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Bíblia em um ano Dia 23/365

Dia 23

Ex 3–4 · Mt 15,23-39 · Sl 17,1-8 (18) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoEx 3–4
  2. Novo TestamentoMt 15,23-39
  3. Salmos e ProvérbiosSl 17,1-8 (18)
Destaque da leitura de hoje“Eu farei que êste povo ache graça no espírito dos egípcios; e quando vós sairdes, não será com as mãos vazias.”Êxodo 3,21

Antigo TestamentoEx 3–4

Êxodo 3

1Entretanto Moisés apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro, que era sacerdote em Madian. E um dia que êle tinha levado o gado para o interior do deserto, veio ao monte de Deus Horeb. 2E o Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, "que saía do meio duma sarça; e Moisés via que a sarça ardia sem se consumir. 3Disse pois Moisés: E” necessário que eu vá reconhecer esta grande maravilha, que estou vendo, e por que causa se não consome a sarça. 4Mas o Senhor vendo-o vir a examinar o que via, chamou-o do meio da sarça, e lhe disse: Moisés, Moisés. Êle lhe respondeu: aqui estou. 5E Deus continuou a dizer: Não te chegues para cá: tira os sapatos de teus pés, porque êste lugar, em que estás, é uma terra santa. 6E disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abrão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó. Moisés cobriu o seu rosto, porque não ousava olhar para Deus. 7E o Senhor lhe disse: Eu vi a aflição do meu povo no Egito: ouvi o clamor, que êle levanta, por càiisà da crueza daqueles, que têm a intendência das obras. 8E sabendo qual é a sua dor, desci para o livrar das mãos dos egípcios, e para o fazer passar desta terra para outra terra boa, e espaçosa; para uma terra, onde correm arroios de leite, e de mel; para o país dos cananeus dos heteus, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus, e dos jebuseus. 9O clamor pois dos filhos de Israel chegou a mim: eu vi a sua aflição, e de que modo êles são oprimidos pelos egípcios. 10Mas vem tu, e eu te enviarei a Faraó, para fazeres sair do Egito os filhos de Israel, meu povo. 11Disse Moisés a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó, e faça sair do Egito os filhos de Israel? 12Deus lhe respondeu: Eu serei contigo: e eis-aqui o sinal, que te dou, para tu conheceres, que eu fui o que te mandei. Depois que tu tiveres tirado o meu povo do Egito, tu oferecerás a Deus um sacrifício em cima dêste monte. 13Moisés disse a Deus: Visto isto, irei eu ter com os filhos de Israel, e lhes direi: O Deus de vossos pais me enviou a vós. Mas se êles me disserem: Que nome é o seu? que lhes hei eu de responder? 14Disse Deus a Moisés: Eu sou aquêle, que sou. Eis-aqui, prosseguiu êle, o que tu hás dizer aos filhos de Israel: Aquêle, que é, me enviou a vós. 15Mais disse Deus ainda a Moisés: Dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó me enviou a vós. Êste será o meu nome por tôda a eternidade, e debaixo dêste nome é que eu serei lembrado no decurso de tôdas as gerações. 16Vai pois, ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes: O Senhor Deus de vossos pais me apareceu. O Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó me disse: Eu vim visitar-vos, e eu vi tudo o que vos tem sucedido no Egito: 17e eu resolvi tirar-vos da opressão dos egípcios, e fazer-vos passar para o país dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus, dos jebuseus: para uma terra, onde correm arroios de leite, e de mel. 18Êles ouvirão a tua voz, e tu com os anciãos de Israel irás ao rei do Egito, e lhe dirás: O Senhor Deus dos hebreus nos chamou. Por isso somos obrigados a fazer uma caminhada de três dias ao deserto, para lá sacrificarmos ao Senhor nosso Deus. 19Mas eu sei que o rei do Egito vos não há de deixar ir, se êle não fôr tocado duma mão forte. 20Eu pois estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com tôda a sorte de prodígios, que obrarei no meio dêles; e depois disto êle vos largará. 21Eu farei que êste povo ache graça no espírito dos egípcios; e quando vós sairdes, não será com as mãos vazias. 22Mas cada mulher pedirá à sua vizinha, e à sua hospeda vasos de ouro e de prata, e vestidos. Com êles vestireis vós vossos filhos e vossas filhas, e assim deixareis despojados os egípcios.

Êxodo 4

1Moisés respondeu a Deus: Êles me não darão crédito, nem ouvirão a minha voz, mas dirão: O Senhor não te apareceu. 2Disse-lhe pois Deus: Que é o que tu tens na tua mão? Uma vara, lhe respondeu êle. 3Continuou o Senhor: Deita-a em terra. Moisés a deitou, e ela se converteu em serpente, de sorte que Moisés fugiu. 4Disse-lhe mais o Senhor: Estende a tua mão, e pega-lhe pela cauda. Estendeu êle a mão, e pegou-lhe, e no mesmo ponto se converteu ela em vara. 5Isto é, acrescentou o Senhor, para que êles creiam que te apareceu o Senhor Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó. 6Ainda mais lhe disse o Senhor: Mete a tua mão no teu seio. E tendo-a metido no seio, tirou-a cheia duma lepra branca, como a neve. 7Torna a meter, clisse o Senhor, a tua mão no teu seio. Tornou-a êle a meter, e tirou-a tôda semelhante ao mais do seu corpo. 8Se êles te não crerem, disse o Senhor, e se não ouvirem a voz do primeiro milagre, ouvirão a do segundo. 9Se ainda a êstes dois milagres não crerem, e não ouvirem a tua voz, toma uma pouca dágua do rio, e derrama-a sôbre a terra: e tudo o que tirardes do rio se converterá em sangue. 10Então disse Moisés ao Senhor: Senhor, peço-te que atendas que eu nunca tive facilidade de falar; e que depois que tu me começaste a falar, ainda eu tenho a língua mais embaraçada, e mais tarda. 11O Senhor lhe respondeu: Quem fêz a bôca do homem? Quem formou o mudo, e o surdo, o que vê, e o que é cego? Não fui eu? 12Vai pois, e eu serei na tua bôca, e te -ensinarei o que hás de falar. 13Rogo-te, Senhor, replicou Moisés, que envies aquêle, que deves enviar. 14Irou-se o Senhor contra Moisés, e disse-lhe: Eu sei que Aarão teu irmão, filho de Levi, é eloquente: êle te sairá ao encontro, e quando te vir, alegrar-se-á no seu coração. 15Fala-lhe, e põe as minhas palavras na sua bôca: eu serei na tua bôca, e na dêle: e eu vos mostrarei o que deveis fazer. 16Êle falará por ti ao povo, e será a tua bôca: e tu dirigi-lo-ás em tudo aquilo, que diz respeito a Deus. 17Toma também na tua mão esta vara, que será o instrumento, com que tu farás tôdas estas maravilhas, 18Partiu pois dali Moisés, e voltou para casa de Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu torno outra vez para meus irmãos ao Egito, a ver se êles ainda são vivos. Jetro lhe disse: Vai em paz. 19Ora o Senhor disse a Moisés, quando ainda estava em Madian: Vai, torna para o Egito; porque são mortos todos aqueles, que te queriam tirar a vida. 20Moisés pois tomou sua mulher, e seus filhos, montou-os em cima de um jumento, e tornou para O Egito, levando na sua mão a vara de Deus. 21E quando êle ia no caminho para o Egito, o Senhor lhe disse: Vê que não faltes a fazer diante de Faraó todos os prodígios, que eu te dei poder de obrar. Eu endurecerei o seu coração, e êle não quererá deixar sair o povo. 22Tu pois lhe falarás desta sorte: Eis aqui o que diz o Senhor: Israel é meu filho primogênito. 23Eu te ordenei, que deixasses sair meu filho, para que êle me sirva; e tu não quiseste deixá-lo sair. Pois sabe que também eu matarei teu filho primogênito. 24Quando Moisés ia no caminho, o Senhor se lhe fêz encontradiço numa estalagem, e queria matá-lo. 25Mas Séfora, tomando sem demora uma pedra muito aguda, circuncidou com ela o prepúcio de seu filho; e tocando os pés de Moisés, disse: Tu és para mim um esposo de sangue. 26Então deixou o Senhor a Moisés, depois de Séfora lhe ter dito por causa da circuncisão: Tu és para mim um esposo de sangue. 27Entretanto disse o Senhor a Aarão: Vai encontrar-te com Moisés no deserto. Partiu Aarão a encontrar-se com êle no monte de Deus, e o beijou. 28Então contou Moisés a Aarão tôdas as palavras, com que o Senhor o tinha enviado, e os prodígios que lhe mandara que fizesse, 29e tendo chegado ambos juntos, congregaram todos os anciãos dos filhos de Israel. 30E Aarão expôs tôdas as palavras, que o Senhor tinha dito a Moisés e fêz milagres diante do povo: 31Pelo que o povo lhes deu crédito. E êles conheceram bem que o Senhor tinha visitado os filhos de Israel, e tinha olhado para a sua aflição: e prostrados por terra o adoraram,

Novo TestamentoMt 15,23-39

Mateus 15

23Mas êle não lhe respondeu palavra. E chegando-se seus discípulos, lhe pediam, dizendo: Despede-a: Porque vem gritando atrás de nós. 24E êle respondendo lhes disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas que pereceram da casa de Israel. 25Mas ela veio, e o adorou, dizendo: Senhor, va-lei-me. 26Êle respondendo lhe disse: Não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cães. 27E ela replicou: Assim é, Senhor: Mas também os cachorrinhos” comem das migalhas, que caem da mesa dos seus donos. 28Então respondendo Jesus, lhe disse: O” mulher, grande é a tua fé: Faça-se contigo como queres, e desde aquela hora ficou sã a sua filha. 29E tendo Jesus saído dali, veio ao longo do mar de Galiléia: E subindo a um monte se assentou ali. 30Então concorreu a êle uma grande multidão de povo que trazia consigo mudos, cegos, coxos, enfermos e outros muitos: E lançaram-se a seus pés, e êle os sarou. 31De sorte que se admiravam as gentes, vendo falar os mudos, andar os coxos, ver os cegos: E engrande-ciam por isso ao Deus de Israel. 32Mas Jesus chamando a seus discípulos, disse: Tenho compaixão destas gentes, porque ha já três dias que perseveram comigo, e não têm que comer: E não quero despedí-los em jejum, por que não desfaleçam no caminho. 33E os discípulos lhe disseram: Como poderemos nós pois achar neste deserto tantos pães, que fartemos tão grande multidão de gente? 34E Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes vós? E êles responderam: Sete, e uns poucos de peixinhos. 35Mandou êle então à gente que se recostasse sôbre a terra. 36E tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, os partiu, e deu aos seus discípulos, e os discipulos os deram ao povo. 37E comeram todos e se fartaram. E dos fragmentos que sobejaram, levantaram sete alcófas cheias. 38E os que comeram foram quatro mil homens, fora meninos e mulheres. 39E despedida a gente entrou Jesus em uma barca, e passou os limites de Magedan.

Salmos e ProvérbiosSl 17,1-8 (18)

Salmo 17 (18)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 18.

1Ao regente do côro do servo do Senhor, de Davi, que pronunciou para glória do Senhor as palavras dêste cântico, no dia em que o Senhor o livrou da mão de todos os seus inimigos, assim como poder de Saul, 2Eu te amarei, Senhor, que és a minha fortaleza: 3O Senhor é a firmeza, e o meu refúgio, e o meu libertador. Êle é meu Deus, meu favorecedor, e nêle esperarei. Meu protetor, e a fôrça da minha salvação, e meu amparador. 4Louvando-o, invocarei ao Senhor: E serei salvo de meus inimigos. 5Cercaram-me de dores de morte: E torrentes de iniquidade me conturbaram. 6Dores de inferno me cercaram: Surpreenderam-me laços de morte. 7Na minha tribulação invoquei o Senhor, e clamei ao meu Deus. E êle ouviu desde o seu santo templo a minha voz: E o clamor que eu dei na sua presença, entrou nos seus ouvidos. 8Comoveu-se a terra, e tremeu: Os fundamentos dos montes estremeceram, e se abalaram, porque se indignou contra êles.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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