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Bíblia em um ano Dia 348/365

Dia 348

Eclo 1–3 · Ap 5 · Pr 27,9-14 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEclo 1–3
  2. Novo TestamentoAp 5
  3. Salmos e ProvérbiosPr 27,9-14
Destaque da leitura de hoje“Meu filho, quando entrares no serviço de Deus, tem-te firme na justiça, e no temor, e prepara a tua alma para a tentação.”Eclesiástico 2,1

Antigo TestamentoEclo 1–3

Eclesiástico 1

1Tôda a sabedoria vem do Senhor Deus, e com êle estêve sempre, e está antes de todos os séculos. 2Quem contou a areia do mar e as gôtas da chuva, e. os dias do século? Quem mediu a altura do Céu, e a largura da terra, e a profundidade do abismo? 3Quem penetrou a sabedoria de Deus, a qual precede tôdas as coisas? 4A sabedoria foi criada primeiro que tôdas as coisas, e o entendimento da prudência é desde o principio. 5À fonte da sabedoria é o Verbo de Deus nos céus, e a sua entrada são os mandamentos eternos. 6A quem foi descoberta a raiz da sabedoria, e quem conheceu as suas astúcias? 7A quem foi revelada e manifestada a disciplina da sabedoria? E quem compreendeu a multiplicidade dos seus passos? 8Um só, que é o altíssimo Criador onipotente, e rei poderoso: E muito para ser temido, que está assentado sôbre o seu trono, e Deus que domina. 9Êle mesmo é o que a criou no Espirito Santo, e o que a viu, e O que a contou, e o que a mediu. 10Êle a difundiu por tôdas as suas obras, e por tôda a carne, segundo a repartição que fêz dela, e êle a deu aos que a amam. 11O temor do Senhor é a glória, e o motivo de cada um se gloriar, e a alegria, e uma coroa de regozijo. 12O temor do Senhor deleitará o coração, e dará alegria, e gôsto, e longura de dias. 13Aquêle que teme ao Senhor será feliz no fim e será abençoado no dia da sua morte. 14O amor de Deus é uma sabedoria digna de ser honrada. 15E aquêles a quem ela se descobrir em visão, amam-na logo que a vêem, e que reconhecem as suas grandezas. 16O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e êle foi criado com os homens fiéis desde o ventre de sua mãe; êle anda com as mulheres escolhidas, e êle se dá a conhecer nos justos e nos fiéis. 17O temor do Senhor é a santificação da ciência. 18Esta santificação guardará e justificará o coração, ela lhe dará prazer e gôsto. 19O que teme ao Senhor será ditoso, e nos dias da sua consumação será abençoado. 20O temor a Deus é plenitude da sabedoria, é o que enche dos seus frutos aos que a possuem. 21O mesmo temor encherá tôda a sua casa dos bens que produz, e os seus celeiros dos seus tesouros. 22O temor do Senhor é a coroa da sabedoria, que enche de paz, e de fruto de salvação: 23e êle a viu, e a contou: E uma e outra coisa é dom de Deus. 24A sabedoria repartirá a ciência, e a luz da prudência: e ela exalta a glória dos que lhes estão unidos. 25A raiz da sabedoria é temer ao Senhor e os seus ramos são de muita dura. 26Nos tesouros da sabedoria acham-se a inteligência e a ciência religiosa: Mas para os pecadores é a sabedoria uma coisa execrável. 27O temor do Senhor lança fora o pecado: 28Porque aquêle que está sem temor, não poderá ser justificado: Porque o agastamento da própria animosidade é a sua ruína. 29O homem paciente sofrerá até o tempo destinado, e depois tornar-se-lhe-á a dar a alegria. 30O homem de bom senso reterá em si mesmo as suas palavras até um certo tempo, e os lábios de muitos publicarão a sua prudência. 31As regras do bom comportamento estão encerradas nos tesouros da sabedoria: 32Mas para o pecador será o culto de Deus uma execração. 33Filho, desejando tu com ardor a sabedoria, conserva a justiça, e Deus ta dara. 34Porque o temor do Senhor é a sabedoria, e a disciplina: E o que lhe agrada i 35é a fé, e a mansidão, e êle encherá os tesouros daqueles em que elas se acham. 36Não sejas incrédulo ao temor do Senhor: E não te chegues a êle com um coração dobre. 37Não sejas hipócrita diante dos homens, e não te sejam os teus lábios motivo de cair. 38Tem sentido no que êles proferem para que talvez não caias, e não tragas desonra à tua alma, 39e descubra Deus os teus segredos, e no meio da assembléia te destrua: 40Porque te chegaste ao Senhor com disposição maligna, e o teu coração está cheio de dolo e de engano.

Eclesiástico 2

1Meu filho, quando entrares no serviço de Deus, tem-te firme na justiça, e no temor, e prepara a tua alma para a tentação. 2Humilha o teu coração, e sofre: Inclina o teu ouvido, e recebe as palavras de entendimento: E não te apresses no tempo da escuridade. 3Sofre as tardanças de Deus: Conserva-te unido a Deus, e espera, para que a tua vida no fim se te pro-longue. 4Aceita de boamente tudo o que te suceder: E tem sofrimento na tua dor, e ao tempo da humilhação tem paciência 5Porque no fogo se prova o ouro e a prata, e os homens que Deus quer receber na fornalha da humilhação. 6Crê em Deus, e êle te tirará de todos êstes males: E endireita o teu caminho, e espera nele. Guarda o seu temor, e envelhece nêle. 7Vós os que temeis ao Senhor, esperai pela sua misericórdia: E não vos desvieis dele, para que vos não suceda cairdes. 8Vós os que temeis ao Senhor, crêde-o: E não vos faltará a vossa recompensa. 9Vós os que, temeis ao Senhor, esperai nêle: E para vossa consolação virá sôbre vós a sua misericórdia. 10Vós os que temeis ao Senhor, amai-o, e os vossos corações serão alumiados. 11Olhai, filhos, para quantos homens têm havido nas nações: E sabei que nenhum esperou no Senhor, que fôsse confundido. 12Pois que homem permaneceu até agora em seus mandamentos, e foi desamparado? 'ou quem o invocou, e foi dele desprezado?, 13Porque Deus é pio, e misericordioso, e êle perdoará os pecados no dia da tribulação: Pois é o protetor de todos os que o buscam em verdade. 14Ai do coração dobre, e dos lábios corrompidos, e das mãos que obram mal, e do pecador que anda sôbre a terra por dois caminhos! 15Ai dos dissolutos de coração, que não se fiam de Deus: IE que por isso não serão dêle protegidos! 16Ai dos que perderam o sofrimento, e que deixaram os caminhos retos, e se extraviaram pelas veredas corrompidas! 17E que farão eles, quando o Senhor começar a examinar tôdas as coisas? 18Os que temem ao Senhor, não serão incrédulos à sua palavra: E os que o amam conservarão o seu caminho. 19Os que temem ao Senhor, inquirirão o que lhe é agradável: E os que o amam serão cheios da sua lei. 20Os que temem ao Senhor, prepararão os seus corações, e santificarão as suas almas na sua presença. 21Os que temem ao Senhor, guardarão os seus mandamentos, e terão paciência até que êle lance os olhos sôbre êles, 22dizendo: Se nós não fizermos penitência, caire-mos nas mãos do Senhor, e não nas mãos dos homens. 23Porque segundo é elevada a sua grandeza, assim também com êle está a sua misericórdia.

Eclesiástico 3

1Os filhos da Sabedoria são uma congregação de justos: E a nação dêles tôda é obediência e amor. 2Ouvi, filhos, os avisos do vosso pai, e segui-os de sorte que sejais salvos. 3Porque Deus honrou ao pai nos filhos: E punidos pela autoridade da mãe sôbre eles mesmos a firmou. 4O que ama a Deus alcançará pelas suas orações o perdão de seus pecados, e se absterá de tornar a cair nêles, e será atendido na oração de todos os dias. 5E assim como obra o que ajunta um tesouro, assim também se porta o que honra a sua mãe. 6O que honra a seu pai, achará a sua alegria nos seus filhos, e será atendido no dia da sua oração. 7O que honra a seu pai, viverá uma vida mais dilatada: E o que lhe obedece, dará refrigério a sua mãe. 8O que teme ao Senhor honra a seus pais, e servirá, como a seus senhores, aos que o geraram. 9Honra a teu pai em ações, e em palavras, e em tôda a sorte de paciência, 10para que venha sôbre ti a bênção lançada por êle, e esta sua bênção permaneça contigo até ao fim. 11A bênção do pai fortifica as casas dos filhos: E a maldição da mãe as destrói pelos alicerces. 12Não te glories na contumélia de teu pai: Porque não é glória para tia sua confusão: 13Pois a glória do homem provém da honra de seu pai, e o desdoiro do filho é um pai sem honra. 14Filho, ampara a velhice de teu pai, e não lhe dês pesares em sua vida: 15i E se lhe fôrem faltando as fôrças, suporta-o, e não o desprezes por poderes mais do que êle: Porque a caridade que tu tiveres usado com teu pai, não ficará posta em esquecimento. 16Pois já quanto às faltas de tua mãe, pelas que tu lhe tiveres sofrido te será dada a recompensa, 17e no esteio desta justiça te será edificada a tua casa, e no dia da tribulação haverá lembrança de ti: E os teus pecados se desfarão como o gêlo num dia sereno. 18Quão infame é o que desampara a seu pai: E quão amaldiçoado é de Deus o que exaspera a sua mãe: 19Filho, leva ao cabo as tuas obras com mansidão, e conciliar-te-ás não só a estima, senão também o amor dos homens. 20Quanto maior és, humilha-te em tôdas as coisas, e acharás graça diante de Deus: 21Porque só o poder de Deus é grande, e êle é honrado pelos humildes. 22Não procures saber coisas mais dificultosas do que as que cabem na. tua capacidade, e não especules as que são sôbre as tuas fôrças intelectuais, mas cuida sempre naquelas em que Deus te mandou cuidar, e em muitas das suas obras não sejas curioso. 23Porque te não é necessário ver com os teus olhos o que está escondido. 24Não te apliques a esquadrinhar com muita atenção coisas escusadas, e não examines com curiosidade as diversas obras de Deus. 25Porque muitas coisas em grande número te têm sido patenteadas, que excedem o entendimento dos homens. 26Também a muitos enganou a sua suspeita, e na vaidade entreteve ela os seus sentidos. 27O coração duro será oprimido de males no fim da vida: E o que ama o perigo perecerá nêle. 28O coração que anda por dois caminhos não será bem sucedido, e o depravado de coração nêles achará o seu tropêço. 29O coração rebelde será oprimido de dores, e o pecador ajuntará pecados sôbre pecados. 30A assembléia dos soberbos não terá cura: Porque o tronco do pecado se arraigará nêles, e não se conhecerá. 31O coração do sábio se descobre na sabedoria, e o bom ouvido com tôda a cobiça ouvirá a sabedoria. 32O coração sábio e inteligente abster-se-á dos pecados, e será bem sucedido nas obras de justiça. 33A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados: 34E Deus é o que põe os olhos naquele que faz mais bem: Lembra-se dêle para o futuro, e no tempo da sua queda achará arrimo.

Novo TestamentoAp 5

Apocalipse 5

1E vi na mão direita do que estava assentado sôbre o trono um Livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. 2E vi um Anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o Livro, e de desatar os seus selos? 3E nenhum podia, nem no Céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o Livro, nem olhar para êle. 4E eu chorava muito, por ver que ninguém loi achado digno de abrir o Livro, nem de olhar para êle. 5Porém um dos anciãos me disse: Não chores: Eis-aqui o Leão da Tribo de Judá, a raiz de Davi. que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o Livro, e de desatar os seus sete selos. 6E olhei: E vi no meio do trono, e dos quatro animais, e no meio dos anciãos um Cordeiro como morto, que estava em pé, o qual tinha sete cornos, e sete olhos: Que são os sete Espíritos de Deus. mandados por tôda a terra. 7E veio: E tomou o Livro da mãe direita do que estava assentado no trono. 8E tendo aberto o Livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas citaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos: 9E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és, Senhor, de tomar o Livro e de desatar os seus selos: Porque tu fôste morto, e nos remiste para Deus pelo teu sangue, de tôda a Tribo, e tôda a língua, e de todo o povo, e de tôda a nação: 10E nos tens feito para o nosso Deus reino e sacerdotes: E reinaremos sôbre a terra. 11E olhei, e. ouvi a voz de muitos anjos ao derredor do trono, e dos animais, e dos anciãos: E era o número deles milhares de milhares. 12Que diziam em alta voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber a virtude, e a divindade, e a sabedoria, e a fortalezà, e a honra, e a glória, e a bênção. 13E a tôda a criatura, que há no Céu e sôbre a terra, e debaixo da terra, e as que há no mar, e quanto ali há: Ouvi dizer a todas: Ao que está assentado no trono, e ao Cordeiro, bênção, e honra, e glória, e poder por séculos de séculos. 14E os quatro animais respondiam: Amém. E os vinte e quatro anciãos se prostraram sôbre os seus rostos: E adoraram ao que vive por séculos de séculos.

Salmos e ProvérbiosPr 27,9-14

Provérbios 27

9Com o perfume e variedade de cheiros se deleita o coração: E com os bons conselhos do amigo se banha a alma em doçura. 10Não largues o teu amigo, nem o amigo de teu pai: E não entres na casa de teu irmão no dia em que estiveres aflito. Melhor é o vizinho ao pé, do que o irmão ao leu-ge. 11Trabalha, meu filho, por adquirir a sabedoria, e alegra o meu coração, a fim de poderes responder ao que te impropera. 12O astuto vendo o mal, se escondeu: Os simplices passando adiante suportaram os danos. 13Tira o vestido aquele que ficou por fiador dum estranho: E leva-lhe de casa os penhorcs, que êle obrigou pelos outros. 14Aquêle que louva o seu vizinho a grandes vozes, levantando-se de noite, será semelhante ao que diz mal dele.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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