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Bíblia em um ano Dia 293/365

Dia 293

Ml 3–4; Tb 1–2 · 1Pd 2 · Pr 12,15-21 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoMl 3–4; Tb 1–2
  2. Novo Testamento1Pd 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 12,15-21
Destaque da leitura de hoje“No coração dos que pensam males há engano: Porém àqueles que têm conselhos de paz, segue o gôzo.”Provérbios 12,20

Antigo TestamentoMl 3–4; Tb 1–2

Malaquias 3

1Eis-aí mando eu o meu anjo, e êle preparará o caminho diante da minha face. E logo o Dominador que vós buscais, e o anjo do testamento, que vós desejais. virá ao seu templo. Ei-lo-aí vem, diz o Senhor do exércitos: 2E quem poderá ainda somente considerar no dia da sua vinda, e quem poderá ter-se à sua vista? Porque êle será como o fogo que derrete os metais, e como a erva dos lavandeiros: 3E será como um homem que se assenta a fundir, ca refinar a prata, e êle purificará os filhos de Levi, e os refinará como o ouro, e como a prata, e êles oferecerão sacrifícios ao Senhor em justiça; 4E o sacrifício de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como o foram os dos séculos passados, e os dos primeiros anos. 5Então chegar-me-ei eu a vós a exercer o meu juízo e eu serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os perjuros, e contra os que defraudam o jornal do trabalhador, as viúvas e os órfãos, e oprimem os estrangeiros, e não me temeram, diz: o Senhor dos exércitos. 6Porque eu sou o Senhor, e não me mudo: Por isso é que vós, ó filhos de Jacó, não tendes sido ainda consumidos. 7Porquanto desde os dias de vossos pais vos apar-tastes das minhas leis, e não as guardastes. Tornai para mim, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos. E dissestes: Como nos tornaremos nós? 8Será bem que um homem crave a Deus, porque vós outros me cravais? E dissestes: Em que te cravamos nós? Nos dízimos, e nas primícias. 9Portanto vós fôstes amaldiçoados com a penúria e vós, tôda a nação, me cravais. 10Levai todos os vossos dízimos ao meu celeiro, e haja mantimento na minha casa, e depois disto fazei prova de mim, diz o Senhor: Se não vos abrir eu as cataratas do céu, e se não derramar eu a minha bênção sôbre vós em abundância: 11E para vos fazer beneficio increparei aos insetos devoradores das novidades, e êles não estragarão o fruto da vossa terra nem haverá nos campos vinhas estéreis, diz o Senhor dos exércitos. 12E tôdas as gentes vos chamarão ditosos: Porque vós sereis uma terra de delícias, diz o Senhor dos exércitos. 13As palavras que vós tendes dito contra mim têm-se multiplicado cada vez mais, diz o Senhor. 14E dissestes: Que temos nós faiado contra ti? Dissestes: Vão é o que serve a Deus. E que proveito é para nós o termos guardado os seus preceitos, e o ha-vermos andado tristes diante do Senhor dos exércitos? 15Por isso nós chamamos agora ditosos aos homens arrogantes: Pois que êles são os que se estabelecem vivendo na impiedade e os que tentaram a Deus e se tiraram de todos os perigos. 16Então falaram os que temem ao Senhor, cada um com o seu próximo: E o Senhor se pôs atento, e os ouviu: E na sua presença foi escrito um livro de memória, a favor dos que temem o Senhor, e consideram no seu nome. 17E no dia em que eu hei de obrar, serão eles, diz benignamente, como um pai trata a seu filho que o serve. 18E vós mudareis então. de sentimento, e vereis que diferença há entre o justo, e o ímpio: E entre o-que serve a Deus, e o que não o serve.

Malaquias 4

1Porque eis-ai virá um dia semelhante a uma fornalha acesa: E todos os soberbos, e todos os que cometem a impiedade, serão como a palha: E êste dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, sem lhes deixar nem raiz, nem gérmen. 2Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e estará a salvação nas suas asas: Vós saireis então, e saltareis, como os novilhos de uma manada. 3E vós pisareis aos pés os ímpios quando êstes estiverem feitos como cinza debaixo da planta de vossos pés, nesse dia em que eu hei de obrar, diz o Senhor dos exércitos. 4Lembrai-vos da lei de Moisés meu servo, a qual eu lhe dei em Horeb, para levar a todo o Israel os meus preceitos, e as minhas. ordenanças. 5Eis-aí vos enviarei eu o profeta Elias. antes que venha o dia grande, e horrível do Senhor. 6E êle converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais: Para não suceder que eu venha, e que fira a terra: com anátema,

Tobias 1

1Tobias da tribo, e cidade de Neftali (que é na parte superior da Galiléia acima de Naasson, por detrás do caminho, que guia para o ocidente, tendo à esquerda a cidade de Scfet) 2tendo sido levado cativo em tempo de Salmanasar rei dos assírios, e todavia no seu cativeiro, não abandonou o caminho da verdade, 3de sorte que tudo, quanto podia ter, distribuía todos os dias pelos seus irmãos que estavam cativos com êle, e que eram da sua linhagem. 4E sendo que êle era o mais moço de todos os da tribo de Neftali;, não obrava contudo ação alguma: pueril. 5Enfim quando todos iam adorar os bezerros de ouro, que Jeroboão rei de Israel tinha feito, êle só fugia da companhia de todos, 6e ia a Jerusalém ao templo do Senhor, e aí adorava ao Senhor Deus cie Israel, oferecendo íiclmente todas as suas primícias, e o dízimo dos seus bens, 7de sorte que cada três anos distribuía aos prosélitos e aos estrangeiros tôda a dizimação. 8Estas coisas e outras semelhantes coníormcmen-te com a lei de Deus observava o menino. 9Porém depois que chegou à idade varonil, casou-se com: Ana mulher da sua tribo e teve dela um filho. a quem pôs o seu nome, 10ao qual ensinou desde a infância a temer a Deus, e a abster-se de todo o pecado. 11Portanto, quando êle foi levado cativo com sua mulher, e filho, e tôda a sua tribo à cidade de Nínive, 12(ainda que todos comessem das viandas dos gentios) êle conservou a sua alma, e não se manchou nunca com as suas comidas. 13E porque êle de todo o coração se lembrou do Senhor, Deus lhe concedeu graça diante do rei Salmanasar, 14o qual lhe deu faculdade de ir aonde quisesse, tendo liberdade para fazer tudo que queria. 15Ia pois ter com todos os que estavam cativos, e dava-lhes saudáveis conselhos. 16Mas como tivesse ido a Ragés cidade dos medos, e levasse dez talentos de prata daqueles com que tinha sido presenteado pelo rei: 17E vendo em necessidade entre o grande número dos da sua nação a Gabelo, que era da sua tribo, lhe deu a sobredita quantia de prata debaixo de um escrito de sua própria mão. 18Mas muito tempo depois, morto o rei Salmanasar, reinando Senaquerib, seu filho em seu lugar, e tendo em ódio aos filhos de Israel em sua presença: 19Tobias todos os dias ia visitar a todos os da sua parentela, e consolava-os, e por cada um distribuía dos seus bens, segundo as suas posses: 20Alimentava os famintos, e vestia os nus, e cuidadoso dava supultura aos falecidos e aos que tinham sido mortos. 21Finalmente, quando se tinha retirado o rei Senaquerib fugindo da Judéia à praga, com que Deus o castigara pelas suas blasfêmias, e irado mandasse matar a muitos dos filhos de Israel, Tobias sepultava os seus cadáveres. 22Mas quando isto se noticiou ao rei, mandou que o matasse, e tirou-lhe todos" os seus bens. 23Mas Tobias, despojado de tudo, fugindo com seu filho, e com sua mulher, se escondeu, porque muitos lhe queriam bem. 24Mas daí a quarenta e cinco dias assassinaram O rei seus próprios filhos. 25e Tobias voltou para a sua casa, e tôda a sua fazenda lhe foi restituída.

Tobias 2

1Depois disto porém, como fôsse chegado um dia de festa do Senhor, e se fizesse um grande banquete em casa de Tobias, 2disse a seu filho: Vai e traze aqui alguns da nossa tribo, que sejam tementes a Deus, para comerem conosco. 3E tendo ido, na volta noticia ao pai que um dos filhos de Israel jazia degolado na rua. E logo, levantando-se do seu assento, deixando o jantar, em jejum chegou ao pé do cadáver: 4E tomando-o, o levou secretamente para sua casa, a fim de que ao pôr do sol, o sepultasse a bom recato. 5E tendo escondido o cadáver, comeu o pão com lágrimas e tremor, 6recordando-se do que o Senhor dissera pelo profeta Amós: Os vossos dias de festa converter-se-ão em lamentação e pranto. 7Depois que foi sol pôsto, saiu, e sepultou-o. 8Mas todos os seus próximos o arguiam, dizendo: Já por este motivo te mandaram matar, e com custo escapaste da sentença de morte, e novamente tu sepultas os mortos? 9Mas Tobias, temendo mais a Deus do que ao rei, levava os corpos dos que tinham sido mortos, e escon-dia-os em sua casa e sepultava-os no meio da noite. 10Sucedeu um dia que cansado de enterrar mortos vindo para sua casa, e deitando-se ao pé duma parede, e adormecendo, 11quando-êle dormia lhe caiu dum ninho de andorinhas um pouco de lixo quente sôbre seus olhos e ficou cego. 12Permitiu pois Deus que lhe acontecesse esta prova, para que a sua paciência assim servisse de exemplo aos vindouros, como a do Santo Jó. 13Porque tendo sempre temido a Deus desde sua infância, e guardado os seus mandamentos, não se entristeceu contra- Deus, por lhe ter acontecido o trabalho da cegueira, 14mas permaneceu imóvel no temor de Deus, dando graças a Deus todos os dias da sua vida. 15Porquanto bem como os reis insultavam ao bem-aventurado Jó, assim os parentes, e cognatos de Tobias escarneciam do seu modo de vida, dizendo: 16Onde está a tua esperança, pela qual tu fazias esmolas, e sepultavas os mortos? 17Mas Tobias os repreendia, dizendo: Não faleis assim: 18Porque nós somos filhos dos Santos, e esperamos aquela vida que Deus há de dar aos que dêle nunca mudam a sua fé. 19E Ana sua mulher ia todos os dias pôr-se ao tear, e do trabalho de suas mãos trazia, o que podia: ganhar para viver. 20Sucedeu pois que tendo recebido um cabrito o trouxe para casa: 21E seu marido, tendo-o ouvido dar balidos, disse: Vêde, não seja furtado, restitui-o a seus donos, porque a nós não nos é lícito comer, nem tocar coisa alguma furtada. 22A isto lhe respondeu sua mulher com ira: Bem se vê, como as tuas esperanças são vãs, e agora se fizeram ver as tuas esmolas. 23E com estas, e outras semelhantes palavras o insultava.

Novo Testamento1Pd 2

1 Pedro 2

1Deixando poistôda a malícia e todo o engano, e fingimentos e-invejas, e tôda a sorte de detrações. 2Como meninos recém-nascidos, desejai o leite racional, sem dolo, para com êle crescerdes para a salvação. 3Se é que haveis gostado quão doce é o Senhor. 4Chegai-vos para êle, como para a pedra viva, que os homens tinham sim rejeitados, mas que Deus escolheu e honrou: 5Também sôbre ela vós mesmos, como pedras vivas, sêde edificados em casa espiritual, em sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, que sejam aceitos a Deus por Jesus Cristo. 6Por cuja causa se acha na Escritura: Eis-aí ponho eu em Sião a principal pedra do ângulo, escolhida, preciosa: E o que crer nela não será confundido. 7Ela é pois honra para vós, que credes: Mas para os incrédulos a pedra, que os edificantes rejeitaram, esta foi posta por cabeça do ângulo. 8E pedra de tropêço, e pedra de escândalo para os que tropeçam na palavra, e não crêem em quem igualmente foram postos. 9Mas vós sois a geração escolhida, o sacerdócio real, a gente santa, o povo de aquisição: Para que publiqueis as grandezas daquele que das trevas vos chamou à sua maravilhosa luz. 10Vós, que noutro tempo éreis não povo, mas agora sois povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora haveis alcançado misericórdia. 11Caríssimos, eu vos rogo como a estrangeiros e peregrinos, que vos abstenhais dos desejos carnais, que combatem contra a alma. 12Tendo boa conversação entre os gentios: Para que assim como agora murmuram de vós, como de malfeitores, considerando-vos por vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da sua visita. 13Submetei-vos pois a tôda a humana criatura, por amor de Deus: Quer seja ao rei, como a soberano: 14Quer aos governadores, como enviados por êle para tomar vingança dos malfeitores, e para louvor dos bons. 15Porque assim é a vontade de Deus, que obrando bem façais emudecer a ignorância dos homens imprudentes: 16Como livres, e não tendo a liberdade como véu para encobrir a malícia, mas como servos de Deus. 17Honrai a todos: Amai a irmandade: 'Temei a Deus: Respeitai ao rei. 18Servos, sêde obedientes aos vossos senhores com todo o temor, não somente aos bons e moderados, mas também aos de dura condição. 19Porque isto é uma graça, se algum pelo conhecimento do que deve a Deus sofre moléstias, padecendo injustamente. 20Porque que glória é se, pecando vós, tendes sofrimento ainda sendo esbofeteados? Mas se fazendo bem, sofreis com paciência: Isto é que é agradável diante de Deus. 21Porque para isto é que vós fóstes chamados: Pôsto que Cristo padeceu também por nós, deixando-vos exemplo para que sigais as suas pisadas: 22O qual não cometeu pecado, nem foi achado engano na sua bôca: 23O qual, quando o amaldiçoavam, não amaldiçoava: Padecendo, não ameaçava: Mas se entregava àquele que o julgava injustamente: 24O qual foi o mesmo que tevou os nossos pecados em seu corpo sôbre o madeiro: Para que mortos aos pecados, vivamos à justiça: Por cujas chagas fóstes vós sarados. 25Porque vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora vos haveis convertido ao Pastor e Bispo das vossas almas.

Salmos e ProvérbiosPr 12,15-21

Provérbios 12

15O caminho do insensato é direito aos seus olhos: O que porém é sábio ouve os conselhos. 16O fátuo logo mostra a sua ira: Mas o que dissimula a injúria é prudente. 17Aquêle que afirma o que bem sabe, é um auxiliar de justiça: Mas o que mente é uma testemunha enganadora. 18Há quem promete, e como ferido com uma espada, é pela consciência estimulado: Mas a língua dos sábios é saúde. 19O lábio de verdade será sempre constante: Mas a testemunha que é inconsiderada, urde uma linguagem de mentira. 20No coração dos que pensam males há engano: Porém àqueles que têm conselhos de paz, segue o gôzo. 21Não entristecerá ao justo coisa alguma, qualquer que fôr a que lhe acontecer: Mas os ímpios estarão cheios de mal.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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