Dia 347
Sb 18–19 · Ap 4 · Pr 27,1-8 · cerca de 10 min
Destaque da leitura de hoje“Melhores são as feridas feitas pelo que ama, do que os ósculos fraudulentos do que quer mal.”Provérbios 27,6
Antigo TestamentoSb 18–19
Sabedoria 18
1Mas os teus santos tinham uma luz grandíssima, e ouviam a sua voz, porém não viam a sua figura. E porquanto êles não tinham padecido as mesmas coisas te en-grandeciam: 2E os que antes haviam sido maltratados, te davam as graças, porque já o não eram: E te pediam a mercê de que houvesse esta diferença. 3Por isso tiveram por guia dum caminho, em que não eram práticos, uma coluna ardente de fogo, e lhes deste um sol sem dano de boa hospedagem. 4Os outros eram por certo dignos de serem privados da luz, e de padecer um cárcere de trevas, pois tinham em prisões encerrados a teus filhos por meio dos quais se começava a dar ao mundo a luz incorruptivel da tua lei. 5Quando êles entraram em pensamento de tirar a vida aos infantes dos justos: E exposto um filho, e liber-tado para castigo dêles, tu lhes tiraste grande multidão «de filhos, e juntos os destruíste no abismo das águas. 6Porque aquela noite foi antes conhecida por nossos pais, para que sabendo êles com verdade a que juramentos deram crédito, ficassem os seus ânimos mais tranquilos. 7E foi na verdade alcançada pelo teu povo a con-servação dos justos, e o extermínio dos injustos. 8Porque assim como tu castigaste os nossos adversários: Assim também, unindo-nos a ti, nos engrandeceste. 9Porque os justos, filhos dos bons, te ofereciam em oculto o sacrifício, e estabeleceram de comum acôrdo esta lei de justiça: Que os justos receberiam igualmente assim os bens, como os males cantando já o louvor de seu pai. 10Mas ao mesmo tempo se estavam ouvindo as confusas vozes dos seus inimigos, e os lamentáveis prantos dos que choravam a morte dos infantes. 11E com a mesma pena foi afligido o servo e o senhor, e o homem plebeu padeceu o mesmo que o rei. 12Todos pois tinham do mesmo modo inumeráveis mortos com um só gênero de morte. Porque nem os vivos bastavam para os enterrar: Porquanto em um momento foi exterminada a prole, que das suas famílias era a mais esclarecida. 13Porque os que eram de todo o ponto incrédulos por causa dos encantos, logo que sucedeu o extermínio dos primogênitos, confessaram que aquêle era o povo de Deus. 14Porque quando tudo repousava num profundo silêncio, e a noite estava no meio do seu curso, 15a tua palavra tôda-poderosa baixando lá do Céu desde os teus reais assentos, de improviso saltou no meio da terra do extermínio, como um inexorável con-quistador, 16tendo uma aguda espada, que levava o teu irre-vogável decreto, e que, pondo-se diante dêles, tudo encheu de mortes, e estando em pé sôbre a terra chegava a tocar no Céu. 17Então os turbaram imediatamente visões de horríveis sonhos, e vieram sôbre êles temores não esperados. 18E um lançado de uma parte meio morto, outro da outra, mostravam a causa da morte, de que morriam. 19Porque as visões, que os turbaram, lhes adver-tiam isto antes, por não suceder morrerem sem saber a causa dos males que padeciam. 20É verdade que também tocou aos justos uma prova da morte, e que no deserto houve um levantamento da multidão: Mas não durou muito tempo a tua ira, 21porque apressando-se um homem irreprcensível a interceder pelo povo, lançando mão do escudo do seu ministério, presentando rogos e deprecações com o incenso, atalhou os progressos da ira, e pôs fim àquela necessidade, mostrando que é teu servo. 22E não venceu as turbações com a fôrça do corpo, nem com o poder das armas, mas sim com a sua palavra sujeitou aquêle que a si mesmo se maltratava, representando-lhe os juramentos, e a aliança de seus pais. 23Porque tendo caído já mortos a montões um sôbre outros, êle se meteu de permeio, e rebateu o ímpeto, e separou aquêle caminho que ia ter aos vivos. 24Porque na vestidura talar, que tinha, estava todo o Orbe da terra: E as grandezas dos padres se achavam esculpidas nas quatro ordens de pedras, e a tua soberania estava gravada no diadema de sua cabeça. 25A estas coisas pois cedeu o exterminador, e temeu-as: Porque bastava ter-se-lhes feito sentir esta prova da tua ira.
Sabedoria 19
1Mas sôbre os ímpios até ao fim veio a ira de Deus sem misericórdia. Porque êle também sabia de antemão o que lhes tinha de acontecer: 2Porquanto êles mesmos, tendo permitido aos israelitas que se fôssem, havendo-os já despedido com grande pressa, levados do arrependimento disto iam em seu alcance. 3Pois quando eles tinham ainda entre mãos o pranto, e estavam chorando junto aos sepulcros dos mortos, para sua ruína tomaram outro desígnio de ignorância: E aos que tinham expulsado com rogos, perseguiam depois como a fugitivos:, 4Porque os levava a êste fim uma necessidade de que êles eram dignos: E perdiam a lembrança do que lhes tinha acontecido, para que o castigo enchesse o que faltava aos seus tormentos: 5E para que ao mesmo tempo tivesse o teu povo um miraculoso trânsito, e êles achassem um novo gênero de morte. 6Porque tôdas as tuas criaturas tomavam como no princípio cada uma no seu gênero uma nova forma, obedecendo aos teus mandados, a fim de que os teus ser-vos se conservassem ilesos. 7Porque uma nuvem fazia sombra ao seu arraial, e onde antes havia água apareceu terra sêca, e no mar Vermelho uma passagem sem embaraço, e um campo viçoso no seu profundo abismo: 8Pelo qual passou tôda a nação hebréia, que era protegida da tua mão, vendo as tuas maravilhas e os teus prodígios. 9Porque à maneira de cavalos que têm bom pasto, êles tomaram a sua refeição, e como cordeiros saltaram de prazer, engrandecendo-te a ti, Senhor, que os livraste. 10Porque estavam ainda lembrados daquelas coisas, que aconteceram no tempo da sua vivenda em terra estranha, como em vez de geração de animais produ: ziu a terra môscas, e em lugar de peixes desentranhou o rio multidão de rãs. 11E ultimamente viram uma nova casta de aves, quando levados da apetência pediram manjares para seu desfastio. 12Porque para despacho da súplica do seu desejo, lhes vieram da banda do mar crescidas codornízes: Mas sôbre os pecadores ao contrário descarregaram vexações, não sem aquêles avisos, que antecipadamente lhes tinham sido feitos pela violência dos raios: Pois justamente padeciam segundo -as suas maldades. 13Porquanto eles usaram de uma inospitalidade. a mais detestável: Pois uns não davam agasalho àqueles estrangeiros desconhecidos, e outros a uns bons hóspedes reduziam à escravidão. 14E não só foram por isto castigados, mas ainda havia outro diverso motivo para êles o serem: Que era, o tratarem com desumanidade a uns estranhos. 15Mas aquêles que receberam com alegria os que tinham já vivido com eles debaixo das mesmas leis, foram os que os afligiram com mui cruéis trabalhos. 16E foram feridos de cegueira: Como aquêles à porta do justo, quando, tendo sido repentinamente cobertos de trevas, buscava cada um a entrada da sua porta. 17Porque tudo isto sucede enquanto os elementos se convertem uns em outros, do mesmo modo que num instrumento músico se muda a qualidade do som, e tudo guarda a sua harmonia: Do que se pode fazer ao certo um conceito pelo mesmo sucesso que, então se viu. 18Porque os animais terrestres pareciam mudados em aquáticos: E os que nadavam nas águas, se passavam para a terra. 19O fogo, excedendo a sua virtude, se ateava no meio da água, e esta se esquecia da natureza que tem de o apagar. 20As chamas pelo contrário não ofenderam as carnes dos animais corruptíveis que andavam entre elas, nem dissolviam aquêle delicioso manjar, que se desfazia facilmente como o gêlo. Porque em tôdas as coisas engrandeceste, Senhor, ao teu povo, e o honraste, e não o desprezaste, assistindo-lhe em todo o tempo, e em todo o lugar.
Novo TestamentoAp 4
Apocalipse 4
1Depois disto, olhei, e vi uma porta aberta no Céu, ca primeira voz que ouvi era como de trombeta, que falava comigo, dizendo: Sobe cá, e mostrar-te-ci as coisas que é necessário fazerem-se depois destas. 2E logo fui arrebatado em espirito: E vi imediatamente um Trono, que estava pôsto no Céu, e sobre o Trono estava um assentado. 3E aquele que estava assentado no Trono, era pelo que parecia semelhante a uma pedra de jaspe « de sardoó-nio, e ao derredor do Trono estava um iris que se assemelhava à côr de esmeralda. 4Estavam também ao derredor do trono outros vinte e quatro tronos: E sôbre êstes tronos se viam assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de roupas brancas, e nas suas cabeças coroas de ouro. 5E do trono saiam relâmpagos e vozes, e trovões: E diante do trono estavam sete lâmpadas ardentes, que são os sete Espíritos de Deus. 6E à vista do trono havia um como mar de vidro transparente semelhante ao cristal: E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. 7E o primeiro animal era semelhante a um leão, e -o segundo animal semelhante a um novilho, e o terceiro animal tinha o aspecto como de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando. 8E os quatro animais, cada um dêles tinha seis asas: E à roda e por dentro estavam cheios de olhos: E não cessavam de dia e de noite de dizer: Santo, Santo, Santo, o Senhor Deus onipotente, o que era, e o que é, e o que há de vir. 9E quando aqueles animais davam glória, e honra, e bênção ao que estava assentado sôbre o trono. que vive por séculos dos séculos 10Os vinte e quatro Anciãos se prostravam diante do que estava assentado no trono, «e adoravam ao que vive por séculos dos séculos, e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:, 11Tu és digno, Q Senhor nosso Deus, de receber glória, e honra, e poder: Porque tu criaste tôdas as coisas, e pela tua vontade é que elas eram, e foram criadas.
Salmos e ProvérbiosPr 27,1-8
Provérbios 27
1Não te glories pelo dia de amanhã, não sabendo que coisa dará de si o dia seguinte. 2Seja outro o que te louve, e não a tua bôca: Seja um estranho, e não os teus próprios lábios. 3A pedra é pesada, e a areia é carregada: Mas a ira do insensato pesa mais do que uma e outra. 4A ira não tem misericórdia, nem o furor que rompe: Mas quem poderá suportar o ímpeto dum homem arrebatado? 5Melhor é a correção manifesta, do que o amor escondido. 6Melhores são as feridas feitas pelo que ama, do que os ósculos fraudulentos do que quer mal. 7A alma farta pisará o favo do mel: E a alma faminta até o amargo tomará por doce. 8Assim como periga a avé que passa do seu ninho a outra parte, do mesmo modo o homem que deixa o seu lugar.