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Bíblia em um ano Dia 190/365

Dia 190

Na 1–3; Sf 1 · Rm 7 · Sl 106,10-17 (107) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoNa 1–3; Sf 1
  2. Novo TestamentoRm 7
  3. Salmos e ProvérbiosSl 106,10-17 (107)
Destaque da leitura de hoje“Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens.”Salmo 106,15 (107)

Antigo TestamentoNa 1–3; Sf 1

Naum 1

1Desgraça de Nínive: Livro da visão de Naum de Elcese. 2O Senhor é um Deus zeloso, e vingador: O Senhor é vingador e se arma de furor: O Senhor toma vingança contra os seus adversários, e êle mesmo se ira contra seus inimigos. 3O Senhor é paciente, e ao mesmo tempo grande em fortaleza, e não tratará como a inocente o pecador, tendo-o por isento de culpa. O Senhor anda entre a tempestade e o torvelhinho, e debaixo dos seus pés se levantam nuvens de poeira. 4Êle ameaça o mar, e êle o seca: E muda todos os rios num deserto. Basan e o Carmelo perderam a fôrça: E a flor do Líbano amorteceu. 5Os montes foram por de abalados, e os outeiros ficaram desolados: li a terra, co orbe. e todos os que nêle habitavam, tremeram diante dêle. 6Diante da face da sua indignação quem é que poderá subsistir? E quem resistirá contra a ira do seu tfu-ror? A sua indignação se derramou como um logo: E ela fêz que se derretessem as mesmas pedras. 7O Senhor é bom, e êle conforta no dia da tribulação: E conhece aos que esperam nele: 8E com uma inundação impetuosa acabará de uma vez com o lugar dela:.E as treyas perscg-uirüo aos seus inimigos. 9Por que formais vós projetos contra o Senhor? Êle mesmo vos consumirá de todo: Não se levantará por duas vêzes a tribulação. 10Porque bem como os espinhos se entrelaçam uns com os outros, assim se unirão êles quando beberem juntos nos seus banquetes: Êles serão consumidos como uma palha cheia de secura. 11De ti sairá quem forme contra o Senhor negros desígnios: Quem nutra no seu coração pensamentos de prevaricação. 12Isto diz o Senhor: Por mais fortes que eles fôrem, e por mais numerosos que sejam, ainda assim serão todos tosqueados, e êle passará: Eu te afligi mas não te afligirei mais. 13E agora esmigalharei eu a sua vara de cima do teu espinhaço e: desfarei as tuas cadeias. 14E o Senhor pronunciará a sua sentença contra ti, não haverá mais semente do teu nome: Eu exterminarei os ídolos e as estátuas da casa do teu Deus; eu porei o teu sepulcro, porque tu caíste no desprêzo. 15Eis vejo cu sôbre os montes os pés do que traz a boa nova e anuncia a paz: Celebra, ó Judá, as tuas festividades e cumpre os teus votos: Porque Belial não passará mais por ti: Êle inteiramente pereceu.

Naum 2

1Eis-aí vem aquêle que te há de destruir tudo à tua Yista, o que te há de pôr em apertado sítio: Reconhece o caminho, conforta os lombos, acrescenta mui alentados brios ao teu valor. 2Porque o Senhor vai castigar a soberba que se ousou com Jacó, bem como a soberba que se ousou com Israel: Quando os seus inimigos os saquearam e lhes deitaram a perder os seus arrebentos. 3O escudo dos seus valentes lança chamas de fogo, os combatentes do exército estão vestidos de púrpura: As rédeas das suas carroças de guerra despedem resplendores no dia do seu apercebimento para a guerra, e os seus condutores se acham adormecidos. 4Nas marchas se desordenaram: As carroças se colidiram umas com as outras nas ruas: A vista dêles é como lâmpadas ardentes, como relâmpagos que discorrem de uma parte para a outra. 5Êle se lembrará dos scus valentes, eles cairão de tropel nos seus caminhos: Denodadamente escalarão os seus muros, e se aparelhará a coberta. 6Enfim as portas se abriram pela inundação dos rios, e o templo foi destruído até ficar por terra. 7E os soldados da guarda foram levados prisioneiros: E as suas escravas eram levadas cativas, gemendo como pombas, rosnando nos seus corações. 8E Nínive ficou tôda coberta de água, como um tanque: Mas os seus cidadãos fugiram: Parai, parai, mas nenhum há que volte. 9Saqueai a prata, saqueai o ouro: E não há fim das riquezas de todo o gênero de móveis apcieciveis. 10Nínive está destruída, rasgada, e dilacerada: E nela se encontram corações desmaiados, e desconjunta-mento de joelhos, e desfalecimento em todos os rins: E o rosto de todos êles é como a tisnadura da panela. 11Onde está agora a habitação dos leões, e as pastagens dos ledezinhos, para onde se iam ali recolher o leão, e o cachorro do leão, sem haver ninguém que os espantasse?. 12O leão tomou o que bastava para os seus cachorros, e matou caça para as suas leoas: E encheu as suas covas de prêsas, e a sua caverna de rapinas. 13Eis-aí venho eu a ti, diz o Senhor dos exércitos, e porei fogo às tuas carroças até as reduzir a fumo, e a espada devorará os teus ledezinhos: E arrancarei da embaixadores.

Naum 3

1Ai de ti, cidade de sangues, tôda cheia de mentiras, e de estragos: Não se apartará de ti a rapina. 2Ouvir-se-ã em ti o sonido dos azorragues, e o estrépito do ímpeto das rodas, e dos cavalos que relin-cham, e das carroças ferventes pela agitação, e da cavalaria que avança: 3E das reluzentes espadas, e das fuzilantes lanças, e da multidão de mortos, e do grande estrago: Não têm fim os cadáveres, e cairão os corpos uns sôbre os outros. 4Tudo isto pela multidão das fornicações de uma meretriz formosa, e engraçada, e que tem encantamentos, que vendeu as gentes pelas suas fornicações, e as famílias pelos seus malefícios: 5Eis-me aqui contra ti, diz o Senhor cios exércitos, e eu destobrirei na tua face o qué em ti deve estar escondido, e exporei a tua nudez às gentes, e aos reinos a tua ignomínia. 6E lançarei sôbre ti as tuas abominações, e te cobrirei de afrontas, e te porei por escarmento. 7E acontecerá: Todo o que te vir, saltará para trás retirando-se de ti, e dirá: Nínive está destruída: Quem moverá a cabeça sôbre ti? Aonde te irei buscar um consolador 8Porventura és tu mais considerável do que Alexandria, tão cheia de povos, que tem o seu assento entre os rios? Correm as águas em tôrno dela: Cujas riquezas são e mar: Às águas as suas muralhas. 9A Etiópia era a sua fôrça, como também o Egito, que não tem fim: A África e a Líbia te foram de socorro. 10O Isto não obstante, essa mesma foi levada cativa para uma terra estranha: Os seus pequeninos foram ma-chucados notôpo de tôdas as ruas, e sôbre os nobres dela deitaram sortes, e todos os seus grandes senhores foram carregados de ferros. 11Também tu pois serás embriagada, e cairás em vilipêndio: E tu pedirás socorro ao teu inimigo. 12"Todas as tuas fortificações serão como a figueira com os seus primeiros figos: Se se sacudirem, cairão na bôca do que os come. 13Eis-aí que o teu povo é como mulheres no meic de ti: As portas da tua terra se abrirão de par em par aos teus inimigos, e o fogo devorará as tuas trancas. 14Tira água, para te preparares para o cêrco, repara as tuas fortificações: Mcete-te no barro, e pisa-o aos pés, amassa-o para fazeres ladrilhos. 15Ali te consumirá o fogo: Tu perecerás à espada, ela te devorará como o brugo: Ajunta-te como uma nuvem de brugos: Multiplica-te em enxames como gafanhotos. 16Tu fizeste as tuas negociações em maior número do que são as estrêlas do céu: O brugo espalhou-se, e depois se foi voando. 17Os teus guardas são como gaianhotos, e os teus pequeninos são como os gafanhotinhos, que param sôbre as sebes em tempo de frio: Assim que o sol nasceu logo voaram, e não se achou mais o lugar onde êles tenham estado. 18Os teus pastôres, ó rei Assur. dormitaram: Os príncipes serão sepultados: O teu povo foi-se esconder nos montes, e não há quem o ajunte. 19A tua destruição não está oculta, a tua chaga é muito maligna: Todos os que ouviram a tua fama bateram as palmas sôbre ti: Porque sôbre quem não passou sempre a tua malícia?

Sofonias 1

1Palavra do Senhor que foi dirigida a Sofonias, filho de Cusi, filho de Godolias, filho de Amarias, filho de Ezccias, em tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá. 2Eu infalivelmente congregarei tudo o que se achar sobre a face da terra, diz o Senhor: 3Congregando os homens e o gado, congregando as aves do céu, e os peixes do mar: E sobrevirão as ruínas dos ímpios: E exterminarei os homens de cima da terra, diz o Senhor. 4E estenderei a mão sôbre Judá e sôbre todos os habitantes de Jerusalém: E exterminarei dêste lugar as relíquias de Baal, e os nomes dos seus sacristães com os sacerdotes: 5E os que adoram a milícia do céu sobre os telhados, e os que adoram o Senhor e juram pelo seu nome, e ao mesmo tempo juram pelo nome de Melcom. 6E os que se desviam de andar em seguimento do Senhor, e cs que não buscaram ao Senhor, nem trabalharam pelo achar. 7Estai em silêncio diante da face do Senhor Deus: Porque o dia do Senhor está perto, porque o Senhor preparou a vitima, êle santificou os seus chamados. 8E acontecerá isto: No dia da vitima do Senhor virei eu com a minha visita sôbre os príncipes, e sôbre os filhos dos reis, e sôbre todos os que se vestem de tra-jes estrangeiros. 9E virei com a minha visita naquele dia sôbre todo o que entra com arrogância por cima do limiar: Sobre os que enchem de iniqüidade, e dolo, a casa do Senhor seu Deus. 10E haverá naquele dia, diz o Senhor, uma algazarra de alaridos desde a porta dos peixes, e uivos desde a Segunda, e grande quebrantamento desde os outeiros. 11Uivai, habitantes de Pila: Todo o povo de Canaã foi reduzido a silêncio, todos os que estavam envolvidos na prata, pereceram. 12E naquele tempo acontecerá isto: Eu esquadri-nharei a Jerusalém com muitas luzes: E virei com a minha visita sôbre os homens que estão encravados nas suas fezes: Que dizem nos seus corações: O Senhor não nos há-de fazer nem bem, nem fará mal. 13E tôda a fortaleza dêles será roubada, e as suas casas se tornarão num deserto: E êles edificarão casas, e não as habitarão: E plantarão vinhas e não lhes beberão o vinho: 14O dia grande do Senhor está próximo, está próximo e êle se vem chegando a grandes passos: Amarga é a voz do dia do Senhor, o forte se verá nêle em grande apêrto. 15Esse dia será um dia de ira, um dia de tribulação e angústia, um dia de calamidade e miséria, um dia de névoas e remoinhos. 16Um dia em que soará a trombeta e a algazarra sôbre as cidades fortificadas e sôbre as altas tôrres. 17E eu atribularei os homens, e êles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor: E o seu sangue será derramado como a poeira, e os seus corpos pisados como o estêrco. 18Mas nem ainda a sua prata e o seu ouro os não poderá livrar no dia da ira do Senhor: No fogo do seu zêlo será devorada tôda a terra, porque êle se dará pressa por exterminar todos os habitantes da mesma terra.

Novo TestamentoRm 7

Romanos 7

1Porventura ignorais vós, irmãos, (falo pois com os que sabem a Lei), que a lei só tem domínio sôbre o homem, por quanto tempo êle vive? 2Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto vive o marido, atada está à lei: Mas se morrer seu marido, solta fica da lei do marido. 3Logo se, vivendo o marido, for achada com outro homem, será chamada adúltera: Mas se morrer seu marido, livre fica da lei do marido: De maneira que não é adultera se estiver com outro marido. 4Pelo que, irmãos meus, também vós estais mortos à lei pelo corpo de Cristo: Para que sejais de outro, do que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto a Deus. 5Porque enquanto estávamos na carne, as paixões dos pecados, que havia pela lei, obravam em nossos membros, para darem fruto à morte: 6Mas agora soltos estamos da lei da morte, na qual estávamos presos, de sorte que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. 7Que diremos logo? É a lei do pecado? Deus nos livre de tal cuidarmos. Mas eu não conheci o pecado, senão pela lei: Porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissera: Não cobiçarás. 8E o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim tôda a concupiscência, porque sem a lei o pecado estava morto. 9E eu nalgum tempo vivia sem lei; Mas quando veio o mandamento, reviveu o pecado. 10E eu sou morto: O mandamento que me era para vida, êsse foi achado que me era para morte. 11Porque o pecado tomando ocasião do mandamento me enganou, e me matou pelo mesmo mandamento. 12Assim que a lei é na verdade santa, e o mandamento é santo e justo e bom. 13Logo, o que é bom se tem feito morte para mim? Não por certo. Mas o pecado, para se mostrar pecado, produziu em mim a morte por bem: À fim de que o pecado se faça excessivamente pecador pelo mandamento. 14Porque sabemos que a lei é espiritual: Mas eu sou carnal, vendido para estar sujeito ao pecado. 15Porque eu não compreendo o que faço: Porque não faço êsse bem que quero: Mas o mal que aborreço, êsse é que faço. 16Se eu porém faço o que não quero: Consinto com a lei, tendo-a por boa. 17E neste caso não sou eu já o que faço isto, mas - sim o pecado que habita em mim. 18Porque eu sei que em mim, quero dizer na minha carne, não habita o bem. Porque o querer o bem, eu o acho em mim: Mas não acho o meio de o fazer perfeitamente. 19Porque eu não faço o bem que quero. Mas faço o mal que não quero. 20Se eu porém faço o que não quero, não sou eu já o que faço, mas é sim o pecado que habita em mim. 21Portanto querendo eu fazer o bem, acho a lei de que o mal reside em mim. 22Porque eu me deleito na Lei de Deus, segundo o homem interior. 23Mas sinto nos meus membros outra lei, que re-pugna à lei do meu espírito, e que me faz cativo na lei do pecado, que está nos meus membros. 24Infeliz homem eu, quem me livrará do corpo desta morte? 25À graça de Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo sirvo à lei de Deus segundo o espirito, e sirvo à lei do pecado, segundo a carne.

Salmos e ProvérbiosSl 106,10-17 (107)

Salmo 106 (107)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 107.

10Os que moravam em trevas, e na sombra da morte: Aprisionados em mendiguez, e em ferro. 11Porque foram rebeldes às palavras de Deus: E desprezaram o conselho do Altíssimo. 12E foi humilhado o seu coração nos trabalhos: Ficaram sem forças, e não houve quem os socorresse. 13E clamaram ao Senhor quando se viram em angústia: E livrou-os de suas necessidades. 14E tirou-os das trevas, e da sombra da morte: Rompeu as suas cadeias. 15Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens. 16Porque arrombou as portas de bronze: E quebrou os ferrolhos de ferro. 17Êle os recebeu do caminho da sua maldade: Porque pelas suas injustiças foram humilhados.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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