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Bíblia em um ano Dia 199/365

Dia 199

Jr 17–19 · Rm 14 · Sl 110 (111) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoJr 17–19
  2. Novo TestamentoRm 14
  3. Salmos e ProvérbiosSl 110 (111)
Destaque da leitura de hoje“Aleluia. Louvar-te-ei, Senhor, com todo o meu coração: No conselho dos justos, e na congregação.”Salmo 110,1 (111)

Antigo TestamentoJr 17–19

Jeremias 17

1O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro numa unha de diamante, gravado sôbre a largura do coração dêles, e nos ângulos das suas aras. 2Quando os seus filhos se lembrarem das suas aras, e dos seus bosques, e das árvores frondosas nos montes altos, 3sacrificando no campo: Darei a saque a tua fortaleza, e todos os teus tesouros, as tuas alturas, por causa dos pecados cometidos em tôdas as tuas terras. 4E ficarás só despojada da tua herança, que te dei: E te farei servir aos teus inimigos na terra, que não conheces: Porquanto ateaste um fogo na minha sanha. que para sempre arderá. 5Isto diz o Senhor: Maldito o homem. que confia no homem e põe a carne por seu arrimo, e cujo coração se retira do Senhor. 6Porque será como as tamargueiras no deserto, e não verá quando vier o bem: Mas habitará em secura no deserto, numa terra de salsugem e despovoada. 7Bem-aventurado o varão, que confia no Senhor, e de quem o Senhor fôr a esperança. 8E será como a árvore, que é transplantada sôbre as águas, que estende as suas raízes para a umidade: E hão temerá quando vier o calor. E será verde a sua folha, e em tempo de sêca não terá míngua, nem jamais deixará de.fazer fruto. 9Depravado é o coração de todos, e impenetrável: Quem o conhecerá? 10Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos: Que dou a cada um segundo o seu caminho, e segundo o fruto das invenções do seu capricho. 11A perdiz chocou os ovos que não pôs: Assim o injusto ajuntou riquezas, e não com direito: No meio de seus dias as deixará, e no seu fim será insipiente. 12O trono da glória do Altíssimo é desde o princípio, lugar da nossa santificação. 13Senhor, tu és a esperança de Israel: Todos os que te deixam, serão confundidos: Os que se apartam de ti, serão escritos sôbre a terra: Porque deixaram o Senhor, que é a fonte das águas vivas. 14Cura-me, Senhor, e eu serei curado: Salva-me, e serei salvo: Porque tu és o meu louvor. 15Eis-aí me estão eles dizendo: Onde está a palavra do Senhor? Venha. 16Mas eu não me turbei, seguindo-te como meu pastor: Nem desejei o dia do homem: Tu bem o sabes. O que saiu dos meus lábios, foi reto na tua presença. 17Não me sejas tu motivo de mêdo, tu, esperança minha no dia da aflição. 18Sejam confundidos os que me perseguem, e não seja eu confundido: Assombrem-se êles, e não me assom-bre eu: Faze vir sôbre êles o dia da aflição, e com dobrada esmigalhadura os esmigalha: 19Isto me disse a mim o Senhor: Vai, e põe-te à porta dos filhos do povo, pela qual entram e saem os reis de Judá, e vai a tôdas as portas de Jerusalém: 20E dir-lhes-ás: Ouvi a palavra do Senhor, reis de Judá, e tôda Judá, e todos os moradores de Jerusalém, que entrais por estas portas. 21Isto diz o Senhor: Guardai as vossas almas, e não queirais trazer cargas no dia do sábado: Nem as introduzais pelas portas de Jerusalém. 22E não façais tirar cargas de vossas casas no dia do sábado: Nem façais obra servil alguma: Santificai o dia do sábado, como eu ordenei a vossos pais. 23E não o ouviram, nem inclinaram o seu ouvido: Mas endureceram a sua cerviz para me não ouvirem, nem receberem a correção. 24E acontecerá isto: Se me escutardes, diz o Senhor, de sorte que não metais cargas pelas portas desta cidade no dia do sábado: E se santificardes o dia do sábado: E sem fazer nêle obra alguma servil: 25Entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, que se assentarão sôbre o trono de Davi, e subirão sobre coches e cavalos, êles e os seus príncipes, os varões de Judá, e os moradores de Jerusalém: E será para sempre povoada esta cidade. 26E virão das cidades de Judá, e dos contornos de Jerusalém, e da terra de Benjamim, e das planícies, e dos montes, e do Meio-dia, trazendo holocaustos, e vítimas, e sacrifícios, e incenso, e meterão oferendas na Casa do Senhor. 27Mas se vós me não escutardes de sorte que santi-fiqueis o dia do sábado, e não tragais cargas, nem as metais pelas portas de Jerusalém no dia do sábado, acenderei fogo nas portas dela, e devorará as casas de Jerusalém e não se apagará.

Jeremias 18

1Palavra, que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, a qual dizia: 2Levanta-te, e vai à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. 3E fui à casa do oleiro, e eis-que êle estava fazendo a sua obra sôbre a roda. 4E quebrou-se a vasilha que êle estava fazendo do barro cem as suas mãos: E tornando de novo, fêz dêle outra vasilha, coro bem lhe tinha parecido em seus olhos fazê-la. 5E me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 6Acaso não poderei eu fazer de vós, casa de Israel, como êste oleiro? diz o Senhor. Vêde que como o barro está na mão do oleiro, assim vós estais na minha mão, casa de Israel. 7De repente falarei contra uma gente e contra um reino, para desarraigá-lo, e destruí-lo, e arruiná-lo. 8Se aquela gente se arrepender do seu mal, de que eu a tenho repreendido: Também eu me arrependerei do mal, que tenho pensado fazer contra ela. 9E subitamente falarei da gente e do reino, para estabelecê-lo e plantá-lo. 10Se fizer o mal ante os meus olhos, de maneira que não escute a minha voz: Arrepender-me-ei do bem, que disse lhe faria. 11Pois agora fala ao varão de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Isto diz o Senhor: Eis-aqui estou eu forjando mal contra vós, e concebendo contra vós certo pensamento: Volte cada um do seu mau caminho, e dirigi vós os vossos caminhos, e os vossos afetos. 12Os quais disseram: Já disso temos perdido a esperança: E assim iremos após de nossos pensamentos, e seguiremos cada. um de nós a pravidade do seu mau coração. 13Portanto isto diz o Senhor: Perguntai às nações: Quem ouviu o excesso de coisas tão horríveis, como fêz a virgem de Israel? 14Acaso abandonará o atalho do campo? A neve do Líbano? Ou podem ser esgotadas as águas que saem frias, e que correm? 15Porque o meu povo se tem esquecido de mim, oferecendo vãs libações, e tropeçando nos seus caminhos, e nas veredas do século, para andarem por elas em caminho não trilhado: 16Para que a terra dêles se tornasse em desolação, e numa vaia perpétua: Todo o que passar por ela ficará espantado, e meneará a sua cabeça. 17Porque eu os espalharei diante do seu inimigo, como um vento abrasador. Mostrar-lhes-ei as costas, e não a face no dia do seu estrago. 18E disseram: Vinde, e formeinos pensamentos contra Jeremias: Porque não perecerá a lei por falta do sacerdote, nem o conselho de sábio, nem a palavra de profeta: Vinde, e firamo-lo com a língua, e não aten-damos a nenhum dos seus discursos. 19Põe, Senhor, os teus olhos em mim, e ouve a. voz dos meus adversários. 20Acaso assim se torna mal por bem, pois que já tem aberto cova à minha alma? Lembra-te que eu me apresentei na tua presença para falar bem por eles, e para apartar dêles a tua indignação. 21Por isso entrega tu seus filhos à fome, e faze-os passar pelo fio da espada: As suas mulheres fiquem sem filhos, e viúvas: E os maridos delas sejam emprêgo de feridas de morte: Os mancebos dêles sejam atravessados com a espada na peleja. 22Seja ouvido o clamor vindo das casas deles: Porque trarás de repente sôbre êlcs o ladrão: Porquanto abriram uma cova para me prenderem, e esconderam laços aos meus pés. 23Mas tu, Senhor, sabes todo o desígnio dêles contra mim para matar-me: Não lhes perdoes a sua maldade, e o seu pecado não se apague de diante da tua face: Caiam de repente na tua presença, trata-os com severi-' dade no tempo do teu furor.

Jeremias 19

1Isto diz o Senhor: Vai, e toma uma botija de barro de oleiro, à vista dos anciãos do povo, e dos anciãos dos sacerdotes: 2E sai ao vale do filho de Enon, que está junto à entrada da porta das olarias: E publicarás ali as palavras que eu te vou a dizer. 3E dirás: Ouvi a palavra do Senhor, reis de Judá, e moradores de Jerusalém: Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que enviarei aflição sôbre êste lugar, de modo que todo aquêle que a ouvir lhe fiquem retinindo os ouvidos: 4Porque me abandonaram a mim, e profanaram êste lugar: E nêle ofereceram libações a deuses estranhos, que não conheceram êles, nem seus pais, nem os reis de Judá: E encheram êste lugar de sangue de inocentes. 5E edificaram altos a Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocausto a Baal: O que eu não mandei jamais, nem falei, nem subiu ao meu coração. 6Por isso eis-aí vêm os dias, diz o Senhor: E não será chamado êste lugar daqui em diante Tofet, nem o Vale do filho de Enon: Mas o Vale da matança. 7E dissiparei o conselho de Judá e de Jerusalém neste lugar: E os exterminarei com espada à vista de seus inimigos, e pela mão dos que procuram as almas deles: E darei os seus cadáveres para pasto às aves do céu, e às alimárias da terra. 8E porei esta cidade em espanto e em ludíbrio: Todo o que passar por ela, ficará pasmado, e dará uma vaia sôbre todos os seus castigos. 9E dar-lhes-ei a comer as carnes de seus filhos, e as carnes de suas filhas: E cada um comerá a carne do seu amigo no cêrco, e no apêrto, em que os terão encerrados os seus inimigos e os que buscam as almas dêles. 10E quebrarás a botija de barro aos olhos dos varões que fôrem contigo. 11E lhes dirás: Isto diz o Senhor dos exércitos: Assim quebrarei eu a êste povo, e a esta cidade como se quebra uma vasilha de barro, que não pode mais refazer-se: E em Tofet serão enterrados, porque não haverá outro lugar para enterrar. 12Assim farei a êste lugar, e aos seus habitadores, diz o Senhor: E porei esta cidade assim como Tofet. 13E as casas de Jerusalém, e as casas do rei de Judá serão imundas, como o lugar de Tofet: Tôdas as casas, em cujos terraços sacrificaram tôda a milícia do céu, e ofereceram libações aos deuses estranhos. 14Voltou pois Jeremias de Tofet, aonde o tinha enviado o Senhor a profetizar e se pôs em pé no átrio da casa do Senhor, e disse a todo o povo: 15Isto diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Eis-aqui estou eu que farei vir sôbre esta cidade, e sôbre tôdas as cidades dela todos os males, que tenho falado contra ela: Porquanto endureceram a sua cerviz, para não ouvirem os meus discursos.

Novo TestamentoRm 14

Romanos 14

1Ao que é pois ainda fraco na fé, ajudai-o, não com: debates de opiniões. 2Porque um crê que pode comer de tudo: Outro porém que é fraco não come senão legumes. 3O que come, não despreze ao que não come: E o que não come, não julgue ao que come: Porque Deus o recebeu por seu. 4Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu Senhor está em pé, ou cai: Mas êle estará firme: Porque poderoso é Deus para o segurar. 5Porque um faz diferença entre dia e dia: Outro porém considera iguais todos os dias: Cada um abunde em seu sentido. 6O que distingue o dia, para o Senhor o distingue: E o que come, para o Senhor come: Porque a Deus dá graças: E o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. 7Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum de nos morre para si. 8Porque se' vivemos, para o Senhor vivemos: Se morremos, para o Senhor morremos. Logo ou nós vivamos, ou morramos, sempre somos do Senhor. 9Porque por isso é que morreu Cristo, e ressuscitou: Para ser Senhor, tanto de mortos, como de vivos. 10E tu por que julgas a teu irmão? Ou por que desprezas tu a teu irmão? Pois todos compareceremos ante o tribunal de Cristo: 11Porque escrito está: Por minha vida, diz o Senhor, que ante mim se dobrará todo o joelho: E tôda a língua dará louvor a Deus. 12E assim cada um de nós dará conta a Deus de si mesmo. 13Não nos julguemos pois mais uns ao outros: Antes cuidai bem nisto, em não pordes tropêço, ou escândalo ao vosso irmão. 14Eu sei, e estou persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma coisa há imunda de sua natureza, senão para aquele que a tem por tal, para êsse é que ela é imunda: 15Pois se por causa da comida entristeces tu a teu irmão: Já não andas segundo a caridade. Não percas tu pelo teu manjar aquele por quem Cristo morreu. 16Não seja pois blasfemado o nosso bem. 17Porque o reino de Deus não é comida, nem bebida; mas justiça e paz, e gôzo no Espirito Santo. 18E quem nisto serve a Cristo, agrada a Deus, e é aprovado dos homens. 19Pelo que sigamos as coisas que são de paz: E as que são de edificação, guardemo-las, assim uns, como outros. 20Não queiras destruir a obra de Deus por causa da comida: Tôdas as coisas na verdade são limpas:Mas é mau para o homem, que come cor escândalo. 21Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem coisa em que teu irmão acha tropêço, ou se escandaliza, ou se enfraquece. 22Tu tens fê? pois tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado o que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. 23Mas o que faz distinção, se comer, é condenado: Porque não come por fé. E tudo o que não é segundo a fé, é pecado.

Salmos e ProvérbiosSl 110 (111)

Salmo 110 (111)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 111.

1Aleluia. Louvar-te-ei, Senhor, com todo o meu coração: No conselho dos justos, e na congregação. 2Grandes são as obras do Senhor: Apropriadas a tôdas as suas vontades. 3A obra dêle é glória, e magnificência: E a sua justiça permanece pelo século do século. 4Deixou memória das suas maravilhas, o Senhor, que é misericordioso e compassivo: 5Deu sustento aos que o temem. Lembrar-se-á eternamente da sua aliança: 6Anunciará ao seu povo a virtude das suas obras. 7Para lhes dar a êles a herança das gentes: As obras das suas mãos são verdade, e justiça. 8Fiéis são todos os seus mandamentos: Confir-piados em todos os séculos, feitos em liberdade e em equidade. 9Redenção enviou ao seu povo: Estabeleceu para sempre a sua aliança. Santo, e terrível é o nome dêle: 10O temor do Senhor é princípio da sabedoria. É bom entendimento o de todos os que obram como êle: O seu louvor permanece para sempre.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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