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Bíblia em um ano Dia 30/365

Dia 30

Ex 17–19 · Mt 21,1-16 · Sl 18,10-15 (19) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEx 17–19
  2. Novo TestamentoMt 21,1-16
  3. Salmos e ProvérbiosSl 18,10-15 (19)
Destaque da leitura de hoje“O temor do Senhor é santo, que permanece por séculos: Os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de Justiça em si mesmos.”Salmo 18,10 (19)

Antigo TestamentoEx 17–19

Êxodo 17

1Tendo-se partido pois todos os filhos de Israel do deserto de Sin, e tendo feito as suas mansões nos lugares, que o Senhor lhes havia apontado, êles se acamparam em Rafidim, onde não havia água para dar de beber ao povo. 2Então tornaram êles a murmurar contra Moisés, dizendo: Dá-nos água para bebermos. Moisés lhes respondeu: Por que murmurais vós contra mim? por qué tentais o Senhor? 3O povo pois achando-se neste sítio atormentado da sêde, e sem água, queixou-se altamente de Moisés, até lhe dizer Por que nos fizeste tu sair do Egito, para agora nos fazeres morrer de sêde a nós, aos nossos filhos, e às nossas bêstas? 4Clamou então Moisés ao Senhor, e lhe disse: Que farei eu a êste povo? Pouco falta que êle me não apedreje. 5E o Senhor disse a Moisés: Caminha adiante do povo: Leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na tua mão a vara, com que feriste o rio, e vai até à pedra de Horeb. 6Eu me acharei lá contigo: Tu ferirás a pedra, e dela sairá água, para que o povo tenha donde beber. Fêz Moisés diante dos anciãos de Israel o que o Senhor lhe havia ordenado. 7E êle chámou êste lugar a Tentação, aludindo aos queixumes dos filhos de Israel, e a que êles tentaram o Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não está? o Vos 8Entretanto Amalec veio a Rafidim a pelejar contra Israel. 9Então disse Moisés a Josué: Escolhe homens, e vai pelejar no alto contra Amalec. Eu amanha serei no alto do outeiro, tendo a vara de Deus na mão. 10Fêz Josué o que Moisés lhe tinha dito, e pelejou contra Amalec. Porém Moisés, Aarão, e Hur subiram ao cume do outeiro. 11E quando Moisés tinha as mãos levantadas, ficava Israel vitorioso: Mas se as abaixava um pouco, era Amalec o que levava a melhor. 12Entretanto as mãos de Moisés pesavam-lhe. Pelo que êles tomaram uma pedra; e tendo-a pôsto por baixo de Moisés, êste se assentou nela: e Aarão, e Hur lhe sustinham as mãos de ambas as partes. Assim as suas mãos se não cansaram até o pôr do sol. 13Josué pois fêz fugir a Amalec. e passar ao fio da espada o seu povo. 14Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto num livro, para servir de monumento, e faze-o ouvir a Josué. Porque eu hei de extinguir a memória de Amalec de debaixo do céu. 15Moisés edificou ali um altar, a que êle pôs êste nome: O Senhor é a minha glória. 16Porque a mão do Senhor, disse êle, se levantará do seu trono contra Amalec; e o Senhor lhe fará guerra no decurso de tôdas as gerações.

Êxodo 18

1Ora Jetro, sacerdote de Madian, e sogro de Moisés, tendo ouvido tudo o que Deus tinha feito a favor de, Moisés e do seu povo de Israel, e como o tinha feito sair do Egito; 2tomou a Séfora, mulher de Moisés, a qual êste lhe tinha remetido, E. 3e a seus dois filhos, um dos quais se tinha chamado Gersão, por seu pai ter dito: Eu fui viandante numa terra estrangeira; 4e o outro Eliazar, por seu pai ter dito: Ó Deus de meu pai foi o meu defensor, e êle me salvou da espada de Faraó. 5Veio pois Jetro, sogro de Moisés, ter com êle, trazendo-lhe sua mulher, e seus filhos ao deserto, onde tinha feito acompanhar o povo junto ao monte de Deus. 6E êle mandou dizer a Moisés: Eu Jetro, teu sogro, venho a ti com tua mulher, e teus dois filhos. 7Moisés tendo ido encontrar-se com seu sogro, se abaixou profundamente diante dêle, e o beijou: e êles se cumprimentaram, significando desejar um ao outro tôda a sorte de felicidades. Feito isto, entrou Jetro na tenda de Moisés, 8o qual contou a seu sogro tôdas as maravilhas, que Deus tinha obrado contra Faraó, e contra os egípcios a favor de Israel; todos os trabalhos que tinham padecido no caminho, e de que maneira os havia o Senhor livrado. 9Jetro se alegrou de tôdas as graças, que o Senhor fizera a Israel, e de que o tivesse tirado do poder dos egípcios, e disse: 10Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios, e da mão de Faraó: e que salvou o seu povo do poder do Egito. 11Agora conheço que o Senhor é grande sôbre todos os deuses; pois êle assim castigou a soberba, e insolência, com que os egípcios tinham tratado o seu povo. 12Jetro pois, sogro de Moisés, ofereceu a Deus holocaustos, e hóstias: e Aarão e todos os anciãos de Israel vieram comer pão com êle diante do Senhor. 13Ao outro dia assentou-se Moisés para dar audiência ao povo, que se apresentava diante dêle, desde pela manhã até à tarde. 14E seu sogro tendo visto tudo o que êle fazia ao povo, disse-lhe: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que estás tu assentado, e todo o povo esperando desde pela manhã até à tarde? 15Moisés lhe respondeu: E” que o povo vem a mim para ouvir pronunciar a sentença de Deus. 16E quando entre êles sucede haver alguma diferença, vem ter comigo, para que lhes mostre os preceitos, e a lei de Deus. 17Não fazes bem, disse Jetro. 18Estás-te fatigando sem propósito, tu, e êste povo, que vive contigo. Êste trabalho é sôbre as tuas forças, e tu só não o poderás aturar. 19Mas ouve o que te' vou dizer, e o conselho, que te vou a dar, e será Deus contigo: Presta-te ao povo naquelas coisas, que dizem respeito a Deus, para expores aq Senhor os requerimentos do povo; 20para lhe ensinares as cerimônias, e o modo, com que devem honrar a Deus; o caminho por onde devem andar; e as obras que devem fazer. 21Mas escolhe dentre os do povo uns tantos homens poderosos, que temam a Deus, que sejam amigos da verdade, e inimigos da avareza; e constitui do número dêstes homens uns chefes de mil, outros chefes de cento, outros de cinquenta, outros de dez: 22cuja ocupação seja fazer justiça ao povo em todo o tempo; mas que reservem ao teu conhecimento os negócios de maior suposição, e julguem somente os mais pequenos. Desta sorte o pêso; que te oprime, virá a ser mais leve, sendo repartido entre outros. 23Se fizeres isto, que te digo, cumprirás com o mandamento de Deus; poderás ser capaz de executar as suas ordens; e todo êste povo voltará em paz para sua casa. 24Moisés, tendo ouvido isto, fêz tudo o que seu sogro lhe' sugerira. 25E tendo escolhido dentre todo o povo de Israel homens de valor, constituiu-os príncipes do povo, para uns governarem mil outros cem, outros cinquenta, outros dez. 26Êstes faziam justiça ao povo, em todo o tempo: mas davam conta a Moisés de todos os negócios mais difíceis, sentenciando êles somente os mais fáceis. 27Depois deixou Moisés retirar-se seu sogro, o qual, partindo. se recolheu para a sua terra.

Êxodo 19

1Ao terceiro dia do terceiro mês da saída dos israelitas do Egito, chegaram êles ao deserto de Sinai. 2Tendo partido de Rafidim, e chegado a êste deserto, acamparam-se no mesmo lugar; e Israel pôs as suas tendas bem defronte do monte. 3Depois subiu Moisés ao monte para falar a Deus: porque o Senhor o chamou do alto do monte, e lhe disse: Eis-aqui o que tu hás de dizer à casa de Jacó, e o que hás de anunciar aos filhos de Israel. 4Vós mesmos vistes o qué eu fiz aos egípcios, e de que modo eu vos trouxe, como a águia traz seus filhos sôbre as suas asas, e que eu vos tomei por meus. 5Se vós logo ouvirdes a minha voz, e observardes o pacto, que fiz convosco, eu vos tomarei por meu povo particular, com preferência a todos os outros povos: porque tôda a terra é minha. 6E vós sereis o meu reino sacerdotal, e uma nação santa. Eis aqui o que tu hás de dizer aos filhos de Israel. 7Moisés pois tendo descido, fêz ajuntar os anciãos, e expôs-lhes tudo o que o Senhor lhe tinha mandado que lhes dissesse. 8E todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor disse faremos. Referiu Moisés ao Senhor as palavras do povo, 9e o Senhor lhe disse: Brevemente virei a ti numa nuvem escura, para que o povo me ouça falar contigo, e te creia para sempre. Depois que Moisés referiu ao Senhor as palavras do povo, 10êle lhe disse: Vai ter com o povo, e santifica-o hoje, e amanhã. Lavem os seus vestidos, 11e estejam prontos para o terceiro dia: porque no terceiro dia descerá o Senhor à vista de todo o povo sôbre o monte Sinai. 12Tu designarás em roda limites ao povo, e lhe dirás: Guardai-vos, não subais ao monte, nem vos che-' gueis às suas faldas. Todo o que tocar o monte, morrerá. 13Não o tocará mão de homem; mas êle será ou apedrejado, ou asseteado: quer êle seja bêsta, quer seja homem, não há de mais viver. Quando a trombeta começar a ouvir-se, então subirão ao monte. 14Moisés tendo descido do monte, foi ter com o povo, e o santificou. E depois de todos terem lavado os seus vestidos, êle lhes disse: 15Estais aparelhados para o terceiro dia, e não vos chegueis a vossas mulheres. 16Chegado que foi dia terceiro, quando já era muito dia, eis que se começam a ouvir trovões, e a ver-se fuzilar o ar: uma nuvem mui espessa cobre o monte: soa a trombeta com grande estrondo: e o povo, que estava no campo, todo fica passado de mêdo. 17Então os fêz Moisés abalar do campo para se irem encontrar com o Senhor, e êles ficaram ao sopé do monte. 18Todo o monte Sinai estava cheio de fumo: porque tinha descido o Senhor a êle no meio dos fogos; e daí se elevava o fumo ao alto, como de uma fornalha; e todo o monte metia terror. 19O som da trombeta também se ia aumentando pouco a pouco, e era já mais forte, e mais penetrante. Moisés falava a Deus, e Deus lhe respondia. 20E o Senhor tendo descido sôbre o monte Sinai, sôbre o mesmo cume do monte, chamou a Moisés ao mais alto dêle. E tanto que Moisés lá chegou, o Senhor lhe disse: 21Desce, e adverte o povo, não suceda que pelo desejo de ver o Senhor passe êle dos limites, e pereça um grande número dêle. 22Os sacerdotes também, que se chegam ao Senhor, santifiquem-se, não suceda que êle os fira de morte. 23Respondeu Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte de Sinai, visto que tu mesmo me ordenaste expressissimamente, dizendo: Põe limites ao redor do monte, e santifica-o. 24O Senhor lhe disse: Vai, desce: depois subirás tu, e Aarão contigo. Mas os sacerdotes, e o povo não passem dos limites, nem subam onde está o Senhor, não suceda que êle os mate. 25Desceu pois Moisés até onde estava o povo, e contou-lhe tudo o que Deus lhe tinha dito.

Novo TestamentoMt 21,1-16

Mateus 21

1Como êles pois se avizinharam a Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou então Jesus dois de seus discípulos, 2dizendo-lhes: Ide a essa aldeia, que está defronte de vós e logo achareis presa uma jumenta e um jumentinho com ela: Desprendei-a, e trazei-mos: 3E se alguém vos disser alguma. coisa, respondei-lhe que o Senhor os ha de mister: E logo vo-los deixará trazer. 4E isto tudo sucedeu para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: 5Dizei à filha de Sião: Eis aí o teu rei, que vem a ti cheio de doçura, montado sôbre uma jumenta, e sôbre um jumentinho, filho do que está debaixo do jugo. 6E indo os discípulos, fizeram como Jesus lhes ordenara. 7E trouxeram a jumenta e o jumentinho, e cobriram-nos com os seus vestidos, e fizeram-no montar em cima. 8Então da gente do povo, que era muita, uns estendiam no caminho os seus vestidos, e outros corttvam ramos de árvores, e juncavam com êle a passagem: 9E tanto as gentes que iam adiante, como as que iam atrás, gritavam, dizendo: Hosana ao filho de Davi: Bendito o que vem em nome do Senhor: Hosana nas. maiores alturas. 10E quando entrou em Jerusalém, se alterou tôda a cidade dizendo: Quem é este? 11TE os povos diziam: Este é Jesus o profeta de Nazaré de Galiléia. 12E entrou Jesus no templo de Deus, e. lançava fora todos os que vendiam e compravam no templo; e pôs por terra as mesas dos banqueiros, e as cadeiras dos que vendiam pombas: 13E lhes disse: Escrito está: A minha casa será chamada casa de oração: Mas vós a tendes feito covil de ladrões." 14E chegaram-se a êle cegos, e coxos no Templo: E os sarou. 15E quando os príncipes dos sacerdotes, e os escribas viram as maravilhas que êle tinha feito e os meninos no Templo gritando e dizendo: Hosana ao filho de Davi, se indignaram. 16E lhe disseram: Ouves o que dizem êstes? E Jesus lhes respondeu: Sim: Nunca lestes: Que da bôca dos meninos, e dos que mamam, tiraste o perfeito louvor?

Salmos e ProvérbiosSl 18,10-15 (19)

Salmo 18 (19)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 19.

10O temor do Senhor é santo, que permanece por séculos: Os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de Justiça em si mesmos. 11Êles são mais para desejar do que o muito ouro e as muitas pedras preciosas: E são mais doces do que o mel e o favo. 12Pelo que o teu servo os guarda, e em os guardar há grande recompensa. 13Quem e que conhece os seus delitos? purifica-me dos que me são ocultos: 14E perdoa ao teu servo os alheios. Se êles se não senhorearem de mim, serei eu imaculado: E serei purificado do delito máximo. 15Então as palavras de minha bôca te serão agradáveis: E a meditação do meu coração será sempre na tua presença. Senhor, favorecedor meu, e Redentor meu.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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