Dia 196
Jr 8–10 · Rm 11,19-36 · Sl 108,11-18 (109) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Estejam sempre diante do Senhor, e seja riscada da terra a memória dêles.”Salmo 108,15 (109)
Antigo TestamentoJr 8–10
Jeremias 8
1Naquele tempo, disse o Senhor: Lançarão fora "das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos. dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos daqueles que em Jerusalém têm habitado: 2E expô-los-ão ao sol, e à lua e a tôda a milícia do céu, que êles amaram, e a quem serviram, e após de quem andaram, e a quem buscaram, e adoraram: Não: serão recolhidos, nem sepultados: Ficarão sôbre a face da terra como um muladar. 3E escolherão antes a morte que a vida todos os. que ficarem desta ralé depravadissima em todos os lugares. que foram desamparádos, onde eu os arrojei, diz o Senhor dos exércitos. 4E tu lhes dirás a êles: Isto diz o Senhor: Porventura o que cai não se levantará? e o que se desviou não tornará? 5Pois por que se tem desviado êste povo em Jerusalém com uma obstinada apostasia? Tem abraçado a mentira, e não quiseram voltar. 6Atendi, e escutei: Ninguém fala o que é bom, nenhum há que faça penitência do seu pecado, dizendo: Que fiz eu? todos voltam para onde a sua paixão os leva, como cavalo que corre a tôda a brida para o combate. 7O milhafre no céu conheceu a sua estação: À rôla e a andorinha, e a cegonha observaram a conjuntura da sua arribação: Mas o meu povo não conheceu o juízo do Senhor. 8Como assim dizeis: Sábios somos nós, e a lei do Senhor está conosco? Verdadeiramente o ponteiro mentiroso dos escribas gravou a mentira. 9Confundidos foram os sábios, aterrados têm sido e presos: Porque desprezaram a palavra do Senhor, e nenhuma sabedoria há nêles. 10Pelo que darei suas mulheres a estranhos, seus campos a outros herdeiros: Porque desde o mais pequeno até ao maior todos seguem a avareza: Desde o profeta até ao sacerdote todos forjam a mentira. 11E curavam as chagas da filha do meu povo, para sua ignomínia, dizendo: Paz, paz: Quando não havia paz. 12Ficaram confundidos porque cometeram a abominação: Ou antes não foram confundidos pela confusão, nem souberam que era envergonhar-se: Portanto cairão entre os que perecerem, no tempo da sua vingança cairão, diz o Senhor. 13Eu os congregarei juntos, diz o Senhor: Não há uva nas vides, nem há figos na figueira, a fôlha caiu: E eu lhes dei o que lhes escapou. 14Por que estamos nós quietos? ajuntai-vos, e entremos na cidade fortificada, e guardemos aí silêncio: Porque o Senhor nosso Deus nos fêz calar, e nos deu a beber água de fel: Porque pecamos contra o Senhor. 15Esperamos a paz, e êste bem não chegava: O tempo da medicina, e eis-que só havia temor. 16O estrépito da cavalaria inimiga se percebeu já desde Dan, à voz dos rinchos dos guerreiros dêle estremeceu tôda a terra: E vieram e devoraram a terra, e quanto havia nela: A cidade e os seus habitadores. 17Porque eis vos enviarei eu uns serpentes régulos, contra os quais não podem nada os encantamentos: E vos morderão, diz o Senhor: 18A minha dor é sobre tôda a dor, o meu coração está melancolizado dentro de mim. 19Eis-ai a voz do clamor da filha do meu povo desde uma terra longinqua: Porventura não está o Senhor em Sião, ou não está o seu rei no meio dela? Por que razão logo me provocaram êles a ira com os seus ídolos, e com estranhas vaidades? 20O tempo da ceifa é passado, o estio findou-se, e nós não fomos salvos. 21Quebrantado estou, e entristecido pela dor da filha do meu povo; o espanto se apoderou de mim. 22Acaso não há resina em Galaad? ou não se acha lã médico? Por que razão logo não tem encourado a cicatriz da filha do meu povo?
Jeremias 9
1Quem dará água à minha cabeça, e uma fonte de lágrimas a meus olhos? e eu chorarei de dia e de noite os mortos da filha do meu povo. 2Quem me dará no deserto um albergue de passageiros, e eu deixarei o meu povo, e me apartarei deles? Porque todos são uns adúlteros, um congresso de prevaricadores. 3Estenderam a sua língua como arco de mentira e não de verdade: Fortificaram-se na terra, porque passaram de maldade em maldade, e não me conheceram, diz o Senhor. 4Cada um se guarde do seu próximo, e não se fie de nenhum de seus irmãos: Porque todo o irmão armando cambapé dará sancadilha, e todo o amigo andará com falsidade. 5E cada um dêles se rirá de seu irmão, e não falarão a verdade: Porque ensinaram a sua língua a proferir a mentira: Estudaram como haviam de fazer injustiças. 6A tua habitação é no meio do engano: Por amor do engano recusaram conhecer-me, diz o Senhor. 7Portanto isto diz o Senhor dos exércitos: Eis-aqui estou eu que os fundirei, e ensaiarei ao fogo: Porque que outra coisa farei eu à vista da filha do meu povo? 8A língua dêles é uma seta que fere, ela falou o engano: Na sua bôca fala paz com o seu amigo, e ocultamente lhe arma ciladas. 9Acaso não punirei eu êstes excessos? diz o Senhor, ou numa gente como esta não se vingará a minha alma? 10Sôbre os montes romperei em chôro e lamento, e sôbre os lugares amenos do deserto desafogarei em pranto: Porque têm sido incendiados de maneira que não há homem que passe por ali: E não ouviram a voz de quem os possuía: Desde a ave do céu até aos animais mudaram de sítio e se retiraram. 11E reduzirei Jerusalém a montões de areia, e a covis de dragões: E entregarei as cidades de Judá à desolação, sem que fique ali morador. 12Quem é o varão sábio que entenda isto, e a quem se dirija a palavra da bôca do Senhor, para que publique isto, por que causa tem perecido a terra, e tem sido abrasada como um deserto, de maneira que não há quem passe por ela? 13E disse o Senhor: Porque êles abandonaram a minha lei, que eu lhes dei, e não ouviram a minha voz, e não andaram nela: 14E se foram atrás da pravidade do seu coração, e após de Baal: Como êles aprenderam de seus pais. 15Portanto isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que alimentarei a êste povo-com losna, e dar-lhes-ei por bebida água de fel. 16E enviá-los-ei dispersos para entre umas gentes, que êles e seus pais não conheceram: E enviarei após êles a espada, até serem consumidos. 17Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Considerai atentamente, e chamai carpideiras e venham: E enviai por aquelas que são hábeis, e se apressem: 18Dêem-se pressa, principiem o lamento sôbre nós; distilem lágrimas os nossos olhos, e as nossas pálpebras se alaguem de rios de águas. 19Porque esta voz de lamentação se ouviu em Sião: Como havemos sido destruídos e cheios de tão grande confusão? Porque abandonamos a terra, por haverem sido derribadas as nossas casas. 20Ouvi pois, mulheres, a palavra do Senhor, e recebam os vossos ouvidos o discurso da sua bôca: E ensinai a vossas filhas o lamento: E cada uma à sua vizinha o pranto: 21Porque a morte subiu pelas nossas janelas, ela entrou nas nossas casas para perder as nossas crianças nas ruas, os nossos mancebos nas praças. 22Fala: Isto diz o Senhor: E cairão os cadáveres dos homens como estêrco sôbre a face de um campo, e como feno para detrás do segador, e não há quem os recolha. 23Isto diz o Senhor: Não se glorie o sábio no seu saber, nem se glorie o forte na sua fôrça, e não se glorie o rico nas suas riquezas: 24Porém nisto se glorie aquele que se glória, em conhecer-me e em saber que eu sou o Senhor que faço misericórdia, e juízo e justiça sôbre a terra: Porque estas coisas me agradam, diz o Senhor. 25Eis-aí vêm dias, diz o Senhor, e visitarei todo aquêle que é circuncidado, 26sobre o Egito, e sôbre Judá, e sobre Edom, e sôbre os filhos de Amon, e sôbre Moab, e sôbre todos os que se acham com o cabelo cortado em redondo, que moram no deserto: Porque tôdas as gentes têm prepúcio, mas tôda a casa de Israel vem a ser uns incircuncisos de coração.
Jeremias 10
1Ouvi a palavra que falou o Senhor acêrca de vós, casa de Israel. 2Isto diz o Senhor: Não aprendais segundo os caminhos das gentes: E não temais os sinais do céu, como temem as gentes: 3Porque as leis dos povos são vãs: Porque o artifice cortou um madeiro do bosque trabalhando-o com o machado. 4Adornou-o com prata, e com ouro: Com pregos e a marteladas, o uniu para se não desconjuntar. 5À semelhança de palmeira foram feitas, e não falarão: Andarão com elas de uma parte para outra, porque não podem dar passo: Não as temais pois, porque nem podem fazer mal nem bem. 6Ninguém há semelhante a ti, Senhor: Grande és tu, e grande o teu nome em fortaleza. 7Quem te não temerá, ó rei das gentes? Porque tua é a honra: Entre todos os sábios das gentes, e em todos os seus reinos nenhum há semelhante a ti. 8Êles serão igualmente convencidos por uns insipientes e fátuos: Doutrina é de vaidade o madeiro dêles. 9A prata enrolada se traz de Tarsis, e o ouro de Ofaz, obra de mestre, e mão de fundidor: De jacinto e de púrpura é a vestidura dêles: Obras de mestres são tôdas estas coisas. 10Mas o Senhor êsse é o Deus verdadeiro: Êle o Deus vivo, e o rei sempiterno: À sua indignação se aba-lará a terra: E as gentes não suportarão as suas ameaças. 11Vós pois lhes direis assim: Os deuses que não fizeram os céus e a terra, pereçam da terra, e do que está debaixo do céu. 12O que fêz a terra com o seu poder, pôs em ordem o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os céus. com a sua prudência. 13À sua voz dá êle uma multidão de águas no céu, e eleva as nuvens dos extremos da terra: Resolve em chuva os relâmpagos, e faz sair o vento dos seus tesouros. 14Todos êstes homens se tornaram néscios pela sua. ciência, confundido ficou todo o artífice no seu simulacro: Porque coisa falsa é a que fundiu, e não há espirito: nêles. 15Elas são coisas vãs, e obra digna de riso: No tempo da sua visitação perecerão. 16Não é semelhante a êstes o que é a porção de Jacó: Pois êle é o que formou tôdas as coisas: E Israel é vara da sua herança: O Senhor dos exércitos é o seu Nome. 17Ajunta da terra a tua confusão, tu que moras: em lugar cercado: 18Porque isto diz o Senhor: Eis-aqui estou eu que atirarei desta vez para bem longe com os habitadores. desta terra, e eu os atribularei de modo que todos sejam achados. 19Ai de mim pela minha dilacerante dor, a minha chaga é muito maligna. Mas eu disse: Certamente enfermidade minha é esta, e eu a suportarei. 20A minha tenda foi destruída, tôdas as minhas: cordas se romperam, os meus filhos saíram de mim e não subsistem: Daqui em diante não há quem estenda o meu pavilhão, e levante as minhas.peles. 21Porque os pastôres obraram loucamente, e não buscaram o Senhor: Por isso não entenderam, e todo o. seu rebanho se desarranjou. 22Eis-aí vem uma voz perceptível, e um grande tumulto da terra do Aquilão: Para reduzir as cidades de Judá a um deserto, e a morada de dragões. 23Eu sei, Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem é do varão o andar, e o dirigir os seus. passos. 24Castiga-me, Senhor, porém seja isto segundo o teu juízo: E não no teu furor, para que não suceda que tu me reduzas a um nada. 25Derrama a tua indignação sôbre as gentes que te não conheceram, e sôbre as províncias, que não invocaram o teu nome, porque tragaram a Jacó, e o devoraram, e o consumiram, e dissiparam a sua glória.
Novo TestamentoRm 11,19-36
Romanos 11
19Porém dirás: Os ramos foram quebrados, para que eu seja enxertado. 20Bem: Por sua intredulidade foram quebrados. Mas tu pela fé estás firme: Pois não te ensoberbeças por isso, mas teme. 21Porque se Deus não perdoou aos ramos naturais: Deves tu temer que êle te não perdoe a ti. 22Considera pois a bondade, e a severidade de Deus: À severidade por certo para com aqueles que cairam: E a bondade de Deus para contigo, se permaneceres na bondade; doutra maneira também tu serás cortado. 23E ainda êles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados: Pois Deus é poderoso para en-xertá-los de novo. 24Porque se tu fôste cortado do natural zambujeiro, e contra a tua natureza fôste enxertado em boa oliveira: Quanto mais aqueles que são naturais, serão enxertados na sra própria oliveira? rvr,., não quero, 25Mas não quero, irmãos, que vós ignoreis êste mistério, (para que não sejais sábios em vós mesmos), que a cegueira veio em parte a J srael, até que haja entrado a multidão das gentes. 26E que assim todo Israel se salvasse, como está escrito: Virá de Sião um que seja libertador, e que desterre a impiedade de Jacó. 27E esta será com êle a minha aliança: Quando eu tirar os seus pecados. 28É verdade que quanto ao Evangelho, êles agora são aborrecidos por vossa causa: Mas quanto à eleição, êles são mui queridos por amor de seus pais. 29Porque os dons, e a vocação de Deus são imu-taveis. 30Porque assim como também vós em algum tempo não crêstes a Deus, e agora haveis alcançado misericórdia pela incredulidade dêles: 31Assim também êstes agora não creram na vossa misericórdia. 32Porque Deus a todos encerrou na incredulidade, para usar com todos de misericórdia. 33O profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Quão incompreensiveis são os seus juízos, e quão incscrutáveis os seus caminhos! 34Porque quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35Ou quem lhe deu alguma coisa primeiro, para esta lhe haver de ser recompensada? 36Porque dêle e por êle e nêle existem tôdas as coisas: A êle seja dada glória por todos os séculos. Amém.
Salmos e ProvérbiosSl 108,11-18 (109)
Salmo 108 (109)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 109.
11O usurário dê caça a todos os seus bens: E os estranhos roubem o fruto dos seus trabalhos. 12Não tenha quem o ajude: Nem haja quem se compadeça dos seus órfãos. 13Sejam seus filhos para extermínio: Em uma só geração fique apagado o seu nome. 14A iniquidade de seus pais reviva na presença do Senhor ocorrendo à sua lembrança: E o pecado de sua mãe não seja apagado. 15Estejam sempre diante do Senhor, e seja riscada da terra a memória dêles. 16Porquanto se não lembrou de usar de misericórdia. 17E perseguiu ao homem sem amparo, e ao mendigo, e ao quebrantado de coração para o entregar à morte. 18E como amou a maldição, ela lhe virá: E como não quis a bênção ela se apartará dêle. E vestiu-se de maldição como dum vestido, e entrou como água nas suas entranhas, e como azeite nos seus ossos.