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Bíblia em um ano Dia 338/365

Dia 338

Jó 31–33 · 1Jo 2 · Pr 24,28-34 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJó 31–33
  2. Novo Testamento1Jo 2
  3. Salmos e ProvérbiosPr 24,28-34
Destaque da leitura de hoje“O que tendo eu visto, pu-lo no meu coração, e dêste exemplo aprendi a disciplina.”Provérbios 24,32

Antigo TestamentoJó 31–33

Jó 31

1Fiz concerto com os meus olhos de certamente não cogitar, nem ainda em uma virgem. 2Pois que parte teria Deus em mim lá de cima, e que herança o Onipotente desde as alturas? 3Porventura não há perdição para o malvado, e estranheza para os que obram injustiça? 4Porventura não considera Êle os meus caminhos, e conta todos os meus passos? 5Se caminhei em vaidade, e se se apressou o meu pé para O engano: 6Pese-me Deus em balança justa, e conheça a minha singeleza. 7Se os meus pés se desviaram do caminho, e se o meu coração seguiu os meus olhos, e se às minhas mãos se pegou mácula. 8Semeie eu, e outro o coma: E seja a minha descendência arrancada até à raiz. 9Se o meu coração foi seduzido por causa de mulher, e se eu armei traições à porta do meu amigo: 10Seja minha mulher desonestada por outro, e pros-titua-se à paixão de outros. 11Porque este é um crime enorme, e uma grandíssima maldade. 12É fogo que consome até ao extermínio, e que desarraiga até às mais pequenas vergônteas. 13Se eu me dedignei de-entrar em juízo com o meu servo, ou com a minha serva, quando êles disputavam contra mim. 14Pois que farei quando Deus se levantar para me julgar? E quando me perguntar, que lhe responderei? 15Porventura o que me formou no ventre a mim, não o criou também a êle: E não foi um o que nos formou no ventre da mãe? 16Se neguei aos pobres o que queriam, e se fiz esperar os olhos da viúva. 17Se comi sózinho o meu bocado, e se o órfão não comeu dêle: 18(Porque desde a minha infância cresceu comigo a comiseração: E do ventre de minha mãe saiu comigo). 19Se desprezei ao que perecia, porque não tinha de que vestir-se, e ao pobre que não tinha com que cobrir-se: 20Se os seus membros me não abencliçoaram, e não se aquentou com os velos das minhas ovelhas: 21Se eu levantei a minha mão contra o pupilo, ainda quando me via superior na porta: 22Caia o meu ombro da sua juntura, e quebre-se o meu braço com os seus ossos. 23Porque eu sempre temi a Deus como a umas ondas, que gravitavam sôbre mim, e eu não pude suportar o seu pêso. 24Se eu julguei que o ouro era a minha fôrça, e seeu disse ao ouro mais puro: Tu és minha confiança. 25Se eu me alegrei com as minhas grandes riquezas, e com os grandes bens que ajuntei pela minha mão. 26Se eu olhei para o sol no seu luzimento, e para a lua quando caminhava com claridade: 27E o meu coração sentiu algum oculto contentamento, e beijei a minha mão com a minha bôca. 28O que é o sumo da iniquidade., e um renunciar ao altíssimo Deus, 29Se eu fojguei com a ruína daquele que me tinha ódio, e se eu exultei com o mal que lhe sobreveio, 30Pois não permiti que pecasse a minha garganta, demandando com imprecações a sua morte. 31Se as pessoas da minha casa não disseram: Quem nos dará da sua carne para nos fartarmos dela? 32O peregrino não ficou de fora, a minha porta esteve aberta para o viandante: 33Se encobri como homem o meu pecado, e ocultei no meu coração a minha iniquidade. 34Se a grande multidão me aterrou, ou se eu fiquei atemorizado pelo desprezo que de mim faziam os meus parentes: E se eu pelo contrário não me conservei em silêncio, sem sair da minha porta. 35Quem me dera um que me ouvisse, e que o Onipotente escutasse os meus desejos: E que escrevesse o. livro o mesmo que julga. 36Para levá-lo sôbre o meu ombro, e rodear-me com êle como coroa? 37A cada um dos meus passos o publicarei, e lho apresentarei como a príncipe. 38Se a terra -que eu possuo clama contra mim, e se os seus regos choram com ela: 39Se comi seus frutos sem dinheiro, e se afligi o coração dos que a cultivaram: 40Ela me produza abrolhos em lugar de trigo, e espinhos em lugar de cevada. Findaram as palavras de Jó.

Jó 32

1Cessaram porém estes três -homens de responder a Jó. porque se tinha por justo. 2Mas Eliíi, filho de Baraquel de Buz, da família de Ram, se irou, e encheu de cólera: E inflamou-se em ira contra Jó, porque dizia que êle era justo diante de Deus. 3Irritou-se também contra os seus amigos, por não terem achado resposta conveniente, senão que somente haviam condenado a Jó. 4Eliú pois esperou que Jó falasse: Porquanto eram mais velhos os que haviam falado. 5Mas como viu que os três lhe não puderam responder, se indignou fortemente. 6E respondendo Eliú, filho de Baraquel de Buz, disse: Sou o mais moço em idade, e vós mais provectos; portanto abaixando a minha cabeça, não me atrevi 'a expor-vos o meu parecer.: 7Porque esperava que falasse a idade mais pro-vecta, e que os muitos anos ensinassem sabedoria. 8Mas, pelo que vejo, o espírito está nos homens, e a inspiração do Todo-Poderoso dá a inteligência. 9Não são os sábios os de muita idade, nem os anciãos os que julgam o que é justo. 10Portanto falarei: Ouvi-me, eu vos mostrarei: também a minha sabedoria. 11Porque tenho dado lugar aos vossos discursos, tenho ouvido as vossas razões, enquanto têm durado as vossas disputas: 12E enquanto eu cria, que vós dizíeis alguma coisa. atendia: Mas, pelo que vejo, não há entre vós quem possa arguir a Jó, nem responder ás suas razoes. 13Não digais porventura: Nós achamos a sabedoria, Deus é que a lançou de si, e não algum homem. 14Êle não falou nada para mim, nem eu lhe responderei também a êle segundo os vossos arrazoados. 15Ei-los aí intimidados, e não deram mais resposta, e asi mesmos se taparam a bôca. 16E pois eu tenho esperado, e não têm falado: Ficaram mudos, e não tiveram já que responder: 17Responderei eu também pela minha parte, e mostrarei a minha ciência: 18Porque estou cheio de razoes, e me aperta O espírito no meu peito. 19Eis-aqui o meu peito é como o mosto sem respiradouro, o qual faz estoirar as vasilhas novas. 20Falarei, e respirarei um pouco: Abrirei os meus lábios, e responderei. 21Não farei aceitação de pessoa, e não igualarei a Deus com o homem. 22Porque não sei o tempo que subsistirei, e se daqui a pouco me levará o meu Criador.

Jó 33

1Ouve pois. Jó, as minhas palavras, e escuta todos os meus discursos. 2Eis-aqui abri a minha bôca, fale a minha língua nas minhas fauces. 3Os meus discursos sairão da simplicidade do meu coração e os meus lábios pronunciarão sentimentos apurados. 4O espírito de Deus me fêz, e o assopro do Todo-Poderoso me deu vida. 5Se podes, responde-me, e põe-te a fazer-me frente, 6Eis-aqui, Deus me fêz, a mim, assim como a ti, e do mesmo lôdo também eu fui formado. 7Pelo que nada há de maravilhoso em mim que te espante, e a minha eloquência não te será pesada. 8Disseste pois nos meus ouvidos, e ouvi a voz das tuas palavras: 9Eu estou limpo e sem pecado: Eu estou sem mácula, e em mim não há iniquidade. 10Porque Deus achou contra mim queixas, por isso me considerou coma seu inimigo.. 11Pôs os meus pés no cepo, e observou tôdas as minhas veredas. 12Isto pois é, no que tens mostrado que não és Justo; responder-te-ei, que Deus é maior do que o homem. 13Disputas contra êle, por que não respondeu a tôdas as tuas palavras? 14Deus fala uma vez, e segunda vez não repete uma mesma coisa. 15Por sonho de visão noturna, quando cai sopor sôbre os homens, e estão dormindo no seu leito. 16Então abre os ouvidos dos homens, e admoestando-os lhes adverte o que devem fazer. 17Para apartar o homem daquilo que faz e para o livrar da soberba: 18Salvando a sua alma de corrupção: E a sua vida, para que não passe por espada. 19Corrige-o também por meio das dores na cama, e faz que todos os seus ossos se mirrem. 20Neste estado se lhe faz aborrecido o pão, e o manjar que noutro tempo apetecia a sua alma. 21Consumir-se-á a sua carne, e os ossos que haviam estado cobertos, se descobrirão. 22Aproximou-se a sua alma à corrupção, e a sua vida ao que traz a morte. 23Se houver algum Anjo, um entre milhares, que fale a seu favor, e instrua o homem no seu dever: 24Se compadecerá dêle, e dirá: Livra-o, para que não desça à corrupção: Eu achei por que lhe fazer graça. 25A sua carne está consumida dos castigos, torne aos dias da sua mocidade. 26Êle pedirá perdão a Deus, e Deus se lhe aplacará: E êle verá com jubilo a sua face, e Deus justificará de novo a este homem. 27Tornará a olhar para os homens, e dirá: Pequei, e deveras delinqíii, e não tenho sido castigado como merecia. 28Deus livrou a sua alma para que não caminhasse à morte senão que vivendo visse a luz. 29Ora Deus obra tôdas estas coisas três vezes em cada um. 30Para retrair as suas almas da corrupção, e para as esclarecer com a luz dos viventes. 31Atende, Jó, e ouve-me: E cala-te, enquanto eu falo. 32Se contudo tens alguma coisa que dizer, responde-me, fala: Porque quero que compareças justo. 33Se não a tens, ouve-me: Cala-te, e eu te ensinarei a sabedoria.

Novo Testamento1Jo 2

1 João 2

1Filhinhos meus, eu vos escrevo estas coisas, para. que não pequeis. Mas se algum ainda pecar, temos por advogado para com o Padre, a Jesus Cristo, o Justo. 2Porque êle é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 3E nisto sabemos que o conhecemos, se guardarmos os seus mandamentos. 4Aquele que diz que o conhece, e não guarda os seus mandamentos, éum mentiroso, e não há nele a verdade. 5Mas se algum guarda a sua palavra é nele verdadeiramente perfeito o amor de Deus: E por aqui é que nós conhecemos que estamos nele. 6Aquele que diz que está nele, deve também êle mesmo andar como êle andou. 7Caríssimos, eu não vos escrevo um mandamento novo, mas sim o mandamento velho, que vós recebestes desde o princípio: Êste mandamento velho é a palavra que vós ouvistes. 8Todavia eu vos escrevo um mandamento novo, o qual é verdadeiro, assim nele mesmo, como em vós outros: Porque.as trevas já passaram, e a verdadeira luz já luz. 9Aquele que diz que está na luz, e aborrece a seu irmão, até agora está nas trevas. 10O que ama a seu irmão, permanece na luz, e não há escândalo nele. 11Mas aquele que tem ódio a seu irmão, está em trevas e anda nas trevas, e não sabe para onde vá: Porque as trevas cegaram os seus olhos. 12Eu vos escrevo, filhinhos, porque os vossos pecados vos são perdoados pelo seu nome. 13Eu vos escrevo, pais, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevo, moços, porque vencestes o maligno. 14Eu vos escrevo, meninos, porque conhecestes o Pai. Eu vos escrevo, moços, porque sois fortes, e porque a palavra de Deus permanece em vós, e porque vencestes o maligno. 15Não ameis ao mundo, nem ao que há no mundo. Se algum ama ao mundo, não ha nele o amor do Pai: 16Porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, e concupiscência dos olhos, e soberba da vida: A qual não vem do Pai, mas sim do mundo. 17Ora, o Mundo passa, e também a sua concupiscência. Mas o que faz a vontade de Deus, permanece eternamente. 18Filhinhos, é chegada a última hora: E como vós tendes ouvido dizer que o Anticristo vem: Também já, desde agora há muitos Anticristos; donde conhecemos que é chegada a última hora. 19Eles saíram de nós, mas não eram de nós: Por-' que se êles tivessem sido de nós, ficariam certamente conosco: Mas isto é para que se conheça que não são todos de nós. 20Porém vós outros tendes a unção do Santo e sabeis tôdas as coisas. 21Eu não vos escrevi como se vós ignorasseis a verdade, mas como a quem a conhece: E sabe que da verdade não vem nenhuma mentira. 22Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja Cristo? Êste tal é um Anticristo, que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho, não reconhece o Pai: Todo o que confessa o Filho, reconhece também o Pai. 24O que vós ouvistes desde o princípio, permanece em vós outros: Se em vós permanecer o que ouvistes desde o princípio, vós permanecereis também no Filho e no Pai. 25E esta é a promessa que êle nos fêz, de que teríamos a vida eterna. 26Eis aqui o que eu julguei que vos devia escrever acêrca daqueles que vos seduzem. 27E permaneça em vós a unção que rkcebestes dele. Ora vós não tendes necessidade que ninguém vos ensine: Mas como a sua unção vos ensina em tôdas as coisas, e ela é uma; verdade, e não é mentira, também como ela vos tem ensinado, permanecei nele. 28Sim, meus filhos, permanecei nele: para que quando êle aparecer, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por êle na sua vinda. 29Se sabeis que êle é justo, sabei que todo aquele que pratica a justiça, também é nascido dele.

Salmos e ProvérbiosPr 24,28-34

Provérbios 24

28Não sejas testemunha em vão contra o teu próximo: Nem seduzas a ninguém com os teus lábios. 29Não digas: Como êle me fêz a mim, assim farei eu a êle: Tornarei a cada um segundo as sas obras. 30Passei pelo campo do homem preguiçoso, e pela vinha do homem insensato: 31E eis-que achei que tudo estava cheio de urtigas, e que os espinhos cobriam a sua superfície, e que o muro de pedra estava caído. 32O que tendo eu visto, pu-lo no meu coração, e dêste exemplo aprendi a disciplina. 33Um pouco, disse eu comigo, dormirás, outro breve espaço dormitarás, outro poucochinho cruzarás as mãos, para descansares: 34E virá sôbre ti a indigência como um caminheiro, e a mendiguez como homem armado.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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