Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›
Bíblia em um ano Dia 334/365

Dia 334

Jó 14–17 · Jo 19,16-42 · Pr 23,29-35 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJó 14–17
  2. Novo TestamentoJo 19,16-42
  3. Salmos e ProvérbiosPr 23,29-35
Destaque da leitura de hoje“Para quem, senão para aquêles que levam o tempo a beber vinho, e têm o seu gôsto em despejar os copos?”Provérbios 23,30

Antigo TestamentoJó 14–17

Jó 14

1O homem nascido da mulher, que vive breve tempo, é cercado de muitas misérias. 2Que como flor sai e é pisado, e foge como a sombra, e jamais permanece num mesmo estado. 3E tu te julgas digno de abrir os teus olhos sôbre êstc tal, e trazê-lo a juízo contigo? 4Quem pode fazer puro ao que foi concebido de imunda semente? Quem senão tu que és só? 5Breves são os dias do homem, em teu poder está o número dos seus meses: Tu lhe demarcaste os limites, dos quais êle não pode passar. 6Retira-te um pouco dêle, para que descanse, até que chegue o seu dia desejado, como o do jornaleiro. 7Uma árvore tem "esperança: Se fôr cortada, torna a reverdecer, e brotam os seus ramos. 8Se se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, 9ao cheiro dágua reverdecerá, e fará copa, como no princípio quando foi plantada: 10Mas o homem quando morrer, despojado que seja e consumido, dize-me, que é dêle? 11Como se do mar se retirassem as águas, e se se esgotasse um rio, ficaria seco: 12Assim como o homem quando dormir, não ressuscitará, menos que o céu não seja consumido, não desper-pertará, nem se levantará do seu sono. 13Quem me dera que tu me encobrisses no sepulcro, e me escondesses nele, até ter passado o teu furor, e que tu me sinalasses o tempo, em que te lembres de mim? 14Crês porventura que morto um homem tornará a viver? Todos os dias, que passo agora nesta guerra, estou esperando até que chegue a minha imutação. 15Tu me chamarás, e eu te responderei: Tu estenderás a tua destra para a obra de tuas mãos. 16Em verdade tu contaste todos os meus passos, mas perdoa-me os meus pecados. 17Tu selaste como em um saco os meus delitos mas curaste a minha iniquidade. 18Um. monte destrói-se caindo, e um rochedo é trasladado do seu lugar. 19As águas escavam as pedras, e a terra-pouco a pouco se consome com as aluviões: Assim mesmo pois ata-barás ao homem. 20Tu o fortaleceste por um pouco de tempo, a fim de que acabasse para sempre: Mudarás o seu rosto, e o farás sair. 21Ou os seus filhos estejam exaltados, ou estejam abatidos, êle o não conhecerá. 22Contudo a sua carne enquanto êle viver, padecerá dores, e a sua alma chorará sôbre si mesmo.

Jó 15

1Mas respondendo Elifaz de Teman, disse: 2Porventura o sábio responderá como se falasse ao vento, e encherá de ardor o seu peito? 3Argúis com palavras àquele que não e teu igual, e falas o que te não convém. 4Quanto é em ti, tens feito vão o temor e tens desterrado os rogos diante de Deus. 5Porque a tua iniquidade ensinou a tua bôca, e tu imitas a linguagem dos blasfemadores. 6Pois a tua própria bôca te condenará, e não cu: E os teus lábios te responderão. 7Acaso és tu O primeiro homem que nasceu, e fòste tu formado antes dos outeiros? 8Acaso entraste tu no conselho de Deus, e sua sabedoria será inferior à tua? 9Que sabes tu que nós ignoremos? Que entendes tu que nós não saibamos? 10Também há entre nós velhos, e anciãos muito mais antigos que teus pais. 11Será porventura dificultoso a Deus consolar-te? Porém as tuas perversas palavras o impedem. 12Por que te ensoberbece o teu coração, e como pensando coisas grandes, tens os olhos pasmados? 13Por que se incha o teu espírito contra Deus, para proferires por tua bôca’ tão estranhos discursos? 14Que é o homem, para ser imaculado, e para parecer justo tendo nascido duma mulher? 15Olha como entre os seus mesmos santos nenhum há imutável, e como nem os céus são puros na sua presença. 16Quanto mais o homem abominável e inútil, que bebe a iniquidade como a água? 17Eu te mostrarei, ouve-me: Eu te contarei o que tenho visto. 18Os sábios o publicam, e não ocultam saberem-no de seus pais. 19Àqueles somente foi dada a terra, e não passou estranho por meio deles. 20Em todos os seus dias o ímpio se ensoberbece, e o número dos anos da sua tirania é incerto. 21A zoada do terror está sempre em seus ouvidos: E ainda quando há paz, êle sempre receia traições. 22Não crê que se possa voltar das trevas à luz, vendo em roda de tôdas as partes a espada. 23Quando se mover para buscar pão conhece que está preparado na sua mão o dia das trevas. 24A tribulação o aterrará, e a angústia o cercará, como a um rei que se prepara para a batalha. 25Porque estendeu a sua mão contra Deus, e se fêz forte contra o Todo-poderoso. 26Correu contra êle com o pescoço levantado, e armou-se duma soberba inflexível. 27A gordura cobriu todo o seu rosto, e a enxúndia lhe pende-das suas ilhargas. 28Habitou em cidades assoladas, e em casas desertas que estão reduzidas a montões. 29Não se enriquecerá, nem os seus bens persistirão, nem lançarão suas raízes pela terra. 30Não sairá de trevas: A chama secará os seus ramos, e com o assopro da sua bôca será arrebatado. 31Não crerá, baldadamente enganado pelo êrro, que possa ser resgatado por algum preço. 32Antes dos seus dias se completarem, perecerá: E as suas mãos se secarão. 33Será ferido como a vinha na sua primeira flor, e como a oliveira que deixa cair a sua flor. 34Porque tudo o que o hipócrita ajunta será estéril, e o fogo devorará as casas dos que gostam de receber presentes. 35Êle concebeu dor, e pariu iniquidade e o seu coração inventa enganos.

Jó 16

1Mas Jó respondendo, disse: 2Eu tenho ouvido muitas vêzes semelhantes discursos, todos vós sois uns consoladores importunos. 3Acaso não se acabarão nunca estes discursos de vento? Ou te dá alguma moléstia o falar? 4Eu também pudera falar como vós: E oxalá que a vossa alma estivera em lugar da minha. 5Eu também vos consolaria com os meus discursos, e mostraria com o movimento da minha cabeça o que sentia de vós. 6Eu vos fortaleceria com as minhas palavras, e moveria os meus lábios, como compadecendo-me de vós. 7Mas que farei: Se eu falar, nem por isso se aplacará a minha dor: E se eu me calar, nem por isso me deixará ela. 8Mas agora me aperta a minha dor, e todos os meus membros estão reduzidos a nada. 9As minhas rugas dão testemunho contra mim, e se levanta um caluniador para me contradizer na minha cara. 10Recolheu o seu furor contra mim, e ameaçando-me, rangeu os seus dentes contra mim: Com os olhos terríveis me olhou o meu inimigo. 11Abriram as suas bôcas contra mim, e cobrindo-me de opróbrios me feriram no queixo, e se fartaram das minhas penas. 12Deus me fechou debaixo do poder do injusto, e me entregou nas mãos dos ímpios. 13Eu, aquele em outro tempo tão opulento, de repente fui reduzido a pó: Tomou-me pelo pescoço, quebrantou-me, e pôs-me por alvo dos seus tiros. 14Cercou-me com as suas lanças, atravessou-me os rins, não me perdoou, e derramou sôbre a terra as minhas entranhas. 15Despedaçou-me com feridas sôbre feridas: Lançou-se a mim como um gigante. 16Levo um cilício cosido sôbre a minha pele, e cobri de cinza a minha carne, 17O meu rosto inchou à fôrça de chorar, e as minhas pálpebras se escureceram. 18Padeci isto sem maldade das minhas mãos, quando eu oferecia a Deus puras rogativas. 19Terra, não cubras o meu sangue, nem os meus clamores achem lugar de se esconderem no teu seio. 20Porque eis-aqui a minha testemunha está no céu, e nas alturas o que me conhece, 21Os meus amigos se desfazem em falar: Mas o meu ôlho se desfaz em lágrimas diante de Deus. 22E oxalá se fizera o juízo entre Deus e o homem, como se faz o de um filho do homem com o seu vizinho. 23Vê pois que passam os meus breves anos, e eu caminho por uma vereda, pela qual não voltarei.

Jó 17

1O meu espírito se vai atenuando, os meus dias se abreviam, e só me resta o sepulcro. 2Não pequei, e em amarguras se demoram os meus olhos. 3Livra-me, Senhor, e põe-me junto a ti, e arme-se contra mim a mão de quem quer que fôr. 4Tu alongaste da inteligência o coração dêles, por isso não serão exaltados. 5Êle promete a presa aos companheiros e os olhos de seus filhos desfalecerão. 6Êle me reduziu a ser como a fábula do povo, e estou feito diante dêles um exemplo. 7Escureceram-se de indignação meus olhos, e os meus membros foram como reduzidos a nada. 8Os justos pasmarão disto, e o inocente se levantará contra o hipócrita. 9E o justo persistirá no seu caminho, e às mãos puras acrescentará fortaleza. 10Voltai portanto vós todos, e vinde, e não acharei entre vós nenhum sábio. 11Os meus dias passaram, os meus pensamentos se desvaneceram, sendo verdugos do meu coração. 12Trocaram a noite em dia, e de novo depois das trevas espero a luz. 13Se eu suportar, o sepulcro será a minha casa, e eu tenho preparado o meu leito nas trevas. 14Eu disse à podridão: Tu és meu pai; e aos bichos, vós sois minha mãe, e minha irmã, 15Onde está logo agora a minha esperança, e quem considera a minha paciência? 16Tôdas as minhas coisas desceram ao mais profundo do sepulcro: E acaso crês tu que ao menos neste lugar terei eu descanso?

Novo TestamentoJo 19,16-42

João 19

16Então porém lho entregou para que fôsse crucificado. E êles tomaram a Jesus, e o tiraram para fora. 17E levando a sua cruz às costas, saiu para aquele lugar que se chama do Calvário, e em hebreu Gólgota: 18Onde o crucificaram, e com êle outros dois, um de uma parte, outro de outra, e Jesus no meio. 19E Pilatos escreveu também um título: E o pôs sôbre a cruz. E dizia a inscrição: JESUS NAZARENO, 20E muitos dos judeus leram êste título: Porque estava perto da cidade o lugar onde Jesus fôra crucificado. E estava escrito em hebraico, em grego, e em latim. 21Diziam pois a Pilatos os pontífices dos judeus: Não escrevas rei dos judeus: Mas o que êle diz: Eu sou rei dos judeus. 22Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. 23Porém os soldados, depois de haverem crucificado a Jesus, tomaram as suas vestiduras (e fizeram delas quatro partes, para cada soldado sua parte) e a túnica. - Mas a túnica não tinha costura, porque era tôda tecida de alto a baixo. 24E disseram uns para os outros: Não a rasgue-mos, mas lancemos sortes sôbre ela, a ver quem a há de levar. Para se cumprir a Escritura, que diz: Repartiram meus vestidos entre si: E lançaram. sorte sôbre a minha vestidura. E os soldados de, fato assim o fizeram. 25Entretanto estavam em pé junto à Cruz de Jesus sua mãe, e irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26J ésus pois tendo visto sua mãe, e ao discípulo que êle amava, o qual estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27Depois disse ao discipulo: Eis aí tua mãe. E desta hora em diante a tomou o discípulo para sua casa. 28Depois sabendo Jesus que tudo estava cumprido, para se cumprir uma palavra, que ainda restava das Escritura, disse: Tenho sede. 29Tinha-se porém ali posto um vaso cheio de vinagre. Então os soldados ensopavam no vinagre uma esponja, e atando-a a um hissôpo lha chegaram à bôca. 30Jesus porém havendo tomado o vinagre, disse: Tudo está cumprido. E abaixando a cabeça, rendeu o espirito. 31E os judeus (porquanto era a preparação) para que não ficassem os corpos na cruz em dia de sábado (porque aquele dia de sábado era de grande solenidade), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e que fossem dali tirados. 32Vieram pois os soldados: E quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro, que com êle fôra crucificado. 33Tendo vindo depois a Jesus, como viram que estava já morto, não lhe quebraram as pernas. 34Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e imediatamente saíu sangue e água. 35Aquele porém que o viu, deu testemunho disso: E o seu testemunho é verdadeiro. E êle sabe que diz a verdade: Para que também vós o creiais. 36Porque estas coisas sucederam para que se cumprisse esta palavra da Escritura: Não quebrareis dêle osso algum. 37E também diz outro lugar da Escritura: Êles verão aquele a quem traspassaram. 38E depois disto José de Arimatéia (pois que era discípulo de Jesus, ainda que era por mêdo dos judeus) rogou a Pilatos que o deixasse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Veio pois, e tirou o corpo de Jesus. 39E Nicodemos, o que havia ido primeiramente de noite buscar a Jesus, veio também, trazendo uma composição de quase cem libras de mirra e de aloés. 40Tomaram pois o corpo de Jesus, e o ligaram envolto em lençóis depois de embalsamado com aromas, da maneira que os judeus têm por costume sepultar os mortos. 41No lugar porém em que Jesus fôra crucificado havia um horto: TE neste horto um sepulcro novo, em que ninguém ainda tinha sido depositado. 42Portanto em razão de ser o dia da preparação dos judeus, visto que êste sepulcro estava perto, depositaram nele a Jesus.

Salmos e ProvérbiosPr 23,29-35

Provérbios 23

29A quem se dirá: Desgraçado de ti? ao pai de quem se dirá: Desgraçado de ti? para quem serão as bulhas? para quem os precipícios? para quem as feridas sem causa? para quem a névoa dos olhos? 30Para quem, senão para aquêles que levam o tempo a beber vinho, e têm o seu gôsto em despejar os copos? 31Não olhes para o vinho, quando te começa a parecer louro, quando brilhar no vidro a sua côr: Êle entra suavemente; 32mas no fim morderá como uma serpente, e difundirá o seu veneno como um basilisco. 33Os teus olhos verão as alheias, e o teu coração falará palavras desregradas. 34E tu serás como um homem dormente no meio do mar, e como um pilôto sopito que perdeu o leme: 35E dirás: Espancaram-me, mas a mim não me doeu: Arrastaram-me, mas eu não senti: Quando despertarei eu, e quando acharei mais vinho para beber?

Convidar pelo WhatsApp

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp