Dia 248
Dn 7–8 · Fl 2 · Sl 144,1-8 (145) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Assim que, recebei-o com todo o gênero de alegria no Senhor, e tratai com honra a umas tais pessoas.”Filipenses 2,29
Antigo TestamentoDn 7–8
Daniel 7
1No primeiro ano de Baltasar, rei de Babilônia, teve Daniel um sonho: E esta visão da sua cabeça foi estando na sua cama: E escrevendo o seu sonho, o recopilou em poucas palavras: E apontando-o em suma disse: 2Eu estava vendo na minha visão de noite, e e's-que os quatro ventos do céu pelejavam uns contra os outros num grande mar. 3E quatro grandes animais diferentes uns dos outros, subiam do mar. 4O primeiro era como uma leoa, e tinha asas de águia: Quando eu estava olhando para ela, foram-lhe arrancadas as asas, e ela foi levantada da terra, e se pôs nos seus pés como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem. 5Depois disto apareceu em pé a um lado outro ari-mal, que se assemelhava a um urso: E tinha três ordens de dentes na sua bôca, e diziam-lhe assim: Levanta-te, farta-te de carnagem. 6Depois disto, estava eu olhando, e vi outro, que era como um leopardo, e tinha em cima de si quatro asas, como asas de um pássaro, e a mesma alimária tinha quatro cabeças, e foi-lhe dado o poder. 7Depois disto olhava eu nesta visão que tinha de noite: E eis-que vi outro quarto animal, que era terrível, e espantoso, e sobremaneira forte; êle tinha uns grandes dentes de ferro, comendo com êles, e fazendo tudo em miúdos pedaços, e pisando aos seus pés o que sobejava: E era êle diferente das outras alimárias que eu tinha visto antes dêle e tinha dez cornos. 8Eu considerava os seus cornos e eis-que vi outro pequenino côrno, que nascia do meio dêles: E três dos primeiros cornos foram arrancados de diante dêle: E reparei que neste côrno havia uns olhos como olhos de homem, e uma bôca, que falava com insolência. 9Eu estava atento ao que via, até que foram pôs: tos uns tronos, é o antigo dos dias se assentou: O seu vestido era branco como a neve, e os cabelos da sua cabeça como a limpa lã: O seu trono era de chamas de fogo: as rodas dêste trono um fogo aceso. 10De diante dêle saia um rio de fogo, e arrebatado: Um milhão de ministros o serviam, e mil milhões assistiam diante dêle: Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. 11Eu olhava atentamente, por causa do estrépito das arrogantes palavras, que êste côrno proferia: E vi que a alimária fôra morta, e que o seu corpo perecerá, e fôra entregue ao fogo para ser queimado: 12Vi também que se tinha tirado o poder às outras alimárias e que a duração da sua vida lhe tinha sido assinalada até um tempo, e um tempo. 13Eu considerava pois estas coisas numa visão de noite, e eis-que vi um como o Filho do homem, que vinha com as nuvens do céu, e que chegou até o Antigo dos dias: E eles o apresentaram diante dele. 14E êle lhes deu o poder, e a honra, e o reino: E todos os povos, tôdas as tribos, e tôdas as línguas o servirão: O seu poder é um poder eterno, que lhe não será tirado: E o seu reino tal, que não será jamais corrompido. 15O meu espirito se encheu de horror, eu Daniel fiquei atemorizado destas coisas, e as visões da minha cabeça me turbaram. 16Eu me cheguei a um dos assistentes, e eu lhe perguntava a verdade de tôdas estas coisas. file me disse a interpretação destas visões, e me ensinou: 17Estas quatro grandes alimárias são quatro reinos, que se levantarão da terra. 18Mas os Santos do Deus altíssimo receberão o reino: E entrarão na posse do mesmo reino até o fim dos séculos. 19Depois disto quis eu diligentemente informar-me da quarta alimária, que era muito diferente de tôdas as outras, e sobremaneira temerosa: Os seus dentes, e unhas eram de ferro: Ela devora;-a, e ela fazia as coisas em miúdos pedaços, e pisava aos seis pés o que sobejava: 20E quis também informar-me dos dez cornos, que cia tinha. na cabeça: E do outro, que lhe viera de novo, na presença do qual tinham caído três dos outros cornos: E dêste côrno, que tinha olhos, e tinha uma bôca, que falava com insolência, e se tinha feito maior do que os outros. 21Eu olhava atento, e eis-que vi que aquêle côrno fazia guerra contra os Santos, e podia mais do que êles. 22Até que veio o Antigo dos dias, e deu sentença a favor dos Santos do Excelso, e chegou o tempo, e entraram os Santos de posse do reino. 23E êle disse assim: A quarta alimária será na terra O quarto reino, que será maior do que todos os outros reinos, e devorará tôda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em miúdos pedaços. 24Ora os dez cornos dêste mesmo reino serão dez reis: E depois dêles se levantará outro, e será êle mais poderoso do que os primeiros, e humilhará a três reis. 25E falará insolentemente contra o Excelso, e atropelará os Santos do Altíssimo: E imaginará de si, que pode mudar os tempos, e as leis, e os Santos lhe serão entregues nas suas mãos até um tempo, e dois tempos, e metade de um tempo. 26Mas depois se assentará o juízo, a fim de que lhe seja tirado o poder, e ele seja inteiramente desfeito, e pereça para sempre. 27E ao mesmo tempo se dê o reino, e o poder, e a grandeza do reino, que está debaixo de todo o céu, ao povo dos Santos do Altíssimo: Cujo reino é um reino eterno, e ao qual servirão e obedecerão todos os reis. 28Até aqui chegou o remate do que me foi dito. Eu, Daniel, estava ao depois muito turbado pelos meus pensamentos, e todo o meu semblante se me mudou: E eu conservei êstes pensamentos no meu coração.
Daniel 8
1No terceiro ano do reinado do rei Baltasar, tive eu uma visão. Eu Daniel, depois do que tinha visto no princípio: 2Vi numa visão que tive, estando no castelo de Susa, que é no país de Elam: Vi pois nesta visão que eu estava sôbre a porta de Ulai. 3E levantei os meus olhos, e olhei: E eis-que estava em pé diante de uma lagoa um carneiro, que tinha uns cornos levantados, e um o era mais do que o outro, e crescia pouco a pouco: Depois 4vi que o carneiro dava cornadas contra o ocidente, e contra o Aquilão, e contra o meio-dia, e nenhum animal lhe podia resistir, nem livrar-se da sua fôrça: E êle fêz quanto quis e veio a fazer-se em extremo poderoso. 5E eu estava atento ao que via: E eis-que um bode vinha do ocidente sôbre a face de tôda a terra, e não tocava na terra: E êste bode tinha um côrno insigne entre os seus dois olhos. 6E veio até aquele carneiro que tinha cornos, ao qual eu tinha visto em pé diante da porta, e correu para êle com todo o ímpeto da sua fôrça. 7E tendo chegado perto do carneiro, arremeteu a êle com fúria, e feriu o tal carneiro: E lhe quebrou os seus dois cornos, sem que o carneiro lhe pudesse resistir E tendo-o lançado por terra, o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do seu poder. 8Ao depois se fêz o bode extraordinariamente grande: E tendo crescido quebrou-se o seu grande côrno, e formaram-se por baixo dêle quatro cornos, para os quatro ventos do mundo. 9Porém de um dêstes cornos saiu um pequeno: E êle se fêz grande contra o meio-dia, e contra o oriente, e contra a fortaleza. 10E se elevou até contra a fortaleza do céu: E deitou abaixo muitos dos mais fortes, e muitas das estrêlas, e as pisou aos pés. 11E se engrandeceu até contra o príncipe da fôrça e tirou dêle o sacrifício perpétuo, e desonrou o lugar da sua santificação. 12Foi-ihe porém dado o poder contra o sacrifício perpétuo, por causa dos pecados: E a verdade será prostrada na terra, e êle empreenderá tudo, e tudo lhe sucederá conforme o seu desejo. 13Então ouvi eu um dos Santos que falava: E um Santo perguntou a outro, não sei a quem, que lhe falava: Até quando durará a visão, e o sacrifício perpétuo, e o pecado da desolação que foi feita: E até quando será pisado aos pés o Santuário, e a fortaleza? 14E êle lhe respondeu: Até dois mil e trezentos dias, compostos da tarde e da manhã: E o Santuário será purificado. 15Sucedeu porém que quando eu Daniel tinha esta visão, e procurava a sua inteligência: Eis-que se me apresentou diante uma como figura de homem. 16E eu ouvi a voz de um homem entre Ulai, o qual gritou, e disse: Gabriel, faze-lhe entender esta visão. 17No mesmo ponto veio êle, e parou junto do lugar onde eu estava: E quando êle veio a mim, caí eu espavorido com o rosto em terra e êle me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão se cumprirá no fim a seu tempo. 18E quando êle ainda me estava falando, tornei eu a cair com o rosto em terra: E êle então me tocou, e me fêz pôr em pé. 19E me disse: Eu te mostrarei o que há de suceder no último dia da maldição: Porque o tempo tem o seu fim. 20O carneiro, que tu viste que tinha cornos, é o rei dos medos e dos persas. 21O bode porém é o rei dos gregos: E o grande côrno, que êle tinha entre os seus dois olhos, é o primeiro dos seus reis. 22E quanto aos quatro cornos, que, depois de quebrado aquêle primeiro, se levantaram em seu lugar: São os quatro reis, que se levantarão da sua gente, mas não com a sua fôrça. 23E depois do seu reinado, quando tiverem crescido as iniquidades, se levantará um rei de uma cara sem vergonha, e inteligente de enigmas: 24E o seu poder se confirmará, mas não pelas suas fôrças: E devastará tudo, sôbre quanto se pode crer, e será prosperado, e fará tudo o que quiser. E matará os robustos, e o povo dos Santos. 25Segundo a sua vontade, e todo o engano será tra-mado com bom sucesso pela sua mão: E elevará o seu coração, e vendo-se na abundância de tôdas as coisas matará a muitíssimos: E levantar-se-á contra o príncipe dos príncipes, e será em pó reduzido sem intervir mão de homem. 26E aquela visão da tarde e da manhã que te foi representada, é verdadeira: Põe tu logo o sêlo a esta visão, porque ela não sucederá senão depois de muitos dias. 27Depois disto, caí eu Daniel em desfalecimento, e fiquei doente por alguns dias: E tendo-me levantado, trabalhava eu nos negócios do rei, e estava pasmado considerando nesta visão, sem haver ninguém que ma pudesse interpretar,
Novo TestamentoFl 2
Filipenses 2
1Portanto, se há alguma consolação em Cristo, se algum refrigério de caridade, se alguma comunicação de espírito, se algumas entranhas de compaixão; 2Fazei completo o meu gôzo, de sorte que sintais uma mesma coisa, tendo uma mesma caridade, «um mesmo ânimo, uns mesmos pensamentos. 3Nada façais por porfia, nem por vanglória: Mas com humildade, tendo cada um aos outros por superiores. 4Não atendendo cada um às coisas que são suas próprias, senão às dos outros. 5E haja entre vós o mesmo sentimento que houve também em Jesus Cristo. 6O qual tendo a natureza de Deus, não julgou que fôsse nele uma usurpação o ser igual à Deus: 7Mas êle se aniquilou a si mesmo, tomando a natureza de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e sendo reconhecido na condição como homem. 8Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à morte, e morte de cruz. 9Pelo que Deus também o exaltou, e lhe deu um Nome que é sôbre todo o nome: 10Para que ao Nome de Jesus se dobre todo joe-lho dos que estão nos Céus, na terra e nos infernos. 11E tôda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Padre. 12Portanto, meus caríssimos, (pôsto que sempre fostes obedientes) obrai a vossa salvação com receio, e com tremor, não só como na minha presença, senão muito mais agora na minha ausência. 13Porque Deus é o que obra em vós o querer, e o perfazer, segundo o seu beneplácito. 14Fazei logo tôdas as coisas sem murmurações e sem dúvidas. 15A fim de serdes sem nota, e sem -refôlho, como filhos de Deus irrepreensíveis no meio duma nação depravada e corrompida: Onde vós brilhais como astros no mundo. 16Retendo a palavra da vida para glória minha no dia de Cristo, pois não corri em vão, nem trabalhei em vão. 17Mas ainda quando eu seja imolado sôbre o sa-crifícioe vitima da vossa fé, me alegro, e me dou o parabém cam todos vós. 18E vós também gozai-vos, e dai-me parabém a mim por isto mesmo. 19E tenho esperança no Senhor Jesus de brevemente vos enviar a Timóteo: Para que eu também esteja de bom ânimo, sabendo o estado das vossas coisas. 20Porque não tenho nenhum tão unido de coração comigo, que com sincera afeição mostre cuidado por vós outros. 21Porque todos buscam as suas próprias coisas, e não as que são de Jesus Cristo. 22E em prova disto sabei que, como filho a pai, serviu comigo no Evangelho. 23Espero pois mandar-vo-lo, logo que eu tiver visto o estado dos meus negócios. 24E confio no Senhor, que também eu mesmo cedo vos irei ver. 25Entretanto julguei necessário remeter-vos Epafrodito, meu irmão, e coadjutor, e companheiro, e vosso Apóstolo, e que me tem assistido nas minhas necessidades. 26Pois que êle vos desejava por certo ver a todos: E tinha pena de que vós tivesseis noticia da sua doença. 27Porque êle com efeito esteve mortalmente enfermo: Mas Deus se compadeceu dêle, e não somente dêle, mas ainda também de mim, para que eu não tivesse aflição sôbre aflição. 28Por isso me dei mais pressa a remetê-lo, para vos dar o renovado gôsto de o ver, e tirar-me a mim mesmo da pena. 29Assim que, recebei-o com todo o gênero de alegria no Senhor, e tratai com honra a umas tais pessoas. 30Porque pela obra de Cristo chegou às portas da morte, arriscando a própria vida por suprir com a sta assistência aquela que vos não era possível fazer no, meu serviço.
Salmos e ProvérbiosSl 144,1-8 (145)
Salmo 144 (145)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 145.
1Louvor do mesmo Davi. Eu te exaltarei, ó Deus, rei mèu: E bendirei o teu nome pelo século e pelo século do século. 2Cada dia te bendirei: E louvarei o teu nome pelo século, e pelo século do século. 3Grande é o Senhor, e muito digno de louvor: E a sua grandeza não tem limites. 4A geração e geração louvarão as tuas obras: E publicarão o teu poder. 5Falarão da magnificência da glória da tua santidade: E contarão as tuas maravilhas. 6E dirão as virtudes das tuas coisas terríveis: E contarão a tua grandeza. 7Farão larguíssima memória da abundância da tua suavidade: E exultarão com a tua justiça. 8Clemente e misericordioso é o Senhor: Sofrido, e muito misericordioso.