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Bíblia em um ano Dia 25/365

Dia 25

Ex 7–8 · Mt 17 · Sl 17,17-25 (18) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEx 7–8
  2. Novo TestamentoMt 17
  3. Salmos e ProvérbiosSl 17,17-25 (18)
Destaque da leitura de hoje“Devemos logo ir ao deserto caminho de três dias, e sacrificar lá ao Senhor nosso Deus, como êle nos mandou.”Êxodo 8,27

Antigo TestamentoEx 7–8

Êxodo 7

1Então disse o Senhor a Moisés: Eis-aí te constituo eu Deus de Faraó: E Aarão teu irmão será o teu profeta. 2Tu pois dirás a Aarão tudo o que eu te mandei que lhe dissesses: e Aarão falará a Faraó, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra. 3Mas eu endurecerei o seu coração, e assinalarei o meu poder no Egito, corii um grande número de prodígios, 4Êle não vos há de ouvir: Mas eu estenderei a minha mão sôbre o Egito; e depois de lhe ter mostrado a severidade dos meus juízos, farei sair o meu exército, e O meu povo. 5E saberão os egípcios que eu sou o Senhor, que estendi a minha mão sôbre o Egito, e que fiz sair do meio dêles os filhos de Israel. 6Moisés pois, e Aarão se houveram conforme as ordens, que tinham recebido do Senhor: E eis-aqui o que êles fizeram. 7Moisés tinha oitenta anos, e Aarão oitenta e três, quando falaram a Faraó. 8E o Senhor disse a Moisés, e a Aarão: 9Quando Faraó vos disser, fazei alguns prodígios, dirás tu a Aarão: Pega na tua vara, e põe-na diante de Faraó, e ela se converterá em serpente. 10Tendo pois entrado Moisés, e Aarão a Faraó, conforme o Senhor lhes havia ordenado, lançou Aarão a sua vara diante de Faraó, e dos seus servos, e ela se converteu em serpente. 11Mandou vir Faraó os seus sábios, e mágicos: E êles fizeram também a mesma coisa por meio dos encantos do Egito, e dos segredos da sua arte. 12Lançaram cada um as suas varas, e elas se converteram em serpentes. Mas a vara de Aarão devorou as varas dêles. 13E o coração de Faraó se endureceu, e êle não deu ouvidos a Moisés, nem a Aarão, nem quis obedecer ao que o Senhor tinha ordenado. 14Então disse o Senhor a Moisés: O coração de Faraó está obdurado: Êle não quer deixar ir o povo. 15Vai ter com êle de manhã: Êle há de sair ao rio: Vai-te encontrar com êle ao longo d’água, levando na mão a tua vara, que se converteu em serpente. 16E dir-lhe-ás: O Senhor Deus dos hebreus me enviou a ti, para te dizer: Deixa ir o meu povo, para que êle me ofereça sacrifícios no deserto: E tu até o presente não tens querido ouvir-me. 17Eis-aqui pois o que diz o Senhor: Nisto conhecerás tu que eu sou o Senhor: Eis-aí ferirei eu a água do rio com a vara, que tenho na minha mão, e essa água se converterá em sangue. 18Os peixes também, que estão no rio, morrerão; as águas se corromperão; e os egípcios, que as beberem, serão atormentados. 19Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Aarão: Toma a tua vara, e estende a tua mão sôbre as águas do Egito, sôbre os rios, sôbre os regatos, sôbre as alagoas, e sôbre as águas de todos os tanques, para que elas se convertam em sangue, e não se veja em todo o Egito senão sangue em todos os vasos, quer sejam de madeira, quer de pedra. 20Fizeram pois Moisés, e Aarão, conforme o Senhor lhes tinha mandado. E Aarão levantando a sua vara, feriu a água do rio à vista de Faraó, e dos seus servos; e a agua se converteu em sangue. 21Os peixes, que estavam no rio, morreram; o rio se corrompeu; e os egípcios não podiam beber da água do rio; e todo o Egito era sangue. 22A mesma coisa fizeram os mágicos do Egito com os seus encantos; e o coração de Faraó se impederniu, e êle não quis ouvir a Moisés, nem a Aarão, nem obedecer ao que o Senhor lhe tinha mandado: 23Mas retirou-se de diante dêles, e voltou para sua casa: E ainda desta vez não dobrou o seu coração. 24Todos os egípcios cavaram a terra ao redor do rio, e buscaram água, porque não podiam beber da água do rio. 25E passaram-se sete dias inteiros depois que o Senhor ferira o rio com esta praga.

Êxodo 8

1Tornou o Senhor a dizer a Moisés: Entra a Faraó, e dir-lhe-ás: Eis-aqui o que diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para me oferecer sacrifícios. 2Se o não quiseres deixar ir, eu ferirei tôdas as tuas terras, cobrindo-as de rãs. 3O rio produzirá um fervedouro de rãs, que entrarão na tua casa, e na câmara, onde tu dormes, e subirão ao teu leito; que entrarão nas casas dos teus ser-vos, e nas do teu povo; que passarão até aos teus fornos; e que se porão até nos sobejos dos teus pratos. 4Tu, o teu povo, e os teus servos, todos vós sereis atormentados de rãs. 5Disse pois o Senhor a Moisés: Dize a Aarão: Estende a tua mão sôbre os rios, sôbre os regatos, e lagos, e faze sair rãs por tôda a terra do Egito. 6Estendeu Aarão a sua mão sôbre as águas do Egito, e saíram delas rãs, 7Os mágicos fizeram também a mesma coisa por meio dos seus encantos, e fizeram vir rãs sôbre a terra do Egito. 8Faraó pois chamou a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: Rogai ao Senhor, que nos livre a mim, e ao meu povo destas rãs: e eu deixarei ir o povo, para que êle sacrifique ao. Senhor. 9Moisés respondeu a Faraó: Aponta-me o tempo, em que tu queres que eu rogue por ti, pelos teus servos, e pelo teu povo, a fim de que as rãs sejam lançadas para longe de ti, e da tua casa, dos teus servos, e do teu povo; e não as haja mais, senão no rio. 10Seja amanhã, respondeu Faraó. Eu farei, prosseguiu Moisés, o que tu me pedes, para saberes que não há quem seja como o Senhor nosso Deus. 11As rãs retirar-se-ão de ti, de teus servos, e do teu povo; e não as haverá mais, senão no rio. 12Tendo Moisés e Aarão saído da presença de Faraó, clamou Moisés ao Senhor pelo cumprimento da promessa, que êle tinha feito a Faraó, de o livrar das rãs no dia ajustado. 13E o Senhor fêz o que Moisés lhe pedira: e as rãs morreram pelas casas, pelas aldeias. e pelos campos. 14Fizeram-se grandes montões delas, e a terra ficou infeccionada. 15Mas Faraó, vendo que se lhe tinha dado algum descanso, endureceu o seu corarão, e não deu ouvidos a Moisés. nem a Aarão, nem obedeceu ao que o Senhor tinha mandado. 16Então disse o Senhor a Moisés: Dize a Aarão: Estende a tua vara. e fere o pó da terra; tôda a terra do Egito se encha de mosquitos. 17Fizeram êles o oue lhes ordenara. E Aarão, pegando na vara. estendeu amão. e feriu o pó da terra: e homens. e bêstas foram todos cobertos de mosnuitos. e todo o pó da terra se converteu em mosquitos por todo o Egito. 18Tntentaram os mágicos fazer a mesma coisa com os seus encantamentos, e produzir destes mosquitos; mas não o puderam conseguir: e homens, e animais estavam cobertos dêles. 19Então disseram os mágicos a Faraó: o dedo de Deus é o que obra aqui. Mas o coração de Faraó se endureceu, e não ouviu a Moisés, nem a Aarão, nem quis obedecer ao que o Senhor tinha mandado. 20Tornou o Senhor a dizer a Moisés: levanta-te logo pela madrugada, e apresenta-te a Faraó: Porque, êle há de sair às águas, e tu lhe dirás: Eis-aqui o que diz o Senhor: Deixa ir o meu povo a sacrificar-me. 21Se tu o não deixares ir, mandarei eu contra ti, contra os teus servos, contra o teu povo, e às tuas casas tôda a casta de moscas; e tôdas as casas dos egípcios, e todos os lugares, onde êles se acharem, serão cheios de tôda a casta de moscas. 22E eu farei admirável naquele dia a terra de Gessen, onde habita o meu povo, com se não achar nela mosca de casta alguma; para que tu saibas, que eu é que sou o Senhor de tôda a terra. 23Eu porei esta diferença entre o meu povo, e o teu povo. Amanhã se fará êste portento. 24Fêz o Senhor o que tinha dito. Uma infinidade de malignas moscas infestou as casas de Faraó, e as de seus servos, e a todo o Egito; e a terra se corrompeu por esta casta de moscas. 25Então chamou Faraó a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: Ide sacrificar ao vosso Deus nesta terra. 26Respondeu Moisés: Isto não se pode fazer assim porque então imolaremos nós ao Senhor nosso Deus, o que os egípcios têm por uma abominação. Se nós matarmos diante dos egípcios o que êles adoram, êles nos apedrejarão. 27Devemos logo ir ao deserto caminho de três dias, e sacrificar lá ao Senhor nosso Deus, como êle nos mandou. 28E Faraó lhes disse: Eu vos deixarei ir ao deserto a sacrificardes ao Senhor vosso Deus; mas não vades mais longe: e rogai a Deus por mim. 29Respondeu Moisés: Tanto que eu tiver saído da tua presença, eu rogarei o Senhor: e amanhã tôdas as moscas se retirarão de Faraó, de seus servos, e do seu povo. Mas não me tornes a enganar, não deixando ainda sair o povo a sacrificar ao Senhor. 30Moisés tendo saído de diante de Faraó, fêz oração ao Senhor. 31E o Senhor fêz o que Moisés lhe tinha pedido. Lançou fora tôdas as moscas, que atormentavam a Faraó, aos seus servos, e ao seu povo, sem ficar nem uma. 32Mas o coração de Faraó se obdurou, e assim ainda desta vez não quis êle deixar ir o povo.

Novo TestamentoMt 17

Mateus 17

1E seis dias depois toma Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os leva à parte a um alto monte: 2E transfigurou-se diante dêles. E o seu rosto ficou refulgente como o sol: E as suas vestiduras se fizeram brancas como a neve. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com. êle. 4E começando a falar Pedro, disse a Jesus: Senhor, bom é que nós estejamos aqui: Se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, outro para Moisés, e outro para Elias.: 5Estando êle ainda falando, eis que uma lúcida nuvem os cobriu. E eis que saiu uma voz da nuvem que dizia: Êste é aquele, meu querido Filho, em quem tenho pôs to tôda a minha complacência: Ouvi-o. 6E ouvindo isto os discípulos cairam de bruços e tiveram grande mêdo. 7Porém Jesus se chegou a êles, e tocou-os, e disse-lhes: Levantai-vos e não temais. 8les então levantando os seus olhos, não viram mais do que tão sômente a Jesus. 9E quando êles desciam do monte, lhes pôs Jesus preceito, dizendo: Não digais a pessoa alguma o que vistes, enquanto o Filho do homem. não ressurgir dos mortos. 10E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Pois por que dizem os escribas que importava vir Elias primeiro? 11Mas êle, respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: 12Digo-vos porém que Elias já veio, e êles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às suas mãos. 13Então conheceram os discípulos, que de João Batista é que êle lhes falara. 14E depois que veio para onde estava a gente, chegou a êle um homem, que, pôsto de joelhos diante dele, lhe dizia: Senhor, tem compaixão de meu filho, que é luná-tico e padece muito, porque muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água. 15E tenho-o apresentado a teus discípulos e êles o não puderam curar. 16E respondendo Jesus, disse: O” geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco? até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. 17E Jesus o ameaçou, e saiu dele o demônio, e desde aquela hora ficou o moço curado. 18Então se chegaram os discípulos a Jesus em particular, é lhe disseram: Por que não pudemos nós lançá-lo fora? 19Jesus lhes disse: Por causa da vossa pouca fé. Porque na verdade vos digo, que se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a êste monte, passa daqui para acolá, e êle ha de passar, e nada vos será impossível. 20Mas esta casta de demônios não se lança fora, senão à fôrça de oração e de jejum. 21E achando-se êles juntos em Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será entregue às mãos dos homens. 22E êstes lhe darão a morte, e ressuscitará ao terceiro dia. E eles se entristecerão em extremo. 23E tendo vindo para Cafarnaum, chegaram-se a Pedro os que cobravam o tributo das duas dracmas e disseram-lhe: Vosso Mestre não paga as duas dracmas?. 24file lhes respondeu: Paga. E depois. que entrou em casa, Jesus o preveniu, dizendo: Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra o tributo, ou censo? de seus filhos, ou dos estranhos? 25E Pedro lhe respondeu: Dos estranhos. Disse-lhe Jesus: Logo são isentos os filhos. 26Mas para que os não, escandalizemos, vai ao mar, e lança o ânzol: E o primeiro peixe que subir, toma-o: E abrindo-lhe a bôca, acharás dentro um estáter: Tira-o, e dá-lho por mim e por ti.

Salmos e ProvérbiosSl 17,17-25 (18)

Salmo 17 (18)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 18.

17Enviou desde o alto, e me tomou: E me tirou das muitas águas. 18file me livrou de meus fortíssimos inimigos, e dos que me aborreciam: Porque se tinham feito mais poderosos do que eu. 19Eles me atacaram no dia da minha aflição: E o Senhor se declarou meu protetor. 20Êle me tirou ao largo: Êle me salvou, por efeito de me querer bem. 21E o Senhor me retribuirá segundo a minha justiça, e êle me retribuirá segundo a pureza das minhas mãos. 22Porque guardei os caminhos do Senhor, e não procedi impiamente contra o meu Deus. 23Porque todos os seus juízos estão diante de mim: E porque não repeli de diante de mim as suas justiças. 24E serei sem mácula diante dêle: E me guardarei da minha iniquidade. 25E o Senhor me retribuirá segundo a minha justiça: E segundo a pureza das minhas mãos que é presente aos seus olhos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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