Dia 249
Dn 9–10 · Fl 3 · Sl 144,9-21 (145) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Suave é o Senhor para com todos: E as suas misericórdias são sôbre tôdas as suas obras.”Salmo 144,9 (145)
Antigo TestamentoDn 9–10
Daniel 9
1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da prosápia dos medos, que reinou no Império dos caldeus: 2No primeiro ano, digo, do seu reinado, eu Daniel pela lição dos livros entendi o número dos anos, do qual o Senhor falou ao profeta Jeremias, em que se haviam de completar os setenta anos da desolação de Jerusalém. 3E eu voltei o meu rosto para o Senhor meu Deus, para o rogar e o conjurar em jejuns, saco e cinza. 4E orei ao Senhor meu Deus, e confessei. as minhas faltas, e lhe disse: Ouve a minha oração. ó Senhor Deus grande e terrível, que guardas o teu pacto e a tua misericórdia para com os que te amam e que observam os teus mandamentos. 5Nós pecamos, nós cometemos a iniquidade, nós obramos impiamente e nós nos retiramos de ti: E nós nos apartamos dos teus preceitos e das tuas ordenanças. 6Nós não obedecemos aos profetas teus servos, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos príncipes, a nossos pais e a todo o povo da terra. 7A justiça é tua, ó Senhor: A nós porém não nos resta senão a confusão do nosso rosto, como sucede hoje a todo o homem de Judá, e aos habitantes de Jerusalém, e a todo o Israel, aos que estão perto e aos que estão longe, em todos os países para onde tu os lançaste por causa das suas iniquidades, que cometeram contra ti. 8Não nos resta, Senhor, senão a confusão do nosso rosto, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais que pecaram. 9Mas a ti, que és o Senhor nosso Deus, pertence a misericórdia e a propiciação, porque nós nos retiramos 10E não ouvimos a voz do Senhor nosso Deus para andarmos na sua lei, que êle nos pôs por seus servos os profetas. 11E todos os de Israel violaram a tua lei e se desencaminharam para não ouvirem a tua voz, e choveu sôbre nós a maldição, e a execração, que está escrita no livro de Moisés servo de Deus, porque pecamos contra êle. 12E cumpriu as suas palavras, que proferiu contra nós e contra os nossos príncipes, que nos julgaram, para fazer vir sôbre nós êste grande mal, qual nunca se viu debaixo de todo o céu, como o que aconteceu a Jerusalém. 13Todo êste mal caiu sôbre nós, segundo está escrito na lei de Moisés: E nós nos não temos apresentado diante da tua face, para te pedirmos, ó Senhor nosso Deus, que nos apartássemos das nossas iniquidades e nos apli-cássemos ao conhecimento da tua verdade. 14Assim o Senhor vigiou sôbre a malícia, e fêz cair sôbre nós o castigo dela: o Senhor nosso Deus é justo em tôdas as suas obras que fêz: Porque nós não ouvimos a sua voz. 15E agora Senhor nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com uma mão poderosa, e que adquiriste então um nome que dura até o dia de hoje: Nós pecamos, nós cometemos a iniquidade. 16Senhor, nós pecamos contra tôda a tua justiça: Aparte-se, eu to peço, a tua ira, e o teu furor da tua cidade de Jerusalém e do teu santo Monte. Porque Jerusalém e o teu povo estão hoje em opróbrio para com tôdas as nações, que nos cercam, por causa dos nossos pecados e pelas iniquidades de nossos pais. 17Atende pois agora, Deus nosso, à oração do teu servo e às suas preces: E sôbre o teu Santuário, que está deserto, faze reluzir a tua face por amor de ti mesmo. 18Inclina, Deus meu, o teu ouvido e ouve: Abre os teus olhos, e vê a nossa desolação e a ruína daquela cidade, que teve a glória de se chamar do teu Nome: Porque nós, prostrando-nos em terra diante da tua face, não fazemos estas deprecações fundados em alguns mereci-mentos da nossa justiça, mas sim na multidão das tuas misericórdias. 19Escuta, Senhor, aplaca-te, Senhor: Atende-nos e põe mãos à obra: Não te dilates mais, Deus meu, por amor de ti mesmo: Porque esta cidade, e êste teu povo têm a glória de se chamarem do teu Nome. 20E quando eu ainda falava e orava, e confessava os meus pecados e os pecados do meu povo de Israel, e quando, prostrado, oferecia as minhas rogativas na presença do meu Deus, pelo santo Monte do meu Deus. 21Quando eu, digo, ainda não tinha bem acabado as palavras da minha súplica, eis-que o varão Gabriel, que eu tinha visto ao princípio na visão, voando rapida-mente me tocou ao tempo do sacrifício da tarde. 22E instruiu-me e falou-me e disse-me: Daniel, eu sai agora para te ensinar e para que tu entendesses. 23Desde o comêço das tuas preces, saiu da bôca de Deus um oráculo, e eu vim para te descobrir tôdas as coisas, porque tu és um varão de desejos: Tu, pois, toma bem sentido no que vou a dizer-te, e compreende a visão. 24Setenta semanas foram fixadas a respeito do teu povo e da tua Santa Cidade, a fim de abolir a prevaricação e pôr fim ao pecado, expiar a iniquidade e trazer a justiça eterna e para que as visões e profecias se cumpram e o Santo dos Santos será ungido. 25Sabe pois isto, e adverte-o bem: Desde a ordem para Jerusalém ser segunda vez edificada, até o Cristo Capitão, passarão sete semanas e sessenta e duas semanas: E segunda vez serão edificadas as ruas, e os muros na angústia dos tempos. 26E depois de sessenta e duas semanas, será morto o Cristo: E o povo, que o há de negar, não será mais seu povo. E um povo com o seu Capitão, que há de vir, destruirá a cidade e o Santuário: E o seu fim será uma ruína total e a desolação, a que ela foi condenada, lhe virá depois no fim da guerra. 27fsse Cristo porém confirmará para muitos o seu pacto numa semana: No meio da semana faltará a hóstia e o sacrifício: E ver-se-á no templo a abominação da desolação: E a desolação perseverará até a consumação e até o fim.
Daniel 10
1No terceiro ano de Ciro, rei dos persas, foi reve-,!ada a Daniel chamado Baltasar uma palavra verdadeira, e ttina grande fortaleza: E êle entendeu o que lhe foi dito: Porque é necessário haver inteligência nas visões. 2Nestes dias, eu Daniel chorava todos os dias por três semanas. 3Não comi nêles pão algum agradável ao gôsto e nem carne nem vinho entraram na minha bôca, nem ainda me untei de algum óleo: Menos que se não cumprissem os dias destas três semanas. 4No dia vinte e quatro, porém, do primeiro mês estava eu ao pé do grande rio, que é o Tigre. 5E levantei os meus olhos e olhei: E eis-que vi um homem vestido de roupas de linho, e cingido pelos rins com um cinto de puríssimo ouro: 6E o seu corpo era como uma pedra crisólita e o seu rosto como uma aparência de relâmpago e os seus olhos pareciam uma lâmpada ardente: E os seus braços e todo o resto do corpo até aos pés, eram como uma semelhança de arame luzente: E o som das suas palavras era como o estrondo de uma multidão de homens. 7E eu, Daniel, vi só esta visão: E os varões, que estavam comigo, não a viram: Mas sôbre êles caiu um extraordinário terror e fugiram para uns lugares escuros. 8Tendo eu, pois, ficado sózinho, vi esta grande visão: E não ficou vigor em mim, antes se mudou até o meu semblante, e fiquei murcho e não me assistiram fôrças algumas, 9E ouvi o som das suas palavras: E ouvindo-o jazia deitado sôbre o meu rosto, todo espavorido e o meu rosto estava rente da terra. 10Então, eis-que uma mão me tocou e me levantou até ficar sôbre os meus joelhos, e sôbre as juntas das minhas mãos. 11E a mesma voz me disse: Daniel, varão de desejos, entende as palavras que eu te venho dizer e levanta-te em pé: Porque eu fui agora enviado a ti. E depois que êle me disse isto, me pus eu em pé todo tremente. 12E êle me disse: Não tenhas mêdo Daniel, porque desde o primeiro dia em que tu aplicaste o teu coração à inteligência, para te afligires pela mortificação na presença do teu Deus, foram escutadas as tuas palavras: E eu vim por teus rogos. 13E o príncipe do reino dos persas me resistiu por vinte e um dias: E eis-que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes, e eu fiquei lá junto ao rei dos persas. 14E eu vim para te ensinar as coisas que estão para suceder ao teu povo nos últimos dias, porque o cumprimento desta visão ainda está para dias. 15E ao tempo que êle me dizia estas palavras, abai-xei eu o rosto para a terra e fiquei calado. 16E eis-que aquêle que tinha a semelhança de um filho de homem, me tocou os lábios: E eu, abrindo a minha bôca, falei e disse ao que estava em pé diante de mim: Meu Senhor, com a tua vista se relaxaram as minhas juntas, e não me ficou fôrça alguma. 17E como poderá o servo de meu Senhor falar com o meu Senhor? Porque em mim não ficou fôrça alguma, até se me tapa a respiração. 18Aquele pois que eu via debaixo da aparência de um homem, me tornou a tocar e me confortou, 19e disse: Não temas, varão de desejos: A paz seja contigo: Tem vigor e sê robusto. E quando êle ainda me falava, recobrei eu as fôrças e disse: Fala, meu Senhor, porque tu me fortaleceste. 20Então me disse êle: Acaso, sabes tu por que eu vim a ti? e agora voltarei eu a pelejar contra o príncipe dos persas: Quando eu saía, apareceu o príncipe dos gregos, que entrava. 21Mas eu te anunciarei presentemente o que está expresso na escritura da verdade: E em tôdas estas coisas ninguém me ajuda, senão Miguel, que é o vosso príncipe.
Novo TestamentoFl 3
Filipenses 3
1No mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim por certo não me é penoso, e a vós é-vos conveniente que eu vos escreva as mesmas coisas. 2Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus ope-rários, guardai-vos dos falsos circuncidados. 3Porque nós é que somos os circuncidados, pois que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, sem nos lisonjearmos de alguma vantagem carnal. 4Se bem que eu também posso ter alguma confiança no que é carnal. Se algum outro a pode ter, muito mais eu: 5Que fui circuncidado ao oitavo dia, que sou da geração de Israel, que sou da tribo de Benjamim, nascido hebreu de pais hebreus, que quanto à lei, fui fariseu. 6Que quanto ao zêlo, cheguei a perseguir a igreja de Deus, que quanto à justiça da lei, vivia irrepreensivel: 7Porém as coisas que me foram lucro, as reputei como perdas por Cristo. 8E na verdade tudo tenho por perda, pelo eminente conhecimento de Jesus Cristo meu Senhor: Pelo qual tudo tenho perdido, e o avalio por estêrco, contanto que ganhe a Cristo. 9E que seja achado nele, não tendo a minha justiça, que vem da lei, senão aquela que nasce da fé em Jesus Cristo: A justiça que vem de Deus pela fé. 10Para conhecê-lo a êle, -e a virtude de sua ressurreição, e a comunicação das suas aflições: Tendo-me con-formado a êle na sua morte:. 11Por ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição, que é dos mortos. 12Não que a tenha eu já alcançado, ou que seja já perfeito: Mas eu prossigo, para ver se de algum modo poderei alcançar aquilo, para o que éu também fui tomado por Jesus Cristo. 13Irmãos, eu não julgo havê-lo já alcançado. Mas antes o que agora faço, é que esquecendo-me por certo do que fica para trás, e avançando-me ao que resta para o diante, 14prossigo segundo o fim proposto ao prêmio da soberana vocação de Deus em Jesus Cristo. 15E assim todos os que somos perfeitos vivamos nestes sentimentos: E se sentis alguma coisa de outra maneira, Deus também vo-lo revelará. 16E na verdade quanto ao que temos já chegado, tenhamos uns mesmos sentimentos, e permaneçamos em uma mesma regra. 17Seêde meus imitadores, irmãos, e não percais de vista aos que assim andam, conforme tendes o nosso exemplo. 18Porque muitos andam, de quem outras vezes vos dizia, (e agora também o digo chorando) que são inimigos da Cruz de Cristo: 19Cujo fim é a perdição: Cujo Deus é o ventre: E a sua glória é para a confusão dêles, que gostam só do que é terreno. 20Mas a nossa conversação está nos Céus: Donde também esperamos ao Salvador nosso Senhor Jesus Cristo. 21O qual reformará o nosso corpo abatido, para o fazer conforme ao seu corpo glorioso, segundo a operação com que também pode sujeitar a si tôdas as coisas.
Salmos e ProvérbiosSl 144,9-21 (145)
Salmo 144 (145)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 145.
9Suave é o Senhor para com todos: E as suas misericórdias são sôbre tôdas as suas obras. 10Dêem-te glória a ti, Senhor, tôdas as tuas obras: E os teus santos te bendigam. 11A glória do teu reino publicarão: E o teu poder celebrarão. 12Para fazerem conhecer aos filhos dos homens o teu poder: E a glória da magnificência do teu reino. 13O teu reino que se estende a todos os séculos: E o teu império a tôda a geração e geração. Fiel é o Senhor em tôdas as suas palavras: E santo em tôdas as suas obras. 14O Senhor sustém a todos os que estão para cair: E levanta a todos os oprimidos. 15Os olhos de todos esperam em ti, Senhor: E tu lhe dás o sustento em tempo oportuno. 16Tu abres a tua mão: E enches a todo o animal de bênção. 17Justo é o Senhor em todos os seus caminhos: E santo em tôdas as suas obras. 18Perto está o Senhor de todos os que o invocam: De todos os que o invocam em verdade. 19Êle cumprirá a vontade dos que o temem, e atenderá a sua oração: E os salvará. 20O Senhor guarda a todos que o amam: E exterminará a todos os pecadores. 21A minha bôca publicará o louvor do Senhor: E bendiga tôda a carne o seu santo nome, pelo século, e pelo século do século.