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Bíblia em um ano Dia 198/365

Dia 198

Jr 14–16 · Rm 13 · Sl 109 (110) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJr 14–16
  2. Novo TestamentoRm 13
  3. Salmos e ProvérbiosSl 109 (110)
Destaque da leitura de hoje“A noite passou e o dia vem chegando. Deixemos pois as obras das trevas, e vistamo-nos elas armas da luz.”Romanos 13,12

Antigo TestamentoJr 14–16

Jeremias 14

1Palavra do Senhor, que foi dirigida a Jeremias, pelo que diz respeito a uma sêca. 2Chorou a Judéia, e caíram as suas portas, e ficaram obscurecidas por terra, e subiu o clamor de Jerusalém. 3Os magnates enviaram os seus inferiores por água: Foram a tirá-la, não acharam água, voltaram com os seus cântaros vazios: Confundiram-se e afligiram-se e cobriram as suas cabeças. 4Pela desolação da terra, porque não veio chuva sôbre a terra, se confundiram os lavradores, cobriram as suas cabeças. 5Porquanto a cerva também pariu no campo a sua cria, e a abandonou: Porque não havia erva. 6E os asnos monteses puseram-se nos rochedos, enguliram vento como os dragões, desfaleceram os seus olhos, porque não havia erva. 7Se as nossas iniquidades houverem dado testemunho contra nós: Tu, Senhor, usa conosco de clemência por amor do teu nome, porque muitas são as nossas re-beldias, contra ti temos pecado. 8O' esperança de Israel, Salvador seu no tempo da tribulação: Por que hás de ser nesta terra como um estranho, e como um viandante que toma o seu caminho para albergar na estalagem por pouco tempo? 9Por que hás de ser como um homem vagabundo, como um homem forte que não pode salvar? mas tu, Senhor, entre nós estás, e o teu nome tem sido invocado sôbre nós, não nos desampares. 10Isto diz o Senhor a êste povo, que gostou de mover os seus pés, e não repousou, nem agradou ao Senhor: Agora se lembrará das maldades dêles, e visitará os seus pecados. 11Outrossim me disse o Senhor: Não me peças que eu perdoe a êste povo. 12Quando êles jejuarem, eu não escutarei as suas rógativas: E se êles me oferecerem holocaustos, ou vítimas, eu os não aceitarei: Porque os consumirei pela espada, e pela fome, e pela peste. 13E disse eu A, a, a, Senhor Deus, os profetas lhes dizem: Não vereis espada, e não haverá fome entre vós, mas êle vos dará paz verdadeira neste lugar. 14E me disse o Senhor: Os profetas falsamente vaticinam em meu nome: Não os enviei, nem lho mandei, nem lhes falei: Tudo o que vos profetizam é uma visão mentirosa, e uma adivinhação, e impostura, e engano do seu coração. 15Portanto isto diz o Senhor acêrca dos profetas, que profetizam em meu nome, ainda que eu os não tenha enviado, dizendo: A espada, e a fome não aíligirão esta terra: Êstes mesmos profetas hão de ser consumidos à espada e à fome. 16E os povos, a quem profetizam, serão lançados nas ruas de Jerusalém com a fome e a espada, e não. haverá quem os sepulte, eles mesmos, e suas mulheres, seus filhos e filhas, e derramarei o seu mal sôbre êles. 17E lhes dirás a eles esta palavra: Derramem os meus olhos lágrimas de noite e de dia, e não cessem: Porque de grande ruína ficou maltratada a virgem filha do meu povo, de chaga muito. maligna em extremo. 18Se eu sair aos campos, eis-ali se vêem mortos à espada: E se entrar na cidade, eis-ali se acham exte-nuados de fome. Até o profeta, e o sacerdote foram a uma terra, que não conheciam. 19Porventura rejeitaste de todo a Judá? ou aborreceu a tua alma a Sião? logo por que nos tens ferido, sem que nos reste melhora alguma? esperamos a paz, e não há bem: E o tempo da cura, e eis nós todos em perturbação. 20Nós reconhecemos, Senhor, as nossas impiedades, as iniquidades de nossos pais, porque pecamos contra ti. 21Não nos entregues ao oprólirio por amor do teu nome, nem permitas que sejamos a afronta do sólio da tua glória: Lembra-te, não anules a tua aliança conosco. 22Acaso há entre os simulacros das gentes alguns que façam chover? ou podem os céus dar chuvas? não és tu o Senhor nosso Deus, a quem esperamos? pois tu tens feito tôdas essas coisas.

Jeremias 15

1E o Senhor me disse: Ainda que Moisés, e Samuel se puserem diante de mim, não está a minha alma com êste povo: Tira-os diante da minha face, e saiam. 2E se te disserem a ti: Para onde sairemos? lhes dirás a êles: Isto diz o Senhor: O que para a morte, para a morte: E o que para a espada, para a espada: E o que para a fome, para a fome: E o que para o cativeiro, para o cativeiro. 3E eu enviarei sôbre êles quatro sortes de castigo, diz o Senhor: A espada para os matar, e os cães para os despedaçarem, e as aves do Céu e alimárias da terra para os devorarem e fazerem em pedaços: 4E eu os porei à furiosa perseguição de todos os reinos da terra: Por causa de Manassés, filho de Ezequias, rei de Judá, por tudo o que fêz em Jerusalém. 5Quem se compadecerá logo de ti, ó Jerusalém? Ou quem se entristecerá por ti? Ou quem irá a rogar pela tua paz? 6Tu me deixaste, diz o Senhor, tu voltaste para trás: Por isso eu estenderei a minha mão sôbre ti, e te matarei: Porque estou cansado de rogar. 7E espalhá-los-ei com a pá nas portas da terra: Matei e destruí o meu povo, e ainda com tudo isso não se tem deixado dos seus caminhos. 8Multiplicadas foram por mim as suas viúvas, mais que as areias do mar: Enviei contra êles um Exterminador que ao meio-dia matasse o menino nos braços da mãe: Espalhei pelas cidades um repentino terror. 9A que pariu sete enfraqueceu, a sua alma caiu em desfalecimento: O sol se pôs para ela, quando ainda era dia: Ela ficou coberta de confusão, e de vergonha: E os que ficarem dela, dá-los-ei à espada à vista de seus inimigos, diz o Senhor. 10Ai de mim, minha mãe: Por que me geraste. varão de contenda, varão de discórdia em tôda a terra? Nunca lhes dei dinheiro a usura, nem a mim mo deu ninguém: Todos me amaldiçoam. 11O Senhor diz: O teu fim irá em bem, que eu te assisti no tempo da aflição, e no tempo da tribulação contra o inimigo. 12Acaso ligar-se-ã o ferro com o ferro da parte do Aquilão, e o bronze? 13Eu darei sem preço ao saque as tuas riquezas e os teus tesouros por todos os teus pecados, e em todos os teus limites. 14E trarei os teus inimigos duma terra, que não sabes: Porque o fogo se tem ateado no meu furor, sôbre vós arderá. 15Tu o sabes, Senhor, lembra-te de mim, e visita-me, e defende-me daqueles que me perseguem, não tardes em amparar-me: Sabe que por amor de ti tenho sofrido afronta. 16Acharam-se os teus discursos, e eu os comi, ca tua palavra foi para mim o prazer e a alegria do meu coração: Porque invocado foi o teu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos. 17Não me assentei no congresso dos escarnecedores, nem me gloriei à face da tua mão: Eu estava sentado só, porquanto me encheste de ameaças. 18Por que se tem feito perpétua a minha dor, e a minha chaga maligna recusou ser curada? tem-se tornado para mim como engano de águas que não são fiéis. 19Por esta causa o Senhor diz isto: Se te conver-teres, eu te converterei, e estarás diante da minha face: E se apartares o precioso do vil, serás como a minha bôca: Voltar-se-ão êles para ti, e tu não.voltarás para êles. 20E dar-te-ei eu a êste povo por um muro de bronze, por um muro forte: E pelejarão contra ti, e não poderão mais do que tu: Porque eu contigo sou para te salvar, e te livrar, diz o Senhor. 21E livrar-te-ei da mão dos malvadíssimos, e re-dimir-te-ei da mão dos fortes.

Jeremias 16

1E me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Tu não tomarás mulher, nem terás filhos, nem filhas neste lugar. 3Porque isto diz o Senhor acêrca dos filhos e das filhas, que são gerados neste lugar, e acêrca de suas mães, que os conceberam: E acêrca de seus pais, de cuja estirpe nasceram nesta terra: 4De mortes causadas de enfermidades morrerão: Não serão chorados, nem enterrados, em um muladar, sôbre a face da terra estarão: E a cutelo, e de fome serão consumidos: E o cadáver dêles servirá de pasto às aves do céu, e às alimárias da terra. 5Porque isto diz o Senhor: Não entres na casa do convite, nem vás à casa onde se chora, nem os consoles: Porque eu retirei dêste povo a minha paz, diz o Senhor, a minha misericórdia, e as minhas comiserações. 6E morrerão grandes e pequenos nesta terra: Não serão sepultados nem chorados, e não se farão por êles incisões, nem por eles se raparão os cabelos. 7E não partirão entre êles pão para consolar ao que chora sôbre um morto: E não lhes darão a beber um vaso dágua para os consolar sôbre seu pai e mãe. 8E não entres na casa do banquete, para te assentares tanto a comer como a beber com eles: 9Porque isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que desterrarei dêste lugar a vossos olhos, e em vossos dias a voz de júbilo, e a voz de alegria, a voz de espôso, a voz de espôsa. 10E quando anunciares a êste povo tôdas estas coisas, e te disserem: Por que falou o Senhor sôbre nós todo êste grande mal? Que iniquidade é a nossa? E que pecado é o nosso que nós cometemos contra o Senhor nosso Deus? 11Tu lhes dirás: E” porque vossos pais me abandonaram, diz o Senhor: E foram após dos deuses estranhos, e os serviram, e os adoraram: E a mim me abandonaram, e não guardaram a minha lei. 12E vós mesmos ainda fizestes pior do que vossos pais: Porque eis-ai está que cada um vai atrás da pravidade do seu mau coração, para me não dar ouvidos. 13E lançar-vos-ei desta terra para uma terra, que não conheceis vós, nem vossos pais: E servireis ali a deuses estranhos de dia e de noite, os quais vos não darão descanso. 14Portanto eis-aí vêm os dias, diz o Senhor, e não se dirá daqui em diante: Vive o Senhor, que tirou aos filhos de Israel da terra do Egito. 15mas sim, vive o Senhor, que tirou os filhos dé Israel da terra do Aquilão, e de tôdas as terras, para onde os lancei: E fá-los-ci voltar a esta sua terra que eu dei a seus pais. 16Eis-aí mandarei cu muitos pescadores, diz o Senhor, e êles os pescarão: E depois disto lhes enviarei muitos caçadores, e caçá-los-ão de todo o monte, e de todo o outeiro, e das cavernas dos penhascos. 17Porque os meus olhos estão postos sôbre todos os caminhos dêles: Não se me tem escondido da minha presença, e não se encobriu aos meus olhos a sua iniquidade. 18E primeiramente pagarei em dôbro as suas maldades e pecados: Porque contaminaram a minha terra com os corpos mortos sacrificados aos seus ídolos, e encheram das suas abominações a minha herança. 19Senhor, fortaleza minha, e amparo meu, e o meu refúgio no dia da tribulação: A ti virão as gentes desde as extremidades da terra, e dirão: Verdadeiramente possuíram nossos pais a mentira, a: vaidade, que lhes não aproveitou. 20Acaso fará um homem deuses para si; quando eles não são deuses? 21Pelo que eis-aqui estou eu que lhes mostrarei por esta vez, mostrar-lhes-ei a minha mão, e o meu poder: E saberão que o meu nome é o do Senhor.

Novo TestamentoRm 13

Romanos 13

1Todo o homem esteja sujeito aos poderes superiores: Porque não há poder que não venha de Deus: E os. que há êsses foram por Deus ordenados. 2Aquele pois que resiste à potestade, resiste à ordenação de Deus: E os que lhe resistem, a si mesmos trazem a condenação: 3Porque os príncipes não são para temer quando se faz o que é bom, mas quando se faz o que é mau. Queres tu pois não temer a potestade? Obra bem: E terás louvor dela mesma: 4Porque o príncipe é o ministro de Deus para bem teu. Mas se obrares mal, teme: Porque não é debalde que êle traz a espada. Porquanto êle é ministro de Deus, vingador em ira contra aquele que obra mal. 5É logo necessário que lhe estejais sujeitos, não sòmente pelo temor do castigo, mas também por obrigação de consciência. 6Porque por esta causa pagais também tributos: Pois são ministros de Deus, servindo-os nisto mesmo. 7Pagai pois a todos o que lhes é devido: A quem tributo, tributo: A quem imposto, imposto: A quem temor, temor: À quem honra, honra. 8A ninguém devais coisa alguma, senão ao amor com oue vos ameis uns aos outros: Porque aquele que ama Ô próximo, 9Porque êstes mandamentos de Deus: Não cometerás adultério: Não matarás: Não furtarás: Não dirás falso testemunho: Não cobiçarás: E se há algum outro mandamento, todos êles vêm a resumir-se nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10O amor do próximo não obra mal. Logo a caridade é o complemento da lei. 11E pratiquemos isto sabendo que é chegado o tempo, que é já hora de nos levantarmos do sono. Porquanto agora está mais perto a nossa salvação, que quando recebemos a fé. 12A noite passou e o dia vem chegando. Deixemos pois as obras das trevas, e vistamo-nos elas armas da luz. 13Caminhemos como êle dia, honestamente: Não em glotonarias e borracheiras, não em desonestidades e dissoluções, não em contendas e emulações. 14Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo: E não façais caso da carne em seus apetites.:

Salmos e ProvérbiosSl 109 (110)

Salmo 109 (110)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 110.

1Salmo de Davi. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha mão direita: Até que ponha a teus inimigos por escabêlo de teus pés. 2De Sião fará sair o Senhor o cetro do teu poder: Reina tu no meio de teus inimigos. 3Contigo está o principado no dia do teu poder entre os resplendores dos Santos: Eu te gerei do seio antes do luzeiro. 4Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedec. 5O Senhor está à tua direita, quebrantou os reis no dia da sua ira. 6Exercerá o seu juízo no meio das nações, meterá tudo em ruína: Esmigalhará as cabeças de muitos sôbre a terra. 7Beberá no caminho da torrente das águas: Por cujo motivo levantará a sua cabeça.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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