim varões de grande estatura, passarão para ti, e serão teus. Êles caminharão atrás de ti, irão com algemas nas mãos. E te adorarão, e far-te-ão as suas súplicas dizendo: Só em ti está Deus, e fora de ti não há Deus. 15Tu verdadeiramente és um Deus escondido, o Deus de Israel, o Salvador. 16Todos eles ficaram confusos e envergonhados: Caíram juntamente na afronta os fabricadores dos erros. 17Israel foi salvo no Senhor com uma salvação eterna: Vós não sereis confundidos, nem se vos fará a face vermelha até o século do século. 18Porque.eis-aqui o que diz o Senhor, que criou os céus, o mesmo Deus que formou a terra, e a fêz, êle é o seu Opífice: Não foi em vão que a criou: Para ser habitada a formou: Eu sou o Senhor e não há outro. 19Não tenho falado em oculto nalgum lugar tenebroso da terra: Não disse à linhagem de Jacó: Buscai-me em vão: Eu sou o Senhor, que falo a justiça, que anuncio o que: é reto. 20Congregai-vos, e vinde, e chegai-vos todos juntos, os que fóstes salvos dentre as gentes: Insensatos se têm mostrado os que levantam o lenho da sua escultura e fazem rogativas a um Deus que não salva. 21Anunciai, e vinde, e tomai conselho todos juntos: Quem fêz ouvir isto desde o princípio, desde então o predisse? Porventura não sou eu o Senhor, e não é assim que não há outro Deus senão eu? Deus justo, e Salvador não o há fora de mim. 22Convertei-vos a mim, e sereis salvos todos os têrmos da terra: Porque eu sou Deus, e não há outro. 23Eu jurei por mim mesmo, da minha bôca sairá esta palavra de justiça, e ela não voltará em vão: 24Porque todo o joelho se dobrará diante de mim, e tôda a língua jurará. 25Logo no Senhor, dirá ela, são fundadas as minhas justiças e o império: A êle virão, e serão confundidos todos os que lhe repugnam. 26No Senhor será justificada e louvada tôda a descendência de Israel.

Isaías 46

1Bel foi quebrado, Nabo foi feito em pedaços: Os seus simulacros foram repartidos pelas alimárias e jumentos, cargas que vós leváveis de grande pêso até can-sardes. 2Apodreceram, e todos juntos se fizeram em migalhas: Não puderam salvar ao que os levava, e a sua alma irá para o cativeiro. 3Ouvi-me, casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós com quem ando no meu seio, a quem trago nas minhas entranhas. 4Eu mesmo vos trarei até à velhice e até me virem as cãs: Eu vos criei, e eu vos susterei: Eu vos trarei, e vos salvarei. 5A quem me assemelhastes vós, e igualastes, e me comparastes, e fizestes parecido? 6Vós que tirais o ouro do vosso saquitel, e pesais a prata na balança: Que ajustais um ourives para que iaça um Deus: E se prostram diante dêle, e o adoram. 7Põôem-no às costas, carregando com êle, e colo-cando-o no seu lugar: E ali persistirá, e do seu pôsto se não moverá: E ainda quando clamarem a êle, não ouvirá: Da tribulação êle os não salvará. 8Lembrai-vos disto, e confundi-vos: Voltai, prevaricadores, para dentro do vosso coração. 9Lembrai-vos do século antigo, porque eu sou Deus, e não há mais Deus, nem há outro semelhante a mim: 10Eu sou o que anuncio desde o princípio o que há de acontecer no fim, e muito tempo antes as coisas que ainda não têm sido feitas, dizendo: O meu conselho subsistirá, e tôda a minha vontade se fará: 11Eu o que chamo desde o Oriente a uma ave, e duma remontada terra a um varão da minha vontade, e tenho-o dito, e eu o cumprirei: Tenho-o intentado, e eu o executarei. 12Ouvi-me, vós os de coração duro, que estais longe da justiça. 13Tendo feito chegar já perto a minha justiça, ela se não alongará, e a minha salvação se não demorará. Eu estabelecerei em Sião a salvação, e em Israel a minha glória.

Isaías 47

1Desce, assenta-te no pó, Virgem filha de Babilônia, assenta-te na terra: Não há já trono para a filha dos caldeus, porque daqui em diante não serás chamada mimosa e delicada. 2Anca com a mó, e mói a farinha: Mostra a tua torpeza, descobre o ombro, levanta o teu vestido, passa os rios. 3À tua ignomínia será descoberta, e ver-se-á o teu opróbrio: Tomarei vingança, e não haverá homem. que me resista. 4Assim o fará o nosso Redentor, que tem por nome o Senhor dos exércitos, o Santo de Israel. 5Assenta-te ficando em silêncio, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus: Porque não serás daqui em diante chamada a Senhora dos reinos. 6Eu me agastei contra o meu povo, arrojei de mim como proterva a minha herança, e entreguei-os na tua mão: Tu não usaste com êles de misericórdia: Sôbre o ancião fizeste muito pesado o teu jugo. 7E disseste: Eu serei Senhora para sempre: Não puseste estas coisas sobre o teu coração, nem te lembraste do teu paradeiro. 8Agora pois ouve estas coisas tu, ó delicada, e que habitas confiadamente, que dizes dentro do teu coração: Eu sou, e fora de mim não há mais: Não me assentarei viúva, nem tampouco experimentarei a esterilidade. 9Em um só dia virão sùbitamente sôbre ti êstes dois maies, a esterilidade e a viuvez: Tôdas estas desgraças vieram sôbre ti por causa da multidão dos teus malefícios, e pela extrema dureza dos teus encantadores. 10E tiveste confiança na tua malícia, e disseste: Não há quem me veja: Esta tua sabedoria, e esta tua ciência é a que tc scduziu. E disseste dentro no teu coração: Eu sou e fora de mim não há outra. 11Virá sobre ti o mal, e não saberás de onde êle nasce: E lançar-se-á com ímpeto sôbre ti uma calamidade, que tu não poderás expiar: Virá sôbre ti repentinamente uma miséria, que tu não saberás. 12Deixa-te estar com os teus encantadores, e com a multidão dos teus malefícios, em que tens trabalhado desde a tua mocidade, para ver se acaso te aproveita isso alguma coisa, ou se podes ficar mais forte. 13Desfaleceste na multidão dos teus conselhos: Venham agora, e salvem-te os agoureiros do céu, que con-templavam os astros, e contavam os meses, para te anunciarem por êles as coisas futuras. 14Ei-los aí que se têm tornado como em palha, o fogo os devorou: Êles não livrarão a sua alma da mão da chama: Não há brasas a que se aquentem, nem fogão, para que a êle se assentem. 15Assim te vieram nisto a parar tôdas e quaisquer daquelas coisas em que te tinhas afadigado: Os teus negociantes desde a tua mocidade, cada um no seu caminho, erraram: Não há quem te salve.

Novo TestamentoAt 27,15-44

Atos dos Apóstolos 27

15E sendo a nau arrebatada; e não podendo resistir ao veito, éramos levados, deixada a nau aos ventos. 16E arrojados da corrente a uma pequena ilha que se chama Cauda, apenas pudemos ganhar o esquife. 17Tendo-o trazido a nós, êles se valiam de todos os meios cingindo a nau, temerosos de dar na Sirte, caladas as velas: Eram assim levados. 18E agitados nós da fôrça da tormenta, ao dia seguinte akijaram: 19E ao terceiro dia também arrojaram com as suas mãos os aparelhos da nau. 20E não aparecendo por muitos dias sol, nem estrêlas, e ameaçando-nos uma não pequena tempestade, tínhamos já perdida tôda a esperança de chegarmos a sal-vamento. 21E havendo todos estado muito tempo sem comer, levantando-se então Paulo no meio dêles, disse: Era por certo conveniente, ó varões, seguindo o meu conselho, não ter saído de Creta, e evitar êste perigo, e dano. 22Mas agora vos admoesto que tenhais bom ânimo: Porque não perecerá nenhum de vós, senão somente o navio. 23Porque esta noite me apareceu o: Anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, 24dizendo: Não temas, Paulo, importa que tu compareças ante o César: E eu te anuncio que Deus te há dado todos os que navegam contigo. 25Pelo que, ó varões, tende bom ânimo: Porque eu confio em Deus que assim há de suceder como me foi dito. 26Porém é necessário que vamos dar a uma ilha. 27E quando chegou a noite do dia catorze, indo nós navegando pelo mar Adriático, perto da meia-noite suspeitaram os marinheiros que estavam perto dalguma terra. 28E lançando êles a sonda acharam vinte passos: Depois um pouco mais adiante, acharam quinze passos. 29E temendo que déssemos em alguns penedos, lançando quatro âncoras desde a pôpa, desejavam que viesse o dia. 30E procurando os marinheiros fugir do navio, depois de lançarem o esquite ao mar, com o pretexto de começarem a largar as âncoras da proa, 31disse Paulo ao centurião, e aos soldados: Se êstes homens não permanecerem no navio, não podereis vós salvar-vos. 32Então cortaram os soldados os cabos ao esquife, e deixaram-no perder. 33E entretanto que o dia vinha, rogava Paulo a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Faz hoje já catorze dias, que estais à espera em jejum, sem comer bocado. 34Portanto rogo-vos por vida vossa, que comais alguma coisa, porque não perecerá nem um só cabelo da cabeça: de nenhum de vós: 35E tendo dito isto, tomando do pão, deu graças a Deus em presença de todos: E depois que o partiu, começou a comer. 36Todos com isto tomaram ânimo, e se puseram também a comer. 37EL as pessoas do navio éramos por tôdas duzentas e setenta e seis. 38E depois que se refizeram com a comida, alivia-ram o navio, lançando o tri'go ao mar. 39E como já tivesse aclarado o dia não conheceram a terra: Somente viram uma enseada que tinha ribeira, na qual intentavam, se pudessem, encalhar o navio. 40Pelo que tendo levantado âncoras, se entregaram ao mar, largando ao mesmo tempo as amarraduras dos je-. mes: E levantada ao vento a cevadeira, encaminharam-se à praia. 41Mas tendo nós dado numa língua de terra, que de ambos os lados era tornecada de mar, deram com o navio ao través: E a proa sem dúvida afincada permanecia imóvel, ao mesmo tempo que a pôpa se abria com a fôrça do mar. 42Nestes têrmos a resolução dos soldados era matar os presos: Por temerem não fugisse algum, salvando-se a nado. 43Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, embaraçou que o fizessem: E mandou que aqueles, que pu dessem nadar, fossem os primeiros que se lançassem às ondas, e se salvassem, e saissem em terra: 44E quanto aos mais, a uns faziam salvar em tá- »buas, a outros em cima dos destroços que eram do navio. E dêste modo aconteceu que tôdas as pessoas saíssem em terra.

Salmos e ProvérbiosSl 104,1-11 (105)

Salmo 104 (105)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 105.

1Aleluia. Louvai ao Senhor, e invocai o seu nome: Anunciai entre as gentes as suas obras. 2Cantai-lhe, e dizei-lhe salmos: Narrai tôdas as suas maravilhas. 3Gloriai-vos em seu santo Nome: Alegre-se o coração dos que buscam ao Senhor. 4Buscai ao Senhor, e fortificai-vos: Buscai sempre a sua face. 5Lembrai-vos das suas maravilhas, que fêz: De seus prodígios. e dos juízos que pronunciou com a sua bôca. 6Vós, ó descendentes de Abraão, que sois seus ser-vos: Vós, ó filhos de Jacó, seus escolhidos. 7Êle é o Senhor nosso Deus: Os seus juízos se executarão em tôda a terra. 8Êle se lembrou para sempre da sua aliança: E da palavra, que enviou para mil gerações: 9Daquela que deu a Abraão: E do juramento qué fêz a Isaac: 10E o confirmou a Jacó por estatuto: E a Israel para que fôsse uma aliança eterna: 11Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, repar-timento da vossa herança.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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