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Bíblia em um ano Dia 195/365

Dia 195

Jr 6–7 · Rm 11,1-18 · Sl 108,1-10 (109) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoJr 6–7
  2. Novo TestamentoRm 11,1-18
  3. Salmos e ProvérbiosSl 108,1-10 (109)
Destaque da leitura de hoje“Do mesmo modo pois ainda neste tempo, segundo a eleição da sua graça; salvou Deus a um pequeno número, que êle reservou para si.”Romanos 11,5

Antigo TestamentoJr 6–7

Jeremias 6

1Armai-vos de fortaleza, filhos de Benjamim, no meio de.Jerusalém, e fazei soar a trombeta em Técua, e levantai o estandarte sôbre Betacarem: Porque da banda do Aquilão apareceu um mal, e uma grande ruína. 2A uma formosa e delicada assemelhei a filha de Sião. 3A ela virão os pastôres, e os seus rebanhos, puseram nela ao redor as suas tendas: Cada um apascentará aquêles que estão debaixo da sua mão. 4Preparai-vos a lhe declarar a guerra: Levantai-vos, e subamos ao meio-dia: Ai de nós, que declinou o dia, porque as sombras se fizeram mais compridas pela tarde. 5Levantai-vos e subamos de noite e deitemos abaixo tôdas as suas casas. 6Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Cortai as árvores do contôrno, e fazei um marachão à roda de Jerusalém: Esta é a cidade destinada à minha vingança, porque todo o gênero de calúnia reina no meio dela. 7Como a cisterna tornou fria a água que em si recebeu, assim esta cidade tornou fria a sua malícia: A iniquidade e a desolação se ouvirá nela; diante de mim estão sem cessar a miséria e o açoite. 8Escarmenta, Jerusalém, para que não suceda que a minha alma se aparte de ti, não suceda que eu te torne em terra deserta e despovoada. 9Eis-aqui o que diz o Senhor dos exércitos: Até ao último cacho, como em vindima, se rabiscarão os restos de Israel. Volta a tua mão como o vindimador ao cesto. 10A quem falarei eu? E a quem admoestarei que me ouça? Eis-que os seus ouvidos estão incircuncidados, e não podem ouvir: Eis-que a palavra do Senhor foi para êles um motivo de opróbrio: E não a receberão. 11Por isso é que eu estou cheio do furor do Senhor: Cansado estou de sofrer: Derrama a indignação sôbre o menino que anda pela rua, e juntamente sôbre o congresso dos mancebos: Porque o marido será prêso com a mulher, o velho com o decrépito. 12E as suas casas passarão a estranhos, os campos e igualmente as mulheres: Porque eu estenderei a minha: mão sôbre os habitantes da terra, diz o Senhor. 13Porquanto desde o mais pequeno até o maior todos estão entregues à avareza: E desde o profeta até o sacerdote todos procedem com dolo. 14E curam as chagas da filha do meu povo com ignomínia dizendo: Paz, paz: Quando não havia paz. 15Confundiram-se porque fizeram abominação: Ou por melhor dizer, nem a mesma confusão os pôde confundir, nem souberam que coisa era envergonhar-se: Por isso cairão entre a turba dos mortos: No tempo da sua visitação cairão, diz o Senhor. 16Eis-aqui o que diz o Senhor: Tende-vos sôbre os caminhos, e vêde, e perguntai, quais são as antigas veredas, para conhecerdes o bom caminho, e andai por êle: E achareis refrigério para as vossas almas. E êles responderam: Não andaremos por certo. 17E constituí umas sentinelas sôbre vós. Ouvi a voz da trombeta. E êles responderam: Não ouviremos por certo. 18Portanto ouvi, ó gentes, e tu, ó congregação, vê com quanto rigor os tratarei eu a êles. 19Ouve terra: Eis-aí farei eu vir calamidades sôbre êste povo, fruto dos seus pensamentos: Porque não ouviram as minhas palavras, e rejeitaram a minha lei. 20Para que me trazeis vós incenso de Sabá, e cana de suave cheiro de terra longínqua? os vossos holocaustos não me são aceitos, nem as vossas vítimas me agradaram. 21Portanto isto diz o Senhor: Eis-aqui estou eu que trarei a ruína sôbre êste povo, e cairão entre êles juntamente os pais e os filhos, o vizinho, e o próximo perecerão. 22Isto diz o Senhor: Eis-aqui vem um povo da terra do Aquilão, e uma nação grande se levantará dos fins da terra. 23Tomará seta e escudo: Ela é cruel, e não terá piedade: A sua voz soará como o mar: E montarão em cavalos, dispostos como um homem valente, a pelejar contra ti, filha de Sião. 24Ouvimos a sua fama, afrouxaram-se as nossas mãos: Alcançou-nos a tribulação, as dores como a que está de parto:, 25Não saiais aos campos, e não andeis pelo caminho: Porque a espada do inimigo é o espanto ao redor. 26Filho do meu povo, veste-te de cilício, e revolve-te na cinza: Toma luto como por um filho único, pranto amargo, porque de repente virá sôbre nós o destruidor. 27Por averiguador forte te tenho pôsto sôbre o meu povo: E saberás, e examinarás o caminho dêles. 28Todos êstes príncipes que estão fora de caminho, «que andam com engano, são cobre e ferro: Todos se têm corrompido. 29Faltou o fole, o chumbo foi consumido no fogo, debalde o meteu o fundidor na forja: Porque as suas malícias não se consumiram. 30Chamai-os uma prata falsa, porque o Senhor os rejeitou.

Jeremias 7

1Palavra que pelo Senhor foi dirigida a Jeremias, a qual, dizia: 2Põe-te em pé à porta da casa do Senhor, e prega aí estas palavras e dize: Ouvi a palavra do Senhor todo Judá, que entrais por estas portas, para adorardes ao Senhor. 3Eis-aqui o que diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Fazei bons os vossos caminhos, e os vossos afetos: E eu habitarei convosco neste lugar. 4Não ponhais a vossa confiança em palavras de mentira, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, êste templo é do Senhor. 5Porque se dirigirdes bem os vossos caminhos e os vossos afetos: Se fizerdes justiça aos que pleiteiam entre si, 6se não oprimirdes o estrangeiro, e o pupilo, e a viúva, nem derramardes o sangue inocente neste lugar, e se não andardes após dos deuses alheios para vossa própria desgraça: 7Habitarei convosco neste lugar: Na terra que dei a vossos pais desde o século e até o século. 8Eis-aí está que vós confiais para vosso mal em palavras de mentira, que vos não servirão para nada: 9Para furtar, matar, adulterar, jurar falso, sacrificar aos ídolos, e ir após dos deuses estranhos, que não conheceis. 10E viestes e vos presentastes diante de mim nesta casa, onde o meu nome foi invocado, e dissestes: Estamos livres ainda que tenhamos cometido tôdas estas abominações. 11Logo esta minha casa, onde foi invocado o meu nome diante de vossos olhos, não é assim que está feita um covil de ladrões? Eu, eu sou: Eu o vi, diz o Senhor. 12Ide ao meu lugar em Silo, onde habitou o meu nome desde o princípio: E vêde o que lhe eu fiz por causa. da malícia do meu povo de Israel: 13E agora porque tendes feito tôdas estas obras, diz o Senhor: Eu vos falei levantando-me de manhã e falando eu, ainda assim me não ouvistes: E vos chamei, e não respondestes: 14Farei eu a esta casa onde o meu nome foi invocado e na qual vós pondes a vossa confiança: E êste lugar que eu vos dei a vós e a vossos pais assim como fiz a Silo. 15E eu vos lançarei bem longe da minha face como lancei a todos os vossos irmãos, a tôda a linhagem de Efraim. 16Tu pois não rogues por êste povo, nem empreendas por êle louvor nem oração, e não te me oponhas: Porque te não escutarei. 17Acaso não vês tu o que êstes fazem nas cidades de Judá e nas praças de Jerusalém? 18Os filhos ajuntam a lenha e os pais acendem o fogo, e as mulheres misturam a manteiga com os mais adjuntos necessários para fazerem tortas à rainha do - s. Jerônimo. céu, e para sacrificarem a deuses estranhos, e para me provocarem a ira. 19Acaso êles a mim é que me provocam a ira? diz o Senhor, ou não é antes a si mesmos que fazem mal para confusão do seu rosto? 20Portanto isto diz o Senhor Deus: Eis-aí está que o meu furor, e a minha indignação se anda forjando sôbre êste lugar, sôbre os homens, e sôbre os animais, e sôbre as árvores do campo, e sôbre os frutos da terra, e se acenderá, e não se apagará. 21Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos às vossas vítimas, e comei dessas carnes. 22Porque eu não falei com vossos pais, nem lhes mandei, no dia em que os tirei da terra do Egito, coisa alguma acêrca dos holocaustos e das vítimas. 23Mas eis-aqui o que lhes mandei, dizendo: Ouvi a minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo: E andai por todo o caminho que eu vos prescrevi, para serdes bem sucedidos. 24E não me ouviram, nem me aplicaram os seus ouvidos: Mas foram-se após os seus apetites, e da pravidade do seu malvado coração; e tornaram para trás, em vez de irem para diante, 25desde o dia em que seus pais saíram da terra do Egito. até ao dia de hoje. E eu vos enviarei a vós todos os meus servos os profetas, levantando-me cada dia, muito cedo, e prevenindo-vos em vo-los mandar. 26E não me ouviram, nem me aplicaram os seus ouvidos: Mas endureceram a sua cerviz: E obraram pior que seus pais. 27E tu lhes dirás a êles tôdas estas palavras, e não te escutarão: E chamá-los-ás e não te responderão: 28E tu lhes dirás a êles: Esta é uma gente, que não ouviu a voz do Senhor seu Deus, nem recebeu as suas instruções: Acabou-se a fé, e ela se exterminou da bôca dêles. 29Corta os teus cabelos, e lança-os fora e levanta o teu pranto ao alto: Porque o Senhor arrojou de si, e abandonou a geração do seu furor. 30Porque os filhos de Judá cometeram o mal diante dos meus olhos, diz o Senhor. Êles puseram os seus tropeços na casa em que foi invocado o meu nome, para a profanarem: 31E edificaram os altos de Tofet, que está no Vale do filho de Enon: Para queimarem no fogo a seus filhos, e a suas filhas, o que eu não mandei, nem pensei no meu coração. 32Portanto eis-aí virão dias, diz o Senhor, e não se dirá mais Tofet, nem Vale do filho de Enon: senão Vale da matança: E enterrarão em Tofet, porque não haverá mais lugar. 33E os corpos mortos dêste povo servirão de pasto às aves do céu, e às alimárias da terra, e não haverá quem dali as enxote. 34E farei que se não ouça nas cidades de Judá, e nas praças de Jerusalém voz de gôzo, e voz de alegria, voz de espôso, e voz de espôsa: Porque a terra será posta em desolação.

Novo TestamentoRm 11,1-18

Romanos 11

1Digo pois agora: Rejeitou Deus acaso o seu povo? Não por certo. Porque eu também sou israelita, do sangue de Abraão, da tribo de Benjamim. 2Não rejeitou Deus o seu povo, que êle conheceu na sua preciência. Porventura não sabeis vós o que a Escritura refere de Elias? De que modo pede êle justiça a Deus contra Israel? 3Senhor, mataram os teus profetas, derribaram os teus altares: E eu fiquei sózinho, e êles me procuram tirar a vida. 4Mas que lhe disse a resposta de Deus? Eu reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal. 5Do mesmo modo pois ainda neste tempo, segundo a eleição da sua graça; salvou Deus a um pequeno número, que êle reservou para si. 6E se isto foi por graça, não foi já pelas obras: Doutra sorte a graça já não será graça. 7Que diremos logo? Senão que Israel não conseguiu o que buscava: E que os escolhidos o conseguiram: E que os mais foram obcecados: 8Assim como está escrito: Deus lhes deu um espirito de estupidez: Olhos para que não vejam, e ouvidos, para que.não ouçam até o presente dia. 9E Davi diz: A mesa dêles se ihes converta em laço, em prisão, e em escândalo, e em paga. 10Escurecidos sejam os olhos dêles para que não vejam: E encurva sempre o seu espinhaço. 11Digo pois: Acaso tropeçaram êles de maneira que caíssem? Não, por certo. Mas pelo pecado deles, veio a salvação aos gentios, para incitá-los à imitação. 12Porque se o pecado dêles são as riquezas do mundo e o menoscabo dêles as riquezas dos gentios: Quanto mais a plenitude dêles? 13Porque convosco falo, ó gentios: Enquanto eu. na verdade for Apóstolo das Gentes, honrarei o meu ministério. 14Para ver se de algum modo posso mover à emulação aos da minha nação, e fazer que se salvem alguns dêles. 15Porque se a perda dêles é a reconciliação do mundo: Que será o seu restabelecimento, senão uma vida » restaurada dentre os mortos? 16Se as primícias porém são santas, também q é a massa: e se é santa a raiz, também o são os ramos. 17E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, fôste enxertado nêles, e tens sido participante da raiz, e do suço da oliveira, 18não te jactes contra os ramos: Porque se te jactas, tu não sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

Salmos e ProvérbiosSl 108,1-10 (109)

Salmo 108 (109)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 109.

1Ao regente do côro, salmo de Davi. 2O' Deus, não cales o meu louvor: Porque a bôca do pecador, e a bôca do traidor se abriu contra mim. 3Falaram contra mim com línguas aleivosas, e com palavras de ódio me cercaram: E sem causa me têm feito guerra. 4Em vez de amar-me, diziam mal de mim: Mas eu orava. 5E tornaram contra mim males por bens: E ódio em câmbio do amor que lhes tinha. 6Põem sôbre êle ao pecador: E o diabo esteja à sua direita. 7Quando fôr julgado, saia condenado: E a sua oração se lhe impute a pecado. 8Sejam abreviados os seus dias: 9Fiquem seus filhos órfãos: E sua mulher viúva. 10Prófugos andem de um lugar para outro seus filhos, e mendiguem: E sejam lançados fora das suas habitações.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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