Dia 349
Eclo 4–6 · Ap 6 · Pr 27,15-21 · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que guarda a figueira, comerá de seu fruto: E o que é guarda do seu Senhor, será glorificado.”Provérbios 27,18
Antigo TestamentoEclo 4–6
Eclesiástico 4
1Filho, não defraudes a esmola do pobre, e não apartes dêle os teus olhos. 2Não desprezes a alma esfaimada: E não exaspe-res ao pobre na sua necessidade. 3Não aflijas o coração do pobre, e não defiras dar ao que está em angústia. 4Não rejeites a petição do atribulado: E não voltes a tua cara ao pobre. 5Não apartes os teus olhos do necessitado por causa da ira: E não dês ocasião aos que te pedem de te amaldiçoar por detrás: 6Porque será atendida a deprecação do que te amaldiçoa na amargura da sua alma: E atendê-lo-á aquêle que O criou. 7Faze-te afável ao ajuntamento dos pobres, e humilha a tua: alma diante dos anciãos, e abaixa a tua cabeça diante dos grandes. 8Aplica o teu ouvido ao pobre sem ar tristonho, e paga-lhe a tua dívida, e responde-lhe pacificamente com brandura. 9Livra da mão do soberbo ao que padece injúria: E não leves isto com amargura em tua alma. 10No julgar sê piedoso para com os órfãos como pai, e faze as vêzes de marido para com a mãe dêles: 11E serás tu como um filho obediente do Altíssi-mo, e êle se compadecerá de ti, mais do que uma mãe. 12A sabedoria inspira vida a seus filhos, e toma debaixo da sua proteção aos que a buscam, e irá diante dêles no caminho da justiça: 13E o que a ama, ama a vida: E os que velarem para a achar, gozarão do sei prazer. 14Aquêles que a possuírem, terão a vida por herança: E onde ela entrar, Deus abençoará tudo. 15Os que a servem, serão obedientes ao santo: E Deus ama aos que a amam. 16Aquêle que a ouve, julgará as nações: E o que olha para ela permanecerá seguro. 17Se êle tiver confiança nela, herdá-la-á, e ficarão seus filhos confirmados. 18Porque ela na tentação anda com êle, e o escolhe entre os primeiros. 19Ela induzirá sôbre êle o temor, e o mêdo, e a tentativa: E o exercitará nas penas, de que as suas instruções andam acompanhadas, até que o prove em seus pensamentos, e se fie da sua alma. 20E ela o porá firme, e se encaminhará direita-mente a êle, e o encherá de alegria. 21e lhe descobrirá os seus segredos, e meterá nele um tesouro de ciência, e de inteligência da justiça. 22Porém se êle se extraviar, ela o deixará e o entregará nas mãos do seu inimigo. 23Filho, aproveita o tempo, e guarda-te do mal. 24Não te envergonhes de dizer a verdade, quando se trata da tua alma. 25Porque há uma confusão que faz cair no pecado, e há outra que traz consigo glória e graça. 26Não faças acepção de pessoas contra a tua salvação, nem te deixes levar para a mentira à custa da tua alma. 27Não respeites o teu próximo na sua queda: 28E não retenbas a palavra quando ela pode.ser saudável. Não escondas a tua sabedoria na sua beleza. 29Porque a sabedoria dá-se a conhecer pela língua: E o bom senso, e a ciência, e a doutrina mostram-se na palavra do homem cordato, e a sua firmeza consiste nas obras de justiça. 30Não contradigas de modo algum a palavra da verdade, e confunde-te da mentira em que tenhas caído por ignorância. 31Não te envergonhes de confessar os teus pecados, mas não te sujeites a todo o homem para lhos descobrir. 32Não resistas cara a cara ao homem poderoso, e não forcejes contra a corrente do rio. 33Toma a defensa da justiça para salvares a tua alma, e peleja até à morte pela justiça, e Deus pondo-se da tua parte derrotará os teus inimigos. 34Não sejas precipitado na tua língua: E ao mesmo tempo inútil, e remisso nas tuas obras. 35Não sejas como o leão na tua casa, fazendo-te terrível aos teus domésticos, e oprimindo aos que te estão sujeitos. 36A tua mão não esteja aberta para receber, e fechada para dar.
Eclesiástico 5
1Não te fies nas riquezas iníquas, e não digas: Eu tenho bastante de que viver: Porque de nada te aproveitará isto no dia da vingança e da escuridade. 2Não te deixes ir na tua fortaleza após os maus desejos do teu coração: 3E não digas: Que poder não tem sido o meu? Ou quem poderá sujeitar-me a dar-lhe contas das minhas ações? Porque Deus certamente se vingará delas. 4Não digas: Eu pequei, e que mal me veio daí? Porque o Altíssimo ainda que sofrido é justiceiro. 5Não estejas sem temor da ofensa que te foi re-metida, e não ajuntes pecados sôbre pecados. 6E não digas: A misericórdia do Senhor é grande, êle se compadecerá da multidão de meus pecados. 7Porque a misericórdia e a ira estão na sua essên-cia muito perto uma da outra, e êle olha para os pecadores na sua ira. 8Não tardes em te converter ao Senhor, e não o defiras de dia em dia: 9Porque virá de improviso a sua ira, e no tempo da vingança te perderá. 10Não te embaraces pelas riquezas injustas: Porque elas te não aproveitarão no dia da escuridade e da vingança. 11Não te voltes a todo o vento, e não andes por todos os caminhos: Porque assim é que todo o pecador se dá a conhecer pela duplicidade da sua língua. 12Sê firme no caminho do Senhor, e na verdade dos teus sentimentos, e na tua ciência, e a palavra da paz e da justiça te acompanhe sempre. 13Sê manso para ouvir a palavra de modo que a entendas: E profiras com sabedoria uma resposta verdadeira. 14Se tens inteligência, responde ao teu próximo: E se não, põe a tua mão sôbre a tua bôca, para que te não suceda sêres apanhado numa palavra indiscreta, e caires em confusão. 15A honra e a glória acompanham os discursos do homem sensato, mas a língua do imprudente é a sua ruína. 16Foge de passares por mexeriqueiro, e não te venha a tua língua a ser um laço, e um motivo de confusão. 17Porque sôbre o ladrão está a confusão e o arrependimento, mas sôbre o que fala por língua dobre cai uma nota péssima de infâmia: E o mexeriqueiro adquire Ódio, e inimizade, e afronta. 18Faze igualmente justiça aos pequenos, e aos grandes.
Eclesiástico 6
1Não te faças de amigo inimigo do teu próximo: Porque o mau terá por sorte o impropério e a contumélia, como todo o pecador invejoso, e de duas línguas. 2Não te eleves como um touro no pensamento do teu coração: Por não suceder que fique a tua fôrça ener-vada pela tua estultícia, É 3e que ela consuma as tuas fôlhas, e perca os teus frutos, e que tu venhas a ficar como uma árvore sêca no deserto. 4Porque a alma maligna perderá ao que a tem, e o faz ser o gôsto dos seus inimigos, e o conduzirá à sorte dos ímpios. 5A palavra doce multiplica os amigos, e mitiga os inimigos: E a língua discreta no homem bom produz abundantes frutos. 6Sejam muitos os amigos, com quem tu vivas em paz, e seja teu conselheiro um dentre mil. 7Se queres ter um amigo, toma-o depois de o teres provado, e não te fies logo dêle. 8Porque tal amigo há que o não é, senão enquanto nisso acha a sua conveniência, e êle deixará de o ser no dia da tribulação. 9E tal amigo há que se muda em inimigo: E tal amigo há que descobrirá o seu ódio e as suas reixas e injúrias. 10E tal amigo há que só o é para a mesa, e «ue o não será no dia da tribulação. 11Se o teu amigo perseverar firme, será para ti como um igual: E nas tuas coisas domésticas obrará com confiança: 12Se êle se humilhar diante de ti, e se esconder da tua presença, terás uma amizade boa e sincera. 13Separa-te dos teus inimigos, e está alerta com -os teus amigos. 14O amigo fiel é uma forte proteção: E quem o achou, achou um tesouro. 15Nada se pode comparar com um amigo fiel, e' -o ouro e a prata não merecem ser postos em balança com -a sinceridade da sua fé. 16O amigo fiel é um medicamento de vida, e de imortalidade: E os que temem o Senhor, acharão um tal amigo. 17O que teme a Deus terá igualmente boa amizade: Porque a êle será conforme o seu amigo. 18Filho, desde a tua mocidade procura ser instruído e adquirirás uma sabedoria que te dure até à velhice, 19Chega-te à sabedoria, como o que lavra, e semeia, e espera em paz pelos seus excelentes frutos: 20Porque na sua aquisição trabalharás pouco, mas depressa comerás dos seus frutos: 21Quão excessivamente áspera é a sabedoria para as pessoas indisciplinadas, e não permanecerá nela o insensato. 22Ela será a seu respeito como as pedras de grande pêso, que servem para provar a fôrça dos homens, e não tardarão em se descarregarem delas. 23Porque a sabedoria, que faz o homem inteligente, é segundo o nome que tem, e ela não é descoberta a muitos: Mas naqueles a quem é descoberta, dura firme até os levar à presença de Deus. 24Ouve, filho, e toma um conselho de entendimento, e não rejeites o meu conselho. 25Mete os teus pés nos seus grilhões, e o teu pes-Soço nas suas cadeias: 26Submete o teu ombro, e leva-a às costas, e não te enojes com as suas prisões. 27Chega-te para ela de todo o teu coração, e guarda os seus caminhos com tôdas as tuas fôrças. 28Busca-a pelo rasto, e ela te será manifesta, e tendo-te.já abraçado com ela, não a deixes: 29Porque nela acharás tu no fim o teu descanso, e ela se converterá para ti em gôsto. 30E os seus ferros serão para ti uma proteção eficaz, e um firme apoio, e as suas cadeias uma estola de glória: 31Porque nela está a beleza da vida, e os seus vínculos são uma ligadura saudável. 32Tu te vestirás dela como duma estola de glória, ea porás sôbre ti como uma coroa de júbilo. 33Filho, se tu me deres atenção, aprenderás: E se aplicares o teu espirito, serás sábio. 34Se aplicares o teu ouvido, receberás doutrina: E se fôres amigo de ouvir, serás sábio. 35Acha-te na assembléia dos velhos sábios, e une-te de coração à sua sabedoria, a fim de poderes ouvir o que êles te disserem de Deus, e não te escapem os provérbios de louvor. 36E se vires um homem sensato, madruga para ir ter com êle, e gastem os teus pés os degraus da sua porta. 37Tem todo o teu pensamento nos preceitos de Deus, e sê muito assíduo nos seus mandamentos: E êle mesmo te dará coração, e te será dado o desejo da sabedoria.
Novo TestamentoAp 6
Apocalipse 6
1E vi que o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi que um dos quatro animais dizia, como em voz de trovão: Vem e vê: 2E olhei: E vi um cavalo branco, e o que estava montado sôbre êle tinha um arco, e lhe foi dada uma coroa, e saiu vitorioso para vencer. 3E como êle tivesse aberto o segundo sêlo, ouvi o segundo animal, que dizia: Vem e vê. 4E saiu outro cavalo vermelho: E foi dado poder ao que estava montado sôbre êle, para que tirasse a paz de cima da terra, e que se matassem uns aos outros, e foi-lhe dada uma grande espada. 5E quando êle abriu o terceiro sêlo, ouvi ao terceiro animal, que dizia: Vem e vê. E apareceu um cavalo negro: E o que estava montado sôbre êle tinha na sua mão uma balança. 6E ouvi uma como voz no meio dos quatro animais, que diziam: Meia oitava de trigo valerá um dinheiro, e três oitavas de cevada, um dinheiro: mas não faças dano ao vinho, nem ao azeite. 7E quando êle abriu o quarto sêlo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê. 8E apareceu um cavalo amarelo: E o que estava montado sôbre êle tinha por nome Morte, e seguia-o o Inferno, e foi-lhe dado poder sôbre as quatro partes da terra, para matar à espada, à fome, e pela mortandade, e pelas alimárias da terra. 9E quando êle abriu o quinto sélo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho que tinham dado dele. 10E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando, Senhor; (Santo e verdadeiro) dilatas tu o fazer-nos justiça e vingar o nosso sangue dos que habitam sôbre a terra? 11E foram dadas a cada um deles umas vestiduras brancas: E foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e o de seus irmãos, que haviam de padecer como também êles a morte. 12E olhei quando êle abriu o sexto selo: E eis que sobreveio um grande terremoto e se tornou o Sol negro, como um saco de cilício: E a Lua se tornou tôda como sangue: 13E as estrêlas cairam do Céu sôbre a terra, como quando a figueira, sendo agitada dum grande vento, deixa cair os seus figos verdes: 14E o Céu se recolheu como um livro, que se cn-rola: E todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares: 15Eos reis da terra, e os príncipes, e os tribunos, e os ricos, e os poderosos, e todo o servo e livre se esconderam nas cavernas e entre os penhascos dos montes. 16E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sôbre nós e escondei-nos de diante da face do que está assentado no Trono e da ira do Cordeiro: 17Porque chegou o grande dia da ira deles: E quem poderá subsistir?
Salmos e ProvérbiosPr 27,15-21
Provérbios 27
15Os telhados que gotejam em tempo de inverno, e a mulher litigiosa estão em igual paralelo: 16Aquêle que a pretende reter, é como se quisesse fazer parar o vento, e êle trabalhará por que o azeite não escorra da sua mão. 17O ferro aguça-se com o ferro, e o homem aguça a face do seu amigo. 18Aquêle que guarda a figueira, comerá de seu fruto: E o que é guarda do seu Senhor, será glorificado. 19Assim como na água resplandece o rosto dos que se estão vendo nela, assim os corações dos homens são descobertos aos prudentes. 20O inferno e a perdição nunca se enchem: Assim também os olhos dos homens são insaciáveis. 21Do modo que a prata é provada no vaso de derre-ter e o ouro na fornalha: Assim o homem é provado pela bôca do que o louva. O coração do iníquo busca o mal: E o coração reto busca a ciência.