Dia 178
Is 41–42 · At 26,17-32 · Sl 103,19-27 (104) · cerca de 10 min
Destaque da leitura de hoje“Quão magníficas são as tuas obras, Senhor! tôdas as coisas fizeste com sabedoria! cheia está a terra da tua possessão.”Salmo 103,24 (104)
Antigo TestamentoIs 41–42
Isaías 41
1Calem-se diante de mim as ilhas, e tomem as gentes novas fôrças: Cheguem-se e então falem, vamos juntos a juízo. 2Quem suscitou do Oriente o justo, e o chamou para que o seguisse? Êle humilhará as nações na sua presença, e o fará superior aos reis: Entregá-los-á à sua espada como pó, ao seu arco bem como palha arrebatada do vento. 3Êle os perseguirá, passará em paz, não aparecerá rasto em seus pés. 4Quem obrou, e fêz estas coisas, chamando as gerações desde o princípio? Eu que sou o Senhor, eu que sou o primeiro e o último. 5As ilhas viram, e temeram, as extremidades da terra pasmaram, elas se aproximaram e se chegaram. 6Cada um auxiliará o seu próximo, e dirá a seu irmão: Esforça-te. 7O oficial latoeiro batendo com o martelo esforçou ao que batia ao mesmo tempo na bigorna, dizendo: isto é bom para a soldadura: E segurou-o com pregos, para que não abalasse. 8Porém, tu Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem eu escolhi, tu linhagem de Abraão, meu amigo: 9Na pessoa do qual eu te tomei das extremidades da terra, e dos seus países remotos te chamei, e te disse: Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei: 10Não temas porque eu sou contigo: Não te desen-caminhes, porque eu sou o teu Deus: Eu te confortei, e au-xilici e a destra do meu justo te tomou. 11Eis-aí serão confundidos, e ficarão cobertos de pejo todos aquêles que pelejam contra ti: Serão como se não fôssem, e perecerão os homens que te contradizem. 12Tu buscarás êsses homens, que se levantam contra ti: E não os acharás: Êles serão como se não fôssem,. e reduzir-se-ão a uma como aniquilação os homens que fazem guerra contra ti. 13Porque eu sou o Senhor teu. Deus, que te tomo pela mão, e te digo: Não temas, eu sou o que te tenho ajudado. 14Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós os que sois mortos de Israel: Eu te tenho auxiliado, diz o Senhor: E o teu redentor é o santo de Israel. 15Eu te pus como carro novo que trilha, armado de dentes de ferro, que cortam à maneira de serra: Tu virás a trilhar os montes, e os farás em migalhas: E reduzirás como a pó os outeiros. 16Tu os sacudirás ao ar, e levá-los-á o vento, e o torvelhinho os espalhará: E tu exultarás no Senhor, alegrar-te-ás no Santo de Israel. 17Os necessitados e os pobres buscam água, e não a há: A língua dêles secou-se de sêde. Eu, o Senhor, os atenderei, eu, o Deus de Israel, não os desampararei. 18Eu farei sair rios nos empinados outeiros, e rebentar fontes no meio dos campos: Reduzirei os desertos a tanques de águas, e a terra sem caminhos a arroios de águas. 19Farei nascer na solidão o cedro, e o espinheiro, e a murta, e a árvore da azeitona: Porei no deserto juntamente a faia, o olmeiro, e o buxo: 20Para que vejam, e saibam, e considerem, entendam igualmente que a mão do Senhor fêz esta maravilha, e o Santo de Israel é o autor dela. 21Chegai-vos a defender a vossa causa, diz o Senhor: Alegai as vossas razões, se acaso é que tendes alguma, diz o rei de Jacó. 22Venham, e anunciem-nos tôdas as coisas que estão para vir: Relatai as antigas que já passaram, e pôr-nos-emos a escutá-las de todo o nosso coração, e viremos a saber os últimos fins delas, e mostrai-nos as que hão de vir. 23Anunciai as coisas que têm de vir para o futuro e ficaremos sabendo que vós sois deuses: Também fazei bem ou mal, se podeis: E falemos, e vejamo-lo ao mesmo tempo. 24Eis-aí está, que vós vindes do nada, e a vossa obra daquilo que não é: A abominação é quem vos escolheu. 25Eu o suscitei do Aquilão, e-êle virá de onde nasce o sol: Êle invocará o meu nome, e tratará aos magistrados como lôdo, e como oleiro que pisa o barro calcando o chão. 26Quem anunciou isto desde o principio para que nós o saibamos: E desde o princípio para que digamos: Tu és justo? Não há nem quem anuncie, nem quem pre-diga, nem quem ouça os vossos discursos. 27Êle será o primeiro que diga a Sião: Ei-los aqui, e eu darei a Jerusalém um evangelista. 28E olhei, e não havia ali dêstes nenhum que entrasse em conselho, e que perguntando respondesse palavra. 29Eis-aqui como todos êles são injustos, e vãs as suas obras: Vento e vaidade os seus simulacros.
Isaías 42
1Eis-aqui o meu servo, eu o ampararei: O meu escolhido, nêle pôs a minha alma a sua complacência: Sôbre êle derramei o meu espírito, êle promulgará a justiça às nações. 2Não clamará, nem fará acepção de pessoas, nem a sua voz se ouvirá fora. 3Não quebrará a cana rachada, nem apagará a torcida que ainda fumega: Fará justiça conforme a verdade. 4Não será triste, nem turbulento, até que estabeleça na terra a justiça: E as ilhas esperarão a sua lei. 5Eis-aqui o que diz o Senhor Deus que criou os céus, e que os estendeu: O que firma a terra e as plantas que dela brotam: O que dá o fôlego ao povo que está sôbre ela, e o espírito aos que a pisam. 6Eu sou o Senhor, que te chamou em justiça, e te tomei pela mão, e te conservei. E te pus para ser a reconciliação do povo, para luz das gentes: 7Para abrires os olhos dos cegos, e para tirares da cadeia o prêso, da casa do cárcere os que estavam sentados nas trevas. 8Eu sou o Senhor, êste é o meu nome: Eu não darei a outrem a minha glória, nem consentirei que se tribute aos ídolos o louvor que só a mim pertence. 9Aquelas predições que foram as primeiras que vos fiz, vêde como elas já se cumpriram: Também eu agora anuncio outras de novo: Far-vo-las-ei ouvir, antes que sucedam. 10Cantai ao Senhor um cântico novo, ressoe o seu louvor desde as extremidades da terra: Vós os que des-ceis ao mar, e a sua plenitude, vós, ilhas, e seus habitadores. 11Levante-se o deserto, e as suas cidades: Cedar habitará em casas: Louvai-o, habitadores de Petra, êles clamarão desde o alto dos montes. 12Darão glória ao Senhor, e anunciarão na ilha o seu louvor. 13O Senhor, como valente que é, sairá a campo; ceamo varão guerreiro, suscitará o seu zêlo: Vozeará, e gritará: Sôbre seus inimigos se esforçará. 14Tenho-me sempre calado, estive pôsto em silêncio, fui sofrido, falarei como a que está com dores de parto: Destruirei, e devorarei tudo a um mesmo tempo. 15Farei desertos os montes, e os outeiros, e secarei tôda a sua verdura: E tornarei os rios em ilhas, e esgo-tarei os tanques. 16E encaminharei os cegos para a estrada, que não sabem, e fá-los-ei andar por veredas, que sempre ignoraram: Mudarei as trevas diante dêles em luz, e os caminhos.torcidos em direitos: Estas maravilhas fiz a favor deles, e não os desamparei. 17Voltaram para trás: Confundidos sejam com extraordinária confusão os que põem a sua confiança em imagens de escultura, os que dizem às estátuas de fundição: Vós sois os nossos deuses. 18Surdos, ouvi, e vós, cegos, abri os olhos para ver. 19Quem é o cego, senão o meu servo? E o surdo, senão aquêle a quem eu enviei os meus profetas? Quem é o cego, senão o que foi vendido? E quem é o cego, senão o servo do Senhor? 20Tu que vês tantas coisas, não as observarás? Tu que tens os ouvidos abertos, não ouvirás? 21E o Senhor lhe mostrou boa vontade para o santificar, e engrandecer, e exaltar a sua lei. 22E êste mesmo povo foi saqueado, e devastado: Todos foram o laço para os mancebos, que têm sido me- -. tidos a bom recado nas casas dos cárceres: Êles foram pôstos em prêsa, sem haver quem os livre: Expostos ao saque, sem que ninguém diga: Repõe para ali. 23Quem há entre vós que oiça isto, que atenda e escute as coisas futuras? 24Quem entregou Jacó, e Israel por prêsa aos de-vastadores? Acaso não foi o mesmo Senhor, contra o qual pecamos? E eles não quiseram andar nos seus caminhos, nem obedeceram à sua lei. 25E derramou sôbre êle a indignação do seu furor, e uma forte guerra, e queimou-o em circuito, e êle não o conheceu: E incendiou-o e êle não o entendeu.
Novo TestamentoAt 26,17-32
Atos dos Apóstolos 26
17livrando-te do povo e dos gentios, aos quais eu agora te envio 18a abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de satanaz a Deus para que recebam perdão de seus pecados, e sorte entre os Santos pela fé que há em mim. 19Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial: 20Mas preguei primeiramente aos de Damasco, e -depois em Jerusalém e por tôda a terra de Judéia e aos gentios, que fizessem penitência e se convertessem a Deus, fazendo dignas obras de penitência. 21Por esta causa os judeus, estando eu no Templo, depois de prêso me intentaram matar. 22Mas assistido eu do socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho disso a pequenos e a grandes, não dizendo outras coisas fora daquelas que disseram os profetas e Moisés, que haviam de acontecer: 23Que o Cristo havia de padecer, que seria o primeiro da ressurreição dos mortos, e para anunciar a Iiz ao povo g às gentes. 24Dizendo êle estas coisas, e dando razão de si, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo: As muitas letras te tiram o teu sentido. 25Então Paulo: Eu não estou louco (disse), ótimo Festo, mas digo palavras de verdade e de prudência. 26Porque destas coisas tem conhecimento o rei, eni cuja presença falo até com tôda a liberdade: Pois creio que nada disto se lhe encobre. Porque nenhuma destas coisas se fêz ali a um canto. 27Crês, ó rei Agripa, nos profetas? Eu sei que crês. 28Então, Agripa disse a Paulo: Por pouco me não persuades a fazer-me Cristão. 29E Paulo lhe respondeu: Prouvera a Deus que por pouco e por muito, não somente tu, senão também todos quantos me ouvem se fizessem hoje tais qual eu também sou, menos estas prisões. 30Então se levantaram o rei e o presidente e Berenice, e os que estavam assentados com êles. 31E havendo-se retirado à parte, falaram uns com os outros, dizendo: Êste homem, pois, não fêz coisa que seja digna de morte nem de prisão. 32E Agripa disse para Festo: Êle podia ser solto, se não tivesse apelado para o César.
Salmos e ProvérbiosSl 103,19-27 (104)
Salmo 103 (104)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 104.
19Fêz a lua para designar os tempos: O sol conheceu e seu ocaso. 20Puseste trevas, e foi feita a noite: Nela transitarão tôdas as alimárias da selva. 21Os cachorros dos leões rugem em busca da presa, e para pedirem a Deus o seu sustento. 22Saiu o sol, e recolheram-se: E meter-se-ão nos seus covis. 23Sairá o homem à sua obra: aos seus trabalhos até à.noite. 24Quão magníficas são as tuas obras, Senhor! tôdas as coisas fizeste com sabedoria! cheia está a terra da tua possessão. 25Êste mar grande, e largo de braços: Ali existem peixes que não têm número. Animais pequenos e grandes: 26Ali transitaram as naus. Êste dragão, que formaste para zombar no mar: 27Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo.