Dia 182
Is 51–53 · At 28,18-31 · Sl 104,24-34 (105) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Transtornou o coração dos egípcios para que aborrecessem o seu povo: E usassem de enganos com os seus servos.”Salmo 104,25 (105)
Antigo TestamentoIs 51–53
Isaías 51
1Ouvi-me todos os que seguis o que é justo, e buscais o Senhor: Atendei para a rocha de onde fóstes cortados, e para a caverna do lago, da qual fôstes tirados. 2Lançai os olhos para Abraão vosso pai, e para Sara que vos deu à luz: Porque eu o chamei a êle só, e o abençoei, e o multipliquei. 3Consolará pois o Senhor a Sião, e consolará tôdas as suas ruínas: E mudará o seu deserto num como lugar de delícias, e a sua solidão num como jardim do Senhor. Nela se achará o gôsto e a alegria, ação de graças e voz de louvor. 4Atendei-me, povo meu, e ouvi-me, tribo minha: Porque de mim sairá a lei, e a minha justiça descansará já estabelecida para luz dos povos. 5O meu justo está perto, o meu Salvador já saiu, e os meus braços julgarão os povos: As ilhas estarão à espera de mim, e elas esperarão o meu braço. 6Levantai os vossos olhos ao céu, e olhai cá para baixo para a terra: Porque os céus se desfarão como o fumo, e a terra se gastará como um vestido, e os seus habitadores como estas coisas perecerão: Mas a minha salvação será para sempre, e a minha justiça não faltará. 7Ouvi-me vós os que sabeis o que é justo, povo meu, em cujo coração está a minha lei: Não temais o opróbrio dos homens, nem receeis as suas blasfêmias. 8Porque assim como o bicho destrói um vestido, assim comerá a êles: E do mesmo modo que a polilha desfaz a lã, assim os devorará a eles: Mas a minha salvação será para sempre, e a minha justiça por gerações de gerações. 9Levanta-te, ó braço do Senhor, levanta-te, arma-te de fortaleza: Levanta-te como nos dias antigos, nas gerações dos séculos. Porventura não feriste tu ao soberbo, golpeaste ao dragão? 10Acaso não secaste tu o mar, a água do impetuoso abismo: Não és o que fizeste caminho no fundo do mar, para que passassem os libertados? 11E agora os que foram resgatados pelo Senhor, tornarão, e virão para Sião cantando louvores, e uma alegria sempiterna descansará sôbre suas cabeças, êles possuirão gôzo e alegria, fugirá a dor e o gemido. 12Eu, eu mesmo vos consolarei; quem és tu, para teres mêdo dum homem mortal, e do filho do homem, que assim como o feno se secará? 13E te esqueceste do Senhor teu Opífice, que estendeu os céus, e fundou a terra: E todo o dia tremeste continuamente à vista do furor daquele que te atribulava, e se tinha disposto para te perder: Onde está agora o furor do que te atribulava? 14O que vem a abrir chegará cedo, e não matará sem deixar homem à vida, nem faltará o seu pão. 15Eu porém sou o Senhor teu Deus, que revolto o mar, e logo se incham empoladas as suas ondas: O Senhor dos exércitos é o meu nome. 16Eu pus as minhas palavras na tua bôca e te protegi com a sombra da minha mão, a fim de que tu plantes os céus e fundes a terra: E digas a Sião, tu és o meu povo. 17Eleva-te, eleva-te, levanta-te, Jerusalém, que bebeste-da mão do Senhor o cálice da sua ira: Tu bebeste até o fundo dêste cálice do adormecimento, esgotaste-o até às fezes. 18De todos os filhos que ela gerou, não há nenhum que a sustenha: E de todos os filhos que ela criou, não há também nenhum que a tome pela mão. 19Dois males são os que te sobrevieram: Quem se condoerá de ti? A desolação, e a esmigalhadura, e a fome, e a espada, quem te consolará? 20Os teus filhos foram lançados por terra, dormiram no tôpo de tôdas as ruas, assim como o orige tomado no laço: Cheios da indignação do Senhor, do castigo do seu Deus. 21Portanto, ouve isto, pobrezinha, e embriagada sem ser de vinho. 22Isto diz o dominador teu Senhor, e teu Deus, que pelejará pelo seu povo: Eis-aqui estou eu que tirei da tua mão o cálice de adormecimento, o fundo do cálice da minha indignação, tu não o tornarás mais daqui por diante a beber. 23E pô-lo-ei na mão daqueles que te abateram, e disseram à tua alma: Abaixa-te, para nós passarmos: E puseste o teu corpo como chão, e como caminho aos viandantes.
Isaías 52
1Levanta-te, ó Sião, levanta-te, reveste-te da tua fortaleza, compõe-te com os vestidos da tua glória, Jerusalém cidade do Santo: Porque não tornará daqui em diante a passar por ti o incircuncidado nem o imundo. 2Sacode-te do pó, levanta-te, assenta-te, Jerusalém: Desata as cadeias do teu pescoço, cativa filha de Sião. 3Porque eis-aqui o que diz o Senhor: Vós fôstes vendidos por nada, e sem prata sereis resgatados. 4Porque eis-aqui o que diz o Senhor Deus: O meu povo desceu no princípio ao Egito, para habitar ali como estrangeiro: E Assur sem causa alguma o oprimiu. 5E agora que tenho eu que fazer aqui, diz o Senhor, visto ter sido levado sem nenhuma razão o meu povo? Os seus dominadores obram iniquamente, diz o Senhor, e o meu nome é blasfemado incessantemente todo o dia. 6Por esta causa o meu povo saberá o meu nome naquele dia: Porque eu mesmo que falava, eis-aqui estou presente. 7Que formosos são sôbre os montes os pés do que anuncia e prega a paz: Do que anuncia o bem, do que prega a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus está para reinar! 8Ouvir-se-á a voz dos teus atalaias: files levantarão a voz, juntamente darão louvor: Porque ôlho a ôlho verão quando o Senhor voltar a Sião. 9Folgai, e louvai de chusma, desertos de Jerusalém: Porque o Senhor consolou o seu povo, remiu Jerusalém. 10O: Senhor preparou o seu santo braço aos olhos de tôdas as gentes: E todos os confins da terra verão o Salvador, que nosso Deus nos há de enviar. 11Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coi-. sa manchada: Saí do meio dela, purificai-vos, vós os que levais os vasos do Senhor. 12Porque vós não saireis em tumulto, nem vos apressareis com fugida; porque o Senhor irá diante de vós, e vos ajuntará o Deus de Israel. 13Eis-aí está que meu servo terá inteligência, êle será exaltado, e elevado, e ficará em alto grau sublimado. 14Assim como pasmaram muitos à vista de ti, assim será sem glória o seu aspecto entre os varões, e a sua figura entre os filhos dos homens. 15Êste borrifará muitas gentes, diante dele mesmo taparão os reis a sua bôca: Porque o viram aquêles a quem se não anunciou coisa alguma a seu respeito: E os que o não ouviram, o contemplaram.
Isaías 53
1Quem deu crédito ao que nos ouviu? e a quem foi revelado o braço do Senhor? 2E subirá como arbusto diante dele, e como raiz que sai duma terra sequiosa: Êle não tem beleza, nem formosura, e vimo-lo, e não tinha parecença do que era, e por isso nós o estranhamos: 3Feito um objeto de desprêzo, e o último dos homens, um varão de dores, e experimentado nos trabalhos: E o seu rosto se achava como encoberto, e parecia desprezível, por onde nenhum caso fizemos dêle. 4Verdadeiramente êle foi o que tomou sôbre si as nossas fraquezas, e êle mesmo carregou com as nossas dores: E nós o reputamos como um leproso, e ferido por Deus e humilhado. 5Mas êle foi ferido pelas nossas iniqüidades, foi quebrantado pelos nossos crimes: O castigo que nos devia trazer a paz, caiu sôbre êle, e nós' fomos sarados pelas suas pisaduras. 6Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada um se extraviou por seu caminho: E o Senhor carregou sôbre êle a iniquidade de todos nós. 7Foi oferecido, porque êle mesmo quis, e não abriu a sua bôca: Êle será levado como uma ovelha ao matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia emu-decerá, e não abrirá a sua bôca. 8Êle foi tirado da angústia, e do juízo: Quem contará a sua geração? Porque êle foi cortado da terra dos viventes: Eu o feri por causa da maldade do meu povo. 9E lhe dará os ímpios pela sepultura, e o rico pela sua morte: Porque êle não cometeu iniquidade, nem se achou nunca dolo na sua bôca. 10E o Senhor quis quebrantá-lo na sua enfermidade: Se êle tiver dado a sua alma. pelo pecado, verá a sua descendência perdurável, e a vontade do Senhor será por sua mão prosperada. 11Verá o fruto do que a sua alma trabalhou e se fartará: Aquêle mesmo justo meu servo justificará a muitos com a sua ciência, e êle tomará sôbre si as suas iniquidades. 12Por isso eu lhe darei por sorte uma grande multidão de pessoas: E êle distribuirá os despojos dos fortes, porque entregou a sua alma à morte, e foi pôsto no número dos malfeitores: E êle carregou com os pecados de muitos, e rogou pelos transgressores da lei.
Novo TestamentoAt 28,18-31
Atos dos Apóstolos 28
18Os quais tendo-me examinado, quiseram soltar-me, visto que não achavam em mim crime algum-que merecesse morte. 19Mas opondo-se a isso os judeus, vi-me obrigado a apelar para o César, sem intentar contudo acusar de alguma coisa os da minha nação. 20Por esta causa pois é que vos mandei chamar aqui, para vos ver, e vos falar. Porquanto, pela esperança de Israel é que eu estou prêso com esta cadeia. 21Então eles lhe responderam: Nós nem temos recebido carta de Judéia que fale em ti, nem de lá tem vindo irmão algum que nos dissesse ou falasse algum mal da tua pessoa. 22Porém quiséramos que tu nos dissesses o que sentes: Porque o que nós sabemos desta seita, é que em tôda a parte a impugnam. 23Tendo-lhe pois aprasado dia, vieram muitos vê-lo ao seu hospício, aos quais êle tudo expunha, dando testemunho do Reino de Deus, e convencendo-os a respeito de Jesus pela lei de Moisés e pelos profetas, de pela manhã até à tarde. 24Uns criam o que êle dizia, outros porém não criam. 25E como não estivessem entre si concordes, estavam para se retirar, quando lhes disse Paulo esta palavra: Bem falou pois o Espírito Santo pelo profeta Isaías, a nossos pais, 26dizendo: Vai a êsse povo, e dize-lhes: De ouvido ouvireis, e não entendereis: E vendo vereis, e não per-cebereis. 27Porque o coração dêste povo se endureceu, e dos ouvidos ouviram pesadamente, e apertaram os seus olhos: Porque não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, 28Seja-vos pois notório que aos gentios é enviada esta salvação de Deus, e êles a ouvirão. 29E tendo acabado de dizer isto, saíram dali os judeus, tendo entre si grandes altercações. 30E dois anos inteiros permaneceu Paulo num aposento que alugara: E recebia a todos que o vinham ver, 31pregando o reino de Deus, e ensinando as coisas que são concernentes ao Senhor Jesus Cristo, com tôda a liberdade, sem proibição.
Salmos e ProvérbiosSl 104,24-34 (105)
Salmo 104 (105)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 105.
24E aumentou o seu povo em grande maneira: E o fêz forte sôbre os seus inimigos. 25Transtornou o coração dos egípcios para que aborrecessem o seu povo: E usassem de enganos com os seus servos. 26Enviou a Moisés seu servo: A Aarão, o mesmo que ela escolheu. 27Pôs nêles as palavras de seus sinais, e prodígios na terra de Cam. 28Enviou trevas, e difundiu escuridade: E não tornou vãs as suas palavras. 29Converteu-lhes as águas em sangue: E matou os seus peixes. 30A sua terra produziu rãs até nas câmaras dos mesmos reis. 31Disse, e vieram moscas de tôdas as castas: E mosquitos em todos os seus limites. 32Mudou as suas chuvas em granizo: Lançou um fogo abrasador na terra dêles. 33E feriu as suas vinhas, e os seus figueirais: E quebrou as árvores que havia nos seus limites. 34Disse, e vieram gafanhotos, e alfôrra, em tanta cópia que não tinha número: