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Bíblia em um ano Dia 330/365

Dia 330

2Mc 15; Jó 1 · Jo 17 · Pr 22,23-29 · cerca de 13 min

  1. Antigo Testamento2Mc 15; Jó 1
  2. Novo TestamentoJo 17
  3. Salmos e ProvérbiosPr 22,23-29
Destaque da leitura de hoje“A vida eterna porém consiste em que êles conheçam por um só verdadeiro Deus a ti, e a Jesus Cristo, que tu enviaste.”João 17,3

Antigo Testamento2Mc 15; Jó 1

2 Macabeus 15

1Orã Nicanor, tanto que soube que Judas estava nas terras de Samaria, resolveu atacá-lo com tôdas as suas fôrças no dia do sábado. 2E quando os judeus, que se viam constrangicdos a segui-lo, lhe disseram: Não obres tão ferozmente, nem com tanta barbaridade, mas faze honra à santidade do. dia, t reverenceia aquêle que vê tôdas as coisas: 3Aquêle infeliz lhes perguntou se havia no céu algum Deus poderoso, que tivesse mandado celebrar o dia do sábado. 4E respondendo-lhe êles: Há um Senhor vivo pode roso no céu, o qual mandou guardar o dia sétimo. 5Então replicou êle: Também cu sou poderoso na terra, que mando se tomem armas, e que se cumpram as ordens do rei, Êle todavia não pôde executar o seu desígnio. 6Porque com efeito Nicanor no cume de soberba em que estava, tinha assentado consigo levantar um mes-: mo troífeu de Judas, e de tôda a sua gente. 7Porém Macabeu esperava sempre com tôda a cen fiança que Deus lhe havia de assistir com o seu auxílio:. 8E exortava os seus a que não tivessem mêdo ao chegar destas nações, mas repassassem com a memória as ajudas que tinham recebido do céu, e esperassem agora que o Todo-Poderoso lhes daria vitória. 9Tendo-lhes também dado suas instruções tiradas da lei e dos profetas, e trazido à memória os combates que tinham sustentado, êle lhes infundiu novos alentos: 10E depois de lhes ter levantado assim os espíritos, lhes representou Judas ao mesmo tempo a perfídia das nações e a violação dos seus juramentos. 11Êle pois armou a cada um dêles não tanto com a prevenção de escudos, e lanças, como com palavras e exortações excelentíssimas, referindo-lhes uma visão digna de fé que êle tinha tido em sonhos, com a qual encheu a todos de alegria. 12A visão pois que teve foi desta maneira: Parecia-lhe que Onias, sumo sacerdote, que havia sido homem de bem e afável, recatado no olhar, comedido nos costumes, e prazenteiro nos seus discursos, e que desde menino se tinha exercitado nas virtudes, estendendo as mãos orava por todo o povo dos judeus: 13Que depois disto lhe aparecera também outro varão, admirável pela sua idade, e glorioso esplendor, e cercado de grande formosura: 14E que Onias apontando para êle, dissera: Êste é o amador de seus irmãos, e do povo de Israel, êste é Jeremias, profeta de Deus, que ora muito pelo povo, e por tôda a santa cidade. 15Que ao mesmo estendera Jeremias a mão, e dera a Judas uma espada de ouro, dizendo-lhe: 16Toma esta santa espada como um presente que Deus te faz, com a qual tu deitarás por terra os inimigos do meu povo de Israel. 17Excitados pois com estas tão excelentes exortações de Judas, capazes de poderem dar brios, e fortalecer os ânimos dos mancebos, resolveram atacar e combater vigorosamente os inimigos: Para que o esfôrço com que os rebatessem, fôsse a decisão desta guerra, porque a cidade santa, e o templo estavam expostos a um grande perigo. 18Porquanto a êles não se lhes dava tanto de suas mulheres, e filhos, como também de seus irmãos, e parentes: Porém o maior, e o primeiro temor que tinham era pela santidade do templo: 19E também dos que estavam na cidade, se apoderava um não mui pequeno sobressalto, por causa dos que haviam de combater. 20E quando já todos esperavam a futura decisão do combate, e estando à vista os inimigos, e o exército formado em batalha, os elefantes, e a cavalaria disposta no seu competente lugar. 21Considerando Macabeu aquela multidão de gentes que vinha sôbre êles, e aquêle aparato de armas tão diversas, e a ferocidade daquelas alimárias, estendendo as mãos ao céu, invocou o Senhor, que faz prodígios, que não atendendo ao poder das armas, porém como a êle muito lhe apraz, dá a vitória aos que são dignos dela. 22Invocando-o pois disse desta maneira: Tu, ó Senhor, que mandaste o teu anjo em tempo de Ezequias, rei de Judá, e que mataste cento e oitenta e cinco mil homens do exército de Senaquerib: 23Manda também agora adiante de nós, ó Senhor dos céus, o teu bom anjo, que inspire temor, e tremor da grandeza do poder de teu braço, 24para que aquêles, que blasfemando o teu nome, vêm atacar o teu santo povo, tenham mêdo. E assim é que êle na verdade acabou a sua oração. 25Entretanto Nicanor, e o seu exército se vinham chegando para o combate ao som das trombetas, e com alaridos. 26Judas porém, e os que vinham com êle, invocando a Deus, com as suas orações deram sôbre os inimigos: 27Pelejando sim com as armas na mão, porém en-comendando-se ao Senhor no fundo de seus corações, mataram não menos que trinta e cinco mil homens, sentindo-se cheios de uma grande alegria pela presença de Deus. 28E tendo êles acabado a peleja, e ao tempo que voltavam com júbilo, souberam que Nicanor tinha caído morto, coberto das suas armas. 29Assim que tendo dado um grande grito, e levantando um ruído de confusas vozes, bendiziam ao Senhor todo-poderoso na língua de seus pais. 30E Judas, que em tudo e por tudo estava pronto de corpo, e alma, a dar a vida por seus compatriotas, mandou que cortada a cabeça a Nicanor, e a sua mão com o ombro, fôsse levada a Jerusalém. 31Tendo lá chegado, convocados junto ao altar os seus patrícios, e os sacerdotes, chamou também os que estavam na fortaleza. 32E tendo-lhes mostrado a cabeça de Nicanor, e aquela malvada mão, que êle com tanta soberba, e insolência, estendera contra a santa casa de Deus todo-poderoso, 33mandou também que a língua daquele ímpio Nicanor, cortada em muitos pedacinhos, se desse a comer às aves: E que fôsse pendurada defronte do templo a mão daquele furioso. 34Todos pois bendisseram ao Senhor do céu, dizendo: Bendito seja aquêle que conservou puro o seu santo templo. 35Pendurou Judas também a: cabeça de Nicanor no alto da fortaleza, para ser vista de todos, e com um sinal manifesto do auxílio de Deus. 36Pelo que decretaram todos de comum acôrdo, que de nenhum modo se deixasse passar aquêle dia sem se fazer nele uma festa particular: 37E que esta celebração se fizesse ao décimo terceiro dia do mês, que na língua siríaca se chama Adar, um dia antes do de Mardoqueu. 38Passadas pois estas coisas acêrca de Nicanor, e ficando os hebreus desde aquéles tempos de posse da cidade, eu também porei aqui fim à minha narração. 39E se ela está bem organizada, e como convém à história, isso é também o que eu desejo: Mas se pelo contrário, foi escrita com menos dignidade, deve-se-me perdoar. 40Porque assim como beber sempre vinho, ou sempre água é coisa danosa: Mas agradável o fazer uso alter-nativo de ambas estas bebidas: Assim também se o discurso fôr sempre limado, não será grato aos leitores. Acabarei pois aqui.

Jó 1

1Havia um varão na terra de Hus, por nome Jó, e era este um varão sincero, e reto, e que temia a Deus, e se retirava do mal. 2E nasceram-lhe sete filhos, e três filhas. 3E possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas, e família numerosíssima: E êste varão era grande entre todos os orientais. 4E seus filhos iam, e se banqueteavam em suas casas, cada um em seu dia. E mandavam convidar as suas três irmãs para virem comer e beber com eles. 5E tendo decorrido o turno de dias de banquete, mandava Jó chamar a seus filhos, e os purificava, e levantando-se de madrugada oferecia holocaustos por cada um deles. Porque dizia: Talvez que os meus filhos tenham pecado, e que tenham ofendido a Deus nos seus corações: Assim O fazia Jó todos os dias. 6Mas um certo dia como os filhos de Deus se tivessem apresentado diante do Senhor, achou-se também entre êíe Satanaz. 7E o Senhor lhe disse: Donde vens tu? Êle respondeu, dizendo: Girei a terra, e andei-a tôda. 8E o Senhor lhe disse: Acaso consideraste tu a meu: servo Jó, que não há semelhante a êle na: terra, varão sincero e reto, e que teme a Deus, e que se afasta dó mal? 9Satanaz respondendo, disse: Acaso Jó teme debalde a Deus? 10Não o circunvalaste tu a êle, e a sua casa, e a todos os seus bens, não tens abençoado as obras de suas mãos, e as suas possessões não têm crescido na terra? 11Mas estende tu um pouco a tua mão, e toca em tudo o que êle possui, e verás se êle te não amaldiçoa na tua mesma cara. 12Disse pois o Senhor a Satanaz: Olha, tudo o que êle tem está em teu poder: Somente não estendas a tua mão contra êle, e Satanaz saiu da presença do Senhor. 13E um dia em que seus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa de seu irmão primo gênito, 14veio ter com Jó um mensageiro, que lhe disse: Os bois lavra-vam, e as jumentas pastavam junto a êles. 15e vieram sôbre êles de repente os sabeus, e levaram tudo, e passaram à espada os criados, e só eu escapei para te trazer a nova. 16E estando ainda êste falando veio outro, e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e ferindo as ovelhas, e aos pastores os consumiu, e escapei eu só para te trazer a nova. 17Ainda êste falava, e eis que chegou outro, e disse: Os caldeus se dividiram em três esquadrões, e se lançaram sôbre os camelos, e os levaram, e até também passaram à espada os criados, e só eu escapei para te trazer a nova. 18Ainda êste estava falando, e eis que entrou outro, e disse: Estando teus filhos e filhas comendo e bebendo vinho em casa de seu irmão mais velho, 19de repente se levantou um vento muito rijo da banda do deserto; e abalou os quatro cantos da casa, a qual caindo esmagou a teus filhos e morreram, e só eu escapei para te trazer a nova. 20Então se levantou Jó, e rasgou os seus vestidos, e, tosquiada a cabeça, prostrando-se em terra, adorou, 21e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá: O Senhor o deu, o Senhor o tirou: Como foi do agrado do Senhor, assim sucedeu: Bendito seja o nome do Senhor. 22Em tôdas estas coisas não pecou Jó pelos seus lábios, nem falou coisa alguma indiscreta contra Deus.

Novo TestamentoJo 17

João 17

1Assim falou Jesus: Levantando os olhos ao Céu, disse: Pai, é. chegada a hora, glorifica a teu Filho, para que teu Filho te glorifique a ti. 2Assim como tu lhe deste poder sôbre todos os homens, a fim de que êle dê a vida eterna a todos aqueles que tu lhe deste. 3A vida eterna porém consiste em que êles conheçam por um só verdadeiro Deus a ti, e a Jesus Cristo, que tu enviaste. 4Eu glorifiquei-te sôbre a terra: Eu acabei a obra que tu me encarregaste que fizesse: 5Tu pois agora, Pai, glorifica-me a mim em ti mesmo, com aquela glória que eu tive ém ti, antes que houvesse mundo. 6Eu manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do mundo: Êles eram teus, e tu mos deste: E êles guardaram a tua palavra. 7Agora conheceram êles que tôdas as coisas que tu me deste, vêm de. ti: 8Porque eu lhes dei as palavras que tu me deste: E êles as receberam, e verdadeiramente conheceram que eu saí de ti, e creram que tu me enviaste: 9Por êles é que eu rogo: Eu não rogo pelo mundo, mas por aqueles que tu me deste: Porque são teus: 10E tôdas as minhas coisas são tuas, e tôdas as tuas coisas são minhas: E neles sou eu glorificado. 11E eu não estou jamais no mundo, mas êles estão no mundo, e eu vou para ti. Padre Santo, guarda em teu Nome aqueles que me deste: Para que êles sejam um, assim como também nós. 12Quando eu estava com êles, eu os guardava em teu Nome. Eu conservei os que tu me deste: E nenhum dêles se perdeu, mas somente o que era filho de perdição para se cumprir a Escritura. 13Mas agora vou eu para ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que êles tenham em si mesmos a plenitude do meu gôzo. 14Eu dei-lhes-a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque êles não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 15Eu não peço que os tires do mundo, mas sim que os guardes do mal. 16les não são do mundo, como eu também não sou do mundo. 17Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade. 18Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19E eu me santifico a mim mesmo por êles: Para que também eles sejam santificados na verdade. 20E eu não rogo sòmente por êles, mas rogo também por aqueles que hão de crer em mim por meio da sua palavra: 21Para que êles sejam todos um, como tu, Pai, o és em mim, e eu em ti, para que também êles sejam um em nós, e creia o mundo que tu me enviaste. 22E eu lhes dei a glória que tu me havias dado: Para que êles sejam um, como também nós somos um. 23Eu estou neles, e tu estás em mim, para que êles sejam consumados na unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste e qlie tu os amaste, como amaste também a mim. 24Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo aqueles que tu me deste, para verem a minha glória, que tu me deste: Porque me amaste antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu: Mas eu conheci-te, e êstes conheceram que tu me enviaste. 26E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei ainda conhecer: A fim de que o mesmo amor, com que tu me amaste, esteja nêles, e eu nêles.

Salmos e ProvérbiosPr 22,23-29

Provérbios 22

23Porque o Senhor há de julgar a sua causa, e há de traspassar aos que traspassaram a sua alma. 24Não queiras ser amigo do homem iracundo, nem andes com o homem furioso: 25Por não suceder que aprendas as suas veredas. e dês à tua alma algum motivo de cair. 26Não te ires com aquêles que se obrigam apertando as mãos, e que se oferecem por fiadores para res-ponderem pelas dívidas de outrem: 27Porque se tu não tens com que pagar, que razão há para que alguém te tire a coberta da tua cama? 28Não passes além dos antigos limites, que puseram teus pais. 29Viste a um homem, que faz as suas obras com velocidade? Êste terá cabimento com os reis, e não ficará no andar da plebe.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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