Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›
Bíblia em um ano Dia 335/365

Dia 335

Jó 18–21 · Jo 20 · Pr 24,1-11 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoJó 18–21
  2. Novo TestamentoJo 20
  3. Salmos e ProvérbiosPr 24,1-11
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que anda cuidando em fazer males, será chamado insensato.”Provérbios 24,8

Antigo TestamentoJó 18–21

Jó 18

1E respondendo Baldad Suíta, disse: 2Até quando direis palavras vãs? Entendei primeiro, e depois falaremos. 3Por que havemos nós sido reputados por animais, e sórdidos nos vossos olhos? 4Tu que no teu furor perdes a tua alma, porventura por amor de ti se despovoará a terra, e serão transferidos os rochedos do seu lugar? 5Porventura a luz do ímpio não se apagará, e não resplandecerá a chama do seu fogo? 6A luz se obscurecerá na sua casa, e a lâmpada que está sôbre êle, se apagará. 7Estreitar-se-ão os passos do seu poder, e o seu conselho o precipitará. 8Porque meteu os seus pés na rêde, e anda entre as suas malhas. 9O seu pé ficará preso pelo laço, e incender-se-á sede contra êle. 10Está escondido debaixo da terra o seu laço e ao longo da vereda a armadilha. 11De tôdas as partes o amedrontarão temores, e lhe enredarão os pés. 12Pela fome se enfraquecerá sua robustez, e a falta de alimento acometerá o seu estômago. 13A morte a mais terrível devorará o nédio da sua pele, e consumirá os seus braços. 14A sua confiança será arrancada da sua casa, e o calcará como rei, a morte. 15Os companheiros de quem já não é, habitarão na casa dele, a sua tenda será defumada de enxofre. 16Por baixo as suas raízes secarão, e por cima a sua seara será destruída. 17A sua memória perecerá da terra, e não será celebrado seu nome em as praças. 18Lançá-lo-á da luz para as trevas, e do mundo o transportará. 19Não subsistirá a sua linhagem, nem a sua posteridade no seu povo, nem relíquia alguma no seu país. 20No seu dia pasmarão os últimos, e aos primeiros invadirá o horror. 21Tais pois serão as moradas do iníquo, e tal o paradeiro daquele que não conhece a Deus.

Jó 19

1E respondendo Jó, disse: 2Até quando afligireis a minha alma, e me atormentareis com os vossos discursos? 3Eis-aí são já dez vezes que vós me quereis confundir, e não vos envergonhais de me oprimir. 4Embora haja eu errado, o meu êrro ficará comigo. 5Porém vós levantais-vos contra mim, e me argúis com as minhas calamidades. 6Entendei sequer agora que Deus não é por um juízo de justiça que me afligiu, e me feriu com os seus açoites. 7Clamarei pois padecendo violência, e ninguém me ouvirá: Bradarei, e não há quem faça justiça. 8Por tôdas as partes fechou o meu caminho, e não posso passar, e no meu caminho pôs trevas. 9Despojou-me da minha glória, e tirou-me a coroa da cabeça. 10Destruiu-me por todos os lados, e pereço, e como à árvore arrancada me tirou a minha esperança. 11O seu furor se acendeu contra mim, e assim me tratou como a seu inimigo. 12Mancomunados vieram os seus salteadores, e fizeram para si caminho sôbre mim, e cercaram em roda a minha casa. 13Pôs longe de mim a meus irmãos, e os meus conhecidos como estranhos se apartaram de mim. 14Os meus propínquos me desampararam: E os que me conheciam, esqueceram-se de mim. 15Os que moravam em minha casa, e as mesmas minhas servas me reputaram como um estranho, e fui como um peregrino nos seus olhos. 16Chamei ao meu servo e êle não me respondeu, e por minha própria bôca eu o rogava. 17Minha mulher teve horror do meu bafo, e tinha eu que rogar aos filhos das minhas entranhas. 18Até os fátuos me desprezavam, e retirando-me deles, detraíam de mim. 19Os que noutro tempo eram meus conselheiros me tiveram em execração: E aquele a quem eu mais amava, me voltou as costas. 20À minha pele, consumidas as carnes, se pegaram os meus ossos, e só me restam os lábios ao redor dos meus dentes. 21Compadecei-vos de mim, compadecei-vos de mim, sequer vós, que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me feriu. 22Por que me perseguis, como Deus, e vos fartais das minhas carnes? 23Quem me dera que as minhas razões fôssem escritas? Quem me dera que se imprimissem em um livro, 24com ponteiro de ferro, ou em lâmina de chumbo, ou que com cinzel se gravassem em pederneira? 25Porque eu sei que o meu remidor vive, e que eu no derradeiro dia surgirei da terra: 26E serei novamente revestido da minha pele, e na minha própria carne verei a meu Deus. 27A quem eu mesmo hei-de ver, é meus olhos hão de contemplar, e não outro: Esta minha esperança está depositada no meu peito. 28Porque dizeis pois agora: Persigamo-lo, e achemos raiz de palavras contra êle? 29Fugi pois de diante da espada, porque há espada vingadoura das iniquidades: E sabei que há juízo.

Jó 20

1E respondendo Sofar de Naamat, disse: 2Por isso a mim me vêm pensamentos sôbre pensamentos, e o meu espírito é arrebatado a diversas coisas. 3Ouvirei a doutrina, com que me argúis, e o espírito da minha inteligência responderá por mim. 4Isto sei eu desde o princípio, desde que o homem foi pôsto sôbre a terra, 5que é breve o louvor dos ímpios, e a alegria: do hipócrita como de um momento, 6Se a sua soberba subir até ao céu, e a sua cabeça tocar nas nuvens: 7Enfim perecerá como um monturo: E os que o viam, dirão: Onde está? 8Como sonho que voa não será achado, desaparecerá como visão noturna. 9O ôlho que o havia visto, não o verá, nem o verá mais a sua morada. 10Os seus filhos serão consumidos da pobreza, e as suas mãos lhe tornarão a sua dor. 11Os seus ossos se encherão dos vícios da sua mo cidade, e com êle dormirão no pó. 12Porque quando o mal fôr doce na sua bôca, escondê-lo-á debaixo da sua língua. 13Poupá-lo-á, e não o deixará, e o reterá na sua garganta. 14O seu pão nas suas entranhas se converterá interiormente em fel de áspides. 15Vomitará as riquezas, que devorou, e Deus lhas fará sair das entranhas. 16Chupará a cabeça de áspides, e a língua da víbora o matará. 17Jamais veja êle correntes de rio, nem torrentes de mel, e de manteiga. 18Pagará tudo o que fêz, mas nem por isso será consumido: Segundo a multidão de seus embustes, assim será a sua pena. 19Porque oprimindo despia os pobres: Roubou casas, e não as edificou. 20Nem se saciou o seu ventre: E quando tiver o que havia cobiçado, não o poderá possuir. 21Não sobrou da sua comida, e por isso nada permanecerá de seus bens. 22Depois que se fartar padecerá ansias, e se abrasará e tôda a sorte de dores virá sôbre êle. 23Oxalá se encha o seu ventre para que envie contra êle a ira do seu furor, e faça chover sôbre êle a sua vingança. 24Fugirá das armas de ferro, e cairá no arco de bronze. 25A espada tirada, e que sai da sua bainha, e que rutila como o relâmpago em sua amargura: Irão, e virão sôbre êle os horríveis. 26Tôdas as trevas estão escondidas no interior da sua alma: Devorá-lo-á fogo, que não se acende, será penetrado de aflição o que ficar na sua tenda. 27Os céus revelarão a sua iniquidade, e a terra se levantará contra êle. 28Ficará ao desamparo o fruto da sua casa, será arrancado no dia do furor de Deus. 29Esta é a sorte que receberá de Deus o homem ímpio, e a herança que haverá do Senhor pelas suas palavras:

Jó 21

1E respondendo Jó, disse: 2Ouvi, vos peço, as minhas razões, e fazei penitência. 3Sofrei-me, e eu falarei, e depois, se vos parecer, zombai das minhas palavras. 4Porventura e com um homem a minha disputa, para que não tenha motivo de angustiar-me?. 5Olhai para mim, e pasmai, e ponde o dedo sôbre a vossa bôca: 6E eu mesmo quando me recordo, me assombro, e estremece tôda a minha carne. 7Por que razão pois vivem os ímpios, por que são exaltados, e crescem em riquezas? 8Seus filhos se conservam diante deles, à sua vista têm uma multidão de parentes, de netos. 9As suas casas estão seguras, e em paz, e a vara de Deus não está sôbre eles. 10A sua vaca concebeu, e não abortou: Pariu a sua vaca, e não se lhe malogrou a sua cria. 11Saem como a manadas os seus filhos, e os seus pequenos saltam, e brincam. 12Levam pandeiro, e alaúde, saltam ao som dos instrumentos músicos. 13Êles passam os seus dias em prazeres, e num momento descem à sepultura. 14Êstes são os que disseram a Deus: Retira-te de nós, pois nós não queremos conhecer os teus caminhos. 15Quem é o Todo-Poderoso para que o sirvamos? e que nos aproveita que lhe façamos orações? 16Mas porquanto não estão na mão deles os seus bens, longe esteja de mim o conselho dos ímpios. 17Quantas vezes se apagará a lucerna dos ímpios, e lhes sobrevirá inundação, e lhes repartirá as dores do seu furor? 18Serão como as palhas ao soprar do vento, e como a cinza espalhada pelo redemoinho: 19Deus reservará para seus filhos a pena do pai: E quando lhe der o pago, então escarmentará. 20Verão os seus próprios olhos a sua total ruína, e do furor do onipotente beberá. 21Pois que se lhe dá a êle do que será feito da sua casa depois da sua morte? E que Deus corte pela metade o número dos seus meses? 22Acaso pretenderá alguém ensinar alguma coisa a Deus, que julga os mais elevados? 23Um morre robusto e são, rico e feliz. 24As suas entranhas estão cheias de gordura, e os seus ossos estão regados de tutanos: 25Outro porém morre em amargura da sua alma sem bens alguns: 26E todavia ambos eles dormem igualmente no pó, e os bichos os comerão. 27Eu conheço bem os vossos pensamentos, e injustos juízos contra mim. 28Por que vós dizeis: Onde está a casa dêste príncipe, e onde as tendas dos ímpios? 29Perguntai a qualquer dos viandantes, e sabereis que êle entende isto mesmo. 30Porque o mau é reservado para o dia da perdição, e será conduzido ao dia do furor. 31Quem acusará diante dêle o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que fêz? 32Êle mesmo será levado aos sepulcros e estará vigilante no montão dos mortos. 33Doce foi êle às areias do Cocito e arrastará atrás de si todo o homem, e diante de si a inumeráveis. 34Como pois me consolais em vão, tendo-se visto que as vossas respostas se opõem à verdade?

Novo TestamentoJo 20

João 20

1No primeiro dia porém da semana veio Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, fazendo ainda escuro: E viu que a campa estava tirada do sepulcro. 2Correu pois, e foi ter com Simão Pedro, e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. 3Saiu então Pedro, e aquêle outro discípulo, e foram ao sepulcro. 4Ora êles corriam ambos juntos, mas aquêle outro discípulo correu mais do que Pedro, e levando-lhe a dianteira chegou primeiro ao sepulcro. 5E tendo-se abaixado, viu os lençóis postos no chão mas todavia não entrou. 6Chegou pois Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu postos no chão os lençóis, 7eo lenço, que estivera sôbre a cabeça de Jesus, o qual não estava com os lençóis, mas estava dobrado num lugar à parte. 8Então pois entrou também aquêle discípulo, que havia chegado primeiro ao sepulcro: E viu, e creu. 9Porque ainda: não entendiam a Escritura, que importava que êle ressuscitasse dentre os mortos. 10E voltaram os discípulos outra vez para sua casa. 11Porém Maria conservava-se em pé da parte de fora, chorando junto do sepulcro. E a tempo que ela chorava, abaixou-se; e olhou para ver o sepulcro. 12E viu dois anjos vestidos de branco, assentados no lugar onde fôra pôsto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os quais lhe disseram: Mulher, por que choras? Respondeu-lhes ela: Porque levaram o meu Senhor: E não sei onde o puseram. 14Ditas estas palavras olhou para trás, e viu a Jesus em pé: Sem saber contudo que era Jesus. 15Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Ela, julgando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste: E eu o levarei. 16Disse-lhe Jesus: Maria. Ela voltando-se, lhe disse: Raboni (que quer dizer Mestre). 17Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi a meu Pai: Mas vai a meus irmãos, e dize-lhes que vou para meu Pai, e vosso Pai, para meu Deus, e vosso Deus. 18Veio Maria Madalena dar aos discípulos a nova de que ela tinha visto o Senhor, e de que êle The havia dito estas coisas. 19Chegada porém que foi a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa, onde os discípulos se achavam juntos, por mêdo que tinham dos judeus: Veio Jesus, e pôs-se em pé no meio dêles, e disse-lhes: Paz seja convosco. 20E dito isto, mostrou-lhes as mãos, e o lado. Alegraram-se pois os discípulos de terem visto o Senhor. 21E êle lhes disse segunda vez: Paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou a mim, também eu vos envio a vós. 22Tendo dito estas palavras, assoprou sôbre eles: E disse-lhes: Recebi o Espirito Santo: 23Aos que vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão êles perdoados: E aos que vós os retiverdes, ser-lhes-ão êles retidos. 24Porém Tomé, um dos doze, que se chama Dídimo, não estava com êles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe pois os outros discípulos: Nós vimos o Senhor. Mas êle lhes disse: Eu se não vir nas suas mãos a abertura dos cravos, e se não meter o meu dedo no lugar dos cravos, e se não meter a minha mão no seu lado, não hei de crer. 26E oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez dentro, e Tomé com êles. Veio Jesus às portas fechadas, e pôs-se em pé no meio, e disse: Paz seja convosco. 27Logo disse a Tomé: Mete aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos, chega também a tua mão, e mete-a no meu lado: E não sejas incrédulo, mas fiel. 28Respondeu Tomé, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu. 29Disse-lhe Jesus: Tu crêste, Tomé, porque me viste: Bem-aventurados os que não viram e creram. 30Outros muitos prodígios ainda fêz também Jesus em presença de seus discípulos, que não foram escritos neste livro. 31Mas foram escritos êstes, a fim de que vós creiais que Jesus é o Cristo, filho de Deus: E de que crendo-o assim, tenhais a vida em seu nome.

Salmos e ProvérbiosPr 24,1-11

Provérbios 24

1Não tenhas inveja aos homens maus, nem desejes estar com êles: 2Porque o seu espírito medita rapinas, e os seus lábios falam enganos. 3A casa fundar-se-á com a sabedoria, e fortificar-se-à com a prudência. 4Pela doutrina encher-se-ão as despensas de tôda a substância preciosa e formosíssima. 5O varão sábio é forte: E o varão douto, robusto e valente. 6Porque a guerra pela boa ordem se maneja: E a salvação achar-se-á onde há muitos conselhos. 7Para o insensato é árdua a sabedoria; êle não abrirá na porta a sua bôca. 8Aquêle que anda cuidando em fazer males, será chamado insensato. 9O pensamento do insensato é o pecado: E o de-trator é a abominação dos homens. 10Se tu perderes a esperança descorçoado no dia da angústia: Será minguada a tua fortaleza. 11Tira do perigo aquêles que são levados à morte: E não cesses de livrar aos que são arrastados ao degoladouro.

Convidar pelo WhatsApp

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp