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Bíblia em um ano Dia 181/365

Dia 181

Is 48–50 · At 28,1-17 · Sl 104,12-23 (105) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoIs 48–50
  2. Novo TestamentoAt 28,1-17
  3. Salmos e ProvérbiosSl 104,12-23 (105)
Destaque da leitura de hoje“Êles nos fizeram também grandes honras, e quando estávamos a ponto de navegar, nos proveram do que era necessário.”Atos dos Apóstolos 28,10

Antigo TestamentoIs 48–50

Isaías 48

1Ouvi estas coisas, casa de Jacó, vós os que: vos chamais do nome de Israel, e saístes das águas de Judá, que jurais em nome do Senhor, e vos lembrais do Deus de Israel não em verdade, nem em justiça. 2Porque êles tomaram o nome da cidade santa, e se firmaram sôbre o Deus de Israel: O seu nome é o Senhor dos exércitos. 3Eu vos anunciei desde então as primeiras coisas, da minha bôca é que saíram, e eu vo-las fiz ouvir: De repente as pus por obra: E elas com efeito aconteceram. 4Porque eu soube que tu és duro, e que a tua cerviz é um nervo de ferro, e a tua testa de bronze. 5Desde então eu tas predisse: Antes que elas chegassem eu tas apontei, para que talvez não dissesses: Os meus ídolos é que fizeram estas coisas, e as minhas estátuas de escultura e de fundição mandaram isto. 6Vê tôdas estas coisas, que ouviste: Acaso porém anunciaste-las vós? Desde então te fiz ouvir coisas novas, e tenho reservadas as que tu não sabes: 7Agora foram criadas, e não desde então: E antes do dia, e não nas tens ouvido, para que talvez não digas: Eis-aí está que já eu sabia isso. 8Tu nem as ouviste, nem as soubeste, nem desde então está aberto o teu ouvido: Porque sei que prevari-cando prevaricarás com grande excesso, e te chamei transgressor desde o ventre. 9Por amor do meu nome alongarei o meu furor: E enfrear-te-ei com o meu louvor, para que não pereças. 10Eis-aqui estou eu que te tenho acrisolado, mas não como a prata, tenho-te escolhido na fornalha da pobreza. 11Por amor de mim, por amor de mim o farei, para que eu não seja blasfemado: E não darei a outrem a minha glória. 12Ouve-me, Jacó, e tu, Israel, a quem eu chamo: Eu sou o mesmo, eu O primeiro, e eu o último. 13A minha mão é também a que fundou a terra, e a minha destra a que mediu os céus: Eu os chamarei, e eles se apresentarão todos juntos. 14Ajuntai-vos todos vós, e ouvi: Qual dêles anunciou estas coisas? O Senhor o amou, êle fará a sua vontade em Babilônia, e moverá o seu braço entre os caldeus. 15Eu, eu é que falei, e o chamei: Eu o trouxe, e foi dirigido o seu caminho. 16Chegai-vos a mim, e ouvi isto: Eu não falei desde o princípio às escondidas: Já no tempo que decorreu antes que isto acontecesse, estava eu ali: E agora o Senhor Deus me enviou, e o seu Espírito. 17Eis-aqui o que diz o Senhor teu Remidor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensino o que é útil, que te governo no caminho em que andas. 18Oxalá que tu tiveras atendido os meus mandamentos! À tua paz teria sido como um rio, e a tua justiça como os pegos do mar: 19E teria sido a tua posteridade como a areia do mar, e Os filhos do teu ventre como o burgalhau das suas praias: Não houvera sido abolido, nem fôra apagado o seu nome diante da minha face. 20Sai de Babilônia, fugi dos caldeus, anunciai com voz de exultação esta nova: Fazei ouvir isto, e levai-o até às extremidades da terra. Dizei: O Senhor resgatou o seu servo Jacó. 21Não padeceram sêde no deserto, quando o Senhor os tirava: Êle lhes fêz arrebentar água duma penha, e rompeu a penha, e correram as águas. 22Para os ímpios não há paz, diz o Senhor.

Isaías 49

1Ouvi, ilhas, e atendei, povos de lofige: O Senhor desde o ventre me chamou, desde o ventre de minha mãe se lembrou do meu nome. 2E.pôs a minha bôca como uma espada aguda: Êle me protegeu debaixo da sombra da sua mão, e me pos como uma seta escolhida: Êle me escondeu na sua aljava. 3E me disse: Israel, tu és meu servo, porque eu me gloriarei em ti. 4E eu disse: Em vão tenho trabalhado, sem fruto, e inutilmente consumi a minha fortaleza: Portanto o meu juízo será com o Senhor, e a minha obra com o meu Deus. 5E agora o Senhor que me formou desde o ventre materno, para seu servo, me diz que eu hei de trazer Jacó a êle, mas Israel se não congregará: E fui glorificado aos olhos do Senhor, e o meu Deus se fêz a minha fortaleza. 6E disse êle: Pouco é que tu sejas meu servo para suscitar as tribos de Jacó, e converter as fezes de Israel. Eis-aqui estou eu que te estabeleci para luz das gentes, a fim de sêres tu a salvação que eu envio até à última extremidade da terra. 7Eis-aqui o que diz o Senhor Redentor de Israel, o santo dêle, à alma desprezível, à gente abominada, ao servo dos senhores: Os reis te verão, e os príncipes se levantarão, e êles te adorarão por causa de Senhor, pois é fiel, e por causa do Santo de Israel que te escolheu. 8Eis-aqui o que diz o Senhor: Eu te ouvi no tempo favorável, e te auxiliei no dia da salvação: E te conservei, e te constitui por aliança do povo, para reparares a terra, e possuíres as heranças dissipadas: 9Para dizeres aos que estão em cadeias: Saí: E aos que estão em trevas: Vêde a claridade. Sobre os caminhos serão apascentados, e achar-se-ão em tôdas as planícies os pastos dêles. 10Não padecerão fome, nem terão sêde, e não os molestará a calma, nem o sol: Porque o que dêles tem compaixão os governará, e os levará a beber às fontes das águas. 11E reduzirei a caminho todos os meus montes, e as minhas veredas serão alteadas. 12Eis-ai está que êstes virão de longe e eis-ai aquêles que chegarão do Aquilão e do mar, e aquêles outros da terra do Meio-dia. 13Louvai, céus, e regozija-te, terra, fazei retinir, montes, festivais louvores: Porque o Senhor consolou o seu povo, e êle se compadecerá dos seus pobres. 14Entretanto disse Sião: O Senhor me desamparou, e o Senhor se esqueceu de mim. 15Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu menino de peito, de sorte que não tenha compaixão do filho de suas entranhas? Mas se ela se esquecer dele, eu todavia não me esquecerei de ti. 16Eis-aí está que eu já te gravei nas minhas mãos: As tuas muralhas estão sempre diante de meus olhos. 17Os que te hão de reedificar, são chegados: Os que te destruíam, e te dissipavam, sairão para fora de ti. 18Levanta os teus olhos em circunferência, e vê, como todos. êsses se têm congregado, eles se vieram render a ti: Eu juro pela minha vida, diz o Senhor, que de todos êstes como dum ornamento serás revestida, e pô-los-ás por enfeite à roda de ti como espôsa. 19Porque os teus desertos, e as tuas solidões, e a terra da tua ruína, tudo isto será agora estreito para Os teus habitadores, e serão afugentados para longe os que. te devoravam. 20Ainda dirão em teus ouvidos os filhos da tua esterilidade: É-me apertado êste lugar, dá-me espaço para que eu habite. 21E tu dirás no teu coração: Quem me gerou êstes filhos? eu estéril, e sem parir, lançada da minha pátria, e cativa: E êstes quem os criou? eu desamparada e só: E êstes onde estavam? 22Isto diz o Senhor Deus: Eis-aqui estou eu que levantarei para as gentes a minha mão, e arvorarei para os povos o meu estandarte. E trarão a teus filhos nos braços e as tuas filhas levarão sôbre os ombros. 23E serão os reis que te alimentem, e as rainhas as tuas amas: Com o rosto inclinado até à terra te adorarão, e com a bôca tocarão no pó dos teus pés. E saberás que eu sou o Senhor, sôbre o qual não serão confundidos os que o esperam. 24Acaso tirar-se-ã a prêsa ao forte? ou o que fôr tomado pelo valente poderá ser salvo? 25Porque o Senhor diz isso: Por certo, que tanto o cativeiro será tirado ao forte: Como o que tiver sido levado pelo valente, ficará salvo. Quanto porém aqueles, que te julgaram, eu os julgarei, e pelo que toca a teus filhos, eu os salvarei. 26E alimentarei a teus inimigos com as suas carnes: E êles se embriagarão, como com mosto, do seu próprio sangue: E tôda a carne saberá que eu sou o Senhor que te salva, e que o Redentor é o forte de Jacó.

Isaías 50

1Eis-aqui o que diz o Senhor: Que libelo de divórcio é êste de vossa mãe, pelo qual a repudiei? ou quem é o meu credor, a quem eu vos vendi? eis-aí tendes que por causa das vossas iniqüidades é que fôstes vendidos, e por vossos crimes repudiei a vossa mãe. 2Porque eu vim, e não havia um homem: Chamei, e não havia quem ouvisse: Abreviou-se por acaso e fêz-se pequenina a minha mão, para que vos não possa eu resgatar? Ou não há poder em mim para vos livrar? Eis-aí está que à minha ameaça farei deserto o mar, porei em sêco os rios: Apodrecerão os peixes sem água, e morrerão à sêde. 3Vestirei os céus de trevas, e pôr-lhes-ei um saco por cobertura. 4O Senhor me deu uma língua erudita, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: Êle me levanta pela manhã, pela manhã me levanta o ouvido, para que eu o ouça como mestre. 5O Senhor Deus me abriu o ouvido, e eu o não contradigo: Não me retirei para trás. 6Eu entreguei o meu corpo aos que me feriam, e as maçãs do meu rosto aos que me arrancavam os cabelos da barba: Não virei a minha face aos que me afrontavam e cuspiam em mim. 7O Senhor Deus é o meu auxiliador, por isso não foi confundido: Por isso ofereci a minha face como uma pedra durissima, e sei que me não hei de envergonhar. 8Ao pé de mim está quem me justifica: quem me contradirá? Apresentemo-nos juntos, quem é o meu adversário? chegue-se para mim. 9Eis-aí está o Senhor Deus meu auxiliador: Quem há que me condene? Eis-aí serão todos consumidos como um vestido, a polilha os comerá. 10Qual de vós teme ao Senhor, qual ouve a voz do seu servo? O que andou em trevas, e não tem luz, espere no nome do Senhor, e firme-se sôbre o seu Deus. 11Eis-ai está que todos vós acendendo o fogo vos achais rodeados de chamas, andai no lume do vosso fogo, e por entre as labaredas que ateastes: Da minha mão é que vos veio isto, vós dormireis nas dores.

Novo TestamentoAt 28,1-17

Atos dos Apóstolos 28

1E estando nós já em salvo, soubemos então que a ilha se chamava Malta. E os bárbaros nos trataram com muita humanidade. 2Porquanto, acesa uma grande fogueira, nos alen-taram a todos contra a chuva que vinha, e em razão do frio. 3Então havendo Paulo ajuntado e pôsto sôbre o lume um molho de vides, uma víbora que fugirá do calor, lhe acometeu uma mão. 4Quando porém os bárbaros viram a bicha pendente da sua mão, diziam uns para os outros: Certamente êste homem é algum matador, pois tendo escapado do mar, a vingança o não deixa viver. 5Mas é certo que êle sacudindo a bicha no fogo, não experimentou nenhum dano. 6Os tais porém julgavam que êle viesse a inchar, e que sùbitamente caisse e morresse. Mas depois de esperarem muito tempo, e vendo que lhe não sucedia mal nenhum, mudando de parecer, disseram que êle era algum deus. 7E naqueles lugares havia umas terras do príncipe da ilha, chamado Públio, o qual hospedando-nos-em sua casa, três dias nos tratou bem. 8Sucedeu porém achar-se então doente de febre e de disenteria, o pai de Públio. Foi Paulo vê-lo: E: como fizesse oração, e lhe impusesse as mãos, sarou-o.: 9Depois do qual milagre, todos os que na ilha se achavam doentes, vinham a êle e eram curados: 10Êles nos fizeram também grandes honras, e quando estávamos a ponto de navegar, nos proveram do que era necessário. 11E ao cabo de três meses embarcamos num navio de Alexandria, que tinha invernado na Ilha, o qual levava por insígnia Castor e Pollux. 12E arribados a Siracusa, ficamos ali três dias. 13De lá correndo a costa, viemos a Régio: E um dia depois, ventando o Sul, chegamos em dois a Pu-zolo: 14Onde, como achamos irmãos, êles nos rogaram que ficássemos na sua companhia sete dias: E passados êles, tomamos o caminho de Roma. 15Donde, porém, tendo os irmãos novas que che-gávamos, saíram a receber-nos à Praça d'Ápio, e às Três Vendas. Paulo, como os viu, dando graças a Deus, cobrou ânimo. 16E chegados que fomos a Roma, deu-se licença a Paulo que ficasse onde quisesse com um soldado que o guardasse. 17Mas passados três dias convocou Paulo os principais dos judeus. Havendo-se êles ajuntado, lhes disse: Eu, varões irmãos, sem cometer nada contra o povo, nem contra os costumes de nossos pais, havendo sido prêso em Jerusalém, fui entregue nas mãos dos romanos.

Salmos e ProvérbiosSl 104,12-23 (105)

Salmo 104 (105)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 105.

12Quando eram em curto número, mui poucos e estrangeiros nesta terra: 13E passaram de gente em gente, e de um reino a outro povo. 14Não permitiu que alguém os ofendesse: E castigou por causa dêles aos reis. 15Não toqueis os meus ungidos: E não maltrateis aos meus profetas. 16E chamou a fome sôbre a terra: E quebrantou tôda a fôrça do pão. 17Enviou diante dêles um varão: A José que foi vendido por escravo. 18Apertaram com grilhões seus pés, o ferro traspassou a sua alma 19até que foi cumprida a profecia dêle. A palavra do Senhor o havia inflamado: 20Enviou o rei, e o soltou; o príncipe dos povos, 21Constituiu o senhor da sua casa: E por príncipe de tudo o que possuía. 22Para que desse luz aos grandes como a si mesmo: E ensinasse a prudência aos seus Anciãos. 23E entrou Israel no Egito: E foi Israel estrangeiro em a terra de Cam.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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