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Bíblia em um ano Dia 339/365

Dia 339

Jó 34–37 · 1Jo 3 · Pr 25,1-8 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoJó 34–37
  2. Novo Testamento1Jo 3
  3. Salmos e ProvérbiosPr 25,1-8
Destaque da leitura de hoje“O céu na sua altura, e a terra na sua profundidade, e o coração dos reis é imescrutável.”Provérbios 25,3

Antigo TestamentoJó 34–37

Jó 34

1Continuando pois Eliú o seu discurso, disse também o que se segue: 2Ouvi, sábios, as minhas palavras; eruditos, escutai-me, 3Porque o ouvido julga das palavras, assim como o paladar distingue os manjares pelo gosto. 4Tratemos nós ein comum a causa, e vejamos entre nós o que seja o melhor; 5Porque Jó clisse: Eu sou justo, e Deiis transtornou a minha causa. 6Porquanto no juízo que se faz de mim, há mentira: Violenta é a minha seta sem pecado algum. 7Que homem há semelhante a Jó, que bebe o escárnio como a água: 8Que anda com os que obram a iniquidade e caminha com os homens ímpios? 9Porque disse: O homem não agradará a Deus, ainda que vá correndo com êle. 10Vós pois os cordatos, ouvi-me, a impiedade está longe de Deus, e a injustiça longe do Todo-Poderoso. 11Porque êle pagará aò homem a sua obra, e recompensará a cada um segundo os seus caminhos. 12Porque certamente Deus não condenará sem razão, nem o Onipotente atropelará a justiça. 13À qual outro estabeleceu sôbre a terra? Ou a quem pôs sôbre o mundo, que fabricou? 14Se voltasse a êle o seu coração, atrairia a si O espírito e alento dêle. 15Tôda a carne pereceria ao mesmo tempo, e O homem se tornaria em cinza. 16Portanto se tens entendimento, ouve o que se diz, e escuta a voz do meu discurso. 17Acaso pode ser curado aquele que não ama a justiça? E como condenas tu tão afoitamente aquele, que é o justo? 18O que diz ao rei, apóstata: E chama ímpios aos grandes: 19Aquêlè que não guarda respeito à pessoa dos príncipes: E que não conheceu o tirano, quando disputava contra o pobre: Porque todos são obra das suas mãos. 20Êles morrerão de improviso, e no meio da noite se sublevarão os povos, e passarão, e tirarão o violento sem se ver a mão: 21Porque os olhos de Deus estão sôbre os caminhos dos homens, e considera todos os seus passos. 22Não há trevas, e não há sombra de morte, de maneira que se escondam ali os que obram a iniquidade. 23Porque já não está mais no poder do homem, o vir a Deus a ser julgado. 24Êle destruirá a uma inumerável multidão, e porá outros em seu lugar. 25Porque conhece as suas obras: E por isso enviará a noite, e êles serão moídos. 26Feriu-os como ímpios à vista de todos. 27Os que como de: propósito se apartaram dêle’ e que não quiseram compreender todos os seus caminhos: 28Para fazerem que o clamor do indigente subisse até êle, e que ouvisse a voz dos pobres. 29Porque se êle concede a paz, quem há que o condene? E se êle esconde o seu rosto, quem o poderá contemplar, seja isto sôbre as gentes, seja sôbre todos os homens? 30Êle é o que faz reinar o homem hipócrita por causa dos pecados do povo. 31E pois que eu tenho falado de Deus, também te não estorvarei a ti. 32Se eu errei, corrige-me tu: Se falei com iniquidade, não acrescentarei mais. 33Porventura te pedirá Deus a ti conta do que eu falei que te desagradou? Mas tu fôste o primeiro a falar, e não eu: Se sabes coisa melhor, dize-a. 34Falem-me homens inteligentes, e ouça-me um homem sábio. 35Mas Jó falou nèsciamente, e as suas: palavras não soam boa doutrina. 36Pai meu, seja provado Jó até ao fim: Não retires a tua mão de um homem iníquo. 37Porque ajunta a blasfêmia sôbre os seus pecados, entrementes nós o apertemos: E depois apele para o juízo de Deus nos seus discursos.

Jó 35

1Mas Eliú de novo falou desta maneira: 2Parece-te acaso justo o teu pensamento. quando disseste: Mais justo sou eu que Deus? 3Porque tu disseste: O que é justo não te agrada: Ou que conveniência tiras tu, se eu pecar? 4Assim que eu responderei aos teus discursos, e aos teus amigos contigo. 5Levanta os olhos ao céu. e vê, e contempla o firmamento que é mais alto que tu. 6Se pecares. em que danarás tu a Deus? E se as tuas iniquidades se multiplicarem, que farás tu contra êle? 7Demais disso sé obrares com justiça, que lhe darás? Ou que receberá êíe da tua mão? 8A tua impiedade poderá fazer mal a um homem, que é teu semelhante: E a tua justiça poderá ser útil ao filho do homem. 9Eles clamarão por causa da multidão dos caluniadores: E se lamentarão pela fôrça do braço dos tiranos. 10E nenhum disse: Onde está o Deus que me fêz, que deu canções na noite? 11O qual nos instrui mais que aos animais da terra, e nos ilustra mais que às aves do céu, 12Eles clamarão então, e Deus os não ouvirá, por causa da soberba dos maus. 13Não em vão pois ouvirá Deus, e verá o Onipotente as causas de cada um. 14Ainda quando disseres: Não atende: Julga-te a: ti mesmo na sua presença, e espera-o. 15Porque não é agora quando êle exercita o seu furor, nem castiga os delitos com severidade. 16Logo Jó em vão abre a sua bôca, e sem ciência multiplica palavras.

Jó 36

1E acrescentou Eliú, e falou assim: 2Escuta-me um pouco, e eu me explicarei, contigo: Porque ainda tenho que falar em defesa de Deus. 3Tornarei a pegar no discurso que eu fazia desde o princípio, e provarei que o meu Criador é justo. 4Porque o certo é que nos meus discursos não há mentira, e será da tua aprovação uma ciência consumada. 5Deus não rejeita os poderosos, visto que também êle é poderoso. 6Mas não salva os ímpios, e faz justiça aos pobres. 7Não tirará os seus olhos do justo, e põe aos reis sôbre o trono para sempre, e êles são exalçados. 8E se estiverem em cadeias e atados com os laços da pobreza: 9Êle lhes fará ver as suas obras, e as suas maldades, porque foram violentos. 10E lhes abrirá também o seu ouvido para os repreender: E lhes falará, para que se convertam da sua iniquidade. 11Se ouvirem e cumprirem, acabarão os seus dias em bem, e os seus anos em glória: 12Porém se não ouvirem passarão por espada, e serão consumidos na sua sandice. 13Os dissimulados, e dobres do coração provocam contra si a ira de Deus, nem clamarão, quando se virem manietados. 14A sua alma morrerá na tempestade, e sua vida acabará entre os depravados. 15Êle livrará da sua angústia, ao pobre, e lhe abrirá o ouvido na tribulação. 16Êle te salvará pois da bôca da angústia, e que não tem fundo debaixo de si largamente: E o descanso da tua mesa estará cheio de gordura. 17A tua causa tem sido julgada, como a de um ímpio; ganharás a causa e sentença. 18Não te vença pois a ira, para oprimires a algum: Nem te dobre multidão de dádivas. 19Reprime a tua grandeza sem tribulação, e todos os robustos com fortaleza. 20Não dilates a noite, para que subam os povos por êles. 21Guarda-te de declinares para a iniquidade: Porque tu a começaste a seguir depois que caíste na miséria. 22Olha como Deus é excelso na sua fortaleza, e nenhum semelhante a êle entre os legisladores. 23Quem poderá esquadrinhar os seus caminhos? Ou quem poderá dizer-lhe: Tu fizeste uma injustiça? 24Lembra-te que não compreendes a sua obra, da qual cantaram os homens. 25Todos os homens o veem. mas cada um o vê de longe. 26Com efeito, Deus é grande, que sobreexcede a nossa ciência: Os seus anos são inumeráveis. 27Êle detém as gôtas da chuva, e verte as águas do céu como arroios. 28As quais caem das nuvens, que cobrem tudo por cima. 29Se quiser estender as nuvens como pavilhão seu, 30e fuzilar relâmpagos com a sua luz desde o alto, cobrirá também as extremidades do mar. 31Porque por meio destas coisas exercita os seus juízos sôbre os povos, e alimenta a muitos mortais. 32Nas suas mãos esconde a luz, e lhe manda que torne de novo. 33Faz conhecer a quem ama, que esta é possessão sua, e que até ela pode subir.

Jó 37

1Sobre isto se espantou o meu coração, e se moveu do seu lugar. 2Ouvi, ouvi a sua voz terrível, e o sonido que sai. da sua bôca. 3Êle considera tudo o que há debaixo dos céus, e difunde a sua luz sôbre as extremidades da terra. 4Após êle rugirá sonido, trovejará, pela.voz da sua grandeza, e não será compreendida, quando fôr ouvida a sua voz. 5Trovejará Deus maravilhosamente com a sua voz, o que faz coisas grandes e impenetráveis. 6O que manda à neve que desça sôbre a terra, e às chuvas do inverno, e às impetuosas águas das grandes tormentas. 7O que põe como um sêlo sôbre a mão de todos os homens, para que cada um conheça as suas obras. 8A fera entrará no seu esconderijo, e ficará na sua cova. 9De lugares ocultos sairá a tempestade, e do Arcturo o frio. 10O caramelo se forma ao assopro de Deus, e depois se derramam as águas em grande abundância. 11O trigo deseja as nuvens, e as nuvens espalham a sua luz. 12Elas esclarecem em tôrno, por onde quer que as conduz a vontade daquele que as governa, a tudo quanto êle lhes manda sôbre a face de tôda a terra: 13Ou seja numa tribo estrangeira, ou numa terra sua, ou em qualquer lugar onde a sua bondade lhes mandar que se achem. 14Ouve, Jó, estas coisas: Pára, e considera as ma-, ravilhas de Deus. 15Acaso sabes tu, quando mandou Deus às chuvas, que fizessem aparecer a luz das suas nuvens? 16Porventura conheces as grandes veredas das nuvens, e as suas perfeitas inteligências? 17Não é assim que os teus vestidos estão quentes, quando o vento do meio-dia assopra sôbre a terra? 18Talvez formaste tu com êle os céus, que são tão sólidos como se fôssem de metal. 19Mostra-nos o que lhe diremos: Porque nós outros cá estamos envolvidos em trevas. 20Quem lhe referirá o que falo? se o homem se atrever a falar, será oprimido. 21Mas agora não vem a luz: O ar repentinamente; sc condensará em nuvens, e um vento que passa as dissipará. 22Do Setentrião vem o ouro, e o louvor de Deus seja com temor. 23Não podemos compreendê-lo como merece: Grande em fortaleza, e em juízo, e em justiça, e êle é inefável. 24Por isso o temerão os homens, e não ousarão con-templá-lo todos aqueles que se persuadem ser sábios.

Novo Testamento1Jo 3

1 João 3

1Considerai qual. foi o amor. que nos mostrou o Padre, em querer que nós sejamos chamados filhos de Deus, e com efeito o sejamos.Por isso o mundo nos não conhece'a nós: Porque o não conhece a. êle. 2Caríssimos, agora somos: filhos de Deus: E não apareceu ainda o que havemos de ser. Sabemos que quando êle aparecer, seremos semelhantes a êle: Porquanto nós outros o veremos bem como êle é. 3E todo o que nele tem esta esperança, santifica-se a si mesmo, assim como também êle é Santo, 4Todo o que comete um pecado, comete igualmente uma iniquidade: Porque o pecado é uma iniqüidade. 5E sabeis que êle apareceu para tomar sôbre si os nossos pecados: E nele não ha pecado. 6nossos pecados: E nele não ha pecado. que peca, não o viu; nem o conheceu. 7Filhinhos, ninguém vos seduza. Aquele que faz obras de justiça, é justo: Como êle também é justo. 8Aquele que comete o pecado, é filho do diabo: Porque o diabo peca desde o princípio. Para destruir as obras do diabo é que o Filho de Deus veio ao Mundo. 9Todo o que é nascido de Deus, não comete o pecado: Porque a semente de Deus permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus. 10Nisto se conhece quais são os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Todo o que não é justo, não é filho de Deus e o que não ama a seu irmão. 11Porque esta é a doutrina que tendes ouvido desde o princípio, que vos ameis uns aos outros. 12Não assim como Caim, que era filho do maligno, e que matou a seu irmão. E por que o matou êle? Porque as suas obras eram más: E as de seu irmão justas. 13Não vos admireis, irmãos, de que o Mundo vos tenha ódio. 14Nós sabemos que nós fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos a nossos irmãos, Aquele que não ama, permanece na morte. 15Todo o que tem ódio a seu irmão, é um homem homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanente em si mesmo. 16Nisto temos nós conhecido o amor de Deus, em que êle deu a sua vida por nós: E nós devemos também dar a nossa vida pelos nossos irmãos. 17O que tiver riquezas dêste mundo, e vir a seu irmão ter necessidade, e lhe fechar as suas entranhas: Como está nele a caridade de Deus? 18Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade: 19Por aqui é que nós conhecemos que somos filhos da verdade: E que nós o persuadiremos ao nosso coração diante de Deus. 20Porque se o nosso coração nos repreender: Deus é maior do que o nosso coração, e êle conhece tôdas as coisas. 21Caríssimos, se o nosso coração nos não repreender, temos nós confiança diante de Deus: 22E túdo quanto nós lhe pedirmos, receberemos dele: Porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23E êste é o seu mandamento: Que creiamos no Nome de seu Filho Jesus Cristo: E que nos amemós uns aos outros, como êle nos mandou. (S) 24Ora, o que guarda os seus mandamentos, está -em Deus, e Deus nele: E nisto sabemos que êle permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.

Salmos e ProvérbiosPr 25,1-8

Provérbios 25

1Estas são também Parábolas de Salomão, as quais transcreveram os servos de Ezequias rei de Judá. 2A glória de Deus é encobrir a palavra, e a glória dos reis é investigar o discurso. 3O céu na sua altura, e a terra na sua profundidade, e o coração dos reis é imescrutável. 4Tira a ferrugem da prata, e sairá um vaso puris-simo: 5Tira a impiedade da presença do rei, e o sen trono” se firmará na justiça. 6Não apareças ufano diante do rei, e não te ponhas no lugar dos grandes. 7Porque melhor é que te digam: Sobe para cá: Do que sêres humilhado diante do príncipe. 8Não descubras logo no princípio da contenda, o -que viram os teus próprios olhos: Por não te suceder que tendo tu tirado a honra ao teu amigo, não possas depois tornar a reparar-lha:

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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