Dia 191
Sf 2–3; Hab 1 · Rm 8,1-20 · Sl 106,18-26 (107) · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“O Senhor teu Deus, o forte, está no meio de ti, êle mesmo te salvará: le se regozijará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, exultará por teu respeito com louvor.”Sofonias 3,17
Antigo TestamentoSf 2–3; Hab 1
Sofonias 2
1Vinde todos, ajuntai-vos, povos indignos de ser amados: 2Antes que a ordem traga êste dia como o pó que arrebatado passa, antes que venha sobre vós a ira do furor do Senhor, antes que venha sôbre vós o dia da indignação do Senhor. 3Buscai o Senhor, todos vós os que sois mansos na terra, vós os que obrastes segundo os seus preceitos: Buscai a justiça, buscai a mansidão: Para ver se podeis achar algum asilo no dia do furor do Senhor. 4Porque Gaza será destruída, e Ascalon virá a ser um deserto; a Azot arruinarão ao ponto do meio-dia, e Acaron será arrancada pela raiz. 5Ai de vós, os que habitais o cordel do mar, povo de homens perdidos: Canaã, terra dos filisteus. a palavra do Senhor está a cair sôbre vós, e eu te exterminarei, sem que fique um só dos teus habitantes. 6E o cordel do mar seivirá de lugar de repouso para os pastôres, e de um aprisco para as ovelhas: 7E aquêle cordel será uma colheita para os que tiverem ficado da casa de Judá: Êles acharão lá pastagens, êles descansarão de tarde nas casas de Ascalon: Porque o Senhor seu Deus os visitará, e os fará tornar do lugar do seu cativeiro. 8Eu ouvi os opróbrios de Moab, e as blasfêmias dos filhos de Amon: Com que êles insultaram ao meu povo, e engrandeceram seu próprio reino apoderando-se das suas terras. 9Por isso eu juro por vida minha, diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, que Moab virá a ser como Sodoma, e os filhos de Amon como Gomorra; a sua terra tornar-se-á numa meda de espinhos sêcos, e num montão de sal, e numa solidão para sempre: As relíquias do meu povo os saquearão, e os que restarem da minha gente serão os donos da sua terra. 10Isto é o que lhes há de acontecer por causa da sua soberba: Porque eles blasfemaram, e se engrandeceram sôbre o povo do Senhor dos exércitos. 11O Senhor se mostrará terrível contra êles, e aniquilará a todos os deuses da terra: E adorá-lo-ão todos, cada um desde o seu país, tôdas as Ilhas das gentes. 12Mas também vós, ó etíopes, sereis mortos pela minha espada. 13E o Senhor estenderá a sua mão contra o Aquilão, e perderá a Assur: E reduzirá a formosa a uma solidão, e a um despovoado, e como a um ermo. 14E os rebanhos descansarão no meio desta cidade, tôdas as alimárias das gentes se retirarão a ela: E o onocrótalo, e o ouriço terão por morada os seus vestíbulos: Ouvir-se-á o canto das aves por cima das janelas, o corvo por cima das portas, porque eu debilitarei tôda a sua fôrça. 15Esta é a cidade gloriosa que habitava cheia de confiança: Que dizia no seu coração: Eu sou a única, e depois de mim não há outra: Como se mudou ela num deserto, num covil de feras? Todo o que passar por ela, insultá-la-á com assobiadas, e com gestos de mãos a desprezará.
Sofonias 3
1Ai da cidade provocadora, e que depois de ter sido resgatada, fica estúpida como uma pomba. 2Ela não ouviu a voz, nem tomou o ensino: Ela não confiou no Senhor, nem se aproximou ao seu Deus. 3Os seus príncipes são no meio dela como uns leões rugindo: Os seus juízes como uns lôbos que devoram a sua prêsa à tarde, sem deixarem nada dela para o outro dia. 4Os seus profetas são uns loucos, uns homens sem fé: Os seus sacerdotes mancharam o santo, obraram injustamente contra a lei. 5O Senhor como justo que é no meio dela não fará injustiça: Êle desde a manhã, desde o ponto do dia, produzirá à luz o seu juízo e não se esconderá: O ímpio porém não soube que coisa era ter vergonha. 6Eu destruí as gentes, e as suas tôrres foram deitadas abaixo: Eu tornei os seus caminhos desertos, sem haver mais quem por êles passe: As suas cidades estão desoladas, não havendo já um homem nelas, nem pessoa alguma que as habite. 7Eu te disse: Ao menos depois disto temer-me-ás tu, aprovcitar-te-ás dos meus avisos; e a sua cidade evitará a ruína, que a ameaça por causa de todos os crimes, pelos quais eu já a visitei: Êles porém levantando-se ao contrário de madrugada corromperam todos os seus pensamentos. 8Portanto espera-me, diz' o Senhor, para o dia vindoiro da minha ressurreição, porque o meu intento é congregar eu as gentes, e unir os reinos: E derramarei sôbre eles a minha indignação, tôda a ira do meu furor: Porque tôda a terra será devorada pelo fogo do meu zêlo. 9Então é que eu darei aos povos uns lábios escolhidos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e se submetam todos ao seu jugo num mesmo espírito. 10Os que habitam da outra banda dos rios da Etiópia, me virão de lá oferecer as suas orações, os filhos do meu povo dispersos me trarão os seus presentes. 11Naquele dia tu não serás confundida por tôdas as invenções do teu capricho, com que prevaricaste contra mim: Porque então exterminarei eu do meio de ti aquêles que, pelas suas palavras cheias de fasto, te entretinham na tua soberba, e tu para o diante não tornarás mais a elevar-te por possuíres o meu santo monte. 12E deixarei no meio de ti um povo pobre, e necessitado: E êles esperarão no nome do Senhor. 13As relíquias de Israel não cometerão iniqüidades, nem proferirão a mentira, e não se achará na bôca dêles língua enganosa: Porquanto êles mesmos serão apascentados, e repousarão, e não haverá quem os espante. 14Entoa cânticos de louvor, filha de Sião: Iinche-te, Israel, de júbilo: Alegra-te e exulta de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor apagou a sentença da tua condenação, êle alongou de ti os teus inimigos: O Senhor, que é o rei de Israel, está no meio de ti; tu não temerás mais para o diante mal algum. 16Naquele dia dir-se-á a Jerusalém: Não temas: Não se enfraqueçam as tuas mãos, ó Sião. 17O Senhor teu Deus, o forte, está no meio de ti, êle mesmo te salvará: le se regozijará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, exultará por teu respeito com louvor. 18Eu congregarei êsses homens vãos, que se tinham apartado da lei, visto que eles te pertenciam: A fim de que tu não tenhas mais vergonha por causa deles. 19Eis-aqui estou tu que naquele tempo matarei a todos os que te afligiram: E salvarei o que coxeava: E farei voltar aquela que tinha sido desterrada: E fá-los-ei célebres com louvor, e nomeada em tôdas as partes em que êles se viram cheios de confusão. 20Naquele tempo em que eu vos farei tornar: E no tempo em que eu vos ajuntarei todos: Porque eu vos farei célebres pela nomeada, e louvor, diante de todos os povos da terra, quando eu tiver feito vir diante de vossos olhos tôda a multidão dos vossos cativos, diz o Senhor.
Habacuc 1
1Desgraça que viu o profeta Habacuc. 2Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu me não escutarás? Até quando levantarei a minha voz a ti, padecendo fôrça, e tu me não salvarás? 3Porque me mostraste tu iniqüidades, e trabalhos, reduzindo-me a ver eu diante de mim roubos e injustiças? E decidiu-se uma causa em juízo e a contradição é que prevaleceu. 4Por esta causa é quebrantada a lei, e o juízo não chega até o fim: Porque o ímpio prevalece contra o justo, por isso sai o juízo transtornado. 5Ponde os olhos nas gentes, e vêde: Admirai-vos e pasmai: Porque se fêz uma coisa em vossos dias, que ninguém acreditará, quando lhe fôr contada. 6Porque eis-aí vou eu à suscitar os caldeus, essa nação cruel e veloz, que anda sôbre a largura da terra, para se. apoderar das tendas que não são suas. 7Ela é horrível e espantosa: Dela mesma sairá o juízo, e o seu pêso. 8Os seus cavalos são mais ligeiros que os leopardos e mais velozes que os lôbos à tarde: E a sua cavalaria se difundirá por tôda a parte: Porque os seus cavaleiros virão de longe, êles voarão como uma águia que se apressa a empolgar a prêsa. 9les todos virão à prêsa, o seu rosto é como um vento abrasador: E êle ajuntará tropas de cativos. como montões de areia. 10O mesmo triunfará também dos reis. e sc rirá dos tiranos: Êle zombará de tôdas as fortificações e lhes oporá os seus marachões, e as tomará. 11lintão se mudará o seu espírito, e êle passará e cairá: Esta é a fortaleza daquele seu deus. 12Porém, não és tu, Senhor, o que és desde o princípio o meu Deus, ó Santo meu, tanto assim que por tua intervenção não morreremos? Tu, Senhor, estabeleceste êste príncipe, para êle exercer os teus juízos: E tu o fizeste forte para nos castigares. 13Os teus olhos são limpos, para não veres o mal, e tu não poderás olhar: para a iniqüidade: Por que razão olhas tu para os que cometem injustiças, e te conservas em silêncio, entretanto que o ímpio devora os que são mais justos que êle? 14Ii farás que os homens sejam como uns peixes do mar. e como uns reptis que não têm príncipe. 15Tudo levantou com o anzol, arrastou isso na sua varredoura e o ajuntou na sua rêde. Por isso êle se alegrará e exultará. 16Por isso êle oferecerá hóstias à sua varredoura e sacrifica rú à sua rêde: Porque por elas é que foi engrossada a sua porção ce o seu manjar é escolhido. 17Por isto é que êle tem pois estendida a sua rêde varredoura e não cessará de derramar sempre o sangue das gentes.
Novo TestamentoRm 8,1-20
Romanos 8
1Agora pois nenhuma condenação têm os que estão em Jesus Cristo: Os quais não andam segundo a carne. 2Porque a Lei do espírito da vida em Jesus Cristo me livrou da lei do pecado, e da morte. 3Porquanto o que era impossível 'à lei, em razão de que se achava debilitada pela carne: Enviando Deus a seu Filho em semelhança: de carne de pecado, ainda do pecado condenou ao pecado na carne, 4para que a justificação da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espirito. 5Porque os que são segundo a carne, gostam das coisas que são da carne, mas os que são segundo o espirito, percebem as coisas que são do espírito. 6Ora, a prudência da carne é morte, mas a prudência do espirito é vida e paz. 7Porque a sabedoria da carne é inimiga de Deus,. pois não é sujeita à Lei de Deus, nem tão pouco o pode ser. 8Os que vivem pois segundo a carne, não podem agradar a Deus. 9Vós porém não viveis segundo a carne, mas segundo o espirito, se é que o espírito de Deus habita em vós. Mas se algum não tem o espírito de Cristo, êste tal não é dêle. 10Porém se Cristo está em vós: O corpo verdadeiramente está morto pelo pecado, mas o espírito vive pela justificação. 11Porque se o Espírito daquele que ressuscitou dos mortos a Jesus, habita em vós: Aquele que ressuscitou dos mortos a Jesus Cristo, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espirito, que habita em vós. 12Portanto, irmãos, somos devedores não à carne, 13Porque se vós viverdes segundo a carne, morrereis: Mas se vós pelo espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis. 14Certamente todos os que são lerndos pelo Espírito de Deus, estes tais são filhos de Deus. 15Na verdade vós não recebestes o espírito de escravidão, para estardes outra vez com temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, segundo o qual clamamos, dizendo: Abba Pai. 16Porque o mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus. 17TE se somos filhos, também somos herdeiros: Herdeiros verdadeiramente de Deus, e co-herdeiros de Cristo: Se é que todavia nós padecemos com êle, para que sejamos também com êle glorificados. 18Porque eu tenho para mim que as penalidades da presente vida, não têm proporção alguma com a glória vindoura que se manifestará em nós. 19Pelo que a expectação da criatura é esperar an-stosamente a manifestação dos filhos de Deus. 20Porque a criatura está sujeita à vaidade, não -por seu querer, mas pela daquele que a sujeitou com a esperança:
Salmos e ProvérbiosSl 106,18-26 (107)
Salmo 106 (107)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 107.
18A alma dêles aborreceu tôda a comida: E chegaram até as portas da morte. 19E clamaram ao Senhor quando se viram em angústia: E livrou-os de suas necessidades. 20Enviou a sua palavra, e salvou-os: E livrou-os do que lhes era mortal. 21Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens: 22E lhe ofereçam sacrifício de louvor: E anunciem as suas obras com regozijo. 23Os que descem ao mar em naus para fazerem as suas manobras nas muitas águas. 24Êles mesmos viram as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo. 25Disse, e levantou-se um vento de tempestade: E empolaram-se as suas ondas. 26Sobem até aos céus, e descem até aos abismos: A sua alma com os males se consumia.