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Bíblia em um ano Dia 29/365

Dia 29

Ex 15–16 · Mt 20 · Sl 18,1-9 (19) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEx 15–16
  2. Novo TestamentoMt 20
  3. Salmos e ProvérbiosSl 18,1-9 (19)
Destaque da leitura de hoje“As justiças do Senhor são retas, que alegram os corações: O preceito do Senhor é claro, que esclarece os olhos.”Salmo 18,9 (19)

Antigo TestamentoEx 15–16

Êxodo 15

1Então Moisés, e os filhos de Israel cantaram êste cântico ao Senhor, e disseram: Cantemos louvores ao Senhor, por ter feito brilhar a sua grandeza, e a sua glória, e porque precipitou no mar o cavalo, e o cavaleiro. 2O Senhor é a minha fortaleza, e o objeto dos meus louvores, porque se fêz meu salvador. Êle é que é o meu Deus, e eu celebrarei a sua glória: êle é o Deus de meu pai, e eu exaltarei a sua grandeza. 3O Senhor se houve como um guerreiro: o seu nome é o Todo Poderoso. 4Êle precipitou no mar as carroças, e O exército do Faraó: os mais notáveis dentre os seus príncipes foram submergidos no Mar Vermelho. 5Êles foram sepultados nos abismos: caíram no fundo como uma pedra. 6A tua destra, Senhor, se assinalou no muito que fêz brilhar a sua fôrça: a tua destra, Senhor, feriu o inimigo. 7E tu deitaste abaixo os teus adversários com a grandeza da tua glória: tu mandaste a tua ira, que os. devorou como uma palha. 8Tu excitaste o vento do teu furor, e ao seu assopro se congregaram as águas. A corrente da água parou, e os abismos se ajuntaram no meio do mar. 9O inimigo disse: Eu os perseguirei, e os alcança-re”. Eu repartirei os seus despojos, e a minha alma ficará farta. Eu desembainharei a minha espada, e a minha mão os fará cair mortos. 10Mas tanto que o teu vento assoprou, o mar os cobriu. Êles caíram como chumbo no fundo das grandes águas. 11Quem dentre os Heróis te é semelhante a ti, Senhor? Quem te é semelhante a ti, que és grande em santidade, que és terrível, que és digno de todos os louvores pelas maravilhas que obras. 12Tu estendeste a tua mão, e a terra os devorou. 13Tu na tua misericórdia te fizeste o condutor do povo, que remiste: e tu na tua fortaleza o levaste até à tua santa morada. 14Os povos se levantaram, e se iraram: uma profunda dor se apossou dos filisteus. 15Os príncipes de Edom se turbaram: o espanto surpreendeu os valentes de Moab; todos os habitantes de Canaã ficaram enregelados. 16Caia sôbre êles o mêdo e o pavor, a efeito do poder do teu braço: êles se tornem imóveis como uma pedra, até que passe o teu povo, Senhor: até que passe êste teu povo, que tu adquiriste para ti. 17Tu os conduzirás, Senhor, e tu os estabelecerás no monte da tua herança, nesta firmíssima habitação, que tu te preparaste; neste Santuário, Senhor, que as tuas mãos firmaram. 18O Senhor reinará na eternidade, e além da eternidade. 19Porque Faraó entrou a cavalo no mar com as suas carroças, e cavalaria: e o Senhor fêz que tornassem sôbre êles as águas do mar. Os filhos de Israel porém caminharam a pé enxuto pelo meio dêle. 20Maria Profetisa, irmã de Aarão, pegou num tambor, e tôdas as mulheres foram atrás dela com tambores formando coros. 21E Maria era a primeira que cantava, dizendo: Cantemos louvores ao Senhor, por ter feito brilhar a sua grandeza, e a sua glória; e porque precipitou no mar o cavalo, e o cavaleiro. 22Depois logo que Moisés fêz partir os israelitas do Mar Vermelho, entraram êles no deserto de Sur: e como tivessem andado três dias pela solidão, não achavam água. 23Enfim chegaram a Mara, e não podiam beber das águas de Mara, porque eram amaras. Por isso a êste lugar lhe foi pôsto um nome bem congruente, qual é o de Mara, que quer dizer amargura. 24Então murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Que havemos nós de beber? 25Porém Moisés clamou ao Senhor, o qual lhe mostrou um pau, que êle lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhe deu Deus certos preceitos, e certas ordenanças: e ali tentou êle o povo dizendo: 26Se tu obedeceres à voz do Senhor teu Deus, e obrares o que é reto diante de seus olhos; se obedeceres aos seus mandamentos, e guardares todos os seus preceitos, eu vos não ferirei com enfermidade alguma das com que feri o Egito: porque eu sou o Senhor, que te sara. 27Depois vieram os filhos de Israel a Elim, onde havia doze fontes, e setenta palmeiras, e êles se acamparam ao pé das águas.

Êxodo 16

1Tendo tôda a multidão dos filhos de Israel partido de Elim, veio para o deserto de Sin, que é entre Elim e Sinai, ao décimo quinto dia do segundo mês, depois que tinham saído do Egito. 2E todos os filhos de Tsrael, estando neste deserto, murmuraram contra Moisés, e contra Aarão, dizendo-lhes: 3Prouvera a Deus que nós fôssemos mortos no Egito pela mão do Senhor, quando lá estávamos assentados ao pé das panelas de carne, e comíamos quanto pão queríamos. Por que nos trouxestes vós a êste deserto, para matardes aqui de fome todo o povo? 4Então disse o Senhor a Moisés: Eu estou para vos fazer chover pães do céu. Saia o povo, e apanhe dêles o que bastar para cada dia, porque quero experimentar se êle caminha pela minha lei, ou não. 5Ao dia sexto ajunte-se. dêstes pães o que se há de guardar em casa; e êles apanhem dobrado do que é costume nos outros dias. 6Então disseram Moisés, e Aarão a todos os filhos de Israel: Esta tarde sabereis vós que o Senhor é quem vos tirou do Egito. 7E amanhã pela manhã vereis vós brilhar a glória do Senhor: porque êle ouviu as vossas murmurações contra êle. Pois no tocante às pessoas de nós os dois, quem somos nós, para que vós murmureis contra nós? 8Prosseguiu Moisés, dizendo: Esta tarde vos dará o Senhor carne para comerdes; e amanhã êle vos fartará de pães: porque êle ouviu as palavras de murmuração, que vós proferistes contra êle: pois quanto a nós, quem somos nós? Não somos nós os a quem as vossas murmurações atacam, mas sim o Senhor. 9Disse também Moisés a Aarão: Dize a todo o ajuntamento dos filhos de Israel: Chegai-vos para diante do Senhor, porque êle ouviu a vossa murmuração. 10Quando Aarão ainda estava falando a todo o ajuntamento dos filhos de Israel, olharam êles para a parte do deserto, e eis que de repente aparece a glória do Senhor na nuvem. 11Ora o Senhor tinha falado a Moisés, e lhe tinha dito: 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes: Vós comereis esta tarde carne, e amanha vos fartareis de pães; e vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus., l 13À tarde pois veio um número sem número de codornízes, que cobriram todo o campo; e pela manhã também todos os arredores do campo foram carregados de orvalho. 14E estando a superfície da terra coberta dêle, viu-se aparecer no deserto uma coisa miúda, e como pisada num gral, que se assemelhava àqueles pequenos grãos de geada branca, que caem sôbre a terra. 15O que tendo visto os filhos de Israel, disseram uns para os outros: Manou, isto é: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Moisés lhes respondeu: Êste é o pão, que o Senhor vos deu para comerdes. 16E eis-aqui o que o Senhor ordena: Cada um apanhe dêle quanto lhe fôr necessário para comer. Tomai um gomor para cada pessoa, conforme o número daqueles, que houver em cada tenda. 17Assim o fizeram os filhos de Israel: Apanharam do maná, uns mais, outros menos. 18E tendo-o medido por um gomor, nem o que tinha ajuntado mais, tinha mais; nem o que tinha ajuntado menos, tinha menos: mas cada um se achou com quanto podia comer. 19Moisés lhes disse: Nenhum deixe nada para amanhã. 20Mas êles não lhe deram ouvidos: E tendo alguns guardado do maná para o outro dia, êle se achou gafo de bichos, e todo corrompido: do que Moisés se agastou contra êles. 21Cada um pois colhia tôdas as manhãs quanto lhe era necessário para comer: e quando vinha o calor do sol, derretia-se. 22Ao dia sexto colheram êles dobrado, isto é, colheram dois gomores para cada pessoa: e todos os principes do povo vieram dar parte disto a Moisés. 23O qual lhes disse: Isto é o que o Senhor ordenou: Amanhã será o dja de sábado, cujo descanso é consagrado ao Senhor. Fazei pois o que tendes que fazer: Cozei o que tendes que cozer: E tudo o que ficar de hoje, guardai-o para amanhã. 24E tendo-o êles feito, como Moisés o ordenara, não apodreceu o maná, nem se acharam bichos nêle. 25Disse-lhes ainda Moisés: Comei-o hoje, porque é o sábado do Senhor, e vós o não achareis hoje no campo. 26Colhei-o pois os seis dias: Mas o dia sétimo é o sábado do Senhor: Por isso nêle não se achará maná. 27Chegado que foi o sétimo dia, saíram alguns do povo a apanhá-lo, e não o acharam. 28Então disse o Senhor a Moisés: Até quando não haveis vós de querer guardar os meus mandamentos, e a minha lei? 29Considerai que o Senhor vos mandou. observar o sábado, e que para isso vos deu êle aò sexto dia dobrado sustento. Cada um de vós logo fique na sua tenda o dia sétimo, e não saia dela. 30O povo pois observou o descanso do sábado no dia sétimo. 31E os israelitas deram a êste sustento o nome de maná: E êle parecia-se como a semente do coentro: era branco, e de um gôsto semelhante ao do pão amassado com mel. 32Ainda Moisés disse mais: Eis aqui o que diz o Senhor: Enchei um gomor de maná, e ponde-o diante do Senhor, para se conservar memória dêle nos tempos vindouros; e para que se saiba qual foi o manjar, com que eu vos sustentei no deserto, depois da vossa saída do Egito. 33Disse pois Moisés a Aarão: Toma um vaso, e mete nêle tanta quantidade de maná, quanta pode caber num gomor; e põe-no em reserva diante do Senhor, para que êle se conserve nas gerações futuras, 34segundo a ordem, que eu acêrca disso recebi do Senhor. E Aarão pôs êste vaso no tabernáculo para ali se conservar. 35Ora os israelitas sustentaram-se do maná quarenta anos, até o tempo da sua chegada a um país cultivado. Êles sè serviram dêste mantimento até a sua entrada nas primeiras terras de Canaã. 36O gomor porém é a décima parte de um efi.

Novo TestamentoMt 20

Mateus 20

1O reino dos Céus é semelhante a um homem pai de família, que ao romper da manhã saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. 2E feito com os trabaihadores o ajuste de um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. 3E tendo saído junto da terceira hora, viu estarem outros na praça, ociosos. 4E disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que fôr justo. 5E êles foram. Saiu portanto outra vez junto da hora sexta, e junta da nona: E fêz o mesmo. 6E junto da undécima tornou a sair, e achou outros que lá estavam, e lhes disse: Por que estais vós aqui todo o dia ociosos? 7Responderam-lhe êles: Porque ninguém nos assalariou. Êle lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. 8Porém lá no fim da tarde disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos últimos, e acabando nos primeiros. 9Tendo chegado pois os que foram junto da hora undécima, recebeu cada um seu dinheiro. 10E chegando também os que tinham ido primeiros, julgaram que haviam de receber mais: Porém êstes também não receberam mais do que um.dinheiro cada um. 11E ao recebê-lo, murmuravam contra o pai de família,', 12dizendo; Êstes que vieram últimos, não trabalharam senão uma hora, e tu os igualaste conosco, que aturamos o pêso do dia, e da calma. 13Porém êle respondendo a um dêles, lhe disse: Amigo, eu não te faço agravo; não convieste tu comigo num dinheiro? 14Toma o que te pertence, e vai-te: Que eu de mim quero dar também a êste último tanto como a ti. 15Visto isso não me é lícito fazer o que quero? acasc o teu ôlho. é mau, porque eu sou bom? 16Assim serão últimos os primeiros, e primeiros os últimos: Porque são muitos os chamados, e poucos os escolhidos. 17E subindo Jesus a Jerusalém, tomou de parte os seus doze discípulos, e disse-lhes 18Eis aqui vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, que e condenarão à morte. 19E entregá-lo-ão aos gentios para ser cscarneci-do, e crucificado, mas ao terceiro dia ressurgirá. 20Então se chegou a êle a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, adorando-o e pedindo-lhe alguma cousa. 21file lhe disse: Que queres? Respondeu ela: Dize que êstes meus dois filhos se assentem no teu reino, um.à tua direita, e outro à tua esquerda. 22E respondendo Jesus, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber? - Disseram-lhe êles: Podemos. 23Êle lhes disse: E” verdade que vós haveis de beber o meu cálice. Mas pelo que toca a terdes assento à minha mão direita, ou à esquerda, não me pertence a mim o dar-vo-lo, mas isso é para aqueles para quem está preparado por meu Pai. 24E quando os dez. ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. 25Mas Jesus os chamou a si, e lhes disse: Sabeis que os príncipes das gentes dominam os seus vassalos: E que os que são maiores exercitam o seu poder sôbre êles. 26Não será assim entre vós outros: Mas entre vós todo o que quiser ser o maior, êsse seja o que vos sirva: 27Eo que entre vós quiser ser. o primeiro, esse seja O vosso servo: 28Assim comoo Filhe do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar sua vida em redenção por muitos. 29E saindo êles de Jericó, seguiu a Jesus muita gente. 30E eis que dois cegos que estavam sentados junto à estrada, ouviram que Jesus passava: E gritaram, dizendo: Senhor, filho de Davi, tem compaixão de nós. 31E repreendia-os a gente que se calassem. Porém êles cada vez gritavam mais, dizendo: Senhor, filho de Davi, tem compaixão de nós. 32Então parou Jesus, e chamou-os, e disse: Que quereis que vos faça? 33Responderam êles: Que se nos abram, Senhor, os nossos olhos. 34E Jesus compadecido dêles, lhes tocou os olhos. E no mesmo instante viram, e o foram seguindo.

Salmos e ProvérbiosSl 18,1-9 (19)

Salmo 18 (19)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 19.

1Ao regente do côro, salmo de Davi. 2Os céus publicam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. 3Um dia diz uma palavra a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 4Não há linguagem, nem fala, por quem não sejam entendidas as suas vozes. 5O seu som se estendeu por tôda a terra: E as suas palavras até as extremidades do mundo. 6No sol pôs o seu tabernáculo: E êle como esposo que sai do seu tálamo: Deu saltos como gigante para correr o caminho, 7a sua saída é desde uma extremidade dêle: E não há quem se esconda do seu calor. 8A lei do Senhor que e imaculada converte as almas: O testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos pequeninos. 9As justiças do Senhor são retas, que alegram os corações: O preceito do Senhor é claro, que esclarece os olhos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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